Viletale: Land Of Thousand Pleasures - O Prazer vem pela Dor



Quem acompanha o site sabe que somos grandes admiradores da horda de Blumenau Viletale, desde que conhecemos o seu trabalho pelo EP From the Depths ov Mind, nos cativou o fato deles unirem duas das nossas grandes paixões o Metal Extremo e toda a aura ligada ao Horror, seja ele em filmes, literatura e na própria realidade que é muito mais assustadora que qualquer ficção.
Seguimos a evolução da banda quando resenhamos o trabalho Suicide of Dei, e ficou aquele gosto de quero mais e então recebemos a maldição conhecida como Land Of Thousand Pleasures, o primeiro álbum completo da banda, e para comemorar não vamos fazer uma resenha comum, e sim um faixa a faixa comentando com o próprio vocal da banda Bruno Jankauskas pois esse é um trabalho complexo e vamos tentar entender a doentia dimensão que esse trabalho nos transporta 



O conceito do álbum e o trabalho Gráfico: Para quem não se ligou a capa apresenta referências a obra Hellraiser com o Pilar das almas no centro tais conceitos foram apresentados no cinema com a franquia que popularizou o Pinhead mas na verdade vem da literatura com o livro Evangelho de sangue de autoria de Clive Baker,

BJ: A capa é uma montagem feita por mim. A ideia principal do álbum era ter feito algo bem ligado ao Hellraiser. Os ganchos, o pilar das almas. Só que Hellraiser, por mais que seja um encanto da fantasia negra, ainda é pra mim um universo limitado, apesar de uma gama literária que é reaproveitável e pode ser considerada como oriunda do movimento do terror cósmico. Sabendo que The Suicide of Dei foi um prólogo do álbum, procuramos abordar no Land Of Thousand Pleasures uma mistura dessas duas temáticas com essa filosofia: o ato ritualístico que é presente no nosso cotidiano como uma celebração carnal aos cenobitas. E óbvio, terra dos mil prazeres também é uma referência a Hellraiser, pois os cenobitas são exploradores do prazer vitalício, caçadores da futilidade humana. E encontramos nisso a chave de unir com a temática real: o prazer de matar e cometer atrocidades que é visto, aqui por nós, como algo ritualístico. 



Com o Conceito apresentado podemos ouvir o trabalho, e ele abre com um 1- Splatterhouse, uma música que transita entre o Death mas com algumas passagens bem Grind e uma participação especial nos vocais, Lucas Scaraveli da Zoombie Cockbook

2- Santificada seja a carne, mostra como a Viletale soa em português o que na minha opinião ficou muito bom, além do seu refrão que foi feito para cantar junto, e a letra nos remete a uma história verídica aterradora:
BJ: Essa música fala sobre um caso brasileiro de canibalismo que aconteceu dois séculos atrás aqui no sul O casal atraía vítimas com intenções sexuais e os assassinavam e depois faziam linguiça para comer e vende

3_ Overlord Murder: O vocal aqui começa bem gutural e a música vai desacelerando, e criando uma atmosfera de sofrimento e desespero como o caso que ela narra é extremamente violento a banda optou por manter esse equilíbrio entre a brutalidade e a violência, característica essa que define muito acerca do que é a Viletale

4- Preggophile: Mantém a temática densa com a citação a assassinato de crianças, e tem uma referência musical no meio que é sensacional, perceba como ela é uma das mais técnicas do trabalho, porém não é uma virtuose forçada

BJ: É uma mistura de Death metal mais moderna, com.breakdown, beatdown, influência de atmosferas mais diferenciadas, procurando atrair vários gostos. A gente fala sobre infanticídio ritualístico falando de Gille De Rais Amelya dyer. E assimilando com o caso do Creepypasta que supostamente tudo isso seria uma honra para os demônios Lamasthur e Abyzou, demônios devoradores de crianças

5-Glasgow Smile é uma música que podemos chamar de desconfortante, não só pela sua temática que narra o modus operante do assassinato da Dália Negra, com toda a sua estrutura mórbida com piano de fundo e as suas transições e quebra de andamentos, sons assim nos provam que para uma banda ser extrema não precisa ser veloz o tempo todo

