Entrevista #38: Tainá Bergamaschi (guitarrista) - Crypta

Em meio a tantos sentimentos e incertezas geradas devido ao período que estamos vivenciando, ressurge um nome importante para o metal nacional, Tainá Bergamaschi (guitarrista) que, ao lado de Fernanda Lira (baixo e vocal), Luana Dametto (bateria) e Sonia Anubis (guitarra) nomes também conhecidos, devido a grandes contribuições para o metal, compõe a mais nova banda brasileira/holandesa de ‘death’ metal, Crypta. Essa formação promissora faz com que o entusiasmo e a expectativa dominem nossos ouvidos ansiosos por músicas brutais e marcantes! Confira a seguir a entrevista que a guitarrista Tainá nos concedeu:

1 – Hail Tainá! Durante as últimas semanas seu nome tem aparecido muito nas notícias relacionadas ao metal Nacional. Para iniciar esta entrevista, gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores e falasse um pouco de como foi o processo da sua inserção no cenário do metal. 

TB: Hail! Sou Tainá Bergamaschi, guitarrista da banda Crypta, meu trabalho mais recente foi com a Hagbard no ano de 2017. Sempre tive tendência para coisas mais extremas, então quando comecei a me interessar pela música não imaginei que seria diferente, não é mesmo? Por meio de amigos tive meu primeiro contato com o Metal Extremo aos 12 anos, nisso me interessei por guitarra e assim fui me ingressando em bandas na região e frequentando festivais. Já toquei em bandas de 'Thrash', Sinfônico, 'Folk' Metal e agora 'Death' Metal com a Crypta


Foto: arquivo pessoal de Tainá Bergamaschi

2 – Será que você poderia citar quais bandas e até álbuns, são influências que marcaram muito o seu desenvolvimento como guitarrista e por quê foram tão importantes? 

TB: Eu acredito que o álbum "Stigmata" da banda Arch Enemy de 1998 tem sido grande influência para mim. Ver Christopher Amott com sua técnica junto de seu irmão Michael Amott com riffs melódicos me trouxe uma grande paixão pelo instrumento. Foi um dos meus primeiros CD's de metal. Hoje tenho como influência a banda Death que me influencia totalmente no desenvolvimento técnico, Gojira e Hypocrisy

3 – Em relação a sua contribuição e trabalho como musicista, temos registros de quando você passou pela banda Hagbard. Nessa passagem se apresentou em diversos eventos junto ao grupo de 'folk' metal. Como é para você a sensação de tocar ao vivo? 

TB: Por mais que eu já tenha passado por outras bandas, Hagbard foi a primeira que definitivamente me levou aos palcos. Acho que bem aí eu tive a certeza de que seria a carreira que eu gostaria de seguir definitivamente. Há várias coisas dentro de uma banda que sou apaixonada em fazer, como gravar, criar, até mesmo os ensaios, eles sempre salvam as minhas semanas, mas o palco, para mim é a melhor sensação do mundo, nada se compara à um momento como esse. 

4 – Prestigiamos uma apresentação ao vivo que você participou em conjunto com a Hagbard no Maniacs Metal Meeting 2017, que é um evento ‘open air’ aqui de Santa Catarina, região que promove bastante eventos nessa proposta. Qual sua opinião em relação a este tipo de festival? 

TB: Sim! Gostaria de aproveitar a oportunidade e agradecer ao festival, muito bom poder tocar onde nós somos muito bem recebidos e onde nos sentimos em casa. É difícil colocar em prática um festival como este. Eu torço muito para que mais festivais como o Maniacs possam crescer aqui no Brasil. É um tipo de festival que abre espaço desde as bandas que estão iniciando a sua carreira até as que tem o nome mundialmente conhecido. E melhor, 3 dias de metal com camping haha! Aqui na região de Minas temos o Roça n Roll, que eu torço muito para que o festival possa voltar um dia. Estes tem meu total apoio, com certeza. 

5 – Oriunda de uma presença em um grupo voltado a tocar ‘folk’ metal, agora seu novo projeto anuncia um som voltado ao ‘death’ metal ‘old school’. Como foi para você o processo de adaptações em relação as técnicas dessa nova sonoridade? 

TB: Na verdade tocar 'folk' metal para mim foi mais desafiador. Eu desde muito nova já tinha vontade de ter uma banda de 'Death' Metal, já comecei com o estilo no metal, e era o que eu gostava de tocar em casa. Com o 'Folk' Metal eram muitos 'riffs' e solos melódicos, e com a Hagbard ainda tive que pegar na hora por fazer esses 'riffs' e cantar ao mesmo tempo haha. Agora com o 'Death' Metal eu me sinto de volta ao meu foco principal. 

6 – Poderia nos contar como foram os processos de escolha para a formação da Crypta? Como ocorreu seus primeiros contatos com as outras integrantes, a Fernanda, a Luana e a Sonia? Essa formação se deu por meio de convites? 

