Notas Extremas # 68


Hail Headbangers, confira o que ocorre na cena do Metal nacional com as nossas Notas Extremas edição 68 

1) Goaten: Cianeto Discos lançará o álbum “The Following”

O novo álbum dos gaúchos do Goaten , intitulado “The Following”, está muito perto de ser lançado em seu formato físico.
A CIANETO DISCOS se encarregará de trazer aos headbangers brasileiros este trabalho ainda neste primeiro semestre e poderá ser adquirido por apenas R$ 15,00 (+ frete) acessando o link a seguir: https://www.cianetodiscos.com.br/9286457-GOATEN-The-Following-MCD
Entrevistamos a banda na sua passagem pelo Caverna Killmister confira ai: 



2) Hylidae: Promiscuous World” integrará as principais plataformas de streaming


O primeiro álbum da banda de Death/Thrash Metal  Hylidae  intitulado “Promiscuous World”, lançado em 2012, ganhará um novo formato nos próximos dias.
Após uma parceria entre o grupo e a Sangue Frio Records, o trabalho integrará as principais plataformas de streaming e download do mundo, podendo ser encontrado facilmente em diversos aplicativos de música.


3) Behavior : Assista ao live vídeo de “Marching For Hell”

No dia 08/02/2020 aconteceu o ‘Metal No Teatro’ no conhecido Cine Teatro Solar Boa Vista e contou com os baianos do BEHAVIOR. Um show extremamente brutal que foi registrado pela produtora Against The Media e agora vem sendo divulgado no YouTube, a primeira faixa liberada foi “Marching For Hell”, assista 

4) Chaotic System lança o seu primeiro Full: Rise 

Depois do lançamento dos aclamados EPs "Baixada Morta" (2018), "Help Brasil" e "Human Decay" (ambos de 2019), a incansável máquina carioca de crust Chaotic System lança seu primeiro "full lenght", o álbum "Rise" em todas as plataformas de streaming via Electric Funeral Records.
Criado na cidade de Duque de Caxias/RJ, a banda sempre tendo a frente seu fundador, o 4) guitarrista/vocalista Magno Vieira, e após várias formações conta agora com a presença de Eduardo Martins (baixo/vocais, ex-Vox Mortem) no line up. 

O disco contém 14 faixas entre inéditas e regravações de músicas presentes nas primeiras demos no início da carreira do Chaotic System. Segundo Magno Vieira, guitarrista/vocalista e fundador do grupo, "já era hora daquelas faixas receberem o tratamento correto. Seria injusto deixá-las no passado sem uma produção bacana. Agora elas estão do jeito certo".



5) HellgardeN: Álbum de estreia já em pré-venda no Brasil e no mundo


“Making Noise, Living Fast”, álbum de estreia de uma das grandes promessas na emergente safra de revelações do metal nacional, HellgardeN, já se encontra para pré-venda no formato CD em todo território nacional. Esse trabalho será lançado mundialmente pela gravadora americana Brutal Records no dia 10 de abril.

Esse trabalho foi gravado de forma analógica e totalmente, nas palavras da banda, “na lata” e “sem frescura”, no ForestLab Studios, em Petrópolis, Rio de Janeiro, com a banda despejando toda sua energia em cada faixa do disco, sob a produção e supervisão dos experientes Lisciel Franco (produtor) e Roberto Carvalho (engenharia de gravação). A masterização ficou a cargo do americano Alan Douches, conhecido por masterizar trabalhos icônicos de bandas como Motörhead, Sepultura entre outros.

Faixas de “Making Noise, Living Fast”:

1- Spit on Hipocrisy
2- Evolution or Destruction
3- Learned to Play Dirty
4- Fuck the Consequences
5- Brainwash
6- Making Noise, Living Fast
7- Believe in Yourself or Die
8- Possessed by Noise



6) Inner call:  Divulgada capa do segundo álbum


Leviathan, o segundo full lenght do Inner Call, banda baiana de Heavy Metal Tradicional, está prestes a ser lançado. Enquanto isto não acontece e para satisfazer a curiosidade dos metalheads a banda divulga a capa do álbum.Vale salientar que além do lançamento no Brasil, via Under Machine Records e TheMetalVox Records, INNER CALL está negociando o lançamento de Leviathan também fora do Brasil.

 7) Aztlán:Banda produzindo seu debut álbum

A banda baiana de Death Metal Aztlán está em pleno processo de composição de seu debut álbum, por enquanto sem título, arte gráfica e track list definidos. O Aztlán colheu diversas críticas positivas do seu EP de estreia, “Entrance to Mictán” (2019) o que o credenciou a participar do big festival Dopesmoke 2019 e do Palco do Rock 2020 e com isto arregimentou uma grande legião de fãs. Além da produção do full lenght, a banda continua promovendo seu EP e estabelecendo contato com gravadoras no Brasil e no exterior.