6-R.A.W faz uma releitura de uma carta de uma vítima de Albert Fish, seguindo o vídeo do Youtube você pode perceber que a letra narra de forma bem direta toda a crueldade que o assassino canibal cometia, essa música tem um pé em estilo mais modernos como o deathcore mas chama a atenção o trabalho feito pelo Baixo e bateria da mesma

7-Hellish Blue é aquele tipo de música imprevisível, pois ela começa com ares de Death Metal mais tradicional ,sendo que depois flerta com o Black Metal e quando você menos espera é presenteado com vocais femininos operísticos, mas não se engane, todos esses elementos fazem sentido na sonoridade ( ou seria realidade paralela) da Viletale

BJ: A música é uma adaptação musical do conto do Barba Azul, o primeiro conto de serial killer que teve. Dizem que ele é inspirado em Gille De Rais. Mas não é algo confirmado. O conto fala de um mercenário que muitos suspeitavam que suas mulheres sumiam, até que um dia ele se interessou por uma donzela da vila, e forçou que ela se casasse com ele. Contudo, ele promete a ela as riquezas do castelo dele e da a ela as chaves para todos os cômodos, restringindo ela somente de entrar em um quarto. Ele sai de viagem e ela o desobedece. Ao entrar nesse quarto proibido, ela encontra todas suas outras ex mulheres penduradas e dilaceradas. Ao voltar de viagem ele descobre que ela desobedeceu ele e a prende no castelo. Daí algumas versões do conto diz que a irmã a salva, outras dizem que é um namorado dela, ou irmão. Ainda falam que o barba azul poderia ser um lobisomem. Enfim. Existe um confronto final, o barba azul morre e ela é salva.

Vale lembrar que essa é a primeira adaptação desse conto feito por uma banda de Metal. 



8- Voiceless Bessech: è um contra ponto por ser uma música mais direta com um verso mais marcado mas, ao longo do som somos levado para a construção de um cenário de Londres onde atuava Jack O Estripador

BJ: O modus operanti do Jack estripador é influência na composição. O riff da estrofe que é tocado com cow Bell é um 5/4, inspirado nas cinco canônicas que foram as cinco vítimas seguidas dele em Londres.

9- Behold O’ Brotherhood é o encerramento do álbum e tem ares de realmente, final apocalíptico sendo que ela possui ligações com o terror cósmico, fazendo parte de uma trilogia que iniciou se com Arise O guardian. Na música em si ela abre com áudio do filme heallraiser onde é revelado que os cenobitas estão entre nós e que agora a busca pelo prazer virá pela dor . Por isso não se assombre se ao final da canção você se sentir perseguido ou assombrado

Ainda temos duas faixa bônus a primeira é Captain Benjamin Willard um cover de Goatpenis lendária banda do Metal catarinense, uma forma que a Viletale, decidiu homenagear a cena do metal do seu estado,e tal atitude é louvável e por fim uma musica que estava presente no primeiro EP Vile, faz uma ponte entre o passado o presente e o futuro da banda.

Essa foi a nossa interpretação do trabalho Land Of Thousand Pleasures, recomendamos que ouça esse trabalho e construa sua própria visão e interpretações e tenha certeza que o sangue jorrara da terra e o apocalipse já tem a sua trilha sonora. 






Cobertura Maniacs Metal Meeting 2018 - Dia 01

Existe uma aura diferente em festivais. Quem nunca teve a oportunidade de comparecer em algum, espero que ao ler essa resenha de cobertura, tenha inspiração para não perder a próxima oportunidade de comparecer no Maniacs Metal Meeting, que a cada edição mostra amadurecimento na organização, o que é tão importante para a cena Metal Nacional.

Mais uma vez fomos escolhidos e credenciados para ser uma das mídias responsáveis pela cobertura do Maniacs Metal Meeting, e tal convite nos enche de orgulho, pois somos uma mídia pequena, mas como gostamos de dizer, 666% autoral e por isso mesmo, ter o reconhecimento de nosso trabalho é tao importante para nós.

Vamos dividir nossa cobertura em 3 partes, sendo cada uma, dedicada a um dia do evento e no final iremos fazer nosso balanço geral do festival. Então acompanhe nosso site, para não perder nenhum detalhe, e sem mais delongas vamos ao primeiro dia.

Chegamos na Fazenda Evaristo perto das 17 horas e com nosso credenciamento pronto aproveitamos para relembrar a estrutura do local. Impressionante que logo ao chegar a lembrança remete a pensar que parece que faz apenas algumas semanas que estivemos lá, pois o sentimento de pertencimento é forte, ainda mais com as tropas de camisas pretas se movimentando pela fazenda.

