Entrevista: Silent Empire


Silent Empire é um nome reconhecido na cena catarinense e parte disso se deve ao talento de seus músicos, a qualidade de suas composições e a garra de cada um deles, com destaque para o membro fundador Ivan Fábio Agliati, com uma larga experiência na cena e sem medo de emitir opiniões, fizemos essa entrevista para saber mais desse grande nome do Metal Brasileiro.



1)Hail Ivan é uma grande honra para o Underground Extremo estar realizando essa entrevista, gostaria que incialmente para quem não te conhece, você fizesse uma apresentação citando um pouco suas influencias e bandas qual participou antes do Silent Empire.

Ivan – Eu tive meus primeiros contatos com musica, Rock ainda nos anos 80, ouvindo muito de Eric Clapton, Joe Cocker, Bruce Springsteen, Titãs, RPM, estamos falando aqui de 1986/87. Logo em seguida o negocio ficou sem freio, vindo então Scorpions, Iron Maiden e finalmente Motorhead(minha banda numero 1), e o Metal Extremo veio como sequencia natural. Assim minhas musicas possuem uma grande variedade de influencias, pois ouço muitos estilos dentro do Rock ao Black Metal. Já toquei em algumas bandas que não gravaram nada, mas destaco Malice Garden, Forest Of Demons, Warmagedoom, que possuem material pra comprar ou atualmente, baixar.


2)Como foi o processo de formação da Silent Empire, e como está estabilizada a formação agora, vocês tiveram algumas trocas de baixista ao longo dos anos não é mesmo ? Isso chegou a ser um problema para o desenvolvimento da banda ?


Ivan – Formei a Silent Empire quando decidi encerrar atividades com a Warmagedoom, mas queria fazer tudo diferente, seja nas musicas, como nas atitudes internas, ter mais compromissos e unidade. Tanto que demorou algum tempo pra estabilizar formação. Eu escolho com quem toco, não gosto de misturar amizades com bandas(se vier junto, é um bônus é claro, como é atualmente ). As trocas de baixistas atrasam nas composições, mas não é um entrave, pois também sou baixista. Nada pode parar a Silent Empire, caso eu não queira, se é que me entendem.


3) Hail the Legions foi o EP de estreia como foi a receptividade do mesmo , e o quanto ele contribui para o excelente Dethronement of All Icons”?


Ivan – Tivemos mudanças de formação durante as gravações, mas não tiraram o valor do material, pelo contrario, ouve maior gama de influencias.A aceitação foi acima do esperado, pois todas as copias saíram rapidamente, fizemos uma nova prensagem de 200, que também se esgotaram. Futuramente colocar de bônus em algum novo material. E nos abriram muitas oportunidades fora de nossa rede de contatos de shows e divulgação.

4)Dethronement of All Icons”, foi eleito no nosso site com um dos melhores lançamentos de Death Metal do ano passado, porém não dá pra chamar o som da Silent Empire de Death puro em simples pois tem muitas influencias de vários estilos, você concorda com essa citação? e ouvindo o trabalho hoje mudaria alguma coisa no mesmo?

Ivan – Eu mudaria algumas linhas vocais, acrescentaria alguns backing Vocals, que estarão mais presentes nas próximas musicas e ao vivo. Sobre as influencias e o Death Metal, é inegável que minha gama de influencias fique presente nas musicas, pois como sou o principal compositor, e ouço uma gama gigante de musica, e deixo isso fluir naturalente dentro das musicas, aliado às influencias particulares dos outros integrantes da banda. Sempre digo que o que amarra o som da Silent Empire no Death Metal são as guitarras bases e meus vocais. Em tempo, sou o principal compositor da banda, mas todos tem vital importância e espaço pra compor, tanto que é assim que funciona, neste aspecto somos uma unidade imbatível.

5)Gostaria que comentasse um pouco das capas do trabalho da Silent Empire, Gil Souza é uma artista bem diferenciado tanto no traço como no uso das cores, ele faz alguma ligação do som com as capas? 


Ivan – Gil é um velho amigo, um cara voltado ao submundo do Metal e das agulhas mortais das tatuagens. Ele capta rapidamente as mensagens das letras e cria as capas da banda. Desenhos ricos em detalhes e mensagens.


6)As letras da banda me chamam muito a atenção, qual a inspiração para escrever temas mais filosóficos e humanistas e que possuem leituras acidas as religiões de forma geral?


Ivan – Minhas refletem minhas visões de mundo, de Homem, e são basicamente minhas repulsas aos dogmas, ao mundo sem empatia. Sou leitor de livros de filosofia e sociologia e livros de terror, suspense, tudo isso culmina nas letras. E cá entre nós, hoje basta sair na rua e temos inúmeros temas para letras, mundo esta totalmente corrompido por gente morta de atitudes, de pessoas fracas de caráter. São contos cotidianos praticamente.

7)No momento a banda conta com duas musicistas, você acredita que isso pode ser apontado como um diferencial da banda, e já passaram por alguma situação desagradável na cena , que sabemos que ainda existem muitos babacas que se acham bangers por ai.

Ivan – Primeiramente importante citar, que a Aline e Rafaella estão na banda por mérito, por capacidade, e que agregam muito ao som, dinâmica e a organização interna da mesma. Dito isso, vou ao ponto que é mudar essa visão besta e machista que alguns poucos possuem de mulheres no Metal, especialmente no Death Metal. Aqui na Silent Empire não exploramos esse lado erótico, aqui o esquema é bruto, basta olhar a presença de palco de ambas, é de rever conceitos, de voltar pra casa e aprender a viver com isso. Importante ressaltar, as vezes as meninas dos shows, não as namoradas dos músicos, elas são as meninas do palco, que os namorados estão na plateia.

8) Ivan você é uma presença frequente em festivais , além de ser um dos organizadores do United Forces, que tornou se um festival itinerante, entretanto sempre quando vamos em shows aqui no nosso estado percebemos um número reduzido de público, na sua opinião porque isso está ocorrendo?.

Ivan – Sempre que posso vou aos shows, é sempre uma logística, pois com emprego , família e filhos pequenos, não posso ir em todos que gostaria, tento compensar em divulgação. O pouco publico nos shows, vem de situações complexas, pois atualmente as opções de ouvir musicas se ampliaram, a cultura mudou, os objetivos são distintos, a expectativa mudou, e a necessidade de interação se distanciou. No entanto em shows de grande porte, o publico comparece em massa. São situações que preciso entender melhor para lhe responder com mais exatidão.

9) Como agente atuador da cena , que bandas mais recentes vem chamando sua atenção (nacional ou internacional) e falando em bandas gostaria que comentasse como foi tua participação no álbum da banda Sanctifier?


