Notas Extrema #16


Hail Headbangers, vamos divulgar as notícias mais recentes que agitaram a nossa cena Underground:

1)Mudanças na Broken & Boned a banda de Groove Death Metal anunciou que esta a procura de um novo baterista, depois do lançamento do seu debut Hypocrisy Hymns o baterista Carlos Alberto Cerqueira, se desligou da banda sendo que a sua formação atual conta com: Rômulo Portela (vocal), Marcelo “Marshall” Alencar (guitarra) e Lucio de Paula (baixo). Interessados devem enviar e-mail para brokenbonedmetal@gmail.com ou entrar em contato pelas redes sociais da banda


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2)Rock Soldiers: definido o elenco para a edição de vinte anos da coletânea
Produzida desde 1998 pelo músico, produtor e proprietário do selo UGK Discos, Marivan Ugoski, a coletânea Rock Soldiers definiu neste dia 9 de agosto, a relação das 22 bandas que farão parte do volume 24, que marca os vinte anos de existência deste projeto.
Neste mês de agosto começa a produção de áudio, escolha da capa e também a produção das mídias. “Esse mês fecharemos a matriz de áudio e o material gráfico, logo em seguida daremos entrada na fábrica”, declara, Marivan.
 Entre os nomes mais extremos destacamos: Viletale, Anatomy Corruption, Marreta entre tantas outras. 



3) Mudanças na formação da Balde de Sangue: Grande nome da cena extrema gaucha, Liderados pelo baterista e fundador Fabio Longaray, o mesmo não poderia deixar de recrutar grandes nomes da cena gaúcha para amadurecer ainda mais a sonoridade da banda que está transbordando peso e muita agressividade.
A nova BDS é formada por: Fabio (bateria), Mauricio Marques (vocal / ex-Charlar), Mário Ferrolho (guitarra / Ferrolho), Péia (baixo) e Dênis Lapuente (guitarra).




4) Sepultura no River Rock Mais um grande motivo para estar em Indaial/SC nos dias 7,8 e 9 de setembro, onde ocorre a 15ª edição do RIVER ROCK FESTIVAL. Isso por que a organização surpreendeu a todos anunciando um dos principais nomes do Metal mundial, o SEPULTURA!
O renomado grupo mineiro vem divulgando seu mais recente trabalho, o bem recebido “Machine Messiah”, e se juntará a aproximadamente 40 atrações dos mais variados estilos, ratificando ainda mais o RIVER ROCK FESTIVAL como ‘A Festa das Tribos’
Estaremos lá ..

5) Aniversário da A loja Heavy Metal Rock: Nossa parceira de longa data a HMRock fará 35 anos e no dia 08 de Setembro e ira fazer uma baita festa para comemorar sendo que as bandas que participarão será Armored Dawn com abertura da banda Rygel.


06) Novo single da As Dramatic HomageRecentemente resenhamos o EP ‘Enlighten’ e fomos supreeendidos pelo fato de a banda está trabalhando em um novo e inédito material de estúdio.
O grupo está no Thaf Estúdio, no Rio de Janeiro, registrando um novo single que receberá o título de ‘Consternation’ e está previsto para outubro deste ano.Claro que ele vai aparecer aqui pois essa é uma das banda que mais curtimos pela sua sonoridade difícil de rotular.



07) Shadows Legacy: novo single ‘The Final Act’ está disponível para audiçãoEstá disponível o mais novo trabalho do SHADOWS LEGACY, trata-se do single ‘The Final Act’ que pode ser conferido nas principais plataformas de música digital do planeta.
‘The Final Act’ foi gravado no estúdio Anúbis e produzido pelo músico, produtor e designer Aldo Carmine. Aldo também assina a belíssima capa do  Single 
 https://play.google.com/store/music/album/Shadows_Legacy_The_Final_Act?id=Bt5lmf7g6hjx2yeatx3zkrnjgqy&hl=pt
Este single, assim como o anterior, ‘Restless’, farão parte do novo álbum completo do grupo, segundo da carreira e que está previsto para este ano ainda! O trabalho será sucessor direto do premiadíssimo debut ‘You’re Going Straight To Hell’ de 2014.