Com a missão de fazer a abertura se apresentou Verbal Attack, já conhecíamos a banda, por eles terem feito a abertura do Surra num pequeno festival bem underground em Jaraguá do Sul, entretanto, parecia outra banda aqui no MMM, eles estavam mais maduros, mais técnicos e mais agressivos, além de tocarem seus sons autorais como: "Guerra Cívil" e "Sua Guerra", ainda mandaram covers eficientes de "Polícia" e "Refuse/ Resist". Impressiona como essas músicas são atuantes e não tem jeito, é só os primeiros acordes começarem, que os mosh's se instalam.


O ecletismo do festival é algo a ser elogiado, pois essa edição trouxe bandas de diferentes vertentes do Metal. Dando sequência, sobe aos palcos a Dominus Praelli, um dos nomes mais festejados para adoradores do True Metal, e não poderia ser diferente, com hinos que nos fazem automaticamente erguer nossos pulsos ao ar e celebrar o estilo que nos fez estarmos ali, ouvimos, vibramos e cantamos os sons "Waves of War", "Cold Winds", "Saga of Killing Riders", Khans Warriors" e "Battle of Stanford Bridge", essa última, arrisco-me a dizer que é um dos melhores sons da banda.

Heavy speed thrash satânico, chame como quiser, o fato é que Flageladör é um quem é quem do Metal carioca, liderados por Armando Exekutor nas guitarras e vocais, a horda lançou recentemente o seu trabalho "Predileção pelo Macabro" e ele é um forte candidato a estar na nossa lista de melhores do ano, e sabe o que ele tem de diferente dos outros? NADA.  Isso é ótimo, ao vivo, músicas como "Nas Minhas Veias Correm Fogo" e "Terror Pós Atômico" foram muito bem recebidas, ao lado de clássicos como "Assalto da Serra Elétrica", só senti falta de "Cruzada ao Lado de Satã", mas fica para uma próxima.



Os Headbangers estavam sedentos por mais speed Metal, só que agora a proposta era ainda mais maléfica, pois estava para começar o show da Velho. Caronte e sua trupe já entraram com o jogo ganho, era nítido o público se aglomerando na frente do palco e a apresentação não deixou por menos, sendo possível ver o público cantando TODAS as músicas, e o frenesi foi maior ainda na trinca final com: "Satã Apareça", "Sob o Maldito Verão do Sul" e "Mais Um Ano Esfria". Pós essa apresentação ficou definido que o Sul tem que ser sempre uma rota de shows para a Velho.



A cena gaúcha sempre foi um celeiro de bandas de Death Metal e a Rebaelliun é um dos nomes ao lado de Krisiun e Horror Chamber, que ganharam destaque na cena, entretanto, é impossível não falar do trágico falecimento de Fabiano Penna, e a louvável atitude da banda continuar, agora em formato de trio, composto por Lohy no baixo e vocal, Sandro na bateria e Evandro na guitarra, despejaram técnica em músicas como "Legion", "Affront The Gods" (do mais recente trabalho "The Hell's Decrees") além de "The Last Stand" e "At War".  Uma justa homenagem para um músico acima da média, sua arte será eterna.

Após essa apresentação, todos os headbangers foram convidados para uma missa negra, e o sinal foi uma cruz de cabeça pra baixo que pegava fogo na fazenda, nada mais sintomático para a apresentação da 7Peles, a horda vinda do Rio de Janeiro, tem todo um mistério desde a sua formação, até ao tipo de som que executam, então o show deles foi marcado primeiramente pela curiosidade. Como a banda soaria ao vivo e depois o encantamento com a proposta e sonoridade (A mesma coisa ocorreu no show da The Evil). Pequenos problemas no som atrapalharam as primeiras duas músicas, mas ao longo da apresentação isso foi arrumado e até ficou uma dúvida no ar, como classificar o som da 7Peles? Em entrevista que fizemos com o vocalista, ele mesmo definiu: - "Não somos apenas black Metal somos um som dark!", e se a entidade falou, quem sou eu para discutir, só me resta ser mais um convertido do evangelho da 7Peles. 