Ivan – Ouço muitas bandas, de todos os estilos, novas , antigas, não as classifico, se soar bem aos meus ouvidos, ta valendo. Sobre fazer a participação no álbum dos gigantes da Sanctifier veio por meio da amizade e respeito ao membro fundador, Alexandre, foi uma grande honra, visto que a qualidade já era esperada, pois o padrão deles é brutal.

10)Nas mais recentes apresentações já tivemos amostras do próximo trabalho da Silent como a musica In Death I Rest, o que pode adiantar para os leitores do Underground Extremo acerca desse terceiro registro?

A musica in Death I Rest estará nas plataformas digitais. As musicas do novo material estão tomando forma, e logo entraremos em estúdio pra gravar, sob o titulo de “Silent Means Death”. Podem esperar por um material com bastante influencia de Metal Tradicional, Black Metal, andamentos Thrash Metal, e bases de Death Metal tradicional, com meus já característicos de quem me conhece.

11)Obrigado pela entrevista Ivan o espaço é seu para considerações finais aos nossos leitores.


Ivan – Agradeço ao espeço cedido á nós e por todo respeito que nos trata sempre, isso é sempre levado em consideração. E vamos nos antenar nos próximos shows da Silent Empire, com novos merchandising, musicas novas e Death Metal saltando nos ouvidos.


Hail The Legion.



Notas Extremas # 58



Hail Headbangers, confira as principais noticias do Underground Nacional com a mais recente edição das Notas Extremas #58


1) Dysnomia Banda anuncia mudança e segue o trabalho como Power Trio

A Dysnomia anuncia oficialmente o desligamento do guitarrista Fabrício Pereira, após três anos e um álbum gravado, “Anagnorisis”, o segundo da banda, aclamado por público e crítica. A saída se deu de forma amigável.
“Agradecemos ao Fabrício pela contribuição, pela parceria ao longo desses três anos e pelas experiências vividas na estrada, e desejamos sucesso em sua carreira.”

O grupo de São Carlos - SP informa ainda que continuará suas atividades como um trio, com os integrantes remanescentes: Érik Robert (bateria), João Jorge (guitarra/vocal) e Denilson Sarvo (baixo).


2) Motörbastards  confirma turnê na Bolívia


 Um dos nomes mais requisitados do Rock n’ Roll nacional, o MOTÖRBASTARDS, chegará em solo boliviano ainda neste ano de 2019.

A banda divulgou em suas redes sociais sua agenda atualizada deste último trimestre, e surpreendeu a todos com datas que passavam por Oruro, La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra em dezembro deste ano, veja:




3) Divulsor Em ensaio, banda divulga trecho de música inédita

O ‘one-man-band’, liderado pelo músico Bruno Schmidt, DIVULSOR divulgou em suas redes sociais um vídeo ensaiando suas novas composições.

Neste trecho, a banda trouxe a público a faixa “Degenerate Dimension”, que integrará o vindouro álbum, ainda em produção, assista e confira um pouco da brutalidade que está por vir:

https://www.facebook.com/divulsor/videos/1415476745274936/

4) Ignispace divulga capa e tracklist de seu disco de estreia, "The Inner Source"

Formada na cidade de Piracicaba/SP em 2018, a Ignispace é a soma da jovem e talentosa vocalista Larissa Zambon, com três músicos experientes vindos da genial banda progressiva Ansata: o baixista Rafael Romani, o guitarrista Rafael Benato e o baterista Thiago Siqueira.

O EP “Rise Beyond”, lançado também em 2018, foi a primeira amostra de que o quarteto sabe disponibilizar a experiência do passado a serviço do presente. Não obstante o saber técnico-musical, com o Ignispace eles sabem bem onde querem chegar: fazer metal que seja acessível para o máximo de pessoas possíveis, não exclusivamente para metalheads!

Sucedendo o EP virá o álbum cheio de estreia da Ignispace, “The Inner Source”.
Gravado no Ignisound Studio em Rio das Pedras/SP, “The Inner Source” reunirá 11 faixas: "Leap of Faith", "Ghost of Time", "Rise Beyond", "I Know", "Turn Around", "The Source", "Your Poison", "Crowd of Fools", "Shining Blue", "A Whole New Life" e "Hidden Nature".

De acordo com o guitarrista Rafael Benato, “The Inner Source” pretende aprimorar a proposta apresentada pelo Ignispace no EP “Rise Beyond”.
"Em comparação com o Rise Beyond, The Inner Source está mais pesado. Trabalhamos com várias afinações diferentes ao longo do álbum, assim como as vozes foram exploradas em diferentes camadas. Tudo isso contribuiu para uma sonoridade mais encorpada."

O baixista Rafael Romani, que também assina a produção do álbum, destaca as referências a outros segmentos musicais que o Ignispace vem explorando desde o EP.
“Por termos tantos elementos diferentes nas músicas, optamos por uma produção mais limpa e dinâmica. Com isso pretendemos explorar de forma mais harmônica todas as diferentes nuances da música do Ignispace, como o folk, a música eletrônica, entre outros.”
“The Inner Source” está sendo financiado com recursos do Programa de Ação Cultural (Proac) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, Fundo de Apoio à Cultura e Prefeitura Municipal de Piracicaba. O álbum será lançado em CD Digipack e em todas as plataformas de música em Novembro. Um show de lançamento, com entrada franca, já está marcado para o dia 04/11 no Polo Piracicaba do Projeto Guri.




5) Noturnall lança videoclipe de “Scream! For!! Me!!!” com participação de Mike Portnoy

A banda Noturnall acaba de lançar seu novo videoclipe “Scream! For!! Me!!!” com a participação mais do que especial do baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater). O clipe teve a direção do vocalista Thiago Bianchi, além do diretor Rodrigo Rossi, e conta com cenas reais de um capotamento de carro tunado ao maior estilo hollywoodiano.

“Este é com certeza o melhor videoclipe da minha carreira e também a realização de um sonho: tocar com o baterista que me fez ser músico”, disse Thiago Bianchi.

O novo videoclipe de “Scream! For!! Me!!!” mostra a nova formação da Noturnall em primeira mão e que conta com Thiago Bianchi (Vocal), Mike Orlando (guitarras), Henrique Pucci (bateria) e Saulo Xakol (baixo). O vídeo de quebra marca ao trazer o duelo de dois bateristas excepcionais, Henrique Pucci e Mike Portnoy, em uma performance surreal.

As cenas de capotamento foram executadas pelo experiente Agnaldo Dublê, profissional de canais como Globo e RecordTV. Vale ainda ressaltar a história do clipe que conta um pouco sobre as dificuldades de se montar uma banda de uma forma bem humorada, porém muito real.