Estética Torta - Literatura e Heavy Metal



Hail Headbangers, desde que compartilhamos na nossa página do facebook a divulgação da Editora Estética Torta que anunciava a pré venda de uma biografia do mestre Chuck Schuldiner muitos dos nossos leitores queriam saber mais desse lançamento e então entramos em contato com a editora e você confere um pouco do nosso bate papo e os lançamentos da Estética torta e se prepare para por a leitura em dia porque eles só estão começando.



1)? A Estética Torta é uma editora nova, e já vem ganhando  o respeito dos leitores devido o material ligado ao Heavy Metal, pode nos falar um pouco sobre o que vocês já lançaram nesse nicho?

R:  Somos uma editora nova, nova mesmo. Começamos o trabalho em fevereiro, com o livro "Iron Maiden Para Crianças", e lançamos em março a biografia do Ronnie James Dio. Temos duas pré-vendas em andamento, mas temos mais ou menos uns 25 títulos já negociados, para serem lançados ao longo dos próximos anos. Vamos tentar lançar dois livros por mês, em diferentes áreas do metal. Isso, claro, vai depender da resposta do público.

2) Os Headbangers que curtem nossa página ficaram muito ansiosos quando anunciamos o livro que narra a vida de Chuck  Schuldiner  do lendário Death, o que pode nos adiantar acerca desse material e da sua pré venda ?

R:   Pois é... Chuck é uma daquelas lendas imortais. Quando ficamos sabendo que havia uma biografia sobre ele lançada por uma editora italiana, não tivemos dúvida de que deveríamos investir nesse material. O livro vai sair com mais ou menos 240-250 páginas, possui muitas fotos internas, flyers raros etc. Vai ficar bem legal! Contratamos um ítalo-brasileiro para cuidar da tradução, para garantir que o texto saia da melhor forma possível!



3) Muito boa sorte a Estética Torta, somos carentes de material de qualidade que falem das nossas bandas favoritas, poderiam deixar algum recado para os leitores do site Underground Extremo e revelar quais são os planos futuros da editora?

R:  Obrigado pelo apoio! Temos muita coisa boa para lançar nos próximos meses. Alguns lançamentos vão deixar vocês de queixo caído. Podem esperar!


Resenha: Korvak (2019) - Korvak


Acredito que já tenha dito algumas vezes mas é uma explicação plausível, pois somente um país tão fodido como o Brasil poderia desenvolver banda extremas tão boas como as nossas aqui, a cada dia aparece novos ou consagrados nomes com uma baita vontade de destruir nossos pescoços e ouvidos e sem duvida a Korvak se encaixa nessa descrição formada no ano de 2011 onde seus integrantes estavam na faixa etária de 13 a 15 anos a partir dali a estrada foi amadurecendo o trio que depois de dois Eps "Ritual" de 2015 e "Mind Malefactor”, de 2019 chegaram  no seu Debut auto intitulado, mas que poderia ser chamado também de tempestade de riffs e ode ao metal da velha escola.



"Hybris" é uma intro que me lembrou "The Ballad" do Testament, um respiro pré porrada que vem a seguir "Pandemonium"vem na sequencia e é fatalmente uma das minhas favoritas os solos dessa musica remetem aos tempos que era comum os guitarristas fritarem seus instrumentos um trabalho que deixaria o Mustaine dos velhos tempos orgulhoso e o vocal tem flertes com o Death Metal que dão um tempero a mais para a música.

A gente mal respira e logo vem "Mind Malefactor" faixa que batiza o segundo EP e todas as qualidades apontadas a banda se intensificam a cozinha dessa musica e absurda e o refrão é feito para a gente cantar junto ares de Dark Angel nessa faixa ame cativaram muito.


"Eagle Death" tem uma batida tribal mas quando tu pensa que vai vim um Roots da vida a banda entrega um Thrash altamente técnico , essa técnica também aflora em "The Hydrocyclone: No. 1 - Apex, No. 2 - Vortex "o que esse baixista faz é algo de outo mundo além de uma parte acústica muito bonita por sinal, mostrando o nível técnico da Korvav que la pelos seus sete minutos volta a velocidade, sabe a "Orion" do Metallica agora imagina mais rápido é por ai

"Maniac" rompe as barreiras do Thrash / Death e o trabalho se encerra com "Dike" mais uma linda peça instrumental de puro felling e originalidade.

Em tempos que muitas bandas se perderam na sonoridade atual é gratificante ouvir trabalhos como esse feito de Headbangers para Headbangers.