Nós temos aqui no Estado um festival chamado Ícones do Metal Catarinense, que é uma ideia genial para valorizar o Metal feito na nossa cena, e foi numa dessas edições que a Still Life se reuniu novamente, e reacendeu o gosto pelo palco, fazendo a banda se apresentar também no Maniacs Metal Meeting, e depois desse show, fica aqui nosso pedido para que eles continuem na ativa, pois é impossível não se empolgar com sons como: "Hellcome", "Metal Flame Heart" e "Still Life". 

A primeira noite chegava ao final, mas apenas uma pequena parte do público se retirou para suas barracas, e que sorte de quem ficou, pois presenciamos uma marcante apresentação da Lacrimae Tenebris, com uma sonoridade que tem o Doom Metal a frente, mas que em alguns momentos demonstrou uma técnica apuradíssima nos remetendo ao Djent, uma surpresa no festival, sendo que ao lado dos singles "Casa de Espelhos", "Solitude" e "Lacrima", tivemos um cover sensacional de Behemoth, com o som "Blow Your Trumpets Gabriel".

Passava das 3 da madrugada, hora de ir descansar, pois o segundo dia do festival contaria com 14 bandas, quer saber como foi? Fique ligado aqui no Underground Extremo. 









Metal Nacional no Rock In Rio: Nervosa, Claustrofobia e Torture Squad


O Rock In Rio é aquele festival que todos querem ir mas muitos não assumem e preferem ficar malhando pau via rede social, com papos do tipo Ahh mas em 1985, era melhor, teve mais bandas de Metal e por ai vai .

Entretanto vamos lembrar que em 1985 o Heavy Metal era mainstream e por isso que nomes como Iron Maiden, Whitesnake e AC/DC( mesmo não sendo Heavy Metal) atraiam multidões, fato é que o festival precisa de publico então o palco Mundo trazer artistas de Pop é na verdade uma questão de sobrevivência, por isso se não gosta, é só não ir,  nem assistir,  algo muito simples.

Existia o boato de que iriamos  perder a noite do Metal mas graças a Satan, ela voltou e trouxe um line up no minimo de respeito. No Palco Mundo: Iron Maiden, Scorpions, Megadeth e Sepultura isso já estava lindo mas ai vem o Palco Sunset e ai temos: Slayer na sua turnê de despedida, Anthrax. (compondo três quartos do Big Four). E ai a melhor noticia vem agora temos três bandas nacionais Nervosa, Claustrofobia e Torture Squad que apresentam como convidado Chuck Billy vocalista do Testament.
E nossa equipe não poderia deixar essa noticia passar em branco e vamos agora apontar nossos registros favoritos dessas bandas que tanto representam para acena Nacional

Nervosa: formada em 2010 e atualmente contando na sua formação com Prika Amaral (guitarra e vocais), Fernanda Lira (vocal e baixo) e Luana Dametto (bateria), sendo que lançaram três trabalho até o momento  sendo que na escolha do nosso favorito, foi fácil pois optamos por Downfall of Makind onde a banda se apresenta do Death Metal em muitos momentos deixando a sonoridade do trio ainda mais potente.

Claustrofobia: A maior banda underground do país, nada pode parar a máquina que atende pelo nome Claustrofobia formada no ano de 1993 pelos irmãos D’angelo Marcus no vocal e guitarras e Caio na bateria , a banda passou pro profundas mudanças na sua formação sendo que hoje tem o monstro Rafael Yamada no baixo. Escolher apenas um álbum da banda foi complicado isso porque Download Hatred é o ápice da violência da banda, Peste é totalmente em português o que já da um destaque na discografia, porém vamos indicar Fulminant de 2005 pois o nome já entrega o que você vai encontrar nesse trabalho, entretanto o Claustrofobia não tem trabalho ruim e vale conhecer toda a discografia deles. 


Torture Squad: 30 anos de underground , é essa marca que o torture irá cravar no Festival, possuindo tres fases distintas com tres vocalistas que assumiram o posto de frontman da banda é impossível hoje não reconhecer a força do nome Torture Squad para a cena. Atualmente composta por Mayara “Undead” Puertas (vocal), Amilcar Christófaro (bateria), Castor (baixo e vocais) e Rene Simionato (Guitatta). Aqui não teve jeito é bem dificil escolher um só, porém impossivel não se impressionar com a estreia em Shivering (1998), Pandemonium que possui clássicos absolutos para a discografia da banda e claro Far Beyond Existence (2017) que marca essa nova fase da banda com verdadeiras porradas como: Don’t Cross My Path, Steady Hands e Hero For The Ages


Uma data para ficar marcada na Cena do Metal Nacional e podemos afirmar estamos bem representados.