6) Navighator : lançado oficialmente o videoclipe de “Ghost Town”

A banda NAVIGHATOR confirmou o lançamento do single da música “Ghost Town”, no último dia 09 de outubro, para servir como prévia de lançamento do seu vindouro debut álbum.

“Ghost Town” também conta com uma versão áudio visual, disponibilizada em todas as plataformas online do quinteto.

O grupo, que é um dos novos representantes do referido segmento no país, está atualmente trabalhando no processo de produção do referido trabalho, que será lançado através da MS Metal Records, e que será distribuído no Brasil através da Voice Music, para as principais lojas especializadas e megastores do país.

Para mais informações sobre as atividades da banda NAVIGHATOR e dos demais artistas da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.



7)  Affront :  lança o novo Official Music Vídeo da música "Your Lies Your Fall"

.O Music Vídeo foi realizado com imagens capturadas durante a performance da banda no palco do Caraguá Extreme Fest e algumas imagens de BackStage dos shows, a música escolhida é "Your Lies Your Fall" que faz parte do segundo álbum "World in Collapse", o disco foi lançado no Brasil pela Rotthenness recs e na Europa pela gravadora Polymorphe recs. 


8) Drowned: com participação da vocalista do Sacrificed, banda manda clássico do Judas Priest


Em uma execução precisa, o DROWNED conseguiu dar suas características para uma das faixas mais aclamadas de um dos maiores clássicos do Heavy Metal mundial.
Trata-se da faixa ‘Hell Patrol’, retirado do seminal ‘Painkiller’ (1990), dos ingleses do Judas Priest. Para alcançar seus objetivos, o DROWNED contou com uma das melhores vocalistas do Brasil, Kell “Hell” Reis, da também mineira Sacrificed. Confira o resultado:




Entrevista: Aske


Metal Extremo é uma vertente que é, sem dúvida, ou você ama ou odeia, porém tem bandas que conseguem atravessar essa dicotomia e fazem com que todo mundo que admire música de qualidade acabe sendo atraído pelo som, o Aske entra nessa proposta com uma estreia fantástica que atende pelo nome de “Once” e o EP “Broken Vow” que levam adiante essa sonoridade, faz com que tenhamos uma grande admiração por esse duo, então confira nossa entrevista exclusiva: 



1) O Aske atualmente é um formato Duo que recruta músicos para apresentações ao vivo, estou certo? O que motivou a vocês para assumirem esse formato e quais praticidades que encontraram nessa decisão?

Filipe Salvini: Creio que a necessidade: em todos estes anos, desde 2009, fomos oficialmente um duo e dois guerreiros era o suficiente para gravar e produzir nossa música; em 2015 decidimos começar a fazer shows, então precisávamos de uma formação. Como neste momento estamos criando um disco de estúdio, voltaremos com uma formação quando decidirmos voltar a fazer shows.

Vejo algumas vantagens em sermos dois: precisamos extrair o máximo de nossa capacidade criativa para fazer algo bom; pensar como pensariam quatro ou cinco compondo juntos e isso nos obriga a ser mais autocríticos e a nos conhecer melhor. Nossos ensaios acabam se tornando reuniões e a troca de ideias nos faz entender melhor o que o outro está pensando e isso acaba se refletindo nas composições, pois elas soam sinceras para nós; não são apenas composição, cada letra escrita e cada riff de guitarra carrega muito do que estamos sentindo naquele momento. Através da música crescemos enquanto pessoas.

2) Uma das dificuldades de resenhar um trabalho do Aske é a amplitude de estilos por onde a sonoridade de vocês caminha, sendo mais fácil definir como Metal Extremo, essa necessidade de rótulos é, porém, um mal necessário, como vocês definiriam a sonoridade do Aske?

Filipe: Eu gosto de Black Metal, é o estilo que mais me preenche. Sempre ouvi que o Jazz é o estilo musical mais livre que existe, mas é assim que me sinto quando ouço bandas de Black Metal. O Lucas, que é o grande responsável pelas guitarras, tem também suas influências sonoras e admiro muito do resultado que temos com o choque destas diferenças. Este novo disco mostrará ainda mais isso.

3) O EP “Broken Vow” teve uma ótima recepção por parte da mídia sendo o EP um trabalho que mostra o que está por vir. Podemos pegar ele como parâmetro para o próximo trabalho?

Filipe: Com certeza! Havia composições que não entraram no EP “Broken Vow” que estarão no disco além do que continuamos compondo posteriormente. Temos 4 dessas composições no EP (sem contar a última faixa “Übermensch”, do nosso primeiro disco “Once...”, que apresenta nosso ex-vocalista na formação) e neste disco teremos 10 músicas que apenas continuam o que fizemos no EP “Broken Vow”. 



4) Aske vem de cinzas em norueguês e também batiza um álbum do Burzum, vocês tinham em mente fazer essa homenagem ao trabalho do Varg?

Filipe: Não, antes de 2009 éramos uma banda de garagem. A nível de curiosidade, chamávamos Unholy Forces mas, quando comecei a apresentar as primeiras composições para os outros músicos, a formação se desmanchou então decidimos mudar o nome da banda para iniciar algo novo, como um duo remanescente desta banda. Como estávamos recomeçando, o nome “Cinzas” encaixou como uma luva então começamos a pesquisar esta palavra em idiomas diferentes para ver em qual ficaria mais legal. Foi aí que descobrimos esta incrível coincidência, então decidimos que usaríamos neste idioma por já ser um termo conhecido entre os ouvintes desta música. Sempre tive uma paixão por idiomas e isso me agregou pois descobri que o ‘-e’ da palavra Aske é marcação de plural, como o nosso ‘-s’ em “Cinzas”.

5) Tendo formado a banda em 2009, temos uma década de Aske. Quais foram os momentos que mais inspiraram vocês ao longo dessa década, e como é manter uma banda antirreligiosa em um país tão regido por dogmas religiosos como o Brasil?

Filipe: Por sermos um duo, nestes 10 anos pude desfrutar de certas vantagens que uma banda comum dificilmente desfrutaria e listarei 2 destas vantagens: nos meses de composição gosto de estar recluso e retomar a formação para fazer shows depois que o trabalho estiver pronto e lançado; enquanto componho, tenho o privilégio de contar apenas com as pessoas que realmente agregam na criação das músicas e normalmente são elas: Lucas Duarte (guitarrista do Aske), Eugenio Stefane (produtor do 1979 Estúdio, que é onde gravamos nossas músicas) e Paulo Roberto (ex-vocalista e fundador do Aske, que, mesmo não estando mais na banda, é meu amigo pessoal).

