Cobertura de Evento: 14° Otácilio Rock Festival (1° dia)

Existem eventos que marcam no coletivo imagético dos headbangers, pois ao ouvir o nome Otacílio Rock Festival, mesmo sem saber que bandas irão tocar, já fica claro para todos nós, que teremos um festival que irá unir infra estrutura de qualidade, ótimas bandas e aquele espírito acolhedor que só quem vai em festivais sabe como é.


Então, mantendo a tradição do Underground Extremo de estar presente no máximo de eventos possíveis, nos deslocamos para Otacílio Costa/SC. O percurso da viagem, os vídeos das apresentações e as entrevistas (parceria com a nossa mídia irmã Urussanga Rock Music), você irá encontrar no nosso canal do Youtube. Aqui no site, iremos apresentar nossa cobertura completa do evento e nossas opiniões acerca dos show's e do festival de maneira geral.

Assim que nosso micro ônibus nos desembarcou, já partimos para frente do palco para assistir a primeira apresentação do festival, o power trio Overblack. A banda é de Blumenau/SC e de maneira muito sábia, largou os 'cover's' e agora apresenta trabalho autoral. O 'Thrash Metal' deles é bem calcado na escola dos anos 80/90, as faixas do trabalho "Still Burns" me soaram mais agressivas ao vivo, um adendo para os trabalhos de guitarras que no estilo que eles executam, manter a pegada com apenas um guitarrista é digno de elogios! Outra coisa que fiquei bem feliz de ver é o fato de que o público já estava presente nesta primeira banda, isso motiva a todos.

Foto: Carina Langa

Quem acompanha nosso canal do Youtube, sabe que somos fãs demais da Volkmort e quando essa banda toca, uma atmosfera lúgubre invade o lugar! Pode parecer mentira, mas foi a banda subir no palco que o céu escureceu. E eles responderam a isso entregando uma apresentação que já classifico como um dos melhores shows do evento! O 'Doom Metal' precisa de uma treatalidade para ter uma ligação com o público e a Volkmort faz isso! Músicas como Destructive Obsession Sentenced To Death são verdadeiras sinfonias da destruição e do niilismo, o show fechou com Doomology encenrrando de maneira densa e obscura.

Foto: Carina Langa

Pelo que ficamos sabendo, a 'topic' que estava trazendo a Suburban Bastards e a Slammer teve problemas. Rolou uma apreensão se eles conseguiriam chegar a tempo. E aí meus amigos, quero destacar o fato de como é legal ser imprensa, pois nós acompanhos todo o processo que permitiu à Suburban e à Slammer chegarem com o mínimo de atraso.

E aí, quando os paraguaios da Suburban Bastards subiram no palco, me arrependi por não conhecer a banda antes! Apresentando uma pegada 'punk', mas com muito, muito metal nas suas veias. Deu para perceber o quanto eles estavam felizes de tocar para o público brasileiro, também pudera, o público reagiu muito bem ao som da banda, 'mosh's' agressivos e com velocidade faixa a faixa. O 'set' foi bem apresentado, compensando os minutinhos de espera pela banda. Em conversas em 'off', pensamos como o Brasil é fechado para o metal que é feito na América Latina. Sorte que os festivais estão trazendo nossos 'hermanos' para tocar aqui, como já rolou com a Kuazar, Anal Vomit, Reytoro, entre outras.

Foto: Carina Langa

Estávamos em entrevista com a Volkmort quando a Slammer iniciou sua apresentação, por isso não conseguimos pegar todo o show, mas quando fomos para frente do palco nos deparamos com o 'power trio' mais fudido de Curitiba/PR em ação. Para quem, assim como eu, tem saudade do metal sujo, blasfemo e sem modismo, só porrada mesmo, tem que conferir o som da Slammer. Cheguei a tempo de conferir sons como Passage to Hell e Sons of Evil, que são convites para o 'mosh'. Nunca a expressão - "brutal 'heavy' metal", fez tanto sentido!

Foto: Carina Langa

A banda revelação da realidade subiu ao palco. Sabe aqueles fenômenos que surgem no metal, como por exemplo aquelas bandas que com pouco tempo instigam o público de maneira bem ampla? Pois bem, a As The Palaces Burn é assim, e a vendo ao vivo, ficou bem claro os motivos dessa admiração. Primeiro quero destacar os músicos, que são incríveis, arrisco-me a dizer que na nossa próxima lista de melhores do ano se não apresentarmos os músicos da As The Palaces Burn será uma injustiça. E o outro fator que precisa ser citado é em relação às músicas, principalmente as do trabalho "End'evour" que foi bem construído com faixas fortes que unem melodia e peso, como em Arcanum e The Devil's Hand executadas no show com perfeição, a banda fez 'cover's' de Nevermore e Pantera e com eles puderam expor um pouco de suas influências.

Foto: Carina Langa

Headbangers! Uni-vos, pois os melhores anos do metal estão de volta! Toda vez que a Syn Tz se apresenta e eu prestigio me vem à tona essa sensação. A banda vem fazendo do palco a sua segunda casa e é nítido ver como eles curtem tocar ao vivo. Somado a isso, os músicos de alto nível e as músicas cativantes, fica impossível não erguer os pulsos no ar e cantar junto as faixas como Louder and Harder e Under Control e a clásica Headbanger que sempre conta com a participação da platéia.