Heavy And Hell Press: 4° edição da compilação “Collection” disponível

5 anos de muita luta e dedicação, assim caminha a HEAVY AND HELL PRESS completando mais este aniversário e claro que não poderíamos deixar de brindar quem nos acompanha com mais uma edição da coletânea “Collection”.



A capa do trabalho foi novamente desenvolvida pelo artista Everson Krentz em um trabalho mais rustico, nos moldes dos anos 90, trazendo aquela áurea simples, mas eficaz.

Ao total são nove petardos dos mais variados estilos que agradará em cheio os fãs do bom e velho som pesado.

Tracklist:
01 Carniça (RS) – Terrorzone
02 Methademic (PA) – River Of Blood In My Hands
03 Bloody Violence (RS) – Visceral Memories
04 Dislexia (PA) – Desonesto
05 Dust Commando (RS) – Parallel Realities
06 Dark New Farm (SC) – L.O.V.E.
07 Wael Daou (PA) – Mira
08 Balde de Sangue (RS) – Instinto Homicida
09 Embrio (PR) – Paradox Of Our Time

Faça o download agora mesmo e perca o pescoço de tanto bangear:


As Dramatic Homage: Enlighten- Densidade e Trevas

Algumas das bandas de sonoridade mais desafiadora da cena brasileira se formaram no Rio de Janeiro, difícil apontar os fatores que levaram a terras tão tradicionais de sol e praia produzirem hordas como Imago Mortis, Avec Tristesse e As Dramatic Homage entre tantas outras.

Formada em 1999, a horda tem na sua discografia duas demos A Deep Inner Recital e Atmosphere of Pain/Anthemns of Hate além de um espetacular debut Crown lançado em 2012, enquanto o próximo trabalho completo não vem a banda lançou o EP Enlighten, e sobre ele que essa resenha se refere.



Antes de mais nada se você não conhece As Dramatic Homage já é bom avisar que o som que ira encontrar não é deveras fácil de se classificar mas muito agradável de ouvir , digo agradável se você gosta de Black Doom e Avantgarde-metal e Death metal tal variância de estilos já demonstra o quanto relevante é o trabalho da horda.

“Advert “cumpre seu papel de introdução sendo bastante climática que abre logo caminho para “Astral Infernal”, que já é uma surpresa pois ela é muito mais agressiva mostrando um caminho que a banda poderá seguir aqui adiante. Logo depois “Praxis”,é riquíssima em melodias além de vocais mais limpos muito bem estruturados.

A faixa homônima “Enlighten” é o melhor dos dois mundos pois não abre mão da agressividade, mas tem uma beleza em sim que cria um clima tétrico, parte disso se deve aos vocais de Alexandre Pontes e os teclados de Leonardo Silva.

Para finalizar um cover de Moonspell uma das grandes influências dos cariocas, e a escolha não poderia ser mais exata pois “Full Moon Madness”, é um grande hino da banda portuguesa e o As Dramatic Homage conseguiu manter as características gerais da canção.

Para um EP o hype criado é fantástico esperamos que não demore muito para que venha o segundo álbum completo pois seguindo essa linha algo muito forte está por vim.



