Salve, headbangers! Eu sempre achei que o thrash metal, depois da onda de revival que ele apresentou, careceu de uma nova reformulação que explorasse a técnica e a melodia. E, nessa minha afirmação, eu encontrei o mais recente trabalho do Invicta. Aí, tive minhas ânsias atendidas, porque os canadenses fazem exatamente o que eu esperava — e por isso eu vejo neles um nome que merece ser mais reconhecido.
Quero começar destacando a belíssima capa desenvolvida por Pär Olofsson. Ela faz jus ao excelente registro que estamos por ouvir, que já nos entrega The New Throne — um começo que me remeteu ao Kreator pós 2000, mas logo isso vai por terra com eles colocando uma dose a mais de energia, aquela palheta seca e direta, e os vocais um pouco mais rosnados, deixando a melodia para as cordas. Pronto, eles já tinham me conquistado como fã logo no primeiro som. Existem tantas variações nessa música, que se estende por seis minutos, mas é algo tão refrescante quando o riff principal volta... Ouça e tire suas conclusões.
Forces of Annihilation vem na sequência. Ela foi escolhida como single, e que escolha assertiva! Tem algo de technical thrash nela, e os flertes com o death metal deixam a fórmula mais apimentada. E quando entra a linha mais melódica, dá uma saudade da época em que o Arch Enemy era uma banda de Death. Apprentice of Death é o melhor do que a banda vem mostrando até agora: a técnica é demonstrada, não colocada à força; o solo aqui é lindo e faz um contraponto com a brutalidade que foi apresentada.
Sabendo que a diversidade pode ser um caminho que faça o álbum Invicta ganhar mais destaque — ainda mais em épocas de aplicativos de música, onde ouvir um álbum inteiro se tornou uma raridade —, a banda mostra passagens menos intrincadas, e isso soa como um respiro para o que está por vir. Por isso, The Morning's Light e Parasitic Reign são faixas que te cativam pela mensagem mais direta. Mas note que o "direto" deles está muito acima de muitas bandas de thrash revival que copiam e colam riffs por álbuns inteiros. Não se trata apenas de tocar rápido, mas de tocar bem.
Battle the Beyond poderia estar em "Hordes of Chaos" do Kreator, assim como Sinister Obsession explora ainda mais a aura de death metal que eles vêm trazendo ao longo do álbum. E se você ainda não ficou impressionado (aí, o erro é seu), a faixa-título Invicta é um épico de mais de dez minutos que passa rápido e vai deixar seu queixo no chão. Quem pensa que shred não pode ser pesado, bem, vá ouvir Sadus e depois Invicta, e veja seus conceitos mudarem.
Posso dizer que eles estão no meu radar a partir de agora, e minha torcida é para que logo tenhamos mais um álbum. Se seguir o que temos aqui, a conquista mundial do Invicta será inevitável.
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TRACKLIST:
1) The New Throne
2) Forces of Annihilation
3) Apprentice of Death
4) Battle the Beyond
5) Sinister Obsession
6) The Morning's Light
7) Parasitic Reign
8) Preeminence
9) Embodiment of Infamy
10) Triumph and Torment
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FORMAÇÃO:
Kyle Edissi- guitarra e vocal
Shareef Hassanien -bateria
Jonah Kay -guitarra
Steven Rowlands- baixo.