TB: A Crypta teve início em Junho de 2019, iniciada pela Fernanda e Luana, e logo já decidiram que queriam Sonia como guitarrista 'lead'. Apesar de eu ter entrado neste mês de Maio de 2020, as mesmas já tinham a intenção de ter duas guitarristas na banda desde o início, mas elas ainda não tinham encontrado uma segunda guitarrista. Eu quando soube do novo projeto em Abril/2020, percebi que seriam Fernanda e Luana juntas, ainda não sabia da Sonia, mas já a conhecia pelos vídeos no Instagram e Youtube e sempre admirei o trabalho dela. Então eu mandei uma mensagem para a Fernanda perguntando se já tinham uma guitarrista para o projeto, que eu gostaria de me candidatar, demonstrei interesse. Não imaginava que Fernanda iria me responder ou ver minha mensagem, mas não custava tentar (eu pensava). Eis que em algumas horas ela me responde, trocamos bastante ideia, e quando ela viu meus vídeos tocando mandou para as meninas, com o tempo recebi um contato da Sonia para me enviar alguns 'riffs' para serem gravados. Depois de uma conversa com todas juntas em vídeo, eu me ingressei na banda. 



7 – Durante o processo de isolamento social devido ao período de quarentena no qual o mundo está passando em decorrência da pandemia do Covid-19, como é a interação entre as componentes da banda para composições, ensaios enfim, desenvolvimento dos trabalhos? 

TB: Há muitas coisas que devem ser resolvidas antes de pensar em ensaios, até mesmo porque não tem como pensar nisso agora por conta do Covid-19, estamos trabalhando muito via 'internet' nesse início da Crypta e temos comunicação 'full-time'. A banda já tem sim algumas composições desde o ano passado, mas ainda não ocorreu um encontro. Agora posso dizer que é um momento de muito estudo para nós, com certeza. Não estamos com pressa, estamos trabalhando muito mas com calma, queremos trazer um material de qualidade. 

8 – Desde o anúncio da formação da Crypta, que foi noticiado em diversos meios de divulgação nacional e mundialmente, estão sendo criadas muitas expectativas em relação à banda, pois tem como integrantes grandes nomes do metal! Como é para você essa pressão do público, da imprensa, dos fãs e até mesmo dos ‘haters’? 

TB: É algo totalmente novo para mim com certeza. Pelos grandes nomes envolvidos tivemos uma repercussão muito grande desde que anunciamos a banda, então estamos trabalhando muito todos os dias em relação à isso. Também tivemos comentários como "ouvi o som dessa banda e é um lixo" sendo que não lançamos nenhum material ainda. É absurdo, mas acontece, mesmo eu não tendo essa mesma experiência que as outras meninas, é normal para mim, alguém já julgar um trabalho que é feito por mulheres, ainda mais na cena do metal. Mas isso não se compara ao tanto de comentários e mensagens positivas que estamos recebendo. Estamos realmente muito agradecidas. 

9 – Ter uma banda formada só por mulheres é, para mim (Carina), motivo de grande admiração e minha expectativa principal é de que vocês continuem fazendo muito sucesso e mostrando que metal não deve ser um meio no qual o gênero sexual seja motivo para avaliar capacidade, técnica e profissionalismo. O que você tem a dizer ao público que insiste em fazer comentários maldosos em relação a bandas que têm na formação, mulheres? 

TB: Sinceramente não vejo muito o que falar, eu acho que é mais questão de agir, essa gente não sabe escutar. Eu fico muito feliz em fazer parte de uma banda só de mulheres e poder representar a todas que seguem o estilo, que tem a vontade de se iniciar em um instrumental musical e querem fazer parte disso. Muitas ainda não tiveram o incentivo ou espaço para isso. Que isso seja um ciclo, que nós possamos inspirar outras mulheres, que outras mulheres possam inspirar outras mulheres e que assim continue. O que eu posso dizer é nós vamos ter nosso espaço como iguais, isso em breve deixará de ser diferente no 'Heavy' Metal. Continuaremos cada vez mais fortes independente de comentários sujos. 

10 – Nós do Underground Extremo estamos muito felizes e honrados em ter realizado esta entrevista! Estamos ansiosos e cheios de expectativas também por novas informações e é claro, pelo som da Crypta! Fica agora o espaço para você mandar um recado para nossos leitores, seus fãs enfim, para o público em geral: 

TB: Gostaria de agradecer o Underground Extremo pela entrevista e pelo apoio. Aos que nos acompanham, estamos imensamente agradecidas pelo apoio de vocês, infelizmente o momento atual não nos permite fazer tudo como queríamos para agora e pedimos um pouco de paciência, mas toda essa espera, inclusive para nós, vai valer a pena. Se cuidem. Muito obrigada!

Participação na elaboração das perguntas de Harley Caires.