Formação:

André Brito: Vocal/Baixo/Guitarra
Gabriel Pontes: Guitarra/Baixo
Cláudio Montevérdi: Bateria e Percussão

Track list

1.Hybris
2.Pandemonium
3.Mind Malefactor
4.Eagle Death
5.Empty Soul
6.E.O.D. (Empire of Dust)
7.The HydroCyclone: No. 1 - Apex, No. 2 - Vortex
8.Maniac
9.Dike





Dissecando Coletâneas # 06 Minds That Rock


A Cena Metal se mantem forte pela parceria e comprometimento dos envolvidos e quando essas relações se alinham temos trabalhos de extrema qualidade como é o caso dessa coletânea que veio da união entre a Shinigami Records e a Metal Media, tal registro chama atenção pelo apuro tecnico e pela qualidade das bandas envolvidas e como sempre aqui no dissecando vamos falar de cada uma das 17 participantes:


1) As Dramatic Homage: Enlighten - música que abre a coletânea foi também a escolhida para nomear o Ep dessa poderosa banda carioca As Dramatic Homage é uma das melhores em fazer um som profundo, pesado e até certo ponto misterioso, doom, dark metal chame como quiser mas vale dizer esse som é fantástico, logo teremos uma resenha deles aqui no site


2) Bloody: Cranco - Segundo som em português da banda de thrash metal, totalmente old school, esse som esta presente no seu terceiro trabalho auto intitulado e vale dizer que o Bloody se sai muito bem cantando na sua língua patria


3)Cerberus Attack: Face Reality - essa banda é animal e esse som ja começa com grito bem na linha do Araya, thrash metal rapido e brutal uma das minhas favoritas, música é single do trabalho From East With Hate

4) Chafun di Formio: Discurso -Vem do Ep Abuso secular, mas poderia estar em qualquer trabalho do Biohazard, é impossivel não imaginar o som das ruas na sonoridade do CxDxF, crossover até o talo e voce vai ouvir e pensar já ouvi essa voz, sim temos aqui a participação do Mau dos garotos podres


5) DarkShip: Eternal Pain ´- O metal com toques sinfônicos e goticos não é nem de longe meu favorito, mas vamos combinar se tem uma banda que sabe fazer essa combinação sem parecer musica de desenho infantil essa banda é o Darkship a forma como os vocais masculinos e femininos se completa é ótima procure ouvir o trabalho We Are lost




6) Dysnomia: Spiralling into Oblivion - Primeiro representante do Death metal a aparecer na coletaNêa com esse som do trabalho Proselyte desde essa época a banda evoluiu muito mas aqui eles ja mostravam que eram sem duvida uma das grandes formações do gênero, outra que esta entre as minhas favoritas assim como a banda abaixo


7) Elizabethan Walpurga: Infernorium -consegue fazer uma fusão de Heavy Metal tradicional com Black metal , ou seria o contrario? pouco importa, infernorium é só uma pequena amostra do que essa horda é capaz


8) Encéfalo: Blessed by The Wrong Choice- DeaThrone'. foi um marco na carreira da Encéfalo onde a bnada abraçou de vez o extremismo tornando se um death /thrash com os dois pés na violência extrema para aalegria desse que escreve essa resenha tanto é que esse trabalho foi eleito como um dos melhores de 2018 , então nem preciso dizer que esse som é foda


9) Endrah: Priced out of Paradise - Outra banda que manja muito de agressividade, com elementos de hardcore e principalmente Death Metal me lembrou um pouco o grnade dew setenced principalemtne na pegada dos vocais

10) Gestos Grosseiros: The Ambition - lembro quando resenhei o trabalho World's Hypocrisy disse que era quase inumando tocar bateria e cnatar daquele jeito , peois bme se voce não conhece a lenda do death metal brasileiros gesotso grosseiros confira esse som e se assombre como eu

11) Losna: Memserized by Roten Meat aqui temos outra bnada que sou extremamente fã e ja tive a honra de participar de um festival onde minha banda se apresentou depois delas e é claro o Losna arrebentou como sempre esse som está no Another Ophidian Extravaganza meu trabalho favorito do trio procurem

12) Maverick:Upsidown- Thrash com ótimas pegadas de groove a faixa faz parte do trabalho The Motor Becomes My Voice não conheço os caras mas posso afirmar sem chances de errar que eles curtem Pantera pra caralho

13) Pato Junkie: Atos terroristas Ta o nome não ajuda muito mas o som é muito bom tem uma pegada de crossover com passagens bem brasileiras vale a pena conferir

14) Sacrificed: Shame -impossível quem acompanha a cena metal brasielira não conhecer o Sacrificed, músicos talentosos que conseguem compor musicas de altissimo nivel e vamos admitir Kell Hell é uma das melhores vocalistas do Brasil


15) The Wasted: Heritage- Thrash Metal com pegadas de metal tradicional principalmente na parte do refrão aquele tipico som para cantar junto com os pulsos levantados, não conhecia a banda mas vou atras de material dos caras.

