Melhores do ano - parte final


Hail headbangers!!! Para fechar nosso especial, vamos hoje de duas listas com dois estilos bem antagônicos, porém cada vez mais fortes no nosso país e por isso mesmo merecem ser cada vez mais reverenciados e apoiados pelos bangers. Então segue a lista com 5 indicações de Doom Metal e 5 de Grindcore , lembrando que os lançamentos estão em ordem alfabética, e claro, muito material ficará de fora, mas em breve serão resenhados no blog:

Doom Metal


1) Aporya: “Dead Man Do Not Suffer” O clima da região da Paraíba pode ser quente, mas a sonoridade feita pelo Aporya é fria, densa, e por isso mesmo cativante, o som tem elementos do death e belíssimos solos de guitarras e linhas de teclados excelentes. Destaca-se também o fato de ser um trabalho conceitual e tudo foi gravado pela dupla Tiago Monteiro (vocais) e Cristiano Costa
  (guitarras, baixo bateria). Destaque para os sons: “Cry Of The Butterfly”, “Little Child In The Grave” e “Pain And Loneliness”




2) Dying Suffocation: “In The Darkness Of The Lost Forest” Um dos melhores trabalhos lançados nesse gênero não apenas no Brasil mas sim a nível mundial, o trabalho feito pela Dying Suffocation demonstra muito esmero tanto na produção, quanto na capa, nos arranjos e nas letras (sendo um trabalho conceitual). Em breve postaremos a entrevista que fizemos com a banda no MMM, e “In The Darkness Of The Lost Forest” é apenas uma estréia, o que nos deixa bem empolgados com o que a banda ainda pode nos apresentar. Destaques para os sons: “The Angels”, “When I Die” e “Sacrificed Souls”.


3) Saturndust: “RLC” O que mais me fascina nesse estilo musical é a capacidade de criar no ambiente um clima diferente, às vezes soturno no caso da Saturndust, a sensação é de algo ainda mais climático e psicodélico, mas sem deixar de ser metal acima de tudo, com certeza um som de outros mundos. Destaque para os sons: “Astral Dominion”, “Titan” e “RLC”.



4) The Cross: “The Cross” A Primeira banda de doom metal da America Latina, esse álbum na verdade está pagando uma dívida histórica, pois nunca tivemos em mãos um trabalho completo dessa horda , mas a espera compensa, pois o trabalho é uniforme, intenso e com aquela qualidade que apenas quem entende muito do estilo sabe executar, indispensável para quem curte metal nacional. Destaque para os sons: “Cold Is The Night Beyond Death”, “The Las Nail In The Coffin” e “The Skull & The Cross”. 


5) The Evil: “The Evil” Confesso que demorei muito para gostar de occult rock, mas a The Evil me pegou pelo pé, pois sua sonoridade vai mais além, tendo uma saudável influência de Candlemass, e Black Sabbath e esses elementos do doom dão um ar muito mais catatônico para o trabalho, criando algo difícil de descrever, mas ótimo de ouvir. Destaque para os sons: “Screams”, “Sacrifice to the Evil One” e “Satan II”.



Grindcore


1) D.E.R : “Rancor” A sigla quer dizer desordem e retrocesso, o EP se chama “Rancor”, então o que esperar a não ser doses sem piedade de ódio contra tudo e contra todos, colocando o dedo na ferida, um trabalho curto e direto, uma porrada violenta merece estar na lista de melhores do ano fácil.


2) Entropiah/ Test: “Bestiarum” Um split entre Espanha e Brasil. Se a banda estrangeira prega o caos sonoro, o Test , com apenas duas músicas mostra porque é um dos maiores nomes do nosso grind, e é mais uma banda que está devendo um material novo então esse Ep serve de aquecimento para o que está por vir, com certeza, algo não indicado para ouvidos sensíveis.


3) Facada: “Nenhum puto de atitude” Isso aqui é o limite da loucura, imagina pegar sons de bandas como Nirvana e Titãs e transformar numa porrada grind, pois bem o Facada fez isso e ficou muito bom. Enquanto o próximo trabalho não vem eles nos presenteiam com tal material. Destaque para sons: (todos isso aqui são muito insanos).


4) Os Capial: “Emboscada caipira de plasma” Os matutos mais carniceiros da cena nacional, esses caras tem a manha de fazer um som brutal, pesado e com algumas influências de death metal e ao mesmo tempo com letras bem divertidas e originais, quem não conhece “Os Capial”, não sabe o que está perdendo. Destaque para os sons: “Aguacero”, “Brejo” e “Cabaça”.


5) New York Against The Belzebu/ Sete Star Sept: “Split” Com certeza os paulistas do NYATB devem estar querendo bater um recorde, de maior discografia da história do metal, só assim para explicar tanto material, só que são todos muito bons e dessa vez, eles uniram forças com os dementes japoneses do Sete Star Sept, um duo que não usa guitarras, mas faz algo muito barulhento e esporrento.




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Baphomet

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