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segunda-feira, 27 de abril de 2020

13 Sons Extremos #02 - Nervosa

Hail Headbangers, a Cena do Metal foi pega de surpresa com as notícias que envolveram a saída de Fenanda Lira e Luana Dametto do Nervosa. Um pouco após a divulgação dessa perda, a guitarrista Prika Amaral garantiu a continuidade da banda.

Porém, o mais assustador foram os comentários ignorantes e estúpidos em relação a banda, não gostar do som tudo bem, agora ser misógino, machista e imbecil, é imperdoável. Não vamos dar margem para tais imbecis e decidimos homenagear o legado da Nervosa até aqui, então confira 13 sons Extremos, 2° edição:


1º "Time of Death" (2012) - EP 'debut' da banda que contava na sua formação com Prika Amaral nas guitarras e Fernanda no baixo, como também com Fernanda Terra na bateria. Esse trabalho é curtinho, com três músicas, mas já deixava ótimas impressões. Dele destaco os sons abaixo listados:

1) Invisible Opression: Menos de dois minutos e uma levada que remete ao samba(??) com um trabalho de batera perfeito e os vocais de Fernanda super rasgados.

2) Masked Bretayer: Quase que o trabalho inteiro entra aqui, mas escolhi essa pela sua veia 'old School', com um toques meio Destruction, principalmente nos vocais.


2º "Victim of  Yourself" (2014) - Dois anos depois o primeiro 'full' veio esse álbum que por muito tempo foi meu trabalho favorito do trio. Aqui temos na bateria Pitchu Ferraz. Todas as boas influências do EP são aqui elevadas com muitos refrões para cantar junto, difícil escolher só alguns sons, mas vamos lá:

3) Justice Be Done: Um som que vai crescendo e quando você percebe, já está com o pescoço adormecido, o uso do 'Backing' vocal acrescenta um peso no som.

4) Urânio Em NósA Nervosa tem poucos sons em português e esse é um exemplo. Uma faixa com pegada 'crossover' que, como a letra indica, critica todas as formas de poluição que nos cercam.

5) Death Clipe lançado pela Naplam Records e que os anti se mordem! Bem, eles que se fodam!!! Esse som é um dos que mais vai ficar na sua cabeça, por dias aliás, Deaaaathhhhhhhh!



6) Into The Moshpit Toda banda de 'thrash' tem que ter um hino ao 'mosh' e com a Nervosa não é diferente! O clipe dessa música tem cenas de várias apresentações ao vivo, entre elas, a que realizaram no Zoombie Ritual que ocorreu em SC.


3° "Agony" (2016) - Uma evolução gritante referente ao trabalho anterior, mostrando o porque a banda vinha em uma crescente de produção e técnica, e os sons destaque desse trabalho são:

7) Guerra Santa: Outra faixa em português e dessa vez ainda mais violenta, mostrando que a banda tinha muito a dizer. É, na verdade, até um motivo para que tanta gente não goste delas, das suas opiniões e ideias, nós aqui do Underground Extremo não só respeitamos, como apoiamos totalmente a ideologia da Nervosa.

8) Failed System: Outro exemplo de como o vocal da Fernanda é marcante, fazendo essa faixa ser um 'thrash' energético e com um refrão marcante. Note a quebra de andamento na música, coisa linda!

9) Cyber War: Aqui temos uma linha de baixo puxando a música, e Fernanda usando vocais mais guturais, além de uma letra bem construída.

10) Hostages: É bem perceptível que a sonoridade estava se encaminhando para algo mais técnico, na linha do Sadus, por exemplo, e o clipe desse som é bem 'gore', vale a pena conferir!


4° "Downfall of Mankind" (2018) - Aqui está meu trabalho favorito da Nervosa até o momento. Mais maduro, mais ácido e mais 'Death' Metal! Como eu já conhecia o trabalho da Luana, já sabia o que ela poderia fazer, mas a forma que a sonoridade ficou nesse trabalho é sensacional. Espero muito sucesso a nova trajetória das três musicistas, pois talento para elas não falta!

11) Never Forget Never Repeat Sem medo de se posicionar, esse som é simplesmente um arrregaço, com perdão do trocadilho, mas 'repeat' ele pra caralho no seu som! (rsrsrs)

12) Kill The Silence: Outro som que ganhou um clipe, assim como também outro que mostra uma mensagem muito forte por parte da banda. Os vocais da Fernanda intercalam entre o gutural e o rasgado, além da variação na linha de guitarras, não a toa que foi o 'single' do trabalho.


13) ...And Justice For Whom?: Uma bela referência  ao Metallica e pode até ser que foi uma influência no som da banda em início da carreira. O solo aqui é bem Slayer e mais uma vez a combinação de vocais ficou muito bem distribuída.

Revisado por Carina Langa.


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