Dissecando EPs Crotch Rot: Pata de Camelo: Pornograficamente insano


Não tem jeito depois da apresentação da Crotch Rot no Maniacs Metal Meeting, virei fã da banda, e não perdi tempo para adquir o material deles no caso o EP Pata de Camelo sendo que recebi da guitarrista Cynthia os trabalho da Terrorgasmo. e o split da Crotch Rot com o Shitfun (que em breve serão resenhados aqui)
E o que faz essa banda de Curitiba tão especial: bem ai posso afirmar que poucas vezes presenciei um gore grind agressivo, furioso , rápido e com letras que mostram o dedo do meio para a moral e bons costumes em 9 musicas sendo que o trabalho foi gravado pela seguinte formação Ângela (baixo) Cynthia (guitarra), Muringa (vocal) e Magno (bateria)
Então na estreia do Dissecando EPs apresento para vocês Pata de Camelo:



Um som de Funk Carioca abre o trabalho mas logo já começa a pancadaria de Orgia de Crackudo, onde podemos imaginar uma linda cena romântica onde mendigos e usuarios de crack praticam um amor livre nas ruas. Caso não tenha percebido a Crotch Rot faz um humor de extrema acidez e ironia sendo uma característica fantástica da banda.


Feitxaria vem na sequencia mantendo a variação de vocais , e um trabalho bem legal de bateria, Molho Madeira é uma música que nunca pode ficar de fora das apresentações da banda e veja o lirismo romântico desse trecho:
Enquanto os odores da carne mijada / ativam e salivam o meu paladar O sangue que jorra entre suas pernas/ é o doce nectar que me alimenta.

Kid Bengala é uma justa homenagem a esse grande ( em vários sentidos) com vocais ainda mais extremos, sendo ironicamente a faixa mais curta com 48 segundos .Cachorro transante narra uma tara muito estranha que termina em amputação

Meritocalcinha, e Pata de Camelo mantem a acidez da mensagem bem provocativa fazendo a festa dos amantes de podreira pelo seu ritmo contante e bataria retranca, sendo que o refrão de meritocalcinha ira grudar na sua mente. Vale destacar os vocais de Muringa e seus pig vocals que não podem sair de um sujeito normal. Pornotube começa com uma narração que se for verídica só prova o quanto o brasileiro é sem noção,e depois disso é só pancadaria e para finalizar de quebra temos um cover de Rompeprop, com a belíssima "Pikzwarteflikkerkak"

Uma estréia desgraçada, sendo que  a banda passou por mudanças de formações até se consolidar e chegar na apresentação do Maniacs onde conquistaram mais um fã dessa sonoridade depravada






Forkill: Quando os Sinos do Inferno Badalam

Vinda do Hell de Janeiro, trazendo agressividade e velocidade, características do Thrash Metal oitentista, a Forkill, lançou em maio desse ano um single “Emperor of Pain” que é o primeiro do novo álbum "The Sound Of The Devil's Bell", trabalho dos caras que está por vir, com previsão para ser lançado em fevereiro de 2019, no formato de CD, mas antes, será disponibilizado um EP virtual com alguns sons novos do grupo.

Nos últimos shows do ano de 2018, a serem realizados no RJ, nos dias 09/12 e 16/12 (acompanhe a agenda no perfil da banda: Facebook: www.facebook.com/forkill.thrash), conforme palavras do guitarrista Ronnie Giehl Forkill, os fãs podem esperar um set list forte e coeso, já com mais músicas novas: “Estamos adicionando músicas do novo disco no set list para testar o público e ver quais que causam mais “caos” nos shows! O material tá matador e esperamos que todos curtam! Ao mesmo tempo, já estamos trabalhando em ideias para o terceiro álbum a máquina Thrash não pode parar!.

A banda conta com Matt Silva nos vocais e guitarra, Ronnie Giehl na outra guitarra, Gus N.S. no baixo e Rodrigo Tartaro na bateria, foi formada em meados de 2010 e é inspirada em clássicos e lendários sons.