As DramaticHomage é:
- Alexandre Pontes (vocal/guitarra/programação);
- Alexandre Carreiro (guitarra)
- Leonardo Silva (teclado)
- Vinicius Rodrigues (bateria)






Programa Underground Extremo: novos episódios disponíveis

Perdeu nossos últimos programas na Mutante Radio, então acesse no Mixcloud, lembrando que o programa inédito vai ao ar todos os domingos a partir das 23:00 horas na http://mutanteradio.com/

Programa 004: Metal em Português

01 Azul Limão:Satã clama Metal 
02 Selvageria: Trovão de Aço
03 Blasfemador: correntes do Mal
04 Fuzilador:Hospital Infectado
05 Abate macabro: Abate macabro
06 Aggresion : Sabba das parteiras 
07 Mausoleum: Prepare se para negra guerra
08 Escaravelho do Diabo :Verme Jeová 
09 Desgraça Malidta: Ode a morte
10 Evil Emperor: maldição 
11GrotesqueSacrificio
12 Vulcano : Guerreiros de satã  Destruição total 
13 Facada: amanha vai ser pior
14 desalmado : todos vão morrer
15 Hutt : Porque paz se tenho a guerra / só pessoas 
16 Test Ele morreu sem saber porque 


Programa 005 Eventos no mês de Agosto

1 Tanatron: Tanatron
2Tanatron Toward terror
3 Alkanza: com força
4 Rhesthus: Big Anesthesia
5 Horror Chamber: Living Disease
6 Skombrus : Aim The Head
7 Funeratus: Accept the death
8 Pentacrostics Teather of redemption
9 Genocidio Kill Brazil
10 Chaoslace Blasphemy
11 Grave Desecrator: Insult
12 Apocalyptic Raids Im Metalhead
13Whispstriker: Negue a cruz e viva agora
14 Velho Satã apareça
15 Initate decay Spreading latent Hatred
16 Leviathan: The last Supper
17 Carniça terrorzone
18 Losna: Room 55


Especial Metal media 10 anos : Parte 03


Chegamos na terceira parte do nosso especial dedicado a Metal Media, onde estamos apresentando as banda, que fazem parte do Cast da assessoria que está uma década em prol do Metal Nacional.

1)Elizabethan Walpurga: mais enigmático que o próprio nome da banda é a sonoridade que ela pratica, a celebração da noite de Walpurga invoca uma sonoridade que transita entre o Black Metal e o Heavy Metal de uma forma, muito particular, formada no ano de 1994 , sendo que sofreu um hiato no ano de 2002 , voltando a ativa no ano de 2015.  Formada atualmente por: Leonardo "Mal'lak" Alcântara (Vocal)  Erick Lira (Guitarra) Breno Lira (Guitarra) Renato Matos (Baixo) Arthur Felipe Lira (Bateria)
Na sua discografia conta  com a demo Desire de 2001, um split com a banda   Lord Blaphemate,e o cd de estreia “Walpurgisnacht” 


https://www.facebook.com/elizabethan.walpurga/                  
2) Encéfalo: Surgiu em 2002 em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza, sendo que desde o seu primeiro lançamento em 2008 com a Demo intitulada ‘Destruction’a banda já rompe as barreiras entre o quem vem a ser, Thrash /Death  atualmente formada por: Henrique Monteiro ( Vocal/Baixo)
Laílton Souza (Guitarra) e Rodrigo Falconieri ( Bateria)

Em 2002 Lançaram Slave of pain que é até hoje um dos meus trabalhos favoritos da cena do metal nacional, sendo que sucederam trabalhos cada vez mais agressivos, Die to Kill de 2015 e o verdadeiro massacre Deathrone, lançado esse ano e estará sem dúvida na nossa lista de melhores do ano.


3) Endrah: Uma banda que teve na sua formação "apenas" Covero, Fernando Schaefer e T.J. A princípio a banda se chamava INK mas como já havia outra banda com esse nome em 2004 mudou para  Endrah formada atualmente por:  Relentless (Vocal), Covero  (Guitarra) Adriano Vilela (Baixo)
Henrique Pucci ( Bateria)

Com uma capacidade de transitar entre o Hardcore e o Death Metal a discografia da banda possui o EP Demonstration de 2004,  além de três cds que são : Endrah de 2006,   The Culling de 2012 , sendo o EP  Shoot, Shovel, Shut Up o último lançamento mostrando algumas mudanças na sonoridade da banda.

https://www.facebook.com/endrah/

4) Evil Sense: Banda paulista formada  2000 e conta atualmente com os seguintes integrantes: Wagner (Capú) (Guitarra e Vocal) Thiago (Suco) ( Guitarra) Hugo ( Baixo) Ricardo( Bateria), com uma sonoridade que vai do Heavy Metal ao Death, como eles mesmo dizem, eles curtem é tocar Metal.
Ao longo da sua trajetória no Underground possuem três demos e no ano de 2017 lançaram o full Fight for Freedom, uma verdadeira pancadaria que em breve resenharemos aqui e vale dizer que capa foda.


