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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Resenha #128: "AntiAutoAjuda" (2019) - Manger Cadavre?

Essa é uma resenha até que tardia, já que este álbum foi disponibilizado em 2019.  Mas tenho uma explicação para o porque desse 'atraso'. Pois bem, a demora é devido ao fato de este, ser um trabalho conceitual. Acredito que ele precisava de um tempo de maturação e a audição dele foi vindo em uma crescente. Claro que desde a primeira vez que o ouvi, a violência sonora me chamou muito a atenção, mas ele vai além e por isso essa resenha só agora, na tentativa de ser mais completa e explicar porque "AntiAutoAjuda" foi eleito, por nossa equipe, como um dos melhores trabalhos de 2019.


Não consigo ver esse trabalho como um simples CD, na verdade, temos aqui um manifesto da união dos trabalhadores contra um sistema que te leva a exploração, a frustração e logicamente, a suposta utopia de lutar para conquistar o inalcançável. Nessa jornada, você abre mão do seu lazer e da sua família para atingir supostos 'necessários' bens. Claro que essa é uma análise simplista, a banda vai muito além e desafio você a passar pela audição desse trabalho sem refletir o que esta fazendo com a sua própria vida.

O que torna tudo ainda mais especial é que esse é o primeiro 'full' do Manger, com uma qualidade de mixagem e produção impecável. Fica o destaque para os vocais de Nata Nachthenxen e para o trabalho da cozinha e guitarras, que passeiam fácil por várias vertentes do Metal do 'Crust' ao 'Hardcore'.

Patologia Sistemática começa o trabalho dando um murro bem dado no seu estômago, o baixo rouba a cena aqui e a variação dos vocais da Nata é impressionante!

O que precisamos? E o que consumimos? Tal questões me vieram a mente com Produtos do Medo, um 'crustcore' nas raízes do estilo, uma das melhores faixas do trabalho, na minha opinião. Sem respirar, Fracasso é totalmente niilista na temática.  Uma das minhas metas de 2020 é ver o Manger ao vivo e me destruir no 'Mosh' que esse som deve causar.

Caminhos de Ferro ganhou clipe e é uma bela demonstração do que a banda é capaz em menos de dois minutos, é uma faixa mais 'crossover' que deixa um cenário de terra arrasada. A trinca que vem a seguir é simplesmente uma das coisas mais brutais que ouvi ano passado. Hostil, trata-se de uma regravação de uma faixa do trabalho anterior, mas que casou bem na posposta do novo álbum. Desmascarando Mentiras tem ares de 'Death' Metal que me arrancaram um sonoro: Puta que pariu, que lindo cara! E Prefácio vem com alguns segundinhos de alívio e depois a violência come solta.

Assim que o trabalho vai chegando ao seu final, a mensagem vai ficando mais clara, que do abismo do caos vem a luz para uma nova esperança, e é isso que é demonstrado em Há Tempo para os Sonhadores que é uma ponte perfeita para A luta como Cura. A participação de Caio Augusttus (Desalmado), me passou a sensação de um grito de guerra para nossa liberdade, que só vira com a união e como o próprio título sugere, com luta! 


O trabalho no total tem menos de vinte e cinco minutos, mas a mensagem ficará gravada em você por um bom tempo. E não seria esse o papel da arte? Um trabalho necessário! Em nome de toda equipe Underground Extremo, quero deixar registrado o nosso muito obrigado a Manger Cadavre?.

Revisado por Carina Langa.

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