Descubra o Metal Br #06: .mt

Salve Headbangers!
Nossa mais recente edição do Conheça o Metal Br apresenta uma 'one man band' que possui pouquíssimas informações a seu respeito, mas isso não nos impede de apreciar o seu EP,  intitulado "Incomplete." que foi lançado em 2018.


Por trás do projeto temos... Pois é, não sabemos! A 'one man band' só deixa claro, na sua página do BandCamp, que 

"esse trabalho foi um projeto de álbum completo, que tive a necessidade de parar porque eu não tinha tempo devido a trabalho e estudo, e por conta de uma depressão pesada tive que vender todos os seus equipamentos por causa das consequências da crise econômica/política que afetou o Brasil e, é claro, minha vida, fudida vida de desempregado.

Mantive essas trilhas por muitos anos, porque não tinha confiança suficiente e baixa auto-estima. Finalmente, tomei coragem para publicá-las.

É tudo sobre nenhuma perspectiva de vida, nenhum futuro e frustrações que eu tive anos atrás...
 
Todas as faixas são feitas por ... eu mesmo.
Todos os instrumentos ... Eu mesmo
Arte da capa e fotografia ... Eu mesmo."

Bem, caso alguém não tenha percebido, o .mt é um projeto de Metal Experimental com fortes influências do 'Black' Metal/DSBM. O trabalho "Imcomplete." conta com cinco faixas, not., a primeira, é um som com uma levada de 'Black' Metal tradicional.  Forgive the Sorrow tem uma levada mais arrastada, com uma linha de guitarra que eu de início jurava que era alguém cantando, e cabe um adendo para Sunstalkers com seus mais de oito minutos a faixa transita por vários momentos de melancolia e agressividade.

Dono de uma sonoridade bem introspectiva e deveras interessante, confira:


Revisado por Carina Langa.

Terror Underground #17 - "Sinister (A Entidade)"

Tirando umas raras exceções, essas primeiras décadas não foram tão promissoras para os filmes de terror, claro, tivemos grandes nomes e a A24 salvando, ou seria, amaldiçoando, nossas almas. Mas no meio de tanta porcaria que chegou aos nossos olhos fazendo a gente sentir uma baita saudade do terror dos anos 80, venho destacar um filme que, ao meu ver, é bem eficiente, e como um grande mal do século, recebeu uma continuação 'patife', vamos falar de A Entidade.


Lançado no ano de 2012, com o nome de Sinister, o filme pega o espectador desprevenido, pois se ele se basear só na premissa do filme, fatalmente achará que estamos diante de algo muito bobo. Uma família que se muda para uma casa onde existe uma maldição, não é nem de longe um roteiro original! Talvez, até por isso mesmo, o filme possa ter passado despercebido por uma parcela do público, entretanto, o grande ponto são as qualidades técnicas, o roteiro foge do senso comum, o uso dos recursos da super 8 é também bem original.

Sem ir para 'spoilers' muito agressivos, o fato de a criatura do filme ir se revelando aos poucos e a relação com a perca da inocência das crianças são bem impostos. Alguns destaques também vão para a interpretação de Ethan Hawke, representando o papel de um autor desesperado pelo retorno do seu sucesso na literatura, a cena dele assisitindo uma entrevista antiga é bem emblemática!

Acredito que aí está o grande acerto de Sinister, ele trabalha bem os personagens, por isso mesmo que o final vai te deixar embasbacado. O único ponto fraco acredito que é a necessidade de sustos jogados na tela, mas essa virou infelizmente uma marca do cinema de terror moderno.

Um bom roteiro com boas atuações! Quantos filmes podem dizer que tem isso hoje em dia? Por isso que A Entidade é louvável, agora Sinister 02...


Revisado por Carina Langa.

Dissecando EP's #23: "Rebelião" (2020) - Desalmado

A música extrema anda lado a lado com a ideologia contestadora, isso é um fato, e você precisa ter um grau muito alto de alienação para não perceber essa realidade, por isso não gera nenhum espanto o fato de que o Desalmado tenha escolhido o dia 1º de maio para lançar não apenas o seu novo EP, mas também, um mini documentário e que se fosse para definir em apenas uma palavra, ela seria, necessário! Já falamos dele no link: http://www.undergroundextremo.com/2020/05/playlist-extrema-sons-para-bater-cabeca.html

É gratificante, pelo menos para esse que lhe escreve, saber que artistas não se omitem ao expressar suas opiniões. Você concordar com as mesmas é uma questão ideológica, mesmo sabendo que existem pontos que nunca devem ser encarados como uma normalidade.

"Rebelião" é o sucessor direto de "Save Us From Ouselves". É até possível entender a necessidade da banda em se manifestar por meio desse trabalho que, vou apontar como único fato negativo, é bem curtinho, pois nas suas duas faixas temos o Desalmado compondo em português, acredito que seja para facilitar a compreensão da urgência da mensagem a ser demonstrada.