O Brasil tem, sim, seus problemas e conflitos religiosos e morais causados pelo cristianismo, onde cada vertente desta crença se julga a dona da verdade e todo o resto é errado, mas, se analisarmos a religiosidade do nosso país, somos um leque em constante expansão onde nem sempre conseguiremos delimitar onde começa e termina cada religião. Temos crenças de matriz africana dialogando com europeias e a presença das filosofias orientais influenciando todas elas. Temos também religiões criadas em nosso próprio solo onde há a miscigenação das crenças trazidas pelos imigrantes. O Aske se opõe a Moral, não a liberdade de Crença religiosa, e cada vez que a Moral religiosa se sente confrontada, vemos que estamos no caminho certo.

6) Indo mais a fundo nas letras, qual a importância de Friedrich Nietzsche para as composições da banda?

Filipe: Algumas ideias apresentadas na obra de F. Nietzsche possuem extrema relevância para nós pois a forma como ele cultua a vida e nos apresenta formas de se elevar, enquanto ser humano (como suas ideias apresentadas na obra “Assim Falou Zaratustra”, por exemplo), dão um verdadeiro baile nas formas de conduta ofertadas pelas religiões monoteístas que temos em vigor no mundo pois Nietzsche nos faz refletir sobre nós mesmos enquanto tais religiões monoteístas faz você, em grande maioria, viver de aparências enquanto seus atos não condizem com o que você prega. Herdamos o asco a moral religiosa tanto esbravejado pelo filósofo.

7) Falando um pouco de “Once...” acho ele um grande trabalho de Metal extremo, como foi o processo de gravação do mesmo e a recepção por parte do público?
Filipe: Nesta época o duo contava comigo no baixo e Paulo Roberto nos vocais. Compusemos o disco entre 2009 e 2011 e foram nossas primeiras composições. Considero este disco como uma escola pois ouvíamos bandas como Deicide, Six Feet Under e Gorgoroth e falávamos “Será que conseguimos fazer isso também?” e, voltando para o que comentávamos anteriormente sobre as vantagens de se trabalhar em duo, pudemos nos dedicar 100% em compor, experimentar, replicar o riffs que nos faziam pirar! Paralelamente, o Lucas também teve suas experiências em outras bandas e compunha suas músicas. Agora, com nosso duo contanto comigo no vocal/baixo e ele nas guitarras, podemos reunir tudo o que aprendemos nestes 10 anos, cada um trazendo o melhor de sua jornada – o EP “Broken Vow” e este disco vindouro estarão aí para comprovar minha fala.


8) Acredito que depois de dois trabalhos muito bem recebidos pelo público cria-se uma apreensão para um próximo trabalho. O que pode nos adiantar sobre um novo lançamento do Aske?

Filipe: Este disco será, sem sombra de dúvidas, a continuação do que iniciamos no EP “Broken Vow”: teremos música pesada e extrema como fizemos em “Menschwerdung”; aprimoramos o groove que criamos na “Mardi Gras”; as linhas melódicas da “Meadows In Shade” e a pegada oitentista do cover “Broken Vows” também estarão presentes. Letras em português também estarão neste repertório pois, como mencionei, amo idiomas e escrever é uma paixão pessoal.

9) O pesado ano de 2019 está se encerrando, existe alguma programação da banda para ainda esse ano, e aproveitando o espaço sendo uma banda do Underground como vocês avaliam o cenário musical no Brasil podemos falar de cena Extrema?

Filipe: Nossa programação é iniciar as gravações do nosso futuro disco. Estamos terminando de lapidar as composições. Reuniremos a formação novamente ano que vem.
O Brasil é um solo extremamente fértil quando se diz respeito a formação de bandas. Temos fests em todo lugar e creio que não exista cidade aqui que não tenha uma banda formada.

10 ) Muito obrigado pela entrevista, tenham certeza que foi uma grande honra para nossa equipe do Underground Extremo! Gostariam de deixar algum recado para nossos leitores?
Filipe: Não fugirei dos agradecimentos tradicionais devido a importância destas pessoas para o Aske: Patrick Sousa, Aline Pavan e Sangue Frio Produções; Eugenio Stefane e 1979 Estúdio; Paulo Roberto, ex vocalista, fundador do Aske e nosso amigo pessoal; familiares, amigos e toda galera que gosta da música que fazemos; a toda equipe do Underground Extremo pelo espaço. Meu muito obrigado a todos!

Aos que estão insatisfeitos: Toca algum instrumento? Monte uma banda e componha músicas em gratidão às bandas que te proporcionam a música que tanto gosta. Não toca? Crie um portal para falar sobre as bandas de que você gosta. Não toca nada e não gosta de escrever matérias? Use camisetas com os logos e ensurdeça o seu vizinho no volume mais alto que puder.

Cada vez que reclamamos que “a cena musical está uma merda” é porque não estamos fazendo nada por ela. Preservar viva a música que tanto nos é querida só depende de nós, não dos outros.



Resenha: The Revolution Continues - Red Razor

Acredito muito que o caos é um grande influenciador de vários trabalhos artísticos de forma geral. Na história encontramos diversas obras que só surgiram em meio ao caos que os artistas se encontravam. Início desta forma para apresentar a vocês o álbum The Revolution Continues da banda Red Razor que surgiu dentro do caos da política brasileira, para quem gosta de seguir aquela ideia de que "música e política não se misturam" aconselho da uma analisada nas letras dessa banda e parar um pouco pra refletir. 

Não conhece o som? Da um play ai enquanto da uma lida nessa singela resenha que tenho o prazer de fazer!


O álbum foi lançado no dia 16/08/2019 e tem recebido elogios por toda parte do Brasil e do mundo. O disco traz a estreia de Daniel Rosick nas guitarras, substituindo Felipe Ferreira.

Possuindo 8 faixas, o play é iniciado pela música The Revolution Continues que traz uma pegada divertida e rápida, com uma letra que crítica grandes corporações incentivando o apoio a empresas locais e sustentáveis.

Seguindo com For Those About to Thrash que faz uma homenagem ao Thrash Metal. A música Violent Times pega bem na veia do principal problema que enfrentamos no país, que é a miséria e a pobreza, é uma música rápida e agressiva tanto na sonoridade quanto na letra. Seguimos com Born in South America que é incrivelmente bem feita e com uma letra didática que conta a história da nossa colonização, inclusive o Harley (nosso redator chefe) já utilizou a letra dessa música em suas aulas!