Fenrir’s Scar: A fera que devorou Odin, batiza esse  septeto que apresenta uma sonoridade, que pode ser rotulada como Metal Alternativo, Moderno, ou apenas Metal na verdade isso que importa , formada por:Desireé Rezende (vocais), André Baida (vocais), Paulo “Khronny” Victor (guitarra), Gabriel Rezende (baixo), Graziely Maria (teclados) e Ildécio Santos (bateria)  logo no seu trabalho de estreia conseguiram imprimir identidade própria .


Mesmo com a presença de vocais femininos, não espere uma banda de Gothic Metal genérica, cada música apresenta elementos, variados e passa bem longe dos vocais operísticos, um nome que ainda vamos ouvir falar bastante  pode anotar.


 https://www.facebook.com/fenriscar/

Continua....

Imperious Malevolence: Decades of Death - Honra ao Metal da Morte


Décadas de dedicação ao Metal da morte, tal titulo já mostra que não estamos frente a uma horda, que simplesmente é sinônimo de agressividade e peso, afinal de contas qualquer banger que conhece um mínimo do Death Metal nacional sabe da importância do power trio paranaense.

Nesse quinto trabalho, (sem considerar eps, dvd etc...)você não encontrara inovações na sonoridade ou referências ao Death Metal moderno, e na minha opinião é exatamente isso que espero do Impreious Malevolance, um trabalho vigoroso que ira com certeza causar algumas dores no seu pescoço



Entretanto é preciso dizer que a sonoridade é algo mais limpo e isso é um ponto extremamente positivo ´pois todos osa instrumentos estão mais audíveis e ao mesmo tempo orgânicos, você consegue ver a qualidade e principalmente a garra dos músicos, a saber são Antônio Death(Baterista e fundador da horda), Danmented nas guitarras,( maníaco também a frente do Axecuter) e a estreando Fernando H. Grommtt no baixo e vocal.

Apresentações feitas prepare se para a destruição, “Perpetuação da Ignorância” , um arrasa quarteirão em português, experiência essa que já foi utilizada pela banda algumas vezes, e simplesmente brutal, na sequencia temos "Ascending Holocaust”, ainda to tentando entender como Fernando consegue cantar e fazer linhas tão complexas de baixo ao mesmo tempo, o mesmo vale para No Return.

Um clima claustrofóbico forma se ao som de Hellfire’s Cruelty” e "Imperious Malevolence" tem a honra de batizar a horda e demonstra ser um dos sons mais elaborados de todo o trabalho,e para fechar o trabalho um presente para os fãs das antigas, Arquiteto da Destruição uma musica que simplesmente nunca pode ficar de fora das apresentações da banda.

Trabalho não recomendado para fãs de musica fácil e agradável, Decades of Death é extremo, violento e impiedoso, em outras palavas Death Metal.


Tracklist:

1. Perpetuação da Ignorância

2. Ascending Holocaust

3. Ominous Ritual

4. The Hellfire’s Cruelty

5. Nocturnal Confessor

6. Where Demons Dwell

7. Imperious Malevolence

8. No Return

9. Excruciate

10. Arquiteto da Destruição



Notas Extremas # 15



Hail Headbangers,como é tradicional aqui do Site, vamos divulgar o melhor do que ocorre na cena Extrema nacional.