A primeira faixa Rebelião conta com a seguinte letra:

Farsa orquestrada 
Democracias manipuladas e usurpadas.
Estado inconsciente 
É tempo de despertar Insurgência e rebelião!
Abutres querem sangue militares sempre a postos a repressão 
Estado inconsciente
É tempo de despertar Insurgência e rebelião!
Destruir a maquina sanguinária de exploração! 
Armas carregadas empunhadas para a revolução!

O flerte com do 'Death' Metal é lindo e fica a mensagem para quem acha que notas de repúdio resolvem.


Esmague os fascistas tem a mensagem simples e direta e poderia muito bem estar em um trabalho do Terrorizer ou do Extreme Noise Terror. Segue a letra, só para deixar bem claro!

O desejo da morte,
O exército fascista alcança o poder 
Mobilizar, Organizar,
Enfrentar, Esmaguem os fascistas 
Censura perseguição, preparação do massacre! 
Tirania capitalista Resistir, Confrontar, Esmagar o fascismo 
Ditadura silenciosa, Aliena a nossa mente
Instrumentos de persuasão, ocultam a razão

A participação de Nata de Lima do Manger Cadavre? e as inserções de trechos com notícias que mostram o estado crítico que vivemos, faz dessa música um retrato dos tempos atuais, é aquele tipo de som que servirá de base para entender o Brasil pós golpe.

Embalado em uma capa que é uma síntese do pensamento do Desalmado cortesia de Wendell Araújo, "Rebelião"  não é apenas um EP, e sim um manifesto!

TRACKLIST:
1) Rebelião
2) Esmague os Fascistas (Feat. Nata de Lima)

FORMAÇÃO:
Bruno Leandro - baixo;
Estevam Romera - guitarra;
Caio Augusttus - vocal;
Ricardo Nutzmann - bateria.


Revisado por Carina Langa.

Resenha #145: "Resumption" (2019) - Carcinosi

Se você pedir para qualquer 'headbanger' citar ao menos três grandes nomes do 'Death' Metal gaúcho, com certeza, o Krisiun, o Rebaelliun e o Horror Chamber serão citados! Mas seria muito injusto não colocar nesse séquito de bandas o Carcinosi. Retomando uma história que nunca deveria ter parado, e injetando mais doses de peso na sua sonoridade, "Resumption", álbum que se fez presente na nossa lista de Melhores do Ano de 2019, merece uma resenha mais detalhada.


A banda formou-se no ano de 1996 e um ano depois lançaram uma 'demo' intitulada “Hyperdimension”. Depois de uma pausa, eles voltaram com a formação estabilizada em Alysson dos Santos na bateria, Bruno Petter nas guitarras e o baixista/vocalista e fundador da banda Tiago Vargas.

É até curioso, mas esse é o primeiro 'full' da banda e foi produzido contendo, ao longo das suas dez faixas, uma aula de 'Death' Metal! Vale um adendo aqui, a banda não se limita a fazer aquele 'Death' rápido só para se mostrar, pelo contrário, o senso de melodia da banda é impressionante e os trabalhos de guitarras também se destacam.

Resumption batiza o álbum e sem frescuras já mostra para que veio, esse som é uma síntese do que a banda faz de melhor, com destaque para o solo de guitarra. E, por falar nele, ao ouvir também, por exemplo, Last Hand of Glory e Instrospective Blemish,  temos faixas que mostram porque indicamos Bruno Petter como um baita guitarra. 

Malfunction Experimental Mutation e Transfigured In Cancerous Atrocities mostram que a criatividade está em alta! A primeira pela redução de velocidade, mas não de agressividade e a segunda, destaca-se por ser um grande trabalho instrumental.

Não posso deixar de citar Obscure Reason e Reverse Rebuild que não à toa ganhou um 'lyric' vídeo, vou deixá-lo aí na sequência para você ouvir. Minha real sugestão é ouça o trabalho todo! Isso se tiver preparado para doses cavalares de metal da morte.



TRACKLIST:
1) Resumption
2) Malfunction Experimental Mutation
3) Last Hand of Glory
4) Obscure Reason
5) Transfigured in Cancerous Atrocities
6) Hyperdimension
7) Reverse Rebuild
8) Insurrection
9) Deceived
10) Introspective Blemish

FORMAÇÃO:


Alysson dos Santos - bateria;
Bruno Petter - guitarra;
Tiago Vargasbaixista e vocalista.


Contatos:
Facebook: https://www.facebook.com/carcinosi/
Emailcarcinosideathmetal@gmail.com
Instagram: https://www.instagram.com/carcinosi/?hl=pt-br

Revisado por Carina Langa.

Mundo Underground #23

Hail Headbangers!
Vamos conferir agora os porões do 'underground' indo em vários países e demonstrando bandas que possuem em comum o extremismo no Metal.