RIP Democracy retrata bem o que aconteceu nas últimas eleições, uma música que faz você sentir o ódio e a revolta no sangue de tudo que fizeram com a nossa frágil democracia. Sour Power sai da linha das críticas contra a política brasileira e apresenta uma letra divertida sobre gostos pessoais sobre cervejas artesanais, os riffs nessa música são muito bem elaborados e tem uma pegada diferente. Brewtal Mosh exalta os shows underground, onde nos divertimos e esquecemos um pouco da rotina de trabalho diário. The Sadist finaliza o álbum contando a história do Vampiro de Düsseldorf, um serial killer que viveu no final do século XIX e no início do século XX.



É um álbum com muito conteúdo e perfeito para ouvir tomando uma cerveja artesanal!

Track List:
1. The Revolution Continues 
2. For Those About to Thrash 
3. Violent Times 
4. Born in South America 
5. RIP Democracy 
6. Sour Power 
7. Brewtal Mosh 
8. The Sadist

Red Razor – The Revolution Continues
Data de Lançamento: 16/08/2019
Selos: Independente em cooperação com 6 distros: (Under Machine Records, Helena Discos, Resistência Underground, Escória Distro, Antichrist Hooligans Distro e Tales From the Pit)




Sigam a banda nas redes sociais e acompanhem o trabalho:
Bandcamp: http://redrazor.bandcamp.com/
Facebook: https://www.facebook.com/RedRazorThrashMetal
Instagram: https://www.instagram.com/redrazorthrashmetal/
Spotify: https://play.spotify.com/artist/5unXbCLWuUcsnAnz4ecKbg
Deezer: https://www.deezer.com/br/artist/8667420

Entrevista The Damnnation



Que o Metal nacional é um celeiro de grandes talentos não é novidade para ninguém, e nesse meio cada vez mais competitivo se destacam a s bandas que conseguem unir talento, garra e uma dose de personalidade que as tornem diferenciadas perto a tantas outras. Visando tais desafios mas com uma grande bagem musical surge a banda The Damnnation, confira nossa entrevista exclusiva com esse emergente representante do Nosso Underground


1) Hail! Inicialmente queremos agradecer a entrevista. Sabemos que todo início de banda é super corrido, então dedicar um tempo para a entrevista nos deixa bastante honrados. The Damnnation, surge como uma banda nova no cenário extremo brasileiro. Poderia nos contar como foram esses passos iniciais para a formação e a escolha pelo formato power trio, aproveitando para apresentar o the Damnnation para nossos leitores


Renata - Olá, nós que agradecemos pela oportunidade de neste começo já poder ter espaço para apresentarmos a manda, ainda mais para o público de vocês que é bem vasto =)
Basicamente o formato de trio vem pela praticidade, tanto na logística quanto nas decisões. Além disso, apesar de eu ser guitarrista, gosto do baixo proeminente e com uma única guitarra o instrumento aparece mais.
A banda é: Eu, Renata Petrelli na guitarra e voz, Camis Brandão no baixo e voz e a Cynthia Tsai na bateria e voz.



2) O The Damnnnation, anunciou o lançamento de um single e futuramente um EP. Desde a sua saída da Sinaya e a formação de uma banda nova para nós que estamos de fora parece que foi muito rápido, o quanto desse material já estava pronto? E como foi o processo de composições para o vindouro trabalho?

Renata - Eu já tinha 15 músicas compostas sim, daria para um CD e meio quase, rs. Algumas delas são de antes de eu estar na Sinaya. O que fiz foi ajustar algumas coisas para o formato de trio, puxar o baixo mais para frente já que não teremos uma segunda guitarra para segurar alguns momentos, deixando assim o baixo ter mais presença. Também mudei a afinação. Gosto mais da afinação Ré ou Drop Dó, que são as que estamos usando no EP.

Acabei fazendo algumas demos (bem cruas) e mostrei para as meninas. Fizemos alguns ensaios e junto com o Rogério do Flight Studio, nosso produtor, mudamos alguns detalhes de estrutura principalmente e lapidamos algumas coisas de arranjo na hora mesmo de gravar as guias. Fiz as letras, a Camila me ajudou a encaixar a melodia de voz (já que sou nova nisso, rs) e a Cyn compôs a bateria .

3) Falando um pouco da música World's Curse, ela será lançada dia 10 de outubro e já tive o prazer de ouvir a mesma e posso afirmar que além de muito pesada ela vai para um caminho diferente dentro do metal extremo sendo difícil de classificar em apenas um gênero específico você concorda?
Renata - Sim, concordo. A gente não está muito se prendendo a estilos na verdade. Acho que depois de algumas coisas que passamos, queremos fazer o som e sairmos satisfeitas com ele, entende? Fazermos o que nos dá vontade, prazer. Temos influências, é claro. Das mais diversas e vocês vão encontrá-las por aí, mas não queremos soar como ninguém. Só como nós mesmas e deixar possíveis encaixes de gênero musical para quem ouvir.



4) Recentemente foi revelado que o EP de estreia será chamado de “Parasite”, o que pode nos adiantar do mesmo em aspectos de gravação, e ele sairá em formato físico?

Renata - O processo de gravação está sendo bem tranquilo, com uma vibração e energia bem boa! O Rogério é um cara que tem ótimas sacadas e todas nós estamos bem empolgadas, principalmente porque o processo todo está contínuo. Isso é fundamental para manter a vibe de gravar.
Sim, a ideia é sair em formato físico. Vamos ver o que acontece nos próximos meses.



5) Teremos nesse trabalho a sua estreia como vocalista. Foi difícil se adaptar a essa nova função ou já era um desejo seu, ou cogitou algum nome como vocalista da The Damnnation?

Renata - Na verdade sempre gostei de cantarolar e tocar ao mesmo tempo bandas que eu curto, mas não tinha visto como uma possibilidade mais... séria (?) até então. Acabei virando por necessidade, rs. Mas estou gostando da ideia . Lógico que é um eterno aprendizado!
Sim, chegaram a passar alguns nomes pela minha cabeça. Mas pensei mais na praticidade do trio e que seria uma boa deixa para eu sair da minha zona de conforto .

6) Nervosa, Losna, Eskrota, entre tantas outras bandas com mulheres na formação provam o que deveria ser senso comum, afinal de contas um estilo que prega a liberdade, não pode se prender a pensamentos sexistas, porém ainda nos deparamos com posicionamentos muitas vezes fundamentados em machismos. Na sua carreira profissional você já passou por uma situação desagradável pelo fato de ser mulher e ter uma banda de Metal?

Renata -Sim, já tiveram várias ocasiões mas nem tem o porquê dar tanto ibope. Prefiro focar meu tempo fazendo música, fazendo nosso corre e mostrando com ações, que é nosso som. De resto, só lamento mesmo, rs.