16) Vetor: In The Sound of The Wind-  Brasil é o país do Thrash , cada representante que temos aqui é absurdo e absurdo também é a sonoridade do Vetor, essa faxia impressiona pela agressividade e também velocidade, presente, faz parte do trabalho "Chaos Before the End"

17) Yekun: The last sound of silence -  fechando a coletânea da maneira mais caotica possivel o Sludge dessa banda é algo afrontoso desgracento por isso mesmo maravilhoso.






Entrevista: Igor Giroto - "Baile do Capiroto"

Não tem jeito, 'Headbanger' gosta de vestir a camisa, pois não basta gostar do estilo, nós sempre queremos fazer algo a mais, colar em 'shows', comprar 'merchans' (quando o dinheiro dá), além de divulgar nossas bandas e sons favoritos. E quando é possível, porque não aproveitar a democratização da 'internet' para fazer essa divulgação. Inspirados nessa visão, temos vários canais do Youtube, que inclusive somos fãs, como o Flashbanger, o Barbônico, o Meninos da Podreira e o Baile do Capiroto, o qual tivemos a honra de fazer um baita bate-papo que você pode conferir agora:


1) Hail Igor! Primeiramente, obrigado pela entrevista. Gostaríamos de iniciar nosso papo, contigo apresentando a si e ao seu canal, o Baile do Capiroto. Emendando, quando surgiu a você essa ideia de falar sobre metal extremo no Youtube

R: Salve pessoal! Primeiramente queria agradecer o convite e a oportunidade de falar um pouco sobre o BDC. Bom... Me chamo Igor Giroto e a ideia do Baile surgiu em 2014, mas só saiu do papel mesmo em 2017. A ideia inicial era para ser um blog, onde eu contaria a relação que tenho com a música, como comecei a ouvir som... Esse tipo de coisa. Mas os anos foram passando e acabou que rolou de fazer um canal. Quis fazer o canal que eu gostaria de assistir e que na época não tinha muitos canais falando das bandas que eu gostava. 


2) Maratonando todos os vídeos, ficou fácil identificar os tipos de sons que você mais curte falar, mas gostaria que comentasse como foram seus primeiros contatos com o 'Heavy' Metal e quais bandas você anda ouvindo atualmente?

R: Comecei ouvindo 'rock' em 99, mas era a maior salada. Era Raimundos, com CB Jr., com Nirvana, Metallica, enfim... Não entendia muito bem de discernir os estilos. Mas meu primeiro contato de verdade com o metal acredito que foi com Iron Maiden. Um amigo chegou pra mim e disse: “Cara... pega esse CD pra você, escutei e achei uma merda.” Era o "Killers" do Iron, hahaha. E aí pirei de vez. O pai desse meu camarada me mostrou Black Sabbath e Deep Purple... E alí foi plantada a semente. Atualmente eu tenho ouvido muita banda nacional, tipo Sangue de Bode, Eskröta, Imminent Doom, Infamous Glory, Surra, Desalmado, Manger Cadavre?, Institution, várias bandas ótimas que a cena nacional possui.

3) Muitas das bandas que o Baile do Capiroto indica são totalmente 'Underground'. Analisando o perfil da nossa cena, você acredita que estamos melhorando a nível de divulgação e apoio às bandas ou ainda estamos muito distantes de poder dizer que as bandas brasileiras recebem merecimento por parte dos 'bangers' brasileiros?

R: Acredito que sim e que não ao mesmo tempo. Brasil tem MUITA banda excelente, que faz o corre, que faz evento, que toca, que montam coletivos. Acho que a parte mais difícil da cena é fazer a molecada sair de casa. Por outro lado, tem uma galera mais velha saudosista pra caralho que acha que o que era bom já foi feito e que hoje em dia é tudo uma bosta. Já ouvi dono de loja de disco dizendo que “antigamente a música era feita de jovem para jovem e por isso dava tão certo”. Isso só mostra como a pessoa vive numa bolha “oitentista” e não enxerga toda uma produção que se tem feito hoje em dia. 