Foto: Carina Langa

"Nós somos a Drowned e viemos do inferno para quebrar ossos!" Chegou a hora, estava no palco um dos grandes 'headlines' do festival. Vindo diretamente de Minas Gerias/MG o agora sexteto, está na estrada para divulgar seu mais recente trabalho o "7th", além de terem aproveitado a data da apresentação no 'fest' para lançar nas suas plataformas digitais o "Damned Alive" (álbum ao vivo). Quem estava no Ota 2020 pode conferir o que é o 'Death/Thrash' com atuais passagens de 'Heavy' da banda. Como um fã deles a muito tempo, fiquei feliz de ver sons mais antigos como Back From Hell e AK 47, além daquela que batiza meu album favorito destes mineiros  a Bio Violence. As faixas do seu útlimo trabalho de estúdio ganharam mais peso ao vivo, com destaque para Violent March of Chaos  e The Bitter Art Of Detestation. Sem o objetivo de criar comparativos, preciso dizer que o Drowned é, na minha opinião, uma das melhores bandas do estilo na atividade atualmente e merecem muito mais reconhecimento por parte do público.

Foto: Carina Langa

Se existe uma banda que sabe investir, essa banda é o Armored Dawn. A sonoridade deles nunca me chamou muito atenção e isso não é uma crítica, é apenas uma opinião, pois ao meu ver, é um som, digamos, muito leve para meu gosto, que é moldado a 'Death', 'Thrash' e coisas mais podres. Mas você não precisa curtir uma banda para assistir o seu show, e fui isso que eu fiz. Algo que não dá para negar, é que ao vivo, a Armored Dawn cria toda uma estrutura de banda a nível internacional. Falar dos músicos torna-se dispensável, a "cozinha" que faz parte do Korzus me chamou a atenção pela versalidade e por colocar uma carga de peso nas músicas, as versões de Chance to Live Again, e principalmente Ragnarok levaram o público ao êxtase e ver uma reação dessa, em uma banda nacional, realmente faz a gente ter esperança que virão tempos melhores para o metal nacional.

Foto: Carina Langa

Hora da extremidade voltar aos palcos do Ota 2020. E a trinca final foi feita para nenhum 'hellbanger' colocar defeito! Começando com a Carcinosi. Como é bom ver essa banda, que é uma instituição do metal gaúcho de volta aos palcos. Nova formação, mas o mesmo peso de sempre, arrisco em dizer que estão ainda mais virtuosos. O som que o trio vem fazendo é ignorante, como comprovaram na faixa que batiza seu mais recente trabalho Resumption, além das já clássicas Reverse Rebuild e Obscure Reason. Desde a década de 80 o RS vem dando ótimas safras de bandas extremas para o resto do país, Rebaelliun, Horror Chamber, Carcinosi, Krisiun, entre tantas outras que levam esse honroso posto para outro patamar.

Foto: Carina Langa 

A Hollow, veio do interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente da cidade de Garibaldi e já no começo do seu 'set' sugou a energia dos 'headbnagers' que estavam presentes para acompanhar a primeira noite do Ota 2020 até o final. E quem a frente do palco ficou, podem ter certeza que saiu feliz demais. Se fosse resumir, a Hollow em uma única frase, seria - "Uma banda que dá vontade de dar uma voadeira na cara da sua vó" (rsrsrs). Apresentando sons dos seus dois trabalhos "Spirit Soldier" e "Downfall" onde no primeiro a pegada tem alguns elementos do 'metalcore' e no segundo, meu favorito por sinal, a banda caiu de vez no 'thrash' indo em direção ao 'death' metal. Destaque para os vocais de Renan, ele passa a sensação de estar 'puto' com o mundo o tempo todo, um verdadeiro 'front man' de 'thrash' metal raiz. Nem preciso dizer que viramos fãs da banda e acreditamos que ocorreu o mesmo com quem estava presente.



Foto: Carina Langa


Última apresentação da noite veio com a Deadnation, banda que tive o prazer de assistir tanto suas primeiras apresentações quanto ver os mesmos em grandes festivais como o Ota. Sabendo que está muito próximo de sair o seu primeiro 'full', vale a pena dizer que quem ainda não conhece a banda, está perdendo tempo, ainda mais se você curte o velho 'death' metal sueco. A banda começa num instrumental até aparecer o vocalista Fabrício, coberto de sangue, mais 'old school' impossível. O som é aquela maravilha de pura poesia como em Braindead, Redrum e Sadlandand, se hoje bandas como In Flames e Soilwork tem o peso de uma trilha sonora dos Teletubies, o negócio é valorizar as bandas nacionais.

Foto: Carina Langa

Passada a hora maldita das três da madrugada, finalizamos a primeira noite do Ota 2020. O domingo contaria com sete bandas, entre elas a lendária Korzus, então... O resto da cobertura você confere logo menos aqui no site.

Contribuição, fotos e revisão: Carina Langa.

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