1) Novo vídeo da Vulcano: A lendária banda Vulcano divulgou vídeo de um dos verdadeiros hinos do Metal Nacional, "Guerreiros de Satã música que está presente no trabalho “Tales From the Black Book”, e mostra todo o poderio da formação atual, a tempo de dizer que a banda esta com algumas datas já marcadas.

25/08 - Caraguá Extreme Fest – Caraguatatuba/SP
29/09 - Setembro Negro Festival – São Paulo/SP (Ao lado de Razor, Taake, Coven e muito mais)
06/10 - Pagan Fire Fest Bolivia - Cochabamba (Headliner com Enthroned, Purgatory e NevoChaos)
21/10 - Festival Febre Sorocaba – São Paulo/SP


2)Novo Lyric vídeo da Imperador Belial: está bem próximo o lançamento do CD Curse Of Belial”, e para prepara os headbangers para o massacre que está por vir a horda lançou o lyric video da música “Acheron”, confira:


Assim que o trabalho for lançado resenharemos aqui no Site.



3) Headhunter D.C banda relançará “Punishment At Dawn” Um dos maiores clássicos do Death Metal nacional ganhara uma nova versão, que além de bônus que já são tradicionais nos relançamentos da banda como o primoroso relançamento de  Born...Suffer...Die’, o Layout do digipack será feito por Fernando Lima do Drowned, além disso tudo o relançamento virá com um DVD com show e entrevista para a TV, aguardamos esse que será um dos melhores lançamentos do ano.


4) Novo documentário do Heavy Metal On Line: O trabalho do Heavy Metal On line capitaneado por Clinger Carlos Teixeira é uma referencia não só para nós das mídias como para todos os bangers que querem saber mais da cena brasileira, mantendo a qualidade e a opinião de quem entende e muito do assunto saiu o novo vídeo dessa vez com a cobertura do Megarock , e citação a bandas lendárias do metal nacional como Genocídio e o lendário Korzus, assista: 









Entrevista: Māyā


As vezes uma banda nos surpreende com uma sonoridade que desafia o senso comum, fazendo um mix que vai do jazz para o Heavy Metal, sem duvida um projeto que a cada lançamento chama mais atenção formada no rio de janeiro no ano de 2012 e nas vésperas de lançar um novo trabalho, tivemos uma conversa exclusiva, leia nossa entrevista e descubra a sonoridade única da Maya

1) Hail Maya, é um prazer para nós do Underground Extremo entrevistar vocês, uma banda que já acompanhamos há um tempinho. Pela biografia de vocês, a Maya formou-se em 2012 no Rio de Janeiro, gostaria de começar nossa entrevista apresentando a atual formação. Como foi o processo de criação da banda desde o recrutramento dos músicos até as primeiras composições?

R: Gimmy: Em 2012 lançamos nosso primeiro álbum e clipe, então marcamos como nossa data inicial. Tivemos muitas formações diferentes, mas a atual sem dúvida é a mais madura e criativa. Nós mantemos o espírito que todos ex-integrantes ajudaram a criar, mas é uma construção contínua que não acaba nunca. Hoje contamos com Thiago Alves na bateria, Renan Weignater no baixo, Gabriel Ferraz nos teclados e eu, Gimmy, nos vocais e guitarras.



2) O som de vocês entra naquele seleto time de bandas que são muito difíceis de resenhar, sendo que o Hard Rock puxa à frente, porém temos muitos elementos de outros estilos. Para quem não conhece a banda, como vocês se apresentariam?

R: Gimmy: Realmente não nos preocupamos muito com estilo. Pensamos muito nos temas que vamos abordar e construímos canção de acordo com eles. Se pede algo mais debochado podemos ir para o hard rock, mais sexy a gente vai pro blues, mais agressivo vamos para o metal e por ai vai. A identidade da banda se mantém, mas não colocamos limites para nossa criatividade e nem barreiras de gêneros.

3) O primeiro trabalho auto intitulado tinha uma pegada mais abrangente, sendo que em “Tower” a pegada mais hard rock ficou mais evidente. Essa foi uma mudança natural na banda ou algo mais pensado após criticas do primeiro CD?