4) Comente um pouco do percurso da produção de um vídeo seu, desde a escolha do tema que vai ser resenhado até o momento que ele vai para o Youtube:

R: É bem simples na verdade. Escolho uma banda ou assunto que quero abordar, monto uma pauta bem simples e sento para gravar. O que mudou de alguns vídeos para cá é que sempre tento atrelar a política com a música. Acho importante contextualizar a parada. Quando gravamos o vídeo “Napalm Death é amor”, por exemplo, falamos sobre a banda, mas sobretudo sobre a mensagem que a banda passa.


5) O Baile do Capiroto além do canal do Youtube, também tem a sua página no Facebook e seu perfil no Instagram, mas você já cogitou em ter um site, ou blog, para escrever suas resenhas? E na sua opinião, ainda existe espaço para mídia escrita e até mesmo as impressas, como fanzines?

R: Eu acredito que tenha espaço sim. Eu mesmo acesso semanalmente o RaroZine do German. O cara faz um conteúdo fantástico e tem muito amor pela escrita. E o cara faz um canal também, provando que as paradas podem coexistir. Uma mídia não anula a outra. Eu particularmente não fui adiante com o site porque sou muito enrolado e preguiçoso. O canal mesmo até hoje, eu não administro da forma que acho que seria ideal. Um dia crio vergonha na cara. 

6) Nós somos uma mídia do sul do país, e você de São Paulo. Gostaria de saber como está a cena 'underground' de seu estado. Nós sempre observamos que o pessoal reclamava muito de casas grandes abrindo espaço para 'covers', essa situação se reverteu? E você, curte algumas bandas aqui da região de Santa Catarina?

R: São Paulo é muito grande né? Então, tem final de semana que tem 2...3 'rolês' para fazer no mesmo dia. Galera que frequenta 'rolê cover', eu nem considero participante ativo da cena, 'saca'? Muitas vezes é a pessoa que na volta do 'trampo' quer tomar uma cerveja ouvindo um Guns n’ Roses e depois vai pra casa dormir. Eu vejo muitas casas que originalmente não eram espaços para metal e que hoje abraçaram, pois precisam faturar. Carioca Club é um bom exemplo disso. Uma casa de pagode que recebe o Overload Fest, por exemplo. Acho que o que falta são casas focadas em 'rock'. Mas a real falta de público não viabiliza o 'rolê' continuar... Então a galera tem que diversificar. A Associação Cultural Cecília aqui no centro da cidade é um exemplo muito legal... tem 'rolê' diversificado, sonoramente falando, e além disso, quando rola 'rolê' de metal/'hardcore', além da música, tem venda de 'rango' vegano... 'flash tattoo'... Coisas que agregam e ajudam a levar mais público. Bandas de SC? Deixa eu ver de cabeça aqui... Cäbränegrä, Hauser, Red Razor, Homicide


7) Vivemos tempos estranhos, onde a cultura e por tabela, a música extrema, parece ameaçada por um falso moralismo cristão e conservador. Você acredita que esse cenário pode vim afetar ainda mais o 'Heavy' Metal no Brasil?

R: Eu acho que o pensamento conservador sempre vai atrapalhar. Dentro e fora do metal. É esse tipo de pensamento que não dá espaço para as bandas de 'mina', para as bandas 'queers'... Não aceita mudança e deixa a cena estagnada e velha. Esse papo de “minha bandeira é o metal” é a pior merda que existe. Porque nessas você dá margem para bandas com postura fascista, homofóbica e misógina tocar no seu evento ou ter espaço na sua mídia... etc. Metal cristão, pra mim não é e nunca foi uma ameaça. Eu acho que nunca nem esbarrei em banda de 'White' metal... e se esbarrei foi tão irrelevante que nem lembro. 

8) Uma das melhores características dos vídeos do seu canal é que você não se omite em passar suas impressões e opiniões, como no caso da resenha do "Quadra" do Sepultura. Isso já te trouxe algum problema em relação com os 'haters', por exemplo?

R: O Baile Do Capiroto nasceu para isso. Para ser sincero e falar o que achamos... pra fazer resenha em cima do muro... prefiro ficar quieto. E assim... eu não vou fazer um vídeo só para falar mal de uma banda ou de algum artista... prefiro gastar minha energia enaltecendo um trampo que acho foda. No vídeo do "Quadra" em específico, fiz uma crítica ao saudosista extremo... que ignora tudo que é novo... que não se propõe a ver as transformações da cena e tudo mais. Então as críticas que recebo normalmente são construtivas... ninguém nunca me ofendeu. E o canal é minúsculo né? Temos pouquíssimos inscritos e talvez por isso ainda esteja falando somente com as pessoas que compartilham os ideais do canal. Ainda não furei a bolha hahaha.



9) Quais são os planos futuros para o canal? Algum 'hype' forte para 2020? E fica o convite para vim conhecer nossos eventos aqui no estado, como o Otacílio Rock Festival, o Armaggedon Metal Fest, o Agosto Negro, entre tantos outros.

