Cobertura #22: "Kool Metal Fest"

No dia 09 de novembro fui pra São Paulo pra me preparar para o Kool Metal Fest que iria acontecer no dia 10 de novembro. Eu moro no interior do Paraná, então foi tudo muito diferente e novo o que eu vivi nesse 'Fest', estar lá e ainda por cima representando o Underground Extremo, foi muito gratificante!

Eskröta

A banda que abriu o festival foi a Eskröta, eu fui acompanhada de três amigas, nós fomos especialmente para ver elas e também a Nervosa, afinal, não é todo 'role' que tem duas bandas só de 'minas' tocando. Chegamos cedo pra não perder um minuto do show e assim que elas subiram no palco o coração deu aquela acelerada, várias 'gurias' em minha volta cantando e chamando pra ir pro 'mosh', além da sensação de revolta contra todo o machismo que ronda a cena. 
Elas tocaram todas as músicas do álbum "Eticamente Questionável" e também as duas faixas do 'Split' que lançaram recentemente com a banda Afronta, Burn The Poor e Playbosta. Na música Playbosta eu cantei com muita força e ódio, porque é uma letra que me sinto muito representada! Elas também chamaram o ex-baterista Jhon França, que ajudou a banda enquanto a Miriam estava fora do país, para tocar a música Eticamente Questionável
No final do show, tocaram a faixa Mulheres e chamaram todas as 'minas' que estavam presentes pra subir no palco e cantar junto, foi sensacional e memorável, saiu diversos registros lindos que ficarão guardados com muito carinho. O show teve zero defeitos e eu não vejo a hora de ir em outro!


Fotos: Kubometal Fotografia Underground


Cemitério

A segunda banda foi o Cemitério. Com suas letras cantadas em português e inspiradas em filmes clássicos de terror, fizeram a galera cantar junto quase todas as músicas. Foi o terceiro show deles que consegui presenciar e em todos eles, você percebe que a presença de palco e que o carisma dos integrantes é enorme. O Hugo Golon é muito criativo e canta pra caralho (toca pra caralho também). Eles tocaram faixas do álbum "Oãxiac Odèz" e também do "Cemitério" como as músicas A Volta dos Mortos Vivos, A Vingança de Cropsy e Holocausto Canibal (é meu álbum favorito). Quero fazer um agradecimento especial ao Henrique Perestrelo pela parceria e apoio, você é foda!


 
 Fotos: Kubometal Fotografia Underground

Surra

Surra foi a terceira banda e fizeram a galera agitar já na primeira música, iniciaram o show com a faixa Bom Dia Senhor do novo álbum "Escorrendo Pelo Ralo", que particularmente é a minha favorita dele. Além dos sons do álbum citado, eles também tocaram faixas do trabalho "Tamo Na Merda", como a faixa Daqui Pra Pior, que serviu para descarregar todo o ódio da galera pelo governo no 'mosh', haha. Eu gosto tanto, mas tanto dessa banda! Não saí nem um minuto do meio da roda. Todo show do Surra serve de descarrego pra mim, além da sensação de pertencimento junto com a galera, que tu vê na cara deles que estão sentindo a mesma coisa em estar ali. Meu lugar é em um show do Surra! Eles encerraram a apresentação de uma forma extremamente louca e incrível, jogaram um pato amarelo inflável no meio da galera (quem entendeu a referência entendeu hahaha), que só aumentou a diversão, jogamos pra tudo que é lado, além de um pessoal subir nele pra ser erguido, foi uma loucura! Ainda sinto dores no corpo por causa desse show. Obrigada Surra por existir, vocês são foda, orgulho de ter vocês na cena nacional! (sim emocionadíssima pelo Surra).

  Fotos: Kubometal Fotografia Underground

Foto: Mateus Sobreira

Nervosa

Em seguida veio a Nervosa, há anos que eu esperava ver elas ao vivo! Que honra ver uma das bandas mais importante do metal nacional e internacional, que inclusive tocarão no Wacken ano que vem. Essas três mulheres são gigantes e mandaram muito bem no palco, eu fiquei sem palavras. No show delas eu tentei entrar no 'mosh', mas estava em um nível tão foda, que eu quase apanhei nas tentativas e decidi ficar de boa pra sobreviver até o Brujeria, hahaha. Elas tocaram as músicas do último álbum "Downfall Of Mankid", como as faixas Never Forget, Never Repeat e Raise Your Fist e encerraram com Into Mosh Pit, que abriu uma roda enorme com bastante 'gurias' representando. Espero ver novamente elas ao vivo. 


Fotos: Kubometal Fotografia Underground

Krisiun


Krisiun foi a penúltima banda e foi o primeiro show deles que presencio. Confesso que já estava destruída e decidi ficar mais quietinha longe do 'mosh' pra guardar um pouco de energia. Eles tocaram as faixas do último álbum "Scourge of the Enthroned" e também dos álbuns mais antigos como a faixa Kings of Killing do álbum "Apocalyptic Revelation" que foi incrível ver ao vivo. Encerraram o show com a Black Force Domain e eu fiquei hipnotizada com aquela bateria! O show todo me deixou impressionada, outra banda que da orgulho de ter na cena nacional. 


Fotos: Kubometal Fotografia Underground

Brujeria

Então, finalmente chegou a hora de ver Brujeria ao vivo, eles tiverem um atraso e iniciaram o show com uma garotinha bem linda que apresentou a banda. Mandaram sons clássicos como La Migra, Brujerismo, Matando Gueros, Revolución e encerraram o show com o a música Marijuana, que é tocada na versão de Macarena. Nesse show eu voltei pro 'mosh' e tive a sensação de estar em um liquidificador, haha. A galera estava muito doida, nem sei como consegui sair inteira. Tinha um pessoal que ficava dançando em cima do palco e houve muita interação entre a banca e o público. Eu particularmente esperava um pouco mais do show do Brujeria, por ter sido a atração principal da noite, as bandas de abertura foram melhores. Mas de forma geral foi tudo muito legal e divertido.


  Fotos: Kubometal Fotografia Underground

Foto: Mateus Sobreira

Fotos: Kubometal Fotografia Underground

Valeu a pena ter ido! Queria voltar no tempo só pra viver esse festival de novo. Parabéns a todos os organizadores do Kool Metal Fest, a todos as bandas e ao público que compareceu em peso e obrigada aos meus amigos que me acompanharam nessa aventura e deixaram tudo mais divertido. Quem sabe na próxima edição eu consiga ir de novo. Agora fica a saudade... Até uma próxima.

OBS: "Ei Bolsonaro vai toma no cu!" (foi gritado durante o festival todo e merece ser colocado aqui).

Revisado por Carina Langa

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