R: Gimmy: Foi natural. Na verdade, as músicas do primeiro CD foram compostas muito antes da gravação, nós éramos moleques e queríamos muito experimentar com a psicodelia. Novas influências foram surgindo e queríamos lançar algo diferente como um segundo disco. Já tínhamos bebido na fonte do psicodélico, então era hora de tentar algo mais seco, mais direto e misturar com ainda outros estilos.

4) Os temas abordados pela banda chama a atenção primeiramente pela forma que são expostos, segundo por que não é comum uma banda mais ligada ao hard rock, que sempre enaltece as festas e bebedeiras, falar de temas mais sérios como vocês fizeram no debut CD e em “Tower”. De onde vem essa inspiração para temáticas digamos mais “adultas”?

R: Gimmy: Eu não acredito em arte inofensiva. Claro que tem de existir a “diversão pela diversão” e é algo saudável, mas eu não conseguiria me sentir completo como artista fazendo só isso. Eu acredito muito na mensagem, no poder de transformação e de fazer pensar que a arte pode ter. Assim sendo, até temos uma ou outra música com temas mais simples e divertidos, como “Magic Lips” ou “Backdoor Girl” do álbum “Tower”, mas de fato não é nossa missão. No “Egophilia”, novo álbum, os temas giram em torno do ego, e falamos sobre redes sociais, justiça, corrupção, autoritarismo, intolerância religiosa e outros assuntos polêmicos.

5) A sonoridade dos teclados tem uma importância grande na sonoridade de vocês, mas as guitarras e vocais também estão bem dosados. Como nasce uma composição da Maya?

R:Gimmy: A banda foi criada por mim, guitarrista e pelo ex-tecladista Bruno Lima. Ele apontou um caminho bem interessante para os teclados da banda, algo sempre fora do comum, que sempre busca uma certa estranheza. E isso é algo que o atual tecladista, Gabriel Ferraz, segue e cria além com maestria. As guitarras e vocais geralmente são o ponto inicial de muitas das composições, mas cuidamos para que todos integrantes tenham participação absurdamente ativa. No fim, a música se transforma e se torna realmente uma obra conjunta dos quatro.

6) Falando sobre “Tower”, ele tem uma bagagem muito grande de ritmos diferentes, acredito que foi feita uma pesquisa enorme para chegar nessa sonoridade. Como foi o caminho de composição de “Tower”? Teremos elementos desse trabalho em “Egophilia"?

R: Gimmy: Sem dúvida. Há influência de blues, de ritmos cubanos, latinos e até de jazz. No caso do “Tower” foi uma questão da influência dos músicos mesmo. No nosso novo álbum “Egophilia”, já foi diferente. Nesse caso a gente realmente pesquisou muito, como por exemplo, na música “Tolerance”, que já lançamos no Youtube e pode ser conferida neste link.



Ela fala sobre religiões e tem uma miríade de sons, ritmos, instrumentos e escalas musicais para ambientá-la como queríamos

7) Antes do lançamento de “Egophilia”, foram liberados alguns vídeos que mostram a banda mais pesada como na minha favorita “Attention Whore”. Será esse o direcionamento do álbum? O que já pode nos adiantar sobre ele?

R: Gimmy: “Attention Whore” foi o primeiro single que lançamos para o que viria a ser esse novo CD. Ela ainda guarda o hard rock que ouvimos em “Tower”, mesmo que mais pesado. Contudo, esse novo álbum tem muitas outras novidades em relação a sonoridade. Cada faixa traz algo novo. E estamos muito orgulhosos com isso.



8) A Maya investe pesado em vídeos. Como vocês avaliam esse retorno, ainda é viável para uma banda lançar vídeos nas plataformas virtuais, ainda mais como o de vocês que é todo trabalhado como o de “Little Bitch”?