R: O futuro é ser mais produtivo. Divulgar mais bandas, debater mais sobre a música extrema e toda a cultura que a envolve. Cara... 'hype' forte pra 2020? Eskröta, Institution, Sangue de Bode, são exemplos de coisas excelentes que o 'underground' nos presenteou até aqui. 

10) Obrigado pela entrevista! Muito sucesso no Baile do Capiroto! Gostaria de deixar algum recado para nossos leitores?

R: Muito obrigado pela oportunidade, e parabéns pela iniciativa de vocês em produzir conteúdo sobre o 'underground'. FIQUEM EM CASA (se puder) e LAVEM AS MÃOS, nesse momento de COVID-19. Quem quiser conhecer meu trampo é só acessar youtube.com/bailedocapiroto e o mais importante, fortaleça as bandas que você admira, seja comprando 'merch' se tiver com um $ no bolso ou compartilhando o conteúdo das bandas nas redes sociais. E não entre na pilha do roqueiro conservador. 

Revisão por Carina Langa.

Mundo Underground # 20 Especial : Itália

Em tempos de extrema dificuldade , a arte é uma forma de amenizar a dor por isso mesmo decidimos apresentar na nossa coluna Mundo Underground um pouco da cena italiana e fica nosso desejo para que logo o país se recupere e consiga manter a chama do Metal acessa.




1)(Echo):  Death/ Doom Metal O nome (EchO)  é uma referencia a mitologia grega uma ninfa, que se apaixonou por Narciso, a banda formou se no ano de 2007 em Brescia, um ano depois lançaram a demo "Omnivoid", foi a  partir dessa época que a banda começou a se apresentar ao vivo, em 2010 lançaram um demo  auto intitulado em 2011 é lançado seu primeiro registro "Devoid of Illusions" e no ano de 2016 o melhor registro da banda na minha opinião "Head First Into Shadows"



2)A Nail Through the Urethra: Brutal Death: que se foda a melodia, essa banda formada no ano de 2015 usa de humor negro e violência em forma de musica e quando digo violência pode esperar um esporro de enorme grandeza em 2017 lançaram o EP Scrothumaniacs com três musicas espalhadas em pouco mais de sete minutos, e no ano de 2018 foi lançado o seu primeiro full "The Hangover Avodkalypse"


3)  Engine Driven Cultivators  Um dos grandes nomes do Thrash Metal Italiano foi formado em 2002, quando o guitarrista / vocalista Daniele Ricci e o baterista Jacopo Bassi chamaram o baixista Mattia Tibuzzi e o guitarrista Edoardo Bettiol para tocar thrash metal à moda antiga. Após a saída do guitarrista Edoardo foi lançada a demo  "Devastation Lands " Em 2005 temos o primeiro full "Rattletrap" depois de uma pausa em 2008 chega o seu segundo trabalho  "Helly Gator" com amis mudanças na formação  3m 2011 o terceiro registro  Back From the Dranipipe, decidiso a conquistar cada vez mais espaço podemos dizer que o Engine Driven Cultivators   não vai parar tão fácil 


4)Grendel: A Itália é conhecida por ter nomes muito fortes nas veias mais epicas do Metal entretanto vamos focar aqui em uma vertente mais extrema o Grendel formou se no ano de 2003 tendo uma pausa em 2008, porem voltou em 2009 com ainda mias influências de Black Metal na sua sonoridade, atualmente conta com Chainerdog nas guitarras, baixo vocal e programação da bateria e  N'astirh com teclados e vocais e o seu mais recente trabalho é Bloodsoil de 2016
                                  

5) Hanger Theory: Praticando uma sonoridade que via do Heavy ao Thrash vindo da região de Undine formada em 2013 e em 2017 foi lançado o seu primeiro registro o EP  "Painting My Breath", o que chama atenção na banda além da sua sonoridade e o cuidado com suas letras que passam mensagens fortes por meio do que querem expressar não deixe de conferir, atualmente formada por: 
Gianluca Lostuzzo nas guitarras e vocais , Federico Sbaiz - Baixo e vocais, Stefano Andriola - Bateria e Andrea Cantarutti - guitarras e vocais 



Notas Extremas # 67


Hail Headbangers , fique por dentro do que ocorre na cena do Metal Nacional na edição semanal das nossas Notas Extremas:

1) Creptum Divulgando o trabalho VAMA e o lyric vídeo de “Devouring Mother

No dia 09/03/2020 foi divulgado no canal oficial do YouTube do CREPTUM o lyric vídeo para a faixa “Devouring Mother”, um dos destaques do álbum “VAMA”, que é o segundo full length do CREPTUM e será lançado mundialmente no formato físico em digipack pelo selo Drakkar Productions



2) Imperious Malevolence anuncia nova formação

Após alguns dias se reestruturando, o Imperious Malevolence finalmente anunciou sua nova formação, voltando ao clássico power trio.De forma silenciosa e extremamente amigável, a banda trabalhou na saída do guitarrista Rodrigo Kiataque e agora segue focada na composição de um novo álbum com Antônio Death (bateria), Fernando Grommtt (baixo e vocal) e Will Aguiar (guitarra e backing vocals).