1) Corniger Calvariam - Argentina (Heavy/Thrash)

'One man band' da Argentina formada no ano de 2015. Possui um forte acento de 'Black' Metal nas suas composições remetendo as raízes do estilo. Até o momento existe dois registros: "Ocultismo", um full de 2015 e "Edad Media", lançado um ano depois.


2) Cripple Bastards - Itália (Grindcore)

Uma verdadeira lenda do estilo que eu só estou trazendo aqui porque tem gente que ainda não sabe da importância desses bastardos para a música extrema mundial!
São mais de vinte anos com seu brutal 'grind'. Os músicos que formaram a banda, tinham na faixa dos seus 14 anos. Eles possuem uma discografia que, sinceramente, acho que nem eles tem completa! São tantos 'splits', 'demos', 'full' e tudo mais. A escola do 'hardcore' italiano é forte, eles souberam colocar mais peso e agressividade no som. Caso você não conheça, ouvir essa discografia é uma obrigação!


3) Nidaros Desecration - Paraguai (Black Metal)

Vem dos nossos vizinhos do Paraguai esse verdadeiro atentado musical que responde por uma música blasfema e negra com profundo conhecimento de como o 'Black' Metal deve soar. Formada no ano de 2012, essa horda possui dois registros. Eu dou destaque para "De Spectris Peccatum" de 2018.


4) False Reality - Romênia (Melodic Death Metal)

O 'Death' metal com elementos mais melódicos pode ser um estilo arriscado, pois não podemos nos esquecer que, na frente de tudo, temos a palavra 'Death' que sempre vai estar ligada ao metal extremo! Por sorte o False Reality sabe manter o peso das suas composições sempre entregando para os ouvintes excelentes  trabalhos,  como mostram no EP "End of Eternity", lançado em 2016.


5) Mephostophilis - Egito (Death Metal/Deathcore)

Lembro que quando estava escrevendo o Especial: Copa do Mundo, tinha me deparado com essa banda e na época, eles tinham lançado só alguns sons, mas agora saiu seu primeiro registro e sabendo da dificuldade que é fazer metal na África, vale muito à pena conferir o trabalho "Craft of Rotten Flesh".


Revisado por Carina Langa.

Notas Extremas #106

Salve Headbangers!
Vamos nos manter informados no que ocorre na cena do Metal Nacional, com a mais nova edição das nossas Notas Extremas #106.

1) The Cross: Banda lança DVD “Live – Endless Fall” na íntegra no YouTube 

Um dos principais nomes do 'Doom' Metal sul-americano, o The Cross, coloca novamente seu nome na história e divulga seu primeiro DVD oficial na íntegra no YouTube. Intitulado “Live – Endless Fall”, trata-se do show completo gravado no Palco do Rock 2020 (24/02), que conta com a competente produção da Against The Media.

Em quase uma hora de apresentação, o trabalho possui um 'setlist' especial com clássicos como The Fall e Flames of Deceit, além das inéditas Unnatural e Unto The Deep que estará no próximo álbum, previsto ainda para 2020.


2) Headhunter D.C.: novos vídeos e relançamento de álbum são anunciados

O Headhunter D.C. está completando 33 anos ininterruptos de estrada agora em Maio, ao mesmo tempo em que comemora os vinte anos de lançamento de seu terceiro álbum de estúdio o "…And the Sky Turns to Black… (The Dark Age has Come)" lançado pela Mutilation Records.

A banda acaba de disponibilizar sequencialmente no YouTube, três vídeos de seu show comemorativo de trinta anos no festival Palco do Rock 2017, em Salvador/BA, sendo este um dos últimos ainda contando com o membro fundador Paulo Lisboa (ex-guitarrista), que deixou o grupo em junho de 2017, após três décadas de dedicação aos caçadores de cabeças, totalizando quatro vídeos oficiais disponibilizados, filmados neste mesmo evento.

Enquanto aguardam o final da quarentena, causada pela pandemia do novo Coronavírus, para o retorno aos palcos e, finalmente, entrarem em estúdio para a gravação de seu novo álbum, o Headhunter D.C. alerta os fãs sobre a vinda de uma edição especial de "… And the Sky Turns to Black…" em vinil preto, pelo selo peruano Crypts of Eternity Prods.

Muita coisa está por vir, estamos apenas aguardando pelo final de todo esse pesadelo pandêmico para voltarmos a colocar nossos planos em prática. Até lá, permaneçamos em casa para mantermo-nos fortes e saudáveis rumo à longa jornada que ainda temos pela frente, se o fim do mundo assim permitir. O Culto nunca pára!”, informa Sérgio Baloff (vocalista).

