Cobertura de evento: I Tubarão Metal Fest: A cena não vai morrer jamais



Invadindo com os dois pés a Agosto Negro produções, estará atuando também na cidade de Tubarão, sendo que o local escolhido para o I Tubarão Metal Fest o Congas Music & Beer apresenta uma grande estrutura, e um ambiente acolhedor , mostrando que essa parceria iniciada pode render bons frutos para a cena catarinense de modo geral.

O cast desse primeiro TMF apresentou como headline a khrophus um dos muitos orgulhos da cena catarinense, além de nomes iminentes, e saudado retornos e o underground extremo estive presente em mais uma cobertura .

Abrindo o festival uma estreia Deadnation, debuta nos palcos mas com nomes já conceituados na cena sendo formada por Fabricio Wronski (Chubaka) – Vocal Rafael Spilere Guitarrra ( South Legion) Jefferson Pereira (Finho) - Guitarra / Backing Vocal Jadson Falchetti (Feto) – Baixo (Hélio Costa) Gustavo Oliveira – Bateria então fomos presenteados com o mais puro death metal old scholl, som bruto sujo e com melodia na dose certa feita por quem tem conhecimento do estilo sendo comprovado nos sons autorais como “Overlook”, “Sadland” e Killing for kill” e nos covers de Dismember, Brujeria e o fudidíssimo Gorefest com The Glorious Dead



Não deu muito tempo de se recuperar do estrago feito pela Deadnation e já fomos tomados por mais porrada na orelha com a Enemy de Criciúma, é muito legal ver que aquele discurso de separar o hardcore da cena metal está saturado e os eventos regionais estão cada vez mais unindo esses estilos, o que é muito benéfico, a Enemy já possui uma longa jornada e demonstram essa competência em cima dos palcos com sons autorais de muita energia e personalidade, como já conhecia a banda de outros eventos não foi nenhuma surpresa, a presença de palco e o poderio de canções como “novo começo para quem perde” “estado de Guerra” e Revolta, vale conferir no site da banda http://enemyhc.com/




Depois de um momento de hibernação a Alcoholic Trendkill voltou aos palcos, e o seu thrash metal grooveado, fez muita falta, na fala dos próprios músicos esse retorno foi o que sobrou da banda , mas é só tocar as primeiras músicas que deu para perceber que os caras curtem muito o que fazem e ficamos na torcida para que essa volta seja oficial e podemos bangear muito ao som de músicas como: “Stay Out”, “Fear to Fall” e ainda deu espaço para cover de Sepultura contando nos vocais de Renato baixista da Hellio Costa, banda a qual o vocalista Frank faz parte ou seja o cara cantou em duas bandas na mesma noite, e mandou muito bem. Ah vale destacar nesses tempos de politicamente correto a execução do hino: “churrasco, cerveja, mulher” quem não conhece procura a música no youtube e vai entender o que estou dizendo.



Mantendo um padrão de obedecer os horários , o que é muito legal por parte da produção do evento, entrava nos palcos a Orkane, banda conterrânea que já foi citada aqui no blog devido o poderio do seu trabalho de estreia, “Regress” e ao vivo eles conseguem manter o alto nível das composições registradas em estúdio “Don't Be A Fake Fighter Like Me”, “Nuclear War” e “3.a.m” a banda optou por executar covers de Metallica, Sepultura e Slayer o que para um festival é muito legal pois trás todo mundo para frente do palco mas acredito que pelo potencial que a banda apresenta eles podem focar mais nos seus sons autorais que são excelentes, mesclando uma pegada mais moderna ao seu thrash metal visceral ( leia nossa resenha aqui no blog)

 


Em uma conversa com o vocalista Frank, ele se referiu a Hellio Costa como uma aposta que deu certo, e sim meus amigos basta você ver essa banda ao vivo para ver como deu certo, seja pela química entre os músicos, pelas composições ou sei lá qual motivo mas toda vez que vejo essa banda ao vivo me impressiona como eles estão mais coesos e agressivos, “Sangue na Marreta”, “Eu não atravesso na faixa de pedestres”, “L19” e “Pastor Valdomiro” fazem até morto bangear e como todo show de HC ( verdadeiro) o mosh come solto.



Pausa para alguns ajustes na bateria e estava para entrar no palco os headliners do evento a khrophus se alguém desconfiava do poderio dessa nova formação informo que está cometendo um erro grave pois o trio composto atualmente por Adriano Ribeiro (G)Carlos Fernandes (D) Hugo Deigman (V/B) mostram porque ser um dos grandes nomes do death mundial, impressiona como apenas três pessoas podem fazer tanto barulho, mas pude perceber que Carlos está cada vez mais insano nas viradas e o mestre Adriano é um monstro tocando ao vivo até parece que é fácil tamanha a desenvoltura que ele executa suas notas mas aqui tenho que abrir um espaço para Hugo o novo frontman, o cara é um gigante e o baixo parece um brinquedinho de plástico no cara , e ele representa muito bem o death metal da banda ,executando faixas dos dois álbuns como “Statues”, “Smoke Screen”, Master of Shadows além de quebra a nova “ Testimony of Illusions” que pelo que deu pra sentir trará todos os elementos da banda a um patamar acima, o que nos resta dizer além de Hail Khrophus que venha mais décadas de pure fucking death metal. 



Hora dos tributos, não querendo entrar aqui na velha briga entre autoral e cover , achei muito bem sacada a ideia de juntar as bandas no festival, pode vim gente e dizer que tirou lugar de bandas e tal , mas esse papo chato cai por terra quando começa tocar os primeiros acordes de hinos do metal, então a melhor coisa a se fazer e unir se a galera e cantar junto, agora se não curte covers pode ir embora sem problema algum.

Metal Gods tributo ao Judas Priest veio de Florianópolis , e trouxe na bagagem músicas que dispensam qualquer apresentação, desde a abertura com Eletric Eyes, passando por várias fases do Judas ( Com Halford) Beyond the Realm of Death , The Hell Patrol e claro Painkiller , e Breaking the law, nos mostrando porque o Judas realmente são os deuses do metal




Para encerrar a noite Disciples of the Beast, (precisa dizer cover de quem) a banda lagunense é composta principalmente por fãs da donzela e isso é visível na empolgação que executam os hinos da donzela, então tome “Aces High” , “The trooper”( com direito a bandeira e tudo mais) “The wicked Man” , “The Number of the Beast sinceramente, impossível não curtir tais canções, acima de tudo a DOTB vem nos lembrar como é bom ser fã da maior banda de metal do mundo.



Encerrado o festival o saldo mais que positivo e que venha os próximos estaremos lá pelo Underground sempre, Stay Evil



Texto escrito por: Luiz Harley Caires

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