Playlist de Uma Semana Extrema

Salve headbangers, chegou aquela coluna do site onde conversamos sobre álbuns qeu ouvimos recentemente e falamos uma opinião sincera acerca dos trabalhos nosso intuito aqui e passar aquela vibe meio mesa de bar e papo de banger.
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1) "Polaris" (2009) - Stratovarius
Tirando todo o inferno que o Stratovarius passou na última década, ver a banda ainda ativa e lançando trabalhos que são fieis e fazem frente à sua carreira é gratificante, méritos disso vêm logicamente para a presença de Matias Kupiainen que assumiu as guitarras do grande guitar heroe Timo Tolkki.
Com tudo isso apresentado, vamos analisar "Polaris". Uma ótima produção e uma capa belíssima, onde podemos observar um retorno à velha forma já na primeira faixa, Deep Unknown, uma técnica impecável de som e logicamente a voz de Kotipelot é inconfundível, nisso que vem Falling Star, e nesse som é como se eles dissessem para os fãs: "ainda estamos aqui e sabemos o que vocês querem ouvir!".
Essa sensação vai ao longo do álbum, seja na quase balada King of Nothing, ou na rápida Blind a qual seu começo faz uma ponte com a duologia "Elements" (2003). Não posso deixar de citar ainda as belíssimas Winter Skies e Forever is Today, sons que são fáceis para identificar a fórmula da banda. O trabalho segue e algumas músicas poderiam ser, na verdade, cortadas, mas no fim esse é um ponto de virada e força do Stratovarius, uma banda que leva a frente o power metal há algumas décadas!
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2) "Storm" (2009) - Fejd
Um dos trabalhos mais bacanudos que eu ouvi dentro do folk metal foi a demo "I En Tid Som Var..." (2002),  mas já faço um adendo, eles são muito folk e pouco metal, então vá ouvir sem muitas expectativas se não quiser algo na linha Elluviete ou Fintroll. Confesso que a falta de vocais extremos é um diferencial que pode assustar, porém deixando isso de lado, não tem como não se empolgar com Offerrök, (Sacrificial Smoke), e a dançante de várias formas possíveis, Egils Polska.
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3) "As the Path Unfolds…" (2009) - Crimfall
Aqui temos simplesmente uma demonstração nítida do que é o metal finlandês, pois une as passagens do folclore do norte europeu, como o Amorphis, só que somado a isso temos guitarras bem trabalhadas e orquestrações! Eu sei que o simples uso do termo orquestrações pode afastar os fãs mais extremos, mas confia, pois vale a pena dar uma chance para esse trabalho, mesmo que a intro interminável de dois minutos diga o contrário!
As Comparações com Nightwish eram bem fáceis de fazer até porque Helena Haaparanta canta muito bem, só que ela divide os vocais com Mikko Häkkinen, o que faz a comparação com o grande Nightwish ser fácil, mas genérica! O apelo folk fala mais alto aqui com refrão de guerra em muitos sons e claro da lhe harpas, acordeões e tudo mais, imagine se o Theatrer of Tragedy fosse mais extremo, é mais ou menos por aí. Infelizmente a banda acabou, mas como descobri ela por agora, fica aqui a recomendação do seu primeiro trabalho!
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4) "No Time to Bleed" (2009) - Suicide Silence
O Suicide Silence nunca foi uma banda que me chamava muita atenção, sempre pensei 'estou velho demais para isso!' e por mais que os músicos aqui são qualificados, eu achava que a fórmula já nasceu desgastada, mas não posso avaliar sem ouvir algumas vezes e foi isso que eu fiz, começando com esse álbum e não é que eu me peguei bem feliz durante a audição?
Eles são death core, mas nos momentos que são mais death e menos core eu fiquei satisfeito! A bateria é destruidora e as guitarras sabem bem o que estão fazendo! Eu, se pudesse, tirava acho que um minuto de cada música que são as fórmulas breakdown e vocal gritado aqui, com total respeito ao finado Mitch Lucker, um dos melhores vocalistas do estilo, e digo mais, tem álbuns deles que vão ganhar resenhas completas aqui, então largue de preconceito bobo e vai ouvir a discografia dos caras!
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5) "Idmen" (2009) - Indukti
Eis que temos aqui um dos nomes mais festejados do prog e rock metal e ouvindo esse trabalho deu para perceber o porque eles são tão festejados! O que não entendo, é a comparação com o Tool, já que achei eles muito melhores e o mais importante, eles não são pop, pelo contrário, quando são agressivos isso torna tudo melhor, como podemos conferir em Tusan Homichi Tuvota ou na parte exótica que depois deságua em algo bem agressivo como podemos perceber em ...and Who's the God Now?! e na minha favorita, Indukted.