Os vídeos de Decomposed, God’s Spreading Cancer e Hail the Metal of Death! ao vivo no PDR Fest 2017, você pode conferir nos links abaixo:

https://youtu.be/e8c-IkE-kQY


3) Chaosfear: 'Teaser' de música nova e detalhes do novo álbum

A espera acabou! Os 'thrashers' paulistanos do ChaosFear voltam com tudo em um novo álbum com 7 faixas intitulado "Be The Light In Dark Days", a ser lançado em breve. Esse álbum, que promete mexer nas estruturas da cena 'Thrash' Metal brasileira e mundial atualmente, foi gravado/mixado no estúdio Tori Studios de propriedade de Marco Nunes (baixista/produtor), masterizado pelo renomado produtor/músico Paulo Anhaia e com capa pelo artista Jean Santiago.

"Be The Light In Dark Days" será lançado em breve e terá o seguinte 'tracklist':

1) Be The Light In Dark Days
2) A New Life Ahead
3) Cold
4) From No Past
5) Mindshut
6) The Hand That Wrecks The World
7) The Alliance

Produzido por Marco Nunes
Mixado por Marco Nunes e ChaosFear
Masterizado por Paulo Anhaia
Músicas e letras por ChaosFear
Capa por Jean Santiago

Um 'teaser' do vídeo da nova faixa A New Life Ahead, que traz novamente as características típicas do ChaosFear como palhetadas abafadas, 'riffs' em profusão, agressividade, brutalidade ímpar e não se acomodar numa zona de conforto, foi totalmente feito enquanto o isolamento social assola o mundo por conta da pandemia do #COVID19. Confira:


4) Facing Fear e membros da Skull Fist, Ambush e Sweet Danger gravam vídeo juntos

Uma das opções que bandas encontraram para animar os fãs neste período de isolamento, é a publicação de vídeos-quarentena, que mostram suas músicas ao vivo e um pouco da realidade no convívio particular. A Facing Fear aderiu a esta idéia e já lança o segundo vídeo neste formato, que é o single Hell’s Killer do álbum "Ana Jansen". A versão conta com participações especiais do sueco Oskar Jacobsson (Ambush), do canadense Zach Slaughter (Skull Fist) e do brasileiro Adriano Conde (Sweet Danger).

Confira como ficou o vídeo de Hell’s Killer nesta quarentena, pelo link https://bit.ly/2T6VZMr

5) Pandemmy: Confiram os primeiros vídeos de Lockdown Sessions!

Mesmo em quarentena, os pernambucanos do Pandemmy trabalham forte na divulgação do seu atual trabalho “Subversive Need”.

A banda inovou e lançou o quadro Lockdown Sessions em seu canal oficial do YouTube, com as faixas Xenophobia e Neohate, assista agora:



Em breve, novos vídeos como estes serão divulgados. Para ficar por dentro de todos os trabalhos do grupo, acesse o 'link' a seguir e inscreva-se em seu canal, não esqueça de ativar o sininho para obter as notificações:

Revisado e editado por Carina Langa.

Dissecando EP's#22: "Ousar Lutar, Ousar Vencer!" (2019) - Sangue x Ódio

Salve Headbangers! Há tempo estamos afim de falar um pouco mais de 'Hardcore' aqui no site, pois o gênero tem muita relação com a nossa proposta, a de ser um som extremo e 'underground', por isso mesmo, hoje trouxemos um Dissecando EP com a banda Sangue x Ódio.

São 12 minutos espalhados em cinco faixas. Esse grupo de Ibiuna/SP lançou esse trabalho em 2019 e suas letras tratam de assuntos como, por exemplo, a depressão. O som vai na linha do Agnostic Front, Madball, Terror e Hatebreed, ou seja, de grandes nomes! Esse trabalho marca uma nova fase da banda com nova formação, mas com a mesma pegada e sempre com algo a dizer, o que é muito importante nos dias de hoje.

Abrindo o trabalho temos Enquanto Houver Amanhã que é uma das minhas músicas favoritas do trabalho, pois é o hardcore que eu gosto de ouvir. O vocal raivoso se aproximando do 'Thrash' e o refrão cantado com aquele estilo de coro, chamando você pra revidar.


Resistir É Vencer tem vocais que lembram Ratos de Porão e mais uma vez já pega o ouvinte pelo refrão, que te obriga a cantar junto. Recomeço mantém a pegada da faixa anterior e dá para dizer que esse trabalho é ótimo para aqueles dias que você está mais desanimado, porque aqui levanta até defunto! rsrsrs. Note que as letras da banda possuem uma mensagem importante para nossos dias atuais.

Ousar lutar! Ousar vencer! foi a faixa escolhida para divulgar o trabalho e faz bem o seu papel, caso não conheça a banda, indico começar por essa! Ela tem uma pegada bem metal na linha do Hatebreeed e depois vem pra levada 'hardcore', perfeita para se quebrar nos 'moshs'.

O trabalho ainda conta com o bônus Vitória Sempre, Derrota Jamais! que tinha sido lançada no ano anterior e mostrava que a banda leva ao pé da letra o que diz, ou seja, eles não vão mais parar, sorte nossa!