7) Quando teremos a chance de ver a The Damnnation Ao vivo? E quais são as mídias sociais da banda?
Renata -Como estamos nos concentrando na gravação do EP até final do ano, a ideia é fazermos nossa estreia já com o EP em mãos. Então provavelmente será em fevereiro ou março de 2020. Enquanto isso, estamos preparando esse single e um clipe desta música para ir aquecendo os ouvidos do que está por vir.

Facebook: www.facebook.com/theDamnnationofficial

Instagram: @thedamnnation.official

Youtube: https://www.youtube.com/?gl=BR&tab=m1

8) Obrigado pela entrevista gostaria de deixar algum recado para nossos leitores?


Gostaria de agradecer em nome de todas da banda por todo o apoio que muita gente tem nos dado. É muito importante e deixa a gente mais confiante e na “pegada” de fazer acontecer de novo. Fiquem ligados nas redes sociais que nas próximas semanas terão novidades =)

Cobertura: Dangerous Meeting

A Adega Nostra-Vamos em Cascavel - PR foi palco de mais um festival foda na região, o Dangerous Meeting. Com a participação de 3 bandas o festival iniciou por volta das 23h e trouxe muita união e cerveja gelada para a galera que participou.

Vinyl iniciou trazendo o melhor do Speed/Thrash paraguaio fazendo a galera cantar junto, além de terem feito homenagem as bandas Angel Witch e Taurus.


Battalion também apresentou um tremendo show com Speed Heavy da forma mais pura e clássica possível!


Aqueronte veio de Curitiba e apresentou um show com seu Black Metal Cru e agressivo.


E o Dangerous Meeting já foi confirmado para a sua segunda edição, parabenizo o pessoal da Adega Nostra-Vamos que tem sido muito parceira nos festivais e ao organizador Matheus Esquizo pela iniciativa, que venham muitas edições!

Cartaz feito pelo: Guille Asecas

Playlist de uma Semana Extrema # 04

Hora de defenestrar ou homenagear trabalhos ouvidos ao longo dessa semana por nossa equipe, de Power Metal ao mais puro Death, somos muito ecléticos no que se refere a Metal, então leia nossas criticas sinceras abaixo

1) Arch Enemy-  Covered in Blood: Bah álbum de covers é um caça níquel sem vergonha, mas até que esse ficou muito legal e temos um motivo para isso, o Arch Enemy é formado por músicos muito acima da média e decidiram faze covers que são homenagens bem sincera com a musicalidade deles, Com 24 musicas e passando pelas três fases da banda o bom Johan Liiva, a fantástica Angela Gossow e a ok Alissa White-Gluz( não gosto dos vocais limpos ...)
Mas vamos lá o que eles fizeram com Shout do Tears for Fears ficou lindo Jeff Loomis e Michael Amott são deuses Breaking the Law achei diferentona, mas esses são da fase atual da banda , quando o vocal d Angela aparece aia a nostalgia come solta o que eles fizeram com a música do Dream Evil The Book of Heavy Metal e "Symphony of Destruction do Megadeth são verdadeiros achados. Não é de longe um dos melhores trabalhos do Arch Enemy mas se deixa ouvir fácil, e repito Amott não é desse planeta.

2) Týr - Hel:   O porque essa banda não é uma gigante, enquanto pastiche de black metal mal feito do Dimmu Borgir é ?? ( os primeiro cds eu respeito hoje putz...) o Viking Metal é um gênero difícil de rotular mas se formos eleger os reis do  estilo o Týr é um fortíssimo candidato, só pelo fato da banda vim das Ilhas Faroé, já representa muito, ouça o trabalho anterior Valkyrja. Aqui toda a formula foi ainda mais desenvolvida como em “Gates of Hel Folk Metal com Death e pitadas de Power na mesma musica, é possível sim e fica muito muito bom. All Heroes Fall, Garmr” são épicas “Fire And Flame”. É um chute na sua cara mostrando quem é que manda na porra toda, não sei ainda se o Underground Extremo irá fazer lista de melhores trabalhos internacionais , caso seja feita esse estará no topo, que é o seu lugar. 


3) Kamelot -Epica; Em textos anteriores eu já disse que comecei ouvindo Power e Prog e depois fui indo para as podreiras, boa parte desse meu gosto vem de cassa pela minha mãe uma apaixonada por Power Metal, toda essa confissão para dizer que esse é um dos álbuns que mais ouvi na vida, e pegando para ouvir outra vez não é que o filho da puta e bom pra caralho. Já me conquistam no conceito  com referencias a obra Fausto do escritor Goethe,vender a alma para o diabo consegues pensar em algo mais metal que isso, geralmente acho interlúdios um saco mas nesse trabalho eles fazem bem o seu papel, não esta ligado na grandiosidade desse trabalho então basta lembrar que ele abre com Center of the Universe, e tem ainda Farewell ,The Edge of Paradise, só faixas obrigatórias na carreira da banda , que passou por algumas altos e baixos mas aqui é o ápice 



4) Morbid Angel -Altars of Madness: Tudo que for dito aqui não chegará aos pés do que essa obra representa para todos os fãs de metal extremo. Se existe esse site hoje tenha certeza que Altar of Madness é um dos culpados. Esse é aquele trabalho que nem sei se deveria falar alguma coisa pois tudo já foi dito mas com a passagem de Richard Brunelle, me vejo tentado a falar algumas palavras. 
Gravado na Meca do Metal extremo 'Morrisound Studios', Tampa, Flórida, o opus já inicia se com "Immortal Rites", se o seu sangue não ferve com essa música hora de repensar seus gostos musicais
"Visions from the Dark Side", "Damnation" e "Lord of All Fevers & Plagues" Evil Spells são também hinos note como as estruturas dessas musicas veio ditar os caminhos pelo qual o metal extremo iria seguir nas próximas décadas ate meso com a presença de teclados
A capa desse trabalho esta pendurada, em milhões de paredes de muitos headbangers, no começo estranhava a faceta das criaturas quase sorrindo mas na verdade a felicidade deles é pois sabem que ouvindo esse trabalho sua alma foi tocada pelo mal, e um caminho sem volta. 


5) Deicide -Scars of crucifix:  Vamos de polemica , e podem me xingar nos comentários mas não acho esse trabalho tão ruim é Deicide violento, blasfemo olha a faixa titulo já abre com um a linha de guitarra insana afinal quem estava na banda são os irmãos Hoffman na verdade a despedida deles, talvez por esse trabalho vim depois do fraquinho In Torment in Hell , me faz gostar mais dele . Concordo que para uma banda que lançou Legion , parece que aqui as coisas estão mais digamos comuns mas veja o comum do Deicide é melhor que o excelente de muitas outras banda. Fuck Your God" pode ter sido escrita por um pirralho na quarta serie ,beleza mas When Heaven Burns, The Pentecostal ,Mad At God são ótimas amostras de Metal da morte , não é memorável mas não é um lixo completo de uma nova chance a esse trabalho.
ps: essa capinha é feia hein cade as tripas e a cabeça arrancada do falso nazareno? 