Suas composições tem por objetivo expressar o ponto de vista sobre as diferentes formas de demonstrações de ódio nas atrocidades feitas pela humanidade. Dessa forma, seus sons relatam muita brutalidade, com o intuito de formar rodas matadoras e os bangers bater cabeça com a violência musical que apresentam.

Seu primeiro debut "Breathing Hate" lançado em 2013 teve, segundo a banda, uma ótima repercussão nas mídias especializadas, com músicas de partes rápidas, violentas e também partes cadenciadas, despejando riffs com muito peso.

O novo disco foi gravado e produzido por Daniel Escobar, no Estúdio HR, Rio de Janeiro, com a capa desenhada pelo renomado artista gráfico Rafael Tavares, que homenageia o clássico “Crusader”, dos bretões do Saxon. Na capa está o cavaleiro que representa a música “Warlord”.

Sobre a temática do disco, Ronnie explica que as letras retratam todas as atrocidades da humanidade ao longo da história, e que, em relação ao título da obra, “o sino é um objeto sagrado de várias religiões”. E o título também serve como uma homenagem ao Mercyful Fate, uma das grandes paixões do guitarrista: “O sino sempre foi “badalado” para avisar que cidades estavam sendo invadidas, horas da missa, enterro, etc. Vendo hoje a humanidade e suas atrocidades, temos a impressão de que a coisa está tão feia que o diabo está martelando um sino de tanta desgraça.
Liricamente, o som do sino do diabo é mencionado em três músicas do álbum, e o título é uma homenagem explícita ao Mercyful Fate e à música At the Sound of the Demon Bell”.

"Emperor of Pain", já retrata essa temática relacionada a religiões como podemos visualizar no clipe:

Partes da letra deixam bem claro a posição da banda: "Deixe nossas almas para sempre perdidas, Condenado a seguir a única fé, Desamparado, as pessoas estão se afogando em dor, Tormento que corrói seu cérebro, Se a fé é devoção cega, Então a morte é o resultado (...)"

Com um som avassalador, agressivo como o Thrash tem que ser sempre a Forkill irá fazer os sinos do Inferno badalar.

Instagram: https://www.instagram.com/forkill_thrash


Texto Escrito por: Carina Langa



Rest In Chaos: Ego Riser- estudos de uma sociedade doente


Desde a sua estréia no ano de 2016 a Rest in Chaos vem provando ser uma banda diferenciada, e não digo isso "apenas" pela sonoridade da banda que é viciante e difícil de caracterizar em apenas um estilo, sendo que thrashcore, é a tentativa mais próxima de uma definição. Mas o diferencial aqui que me refiro é o cuidado em tudo o que fazem, foi assim como o seu EP Worship Machines, lançado em 2017.
Entretanto nesse ano a banda compôs três novos sons sendo que somada a qualidade já apresentada , acrescentaram uma proposta lirica pra la de interessante, onde decidiram afrontar a sociedade doente em que vivemos atualmente com pessoas presas em seus egos e uma total dependência de uma imagem virtual .

O primeiro som foi Look At Me que já comentamos aqui no site, porém o mais recente trabalho é Ego Riser que em novembro foi lançada, entretanto como não bastasse, ainda preparam um vídeo altamente forte e por isso mesmo muito bom.


A banda fez um passo a passo da gravação o link você encontra abaixo
a) Achar o local perfeito https://youtu.be/LkVm4aDk1g8
b) Escolhendo a empresa responsável pelo vídeo https://youtu.be/deknhSkyIwM
c) Um momento muito especial para o baixista Dree ( não vou dar spoilers mas a história é muito legal) https://youtu.be/p_zcnRgpbDo
d) Afinal o que Ego Riser quer dizer nas palavras do vocalista Gustavo  ttps://youtu.be/keuMtKqgq2I

Com um som ainda mais pesado, e com uma qualidade inquestionável resta nos saber o que a Rest In Chaos, nos prepara sem dúvida estamos vendo o nascimento de um forte nome do Metal Nacional, sem mais demora ouça EGO RISER 


Bisho Extreme Produções: produtora catarinense abre inscrições para bandas de todo o país

Um dos mais promissores festivais recém criados no estado catarinense, o Bisho Extreme Fest, passou a organizar diversos eventos em seu estado e agora abre inscrições para bandas de todo o eixo nacional para que enviem materiais para participarem de seus eventos.