R: Gimmy: Eu acredito muito nos clipes. Como disse anteriormente, eu quero que a mensagem seja transmitida. E pensamos música, letra e clipe como uma coisa só. O Allan Caju, é um cineasta que acredita no nosso projeto e dirige a maioria dos nosso clipes. Temos vários making of’s no nosso canal do YouTube mostrando a trabalheira que é cada produção. Então, no nosso caso, não é uma questão de investimento de grana em si, mas de muito suor, tempo e criatividade.

9) Como vocês avaliam o cenário Hard Rock no Brasil? Existe uma cena forte ou o estilo está mais undergrond? Alguns críticos dizem que as bandas de Hard Rock no Brasil estão enveredando para ares mais do Heavy Metal, o que pensam acerca disso?

R: Gimmy: Acho que tenha lugar para todos. Mas, de fato, o Hard Rock e o Heavy Metal andam muito próximos em alguns casos e as vezes são classificados como a mesma coisa pela galera mais leiga. Como não nos importamos tanto assim com gêneros, não é uma questão muito preocupante para nós. Acreditamos que o cenário da música underground e independente como um todo pode crescer se unindo, independente do estilo.

10 ) Nós do Underground Extremo agradecemos a entrevista, desejamos boa sorte com “Egophilia”, (que resenharemos aqui assim que o trabalho for lançado). Gostariam de deixar algum recado final para nossos leitores?

Gimmy: Nós agradecemos imensamente pela oportunidade. É uma honra para o Maya! O recado é que fiquem ligados em nossos canais pois sempre estamos lançando clipes e vídeos novos. Nosso novo CD, “Egophilia” está pronto e estará disponível muito em breve. Aguardo ansioso para ver a resenha do Underground Extremo . E para quem for do Rio de Janeiro, dia 11 de agosto será o show de lançamento, no teatro Solar de Botafogo, onde filmaremos a noite inteira para materiais futuros. Então, estamos só começando!


Especial Metal Media:10 anos- Parte 02


Para quem acompanhou nossa primeira parte, estamos divulgando as bandas da assessoria Metal Media uma forma de homenagear, esse verdadeiros guerreiros que a dez anos investem no Metal Nacional, segue mais cinco bandas:

1)DarkShip: Formada em 2010, a banda executa algo que podemos rotular como Modern Metal formada na região de Porto Alegre  sendo composta atualmente por:Sílvia Cristina Schneider Knob (Vocal) Julio Cesar de Azeredo (Guitarra) Rodrigo Schäfer (Baixo) Ander Santos ( Violino) Joel Pagliarini ( Bateria)


Com letras que podem nos remeter as questões mais ligadas ao gótico, a sonoridade passeia por vários estilos sendo que na mesma música podemos ir do Erudito para o Death metal de forma que só o DarkShip é capaz. Seu único trabalho até agora foi We Are Lost de 2016
Facebook da banda: https://www.facebook.com/bandadarkship

2) Deep Memories : Nome da One Man Band, encabeçada por Douglas Martins Ex Desdominus, sendo que essa referencia já é suficiente para saber a qualidade do músico, transitando por vários estilos sendo que sua criatividade e capacidade técnica não tem limites lançou um EP In Too Deep... e em breve teremos novo trabalho
Facebook da banda: https://www.facebook.com/deepmemoriesbrazil/

3) Distraught : Uma das grandes estrelas desse cast estrelado da Metal Media a banda gaucha formou se em 1990 sendo que o seu primeiro lançamento foi  "Infinite Abyssal"a partir dai só lançaram trabalhos de grande representatividade para o Thrash Metal,  "Behind the Veil", “Unnatural Display Of Art”, The Human Negligence is Repugnant”, sendo o ápice criativo veio com  Locked Forever trabalho  inspirado  no livro ‘Holocausto Brasileiro’, que conta como funcionava o manicômio Colônia de Barbacena/MG, o maior hospício do Brasil.