6) Dragonforce-  Extreme Power Metal: Ah como eu queria xingar esse álbum , falar que  é uma bosta e que ninguém aguenta mais os virtuosismos e masturbação musical, mas tirando a capa que me arrancou umas risadas involuntárias esse trabalho é muito bom, talvez por ter chegando seu oitavo lançamento o Dragonforce ligou o botão do foda se permitindo se rir de si mesmo e dos seus detratores e aprofundando sua proposta musical como em Highway to Oblivion, Heart Demolition(Não sei onde eles estavam com a cabeça para fazer uma musica batizada como) Cosmic Power of the Infinite Shred Machine
Aqui temos a despedida de Frédéric Leclercq meu musico favorito da banda que foi para o Kreator , ah sim agora aquelas passagens mais thrash fazem sentido, e para coroar essa passagem bem humorada da banda um cover para My Heart Will Go On, da guria la do titanic sei la o nome , mas prefiro ainda o cover de Evil Dead do Death kkkk
Se você for ouvir esse trabalho de mente aberta pode ate se divertir bastante e não seira esse um dos propósitos da musica.


Resenha: Maze of Madness - Sinaya


Depois de uma apresentação irretocável no River Rock, fui obrigado a ir atrás do material dessa banda e trago para vocês um pedido de desculpas por não ter apresentado antes Maze of Madness, o que temos aqui é uma aula de Death Metal feito por quem entende e obviamente gosta do estilo , não  é a toa que essa banda conseguiu façanhas como turnês na América Latina , e Europa

Os méritos  de Maze of Madness começam na produção, do trabalho e no capricho com a parte gráfica que já te conquistam antes de ouvir o trabalho mas e quando começa prepare se para Life Against Fate e Abyss to Death, aqui o Sinaya mostra que o seu Death Metal é diferenciado pois tem muitas influencias de Groove ao tempo que a vocalista Mylena, demonstra uma voz poderosa, nessa pegada ainda temos Bath Of Memories e Buried by Terror que reduz a velocidade mas em nenhum momento o peso.


Always Pain possui um trabalho de guitarras brilhante Crowd in Panic é Death Metal da velha escola que me empolga bastante, a gravação no Mr. Som Studio e os gênios Marcelo Pompeu e Heros Trench satestam esse trabalho como  sinônimo de qualidade.

A banda mudou de formação, porém sabemos que o nome Sinaya continuara firme e forte em prol do Metal Extremo brasileiro.

Formação que gravou o trabalho
- Mylena Monaco (vocal/guitarra);
- Renata Petrelli (guitarra);
- Camila T.  (baixo);
- Rodrigo F.(bateria).

Tracklist

1 – Life Against Fate 05:10

2 – Abyss to Death 04:22

3 – Always Pain 04:31

4 – Bath of Memories 04:26

5 – Crowd in Panic 04:29

6 – Infernal Sight 04:30

7 – Deep in the Grave 04:54

8 – Buried by Terror 04:32



Mundo Underground #15

Hail Headbangers, seguimos nossa jornada pelos porões mais obscuros do Underground Mundial, onde provamos que o Heavy Metal e suas correntes atingem a todos os lugares do mundo sem Misericórdia, confira agora a 15° edição

1) A Thousand Sufferings - Bélgica

Banda de Doom /Dark Metal muito interessante, possuem o álbum Burden lançado em 2015, e o seu mais recente trabalho é o magnifico Bleakness de 2018, difícil dar um parâmetro já que a sonoridade da banda é muito rica, destaque também para as capas de seus trabalhos que são belíssimas.



2) Pinewalker - Estados Unidos 

Banda formada em 2014 com o nome de Yeti, mudando para o nome atual nesse ano, formada em Salt Lake City, nessa nova fase a banda possui um trabalho na verdade um EP Migration onde apresentam elementos do Death, do Doom e do Sludge.



3) My Veins - Madagascar 

Thrash Metal com elementos de hardcore, formada em Madagascar, a região litorânea da Africa nos mostra que o Metal está em todas as partes do Mundo, eles lançaram um EP até o momento batizado de Terror Zone



4)  Morferus - Argentina 

Morferus é um dos grandes nomes do metal da morte argentino formada no ano de 2008 a banda apresenta um Death Metal da velha escola mas com bastante passagens bem técnicas o que da um destaque todo especial para o som seu primeiro trabalho foi Muerte Salvaje de 2017, e em 2018 abraçaram a psicopatia com o trabalho Argentina Psicópata”



5) Caedes Cruenta - Grécia

Caedes Cruenta significa em latim 'o grande massacre'. A banda foi criada por Echetleos (vocais, guitarra) e Wrykolas (guitarra) em 2003,Mortham se encarregou do baixo A primeira demo surgiu em dezembro de 2004 com o nome ' 'Resurrection of the dead' Black metal inspirado em todo o tipo de fases do estilo .Outro ano juntou-se à banda, um baterista chamado Markiz. Novas músicas foram escritas e um cassete de ensaio estava pronto em novembro de 2005. Agora, a banda é apenas Echetleos e Após um longo período de escuridão e temporadas misteriosas, a banda gravou a primeira estréia completa chamada 'ΣΚΙΕΣ ΔΑΙΜΟΝΩΝ' no inverno de 2009. Expressando sentimentos como escuridão, dor, morte, ódio, sabedoria e velha cultura esquecida. invocam o espírito sombrio e antigo da Guerra. Dois novos membros se juntaram à banda. Niord (Bateria) e Asarkon (Baixo).




Notas Extremas # 57

Hail Headbangers, atualize se da cena do Metal nacional com as nossas Notas Extremas edição #57

1) Dysnomia: "Anagnorisis" é o novo clipe da banda

A banda Dysnomia acaba de disponibilizar a versão completa de seu vídeo mais recente em seu canal do Youtube. O registro, produzido por Vitor Bido, mostra o grupo executando a faixa-título de seu  álbum mais recente, “Anagnorisis”, ao vivo durante o tradicional festival “Metal Rebellion” na cidade de Ribeirão Preto – SP.
O lançamento do webclipe é mais uma etapa da divulgação do álbum, que tem recebido excelentes críticas por parte tanto da mídia especializada quanto do público, e parte da divulgação da “Brazilian Anagnorisis Tour 2019”.


2) A Sinfonica Records lançou oficialmente a música "A Few Words" do guitarrista Celso Rossatto. 