Os requisitos para participar são simples e objetivos, bandas autorais e de Metal Extremo. Tendo "todos" esses requisitos completos, as bandas podem enviar o material composto de release, fotos, vídeos e links externos (spotify, youtube, facebook e etc) para bishometalfest@gmail.com.

Sobre os eventos do Bisho Extreme Produções, podem ser conferidos algumas resenhas abaixo do principal evento produzido pela produtora, pelas mídias O SubSolo e Underground Extremo, confira:


1º Bisho Metal Fest (2017)
http://www.osubsolo.com/2017/11/cobertura-bisho-metal-fest-tubaraosc.html


2º Bisho Extreme Fest (2018)
http://www.osubsolo.com/2018/06/cobertura-2-bisho-extreme-fest-tubaraosc.html


http://www.undergroundextremo.com/2018/06/bisho-extreme-festival-cruz-so-ilumina.html

Siga o Bisho Extreme Produções
www.facebook.com/bishoextremeproducoes
www.instagram.com/bishoextreme

Fonte: Mk Assessoria

Especial Maniacs Metal Meeting 2018 - Sons que não Podem Ficar de Fora Parte 09

Hail Headbangers completamos nosso especial com as  três bandas que irão se apresentar no terceiro dia de festival e para fechar nossa lista assim como o evento prepare se para a destruição total com nomes que vão do Death ao Grind .

Offal: Eles se definem como Horror- Obsessed old Skull Death Metal,  e pro mais estranho que isso possa parecer é exatamente isso que voce encontra na sonoridade do Offal, desde os seus primórdios quando atendiam pelo nome de Orgy in Excrements(banda pré Offal) a sonoridade sempre atendeu pr elementos sujos extremos e coma temática terror a frente. A horda foi formada no ano de 2003 porém sua sonoridade nos remete aos malditos anos de 80/90 onde o death metal comia solto e espantava o mundo com suas atrocidades . Difícil destacar algum trabalho na discografia da bana que é uma das minhas favoritas mas Macabre Rampages and Splatter Savages é um clássico.

1) Flesh-Grinding Thrills and Bone-Crushing Chills

The Hideous Return of Dr. Death: https://www.youtube.com/watch?v=BwoTyZY2BAQ

Trial of the Undead: https://www.youtube.com/watch?v=gWF7T23XEIo

Hutt:  Como já falamos em textos anteriores, essa edição do Maniacs é simplesmente um sonho ( ou seria pesadelo) para quem curte grind, sendo que grandes nomes do estilo estarão nos palcos de Rio Negrinho, e se estamos falando em grandes nomes não podemos deixar de citar o Hutt, vindo de São Paulo esse grupo é responsável por registros que impressionam a todos pela sua essência anti musical sendo que ouvidos mais atentos podem reparar que a banda adiciona ao seu grind passagens do Death Metal o que faz a sua sonoridade ser extremamente brutal, como podemos observar nos trabalhos Monsruário, e Apocalipster lançado ano passado. 

Smell Like teen Shit

Sessão descarrego:https://www.youtube.com/watch?

Monstruário: https://www.youtube.com/watch?v=rgyaY2Kr8m8


Sextrash: Caos Blasfêmia , álcool e Luxúria vinda diretamente do Inferno conhecida como MG na década de 80 lar das melhores bandas que nosso Underground já teve a Sextrash, pode não ter alcançado o sucesso das  suas conterrâneas mas uma coisa que eles tem de sobra é admiração e respeito dos headbangers até existe uma eterna discussão entre qual álbum é mais significativo e extremo Sexual Carnage de 1990 com a sua capa pra  lá de polêmica ou Funeral Serenades e o avanço técnico da banda ? Na nossa opinião os dois são foda e Sextrash é uma lenda que fechara essa edição do Maniacs que ficara pra sempre na memoria dos Headbangers. 