Atualmente formada por: André Meyer ( Vocal) Ricardo Silveira ( Guitarra) Everton Acosta (Guitarra)  Allan Holz ( Baixo) Marcelo Azevedo ( Bateria)


Facebook da banda: https://www.facebook.com/distraughtband/

4) Drowned é uma banda de Belo Horizonte/MG, que inicial seus ensaios em 1998. A proposta musical central era fundir elementos do Death, Thrash e Heavy Metal elementos esse sempre presentes na sua sonoridade. Em 2001 lançou o seu primeiro cd pela cogumelo records, uma parceria de longa data que começou com Bonegrinder em 2001 no ano seguinte Back From Hell  e 2003 Butchery  Age , mantendo o peso temos By the Grace Of Evil  e Bio Violence( na minha opinião o melhor)
Outro passo importante foi o álbum duplo Belligernet  sendo que nesse ano de 2018 lançaram seu mais recente e moderno trabalho 7th 



Atualmente o Drowned é formado por: Fernando Lima (Vocal) Kerley Ribeiro (Guitarra) Marcos Amorim ( Guitarra/Vocal) Rafael Porto ( Baixo) Beto Loureiro ( Bateria)


Facebook da banda:https://www.facebook.com/DrownedMetal/

5) Dysnomia: Formada em 2006 na cidade de São Carlos, interior de São Paulo depois de estabilizar sua  formação hoje conta com:  João Jorge (Vocal/Guitarra), Julio Cambi (Guitarra), Denilson Sarvo (Baixo) e Érik Robert (Bateria).


Sendo um dos nomes mais respeitados do interior paulista a banda vem dando grandes passos na cena, depois de uma demo lançaram o EP: As Chaos Descends, porém esse foi só primeiro passo para os próximos lançamentos dois trabalhos que em breve vão ser resenhados aqui no site e totalmente indicados para quem curte Metal Extremo Proselyte em 2016 e Anagnorisis em 2018


Facebook da banda: https://www.facebook.com/dysnomiabr/

Continua ...

Resenha: Exorddium Leviatã - Desperta a besta dos mares

Chegando no seu segundo cd, a banda de Contagem/MG vem com a proposta de resgatar o Metal feito aqui no nosso país, principalmente na década de 80, para quem não esta familiarizado, o que é apresentado é um metal com instrumental forte e letras em português, com odes ao estilo de vida dos verdadeiros headbangers.



Feita a apresentação do estilo é possível dizer que a Exorddium vem evoluindo a sua sonoridade, se comparamos esse registro com o primeiro trabalho “Sangue ou Glória”, fica evidente que a habilidade técnica dos músicos melhorou e a troca de vocalista, fez bem para banda, mesmo que em algumas passagens o vocal apresente uma sensação de ser mais forçado, mas acredito que a experiência de palco e até mesmo em estúdio, foi o que corrigiu tais falhas.

As sete faixas do cd são bem homogêneas, o instrumental muitas vezes rouba a cena, como na faixa título “Leviatã”, que possui uma excelente levada, “Irmãos do Metal” é um chamado para os headbangers e tem um refrão bem cativante, “Coração de Aço” e “Filhos da Noite” tem um pouco de hard nas suas linhas, o que as tornam bem interessantes.

A parte gráfica é simples, mas remete bem a ideia geral do trabalho, acredito que o Exorddium deve ganhar ainda mais peso ao vivo, e muitos refrões ficam na nossa memória por muito tempo.
De maneira geral Leviatã mostra uma banda fiel aos seus propósitos, é formada por músicos talentosos que curtem Heavy Metal e se essa descrição confere contigo leitor, a banda Exorddium é uma grande indicação.


Exorddium é:

Eduardo Bisnik- vocal
Fernando Amaral- Guitarra
Paulo Cesar- Baixo
Jailson Douglas- Bateria


Faixas
01 - Oceano das almas perdidas
02 - Leviatã
03 - Hail
04 - Irmãos do Metal
05 - Coração de aço
06 - Brinde á vida
07 - Dama das sombras

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