A música conta com participações especiais de músicos reconhecidos internacionalmente como o baterista Garry King (Joe Lynn Turner, Jeff Beck, A.G.D) e como o tecladista Derek Sherinian (Sons of Apollo, Alice Cooper, Billy Idol, Yngwie Malmsteen, Kiss, Black Label Society e Joe Bonamassa).

Lançado mundialmente pela Sinfonica Records a música "A Few Words" está disponível em diversas plataformas digitais como Amazon, Itunes, Spotity, Google Play, Napster, Deezer, Cd Baby, Apple Music, entre outras plataformas comerciais de músicas digitais.

As informações oficiais sobre o lançamento de "A Few Words" do guitarrista Celso Rossatto podem ser conferidas através do site oficial da Sinfonica Records através do link https://sinfonica.com.br.

"Eu somente tenho que agradecer a todos que me apoiaram e me ajudaram a chegar até esse momento, é o início da realização de um sonho. Pois é através do single "A Few Words" que darei início a tudo o que gostaria de viver e dizer através da música." - Comenta Celso Rossatto.


3) Rest In Chaos: Entrevista ao canal Urussanga Rock Music

Em entrevista realizada no Otacílio Rock Festival 2019 pelo site Urussanga Rock Music a Rest In Chaos falou um pouco do seu trabalho e dos feitos alcançados em tão pouco tempo de banda.
A Rest In Chaos é uma banda que permeia entre o Thrash e o Death Metal. Formada em 2016, na cidade de Florianópolis- SC, gradativamente finca seus pés no cenário underground.
Os músicos possuem 3 trabalhos divulgados, o Ep "Worship Machines" e os singles "Look At Me" e "Ego Riser".

Edição: Guilherme Lemos
Entrevista: Guigo Romagna
Produção: Urussanga Rock Music



4) Anguere: Novo trabalho “Olho Gordo”
A nova faixa do Anguere intitulada “OLHO GORDO” conta com a nova formação! Pedro Amaro Giachetti assumiu a bateria a alguns meses e para marcar sua estreia nada mais justo que uma faixa sendo executada por ele.
Essa faixa já esta disponível nas plataformas digitais como YouTube, FaceBook, Site Oficial da banda, BandCamp e Soundcloud, daqui dois dias no Spotify, iTunes/Apple Music, Google Play, Deezer entre outras!



5)  Inraza com nova formação

Preparando novas músicas e novidades, o INRAZA anuncia que está com uma nova formação, agora um sexteto.
Quem entra como segundo guitarrista da banda é o Bruno Abud. Ele já está contribuindo para as novas composições e estreia no Rio de Janeiro, dia 12 de outubro!

O INRAZA toca no Rio de Janeiro no dia 12 de outubro, no Rock Experience. Além do grupo, foram convidadas as bandas Desalmado e Tamuya Thrash Tribe. Os ingressos estão à venda. Mais infos: https://www.facebook.com/events/344528253089236/

Os paulistas divulgam o EP ‘Sociexit’, lançado em formato digital através do selo Electric Funeral Records e que figurou entre os melhores do ano em sites nacionais e internacionais. O material pode ser conferido nos principais aplicativos de música.
Além disso o EP já foi resenhado aqui no Dissecando EPs



6) KORÖZYON. novo projeto dos músicos do Drowned 

 Além de trabalhar pesado no material do Drowned, os músicos Fernando Lima e Marcos Amorim tiram um tempo para sua nova empreitada o projeto KORÖZYON.
Formado no outono de 2019 em Minas Gerais, o projeto KORÖZYON surge trazendo na bagagem, além de Marcos e Fernando, outros veteranos do underground nacional: Henrique Lima (bateria, responsável pelas baquetas do Black Feather Klan, Dirty Grave e GodAlien) e Rodrigo Nunes (baixo, integrante do Hellcome, GodAlien e Bulldogs).

KORÖZYON, palavra de origem turca que significa corrosão, retoma a ideia de que o mundo está em constante estado de degradação pela própria ação da humanidade. Por uma reação de descaso, ressentimento social e desprezo pelas questões primordiais da existência, o ser humano provoca a natureza que, por sua vez, lhe oferece uma resposta: a de transformação do universo como o conhecemos.

O projeto inicia suas atividades trazendo as influências da música pesada, moldando seu estilo sem procurar por rótulos. A miscelânea e a diversidade de sons têm espaço no trabalho da banda.


7) Pandemmy  Guilherme Silva assume os vocais da banda

Após três anos, com um single e um Split álbum lançados, o PANDEMMY anunciou oficialmente que a vocalista Rayanna Torres não faz mais parte do grupo.

Em nota, o quarteto afirma que não haverá um novo integrante e o guitarrista Guilherme Silva assumirá este posto de frontman de agora em diante se definindo como um quarteto. Completando o line up, Vitor Alves (Flamenhell, Terrible Force), que gravou as baterias do vindouro álbum, foi confirmado como ‘live member’.

“Headbangers, por dez anos consecutivos nos apresentamos como um quinteto. Entretanto, chegou o momento de uma nova fase e por isso anunciamos com bastante entusiasmo que Guilherme Silva (no Pandemmy desde 2014, como compositor, guitarrista e produtor) ocupará também os vocais da banda. Agradecemos à ex-vocalista Rayanna Torres pelos três anos de dedicação e lhe desejamos o melhor.

Vitor Alves (Flamenhell, Terrible Force), que gravou as baterias do nosso terceiro disco de estúdio, se junta a nós como ‘live member’. A mixagem do novo álbum oficial já se inicia em outubro e o lançamento está previsto para dezembro próximo. Estamos prontos para fazer deste novo ciclo o melhor de todos.”

Assim, o PANDEMMY se estabiliza com a seguinte formação:

Guilherme Silva – vocal e guitarra
Pedro Valença – guitarra
Marcelo Santa Fé – baixo
Vitor Alves – bateria (live member)



8) HELLFEST: É possível ir no festival?- Novo Vídeo Do Heavy Metal Online

Um dos programas de Heavy Metal mais assistidos na internet brasileira, o HEAVY METAL ONLINE, chegou a sua edição de número #92.
Nela, o apresentador Clinger Carlos Teixeira traz uma ampla cobertura de um dos maiores festivais do mundo, o HELLFEST, além de vários detalhes que podem ajudar você a realizar o sonho de estar neste evento gigantesco, assista:
O HEAVY METAL ONLINE também contou com uma entrevista com a lendária banda mineira The Mist, além dos famosos blocos 3x3, 3x1 e ‘Heavy Metal Online indica’, onde são apresentados de maneira dinâmica inúmeros artistas, lojas e sites espalhados pelo país.



Proxima  → Página inicial

Total de visualizações

Baphomet

Baphomet

As mais lidas