Resenha #444: "Cesariana" (2024) - Litosth

Salve headbangers! Pensando naquele quebra-cabeça que é apontar destaques do ano dentro do nosso underground, tenho uma ótima dor de cabeça porque em 2024 (o que não chega a ser uma novidade!) tivemos um leque muito grande de lançamentos que não podem ficar de fora de forma alguma de qualquer lista! Dito isso, o Litosth chegou no seu terceiro full "Cesariana" mostrando a maturidade que outras bandas demoram décadas para atingir.
Bebendo de fontes como Actunur e Dissection, méritos, lógico, do multi instrumentista Maicon Ristow, responsável por essa atmosfera perpetuada aqui. Pode parecer uma impressão minha aos primeiros momentos com o álbum, mas notei um forte acento sinfônico aqui, algo que sempre foi presente, mas nesse registro ele expande, basta ouvir já a abertura com In Waves e Whipping Bottles, essa uma forte candidata a minha favorita do trabalho devido à sua aura de uma valsa infernal e Time Doesn´t Heal junto com The Clay Messiah apresentam uma levada hipnótica, ao mesmo tempo que mantém os dois pés fincados no black metal, principalmente pelos vocais.

A Ofensa vem cantada em português e quem acompanha o site sabe que sempre defendo a bandeira de black metal cantado em português e se alguém tem dúvida que isso possa ser extremamente funcional, basta ouvir esse som, enquanto a faixa título é um dos momentos mais épicos e perfeito para entender a proposta do Litosth, um equilíbrio entre a rispidez e a melodia onde eles não são antagônicos e sim complementares e por isso mesmo mais um grande opus na sua vitoriosa discografia.
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TRACKLIST:
1) In Waves
2) Whipping Bottles
3) Time Doesn´t Heal
4) The Clay Messiah
5) A Ofensa
6) The Argonaut
7) Caesarean
8) The Vaccum Extractor Paradigm 
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FORMAÇÃO:
Wendel Siota - letras;
Maicon Ristow - todos instrumentos e vocais.