TRACKLIST: 
1) Enquanto Houver Amanhã
2) Resistir é Vencer
3) Recomeço
4) Ousar lutar! Ousar Vencer!
5) Vítória Sempre, Derrota Jamais 

FORMAÇÃO:
André - guitarra;
Fábio - bateria;
Gilmar -voz;
Toshi - baixo.


Revisado por Carina Langa.

13 Sons Extremos #03 - Amorphis

Salve Headbangers! Chegamos na terceira edição desse desafiador quadro do nosso site, o 13 Sons Extremos. Desafiador porque pegando, por exemplo, a banda dessa edição, que possui 12 álbuns, é até difícil definir apenas 13 sons para listar aqui, mas vamos lá então, confira agora um apanhado da carreira do Amorphis.


O primeiro registro foi "Disment of Soul", uma 'demo' que é bem crua. Lançada em 1991 ela é  muito mais voltada para o 'Death' Metal, um ano depois, tivemos o primeiro trabalho oficial.

"The Karelian Isthmus" álbum de puro 'Death' Metal, para muitos, um dos melhores da banda, para mim está no 'top five'. Claro que, quem ouvir esse trabalho dos primórdios do grupo e compará-lo ao ouvir um lançamento  mais atual, pode estranhar bastante, mas eles não são um Opeth. A experiência e certa mudança na sonoridade aqui para o Amorphis só agregou.
 Exile of the Sons of Uisliu

As bases mais melódicas desse som já demonstravam o caminho que a banda iria seguir, e os vocais cavernosos de Tomi Koivusaari se encaixavam muito bem nessa fase, procure ouvir também o EP que saiu depois, o "Privilege of Evil", isso é indicado para você que curte podreira.


"Tales From the Thousand Lakes", nesse álbúm começa a ficar difícil a seleção dos sons, pois esse trabalho é um clássico que consegue passear pelo 'Doom' e pelo 'Death' Metal, somando o uso dos teclados que deram um peso todo especial aos sons. Vou escolher uma faixa só, mas ouça o trabalho todo, pois ele é perfeito. 

2° Black Winter Day 

Não poderia ser outra. É impossível não ser transportado para as terras geladas do norte, ao ouvir esse som. Uma faixa que deve estar presente em todos os 'set list' do Amorphis, não à toa ela batiza o EP que foi lançado um ano depois do álbum que à contempla.



"Elegy" nesse álbum teve mudanças na banda, onde Pasi Koskinen assumiu os vocais e a banda começou a sair do 'Death' indo para  mais para a linha do 'Prog'. Confesso que odiei esse trabalho por muitos anos, mas hoje consigo perceber a qualidade do mesmo.

My Kantele

Pasi manda bem nos guturais e manda ainda melhor nos vocais limpos. Essa música tem uma passagem pelo 'death' melódico e o metal progressivo. É minha favorita do trabalho e deve ser a deles também, afinal de contas, apresenta uma bela versão acústica no final do trabalho. Mensão honrosa aqui para Against Widows.


"Tuonela", ohh capa sem graça! Mas o trabalho aqui é muito bom, experimental até um certo ponto, pois você vai encontrar saxofone, música gótica e mais um monte de influências que só fazem sentido porque estamos falando de uma banda do 'naipe' do Amorphis.

The Way

Abertura, e já deixa claro, os termos de metal extremo ficaram para trás, mas não quer dizer que não sabem fazer boa música. The Way é viajante e introspectiva, ouça!


"Am Universum" aqui Pasi se achou na sonoridade do Amorphis. Outro álbum que aponto como um dos meus favoritos. Mais uma vez esqueça o passsado, não temos guturais nesse álbum e ele flerta ate com o 'pop'.
Alone

A faixa que abre o trabalho e a segunda maior do disco. Suicídio comercial que se foda, o Amorphis não liga muito pra isso. Essa faixa condensa bem o que esse trabalho é, amplo e criativo.


"Far From The Sun" foi feito com o clima pesado na banda. O vocalista Pasi decide voltar e o baterista Jan Rechberger também. Não é de todo um trabalho inspirado, mas vale conferir, agora ter na coleção, é outra história!
Evil Inside

Outro som viajado que tira o pé do peso, foi aqui que eu quase desisti da banda, mas essa musica é bem chiclete, se destaca em um álbum fraco.


"Eclipse". Se no álbum anterior eu pensei em desistir, o "Eclipse" me trouxe de volta e outro elelmento que voltou são os guturais, cortesia do senhor Tomi Joutsen. Cara você é foda! O melhor dos dois mundos, meu segundo álbum favorito do Amorphis.

House Of Sleep

Se você quer apresentar o metal para alguém e não sabe por onde começar ,vai nesse som! Altamente agradável e pesado, poderia tocar nas rádios e levar muita molecada a ouvir metal!


"Silent Waters" é outro presente na minha lista de melhores trabalhos do Amorphis, pois a banda continuou mantendo aqui todas aquelas influências progressivas, mas sem abrir mão do peso.