3) SevenCrows anuncia Felipe Andreoli como produtor de novo álbum

A banda SevenCrows acaba de anunciar o baixista Felipe Andreoli (Angra) como produtor de seu novo álbum “Deep Thoughts”, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2020. O álbum está sendo mixado e masterizado por Brendan Duffey na Califórnia, nos Estados Unidos. Natural de Porto Velho, Rondônia, a SevenCrows foi formada em 2014 e tem sua sonoridade calcada no Prog e Power Metal. A banda conta com o EP ”Sentinels” já lançado e teve boa receptividade na cena.



4) Uganga: já disponível lyric-video de "7 Dedos (Seu Fim)"
A faixa do excelente Servus ganhou um lyric video onde apresenta imagens de shows da banda em mais de dez cidades de todo país, o resultado final em “7 Dedos (Seu Fim)” acabou sendo muito mais do que um simples lyric-video.
“Após o lançamento do videoclipe da faixa-título “Servus”, que mobilizou uma grande equipe, para “Sete Dedos (Seu Fim)” quisemos fazer algo em casa”, conta o baixista Raphael “Ras” Franco que é quem também assina a direção e edição do vídeo. “Apesar da letra de Sete Dedos contar a história muito interessante de um cangaceiro que veio fugido do sertão nordestino e acabou sendo morto aqui na região do sul de Goiás, esse lyric-video não tem uma ligação direta com a letra. Utilizei o nosso acervo de imagens que viemos coletando ao longo dos anos na estrada. São cenas de shows e bastidores de mais de dez cidades de todo país, inclusive algumas do Nordeste, como Recife, Mossoró, Campina Grande e João Pessoa. Ficamos muito satisfeitos com o resultado.”

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5)  The Cross divulgando o  live vídeo de “Flames Of Deceit” gravado no Festival Palco do Rock

A referência no doom nacional The Cross divulgou  seu mais novo vídeo ao vivo  para a faixa “Flames Of Deceit” gravado durante a apresentação no Festival Palco do Rock em Salvador/BA. Produzido pela Against The Media o trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Rafael “Menduyn” Amorim, mantendo o peso e a densidade dos baianos em seus shows



Novos trabalhos do Paradise in Flames e Exorcismo


Em meio ao cenário pandêmico que se alastra e só as grandes incompetências federativas fingem que não existe, a música extrema vem sendo uma das poucas fontes de boas noticias perante o caos e como é sempre uma tradição aqui no site abrimos o espaço para a divulgação dos mesmos:


Paradise in Flames: Formada no ano de 2002 em Minas gerais o Paradise in Flames se destaca por apresenta ruma sonoridade que vai do Black Metal grego ao Death Metal com muita naturalidade na sua discografia possuem o trabalho Homo Morbus Est,(2006) e Labirinto das Metaforas (2013) todos trabalhos de excelente qualidade. Em 2018 é lançado o primeiro clipe "Hell is Now", que também nomeou o single da horda,o cuidado tecnico com a produção chamou a atenção e tornou se uma caracteristica da Paradise in Flames tanto é que o segundo video "Has never seen a world without wars", mantem ainda mais essas caracteristicas e agora tivemos o mais recente video/single : i'm sure your gods have seen this before, ainda mais brutal confira: 

 

Exorcismo: Vem do Recife um dos nomes mais legais do Thrash Metal nacional formada em 2007 o Exorcismo chamou minha atenção de cara pela proposta do som totalmente voltado a velha escola doThrash, a banda depois de uma pausa tetornou as atividades em 2016 e no ano de 2018 foi lançado o fudido  Exorcise and Steal e agora em 2020 temos um novo single Cesium 137  que aborda o acidente com Césio 137 ocorrido em Goiânia, em 1987. A arte da capa ficou por conta do artista Márcio Aranha.O single estará presente no segundo álbum da banda que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2020, e claro já sabemos que vem coisa muito boa por ai. 



