Dissecando Coletâneas #01: "Roadie Crew" – Collection Vol.1

Hail Headbangers! Estamos sempre estudando a melhor forma de divulgar nossa cena e hoje trazemos uma Dissecando diferente, onde abrimos espaço para falar de uma coletânea, nesse caso, trouxemos o material que foi distribuído com a revista Roadie Crew, edição de março de 2019. Formando a Coletânea temos dezesseis sons. Confira mais desse trabalho a seguir e já quero ressaltar aqui de início, nosso pedido para que novas coletâneas como esta, sejam criadas.


1) Noturnall – Wake Up: Faixa presente no álbum "9". Aqui, é o já típico som do Noturnall, pesado e melódico ao mesmo tempo. É muito bom ver que as mudanças de formação que ocorreram depois, não chegaram a desconfigurar a banda. Os destaques vão para Thiago Bianchi, cantando como nunca e os solos de Mike Orlando.


2) Bruno Sutter - Archangel: Para delírios dos 'haters', a carreira solo do Bruno é muito boa. Se você ainda não deu chances para o trabalho do músico por medo de encontrar um filhote do 'Deus' Metal, vai sem erro, pois eu, particularmente, prefiro essa linha do trabalho mais séria, como nessa música apresentada na Coletânea. Um trabalho pesado com vocais bem impostos, lembrando a carreira solo do Bruce Dickinson.


3) One Arm Away - Oblivion of Divinity: Um dos melhores sons da Coletânea. Um time de músicos acima da linha, impossível não lembrar e sentir saudade do Nevermore por exemplo, ao ouvir esse som,  a medida que os vocais guturais entram, enriquecem ainda mais a música. Perfeição! Para essa faixa, temos a participação de Michel Leme nos solos e nos vocais, Rafael Cadena (Cangaço).


4) Heaviest – Fire it Up:  Esse som a banda dedicou a todos os refugiados ou população que vive em áreas de conflitos. A letra e a produção são excepcionais, me pegou pelo pé o peso dessa música e o refrão, o que me fez procurar mais material da banda, então o objetivo da Coletânea foi atingido.


5) Dr SinShout: Esse nome dispensa apresentações. Então, a nova fase mantém a qualidade de sempre de Andria Busic no vocal e baixo, Ivan Busic na bateria e vocal e Thiago Melo nas guitarras. 'Hard rock' brasileiro tipo exportação, o mais cativante no som da Dr Sin é que eles são virtuosos, mas não deixam de fazer música, acho que deu pra entender né!


6) Age of Artemis – Lighting Strikes: Do trabalho "Monomyth", temos aqui Pedro Campos mostrando o porque é considerado um dos melhores vocalistas da nova geração. Sem dúvida, substituir Alírio Netto não é uma tarefa fácil, mas ele se sobressai no trabalho todo e não atoa, essa é uma das melhores músicas do álbum.


7) Eminence - Obey:  Um dos poucos representantes mais extremos nessa coletânea, o Eminence tem história no Metal nacional, tal música está presente no EP "Minds Apart". Nesse