Alcoholic Mosh

Seduced by Evil https://www.youtube.com/watch?v=FxbQHDNEmI4


Especial Maniacs Metal Meeting 2018 - Sons que não Podem Ficar de Fora Parte Final

Hail bangers, as vésperas do início do tão esperado MMM 2018, pelo menos por nós, equipe do Underground Extremo, finalizamos o nosso especial de "Sons que não Podem Ficar de Fora", desejamos a todos que comparecerão muita disposição, muito fígado, kkk, e muita força, para prestigiar os três dias de festival com sangue nos olhos.
As bandas que apresentamos nesta parte, são aquelas que estão desenvolvendo trabalhos para compor seu setlist, mas que não deixam de se apresentar, agitando o público com covers bem feitos, são elas:

Verbal Attack: vinda de Jaraguá do Sul, a banda está ativa desde 2012 e apresenta sons embasados no crossover/thrash. Já tivemos a oportunidade de assistir a um show ao vivo do grupo, na terra natal deles, e percebemos que o objetivo do trio é atingido, pois a podreira é evidente, suas ideias são vomitadas com êxito e os mosh's se fazem presente, então já sabemos o que esperar desta banda que será a abertura do evento, isso mesmo a primeira banda a se apresentar no Maniacs, que responsa, esperamos aquela paulera para entrar com os dois pés na devastação sonora que esse festival proporciona.

1) Sua Guerra

2) Guerra Civil https://www.youtube.com/watch?v=AZpZgB0XWpQ

3) Animal Irracional https://www.youtube.com/watch?v=NbExeR0o34A


Lacrimae Tenebris: se a banda citada anteriormente vai abrir o festival, a que apresentamos agora vai fechar, não o evento, mas a noite da sexta-feira, o primeiro dia do Maniacs. E o que é comum, acontece nesta noite em que o doom metal está na madrugada adentro para embalar e perturbar as mentes dos headbangers. A Lacrimae lançou o single "A Casa dos Espelhos" no ano de 2017, seu último som divulgado. Vindos de Curitiba, a banda formada recentemente (2017), propõe um som pesado e visa contribuir para a cena Underground com muita parceria.

1) A Casa dos Espelhos


Deadnation: banda de death metal, muito conhecida por nós, membros do Underground Extremo que já assistimos e até dividimos palco com os caras em eventos aqui da região. Oriunda de Tubarão, seu som brutal preenche os ouvidos dos bangers e movimenta as cabeças num embalo ácido. Na estrada a apenas dois anos e com apenas um single lançado o grupo conta com vasta experiência no palco. Eles abrem as apresentações do domingo no Maniacs.

1) Redrum



Especial Maniacs Metal Meeting 2018 - Sons que não Podem Ficar de Fora Parte 08


Hail Headbangers, chegamos na penúltima parte do nosso especial, as vésperas do Festival criamos um guia para você preparar o seu pescoço para a destruição que esta se aproximando. Então segue mais três bandas, e os sons que não podem ficar de fora das apresentações:

God Of Carnage: Formada em Campo Grande MS, no ano de 2012 a banda God of Carnage, se estruturou pela falta da banda desse estilo na região.  O Senso comum pode apontar a banda como Death Metal porém uma audição mais atenta vai citar outras influencias no som o que é ótimo.  Na sua discografia contamos com um cd demo intitulado Red Light lançado no ano de 2017,e um EP Necrofilia, sendo que esse ano foi lançado o single Faminto pela Morte, sendo que a banda esta em processo de gravação do seu primeiro full, o que aguardamos com bastante empolgação.

Red Light 


Faminto pela Morte: https://www.youtube.com/watch?v=2OyAoni5lDY

Decadência: A Decadência se espalha a cada dia pelo mundo, e procurando uma forma de expressar essa angustia foi formado o Duo composto por  Gustavo Toscan Da Silva - Acordeon e voz.
Nélio Gomes -Bateria. Isso mesmo que você leu Acordeon,  criando uma sonoridade que só pode ser descrita como Crust/Folk,  original, Inusitado e pesado seriam apenas alguns adjetivos para descrever a Decadência que se aproxima.


Wargore: Vem de Cascavel no Paraná essa banda formada no ano de 2016, e mesmo com pouco tempo de estrada já lançaram um EP Between Evil and Death, sendo que tal trabalho foi bastante festejado pela mídia como um excelente trabalho de Death Metal da velha escola,  com pouco mais de vinte minutos torna se impossível não bangear ao longo das seis faixas, sendo que eles conseguem transitar bem a linha de influencias, co a construção da sua sonoridade, o que vamos combinar é muito difícil. Wargore é um nome para ficarmos de olho pois essa horda vai longe. 

Don´t exist a written path
 

Between Evil and Death https://www.youtube.com/watch?v=Lg4imS2LjRY



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