Resenha: "End'evour" (2019) - As The Palaces Burn

A região sul de Santa Catarina na década de 80/90 foi um grande epicentro para os 'Headbangers'. Com bandas de qualidade e eventos que levavam um considerável público, porém, com o passar do tempo, parte desse poder foi se enfraquecendo e a cena local deu uma esfriada, mas a chama não se apagou e a região voltou a ter nomes fortes para quem acompanha esse cenário, como The Undeadz Man, Silent Empire, Violent Crisis, Somberland e, a que vamos apresentar aqui, As The Palaces Burn, que não só lançou um excelente 'debut', mas um dos melhores trabalhos de 2019.


Claro que ao olhar a formação da banda, não surpreende tal qualidade, pois temos aqui um seleto grupo de músicos experientes, Diego Bittercount (Symbolica) nas guitarras, Alyson Garcia (ex-Enforcer) nos vocais, André Schneider (ex-Thoten) no baixo e Gilson Naspolini (que também integra a Mundo Analógico) na bateria.
A diversidade dos músicos fez com que a nova empreitada dos mesmos só se tornasse um grupo com personalidades e sonoridades únicas e a química que alcançaram obteve resultados muito bons como podemos ver em seu trabalho "End'evour".


A abertura do trabalho, Ritus Pacis, casa bem com o cenário retratado na capa e faz o seu papel de 'intro', eu particularmente não curto 'intros', mas essa passa rápido e já abre espaço para L.E.O.H., um excelente cartão de entrada para entendermos a proposta da banda. Note como os 'backing vocals' são responsáveis pelo peso a medida que a faixa vai ganhando cada vez mais densidade.

The Devil's Hand foi o primeiro 'single' a apresentar a proposta do grupo, talvez por isso seja uma das minhas favoritas do registro. A forma como a variação de vocais se completam ficou muito boa e o trabalho da cozinha e das guitarras nos remetem aos momentos mais pesados do 'prog' metal, outra faixa que mostrou essas influências foi I Tried, com linhas de bateria arrebatadoras. 

Um dos grandes diferencias da As The Palaces Burn é o fato de que eles sabem transitar entre as velhas escolas do metal, mas com toques de modernidade, ouça, por exemplo, Face Your Hell e Arcanum. E para mostrar que eles não estão para brincadeira, apresentam uma faixa tributo ao King Diamond com Abigail, e quem conhece o 'Rei Diamante' sabe o quanto fazer um 'cover' dele é para poucos, devido ao alto nível que o som requer, e o As The Palaces Burn conseguiu não só isso, como também já marcar seu nome no frutífero cenário do metal nacional.


TRACKLIST:
1) Ritus Pacis
2) L.E.O.H.
3) The Devils Hand
4) Gonna Be Fall
5) I Tried
6) The Absence
7) The Passage
8) Arcanum
9) Incarnate
10) Face Your Hell
11) Turns to Black
12) Abigail

FORMAÇÃO:
Alyson Alves - vocal;
Diego Bittencourt - guitarra e vocal gutural;
Gilson Naspolini - bateria;
André Schneider - baixo.

Revisado por Carina Langa.

Conheça o Metal Br#05 - Caos Onipresente

Hail Headbangers! Continuamos nossa jornada de divulgação do Metal Nacional, hoje apresentamos um duo de Nova Odessa/SP, o Caos Onipresente (CO2), apresentando uma proposta que transita entre o 'Death' Metal com elementos de 'Depressive Suicide Black Metal' (DSBM), e um forte senso de niilismo e misantropia.


Originalmente os músicos Raul Santiago (Bateria) e Diogo Dias (Vocal e Guitarra), faziam parte da banda Os Butequeiros e depois de ter assistido uma apresentação do Test, decidiram fazer um duo. Com a formação estabelecida,  decidiram ensaiar e a sua estreia ocorreu um ano depois no Aterrorize Fest edição de 2019.

Agora em janeiro de 2020, eles lançaram a 'demo' "Ser Humano: Aversão" e tiveram a genial sacada de gravar um registro ao vivo no Hup Sound.  Esse registro consegue passear por várias escolas do Metal Extremo, mas com aquela atmosfera 'old' que tanto faz falta hoje em dia.


A 'demo' tem quatro faixas, Surto abre a mesma e vem numa escala de velocidade que é impossível não bangear quando a mesma começa. Redoma é minha favorita até o momento, com uma letra pessimista e influência de 'Doom'. Genocídio é a trilha sonora para os dias que estamos vivendo, totalmente DSBM esse som. Maconha tem um minuto, é reta e direta. Finalizando, vem Caos que cria o cenário de Terra arrasada. Confira esse material, super indicado por nossa equipe e que venha logo o 'debut' do Caos Onipresente.

Revisado por Carina Langa.

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