Silent Waters

A escolha é mais óbvia, pois a fiaxa título é a síntese da melodia e do peso, mostrando que o Amorphis estava no melhor momento da sua carreira, sendo que a banda iria chegar no 'climax' com seu próximo lançamento. Um adendo, essa capa é linda e recupera as erradas anteriores.



"Skyforger" é, sem dúvida, meu álbum favorito. Uma obra prima, é um dos melhores trabalhos lançandos no ano de 2009, sendo obrigatório para fãs, não só de metal, como de música de forma geral. Estou exagerando?... Nem um pouco, esse álbum é perfeito! 

From the Heaven of My Heart 

Um dos momentos mais emotivos do Amorphis, com uma linha de teclados marcante, uma melodia lindíssima, e vocais limpos e melodiosos. É uma música atemporal e o mais legal, depois dela temos...

10° Majestic Beast 

O oposto. Colocar uma pedrada dessa depois de uma linda balada é coisa de gênio! Mostrando que eles não esqueceram que são uma banda de metal, essa música faz frente a Dark Winter Day no quesito agressividade.


"The Beginning of Times". Tah bom, o Amorphis não faz mais 'death' metal, podemos viver com isso numa boa! Não acho esse trabalho melhor que o anterior, mas consigo entender a evolução da banda. Aqui os arranjos estão mais progressivos e intricados, acredito que isso é algo que a estrada trouxe para a banda.

11° Mermaid 

Faixa que poderia até estar no trabalho anterior, devido a sua pegada mais 'power folk'. Mais uma vez, a criatividade nos arranjos do Amorphis dão um ar especial para a faixa.


"Circle". Olha o peso voltando, que coisa linda! Claro que ao ver o nome de Peter Tägtgren na produção explica muita coisa. Some a isso mais uma capa marcante e temos um trabalho que faz frente aos grandes clássicos da banda.

12° Shades of Gray

Já chega botando ordem na casa. Não espere muito efeitos 'folk', pois o que temos aqui  é uma faixa típica de 'death' metal sueco e falo isso com muita, mas muita, alegria!


"Under The Red Cloud", 25 anos de banda! Uma carreira em que, até os registros não tão inspirados, são muito bons. Esse trabalho parece uma releitura da carreria, mas as faixas são inéditas, elas olham para o passado, mas não negam o futuro.

13° Death of a King

'Folk', 'death' e progressivo, tudo na mesma faixa, sim, isso é possível! Ouça esse som que ganhou até um vídeo de divulgação. Muitas bandas acabam colocando as influências orientais só para encher o saco, poucas sabem usar tão bem como o Amorphis.


Revisado por Carina Langa.

Terror Underground #16: "Fantaspoa at Home"

Confira, Vote e Apoie

Dia 10 chega ao final a votação do Fantaspoa at Home. E aí, você já escolheu seus favoritos? Ou nem sabe do que estamos falando? Então meu caro leitor ,esse texto é pra ti!

O Fantaspoa at Home surgiu como uma iniciativa de promover entretenimento para as pessoas em suas residências, reforçando as constatações científicas sobre a necessidade de quarentena que os profissionais de saúde de todo o mundo têm insistentemente propagado:

"Para o futuro da humanidade, é essencial que as pessoas imediatamente parem de sair de suas casas". 

O projeto surgiu como um complemento ao Fantaspoa, que é um festival de cinema fantástico sediado em Porto Alegre há 15 anos. A sua edição de número 16, marcada inicialmente para ocorrer em maio de 2020, foi postergada para o segundo semestre deste ano, entre os meses de outubro de novembro. 

De 1 à 10 de maio, o público poderá assistir aos filmes do Festival Online Fantaspoa At Home. Foram selecionados 15 curtas internacionais, e 20 nacionais - destes, 10 foram produzidos no Rio Grande do Sul.

Os filmes que obtiverem a maior quantidade de 'likes' no Youtube serão os vencedores de suas respectivas categorias.


Apoie o Fantaspoa

E você, fã de terror, pode ajudar, pois pela primeira vez nos últimos nove anos, o Fantaspoa não recebeu nenhum patrocínio, dessa forma vem lançando uma campanha de financiamento coletivo para que continue a existir. Nós convidamos você a contribuir, seja com doação, seja divulgando essa campanha, que se encontra em www.catase.me/fantaspoa16.

Este site disponibilizará filmes que fizeram parte dessa rica história que construímos até hoje - e que é de grande importância no cenário cultural do continente. Para saber mais sobre o Fantaspoa, acesse: www.apoiefantaspoa.com

Nossa equipe conferiu os vinte vídeos, não vamos falar quais a gente votou para não interferir nos outros votos, mas muitos vídeos usaram o isolamento e a crise do Covid-19 como temática e ficaram muito bons, aproveite o fim de semana e confere aí: https://www.fantaspoaathome.com/curtas-nacionais

Revisado e editado por Carina Langa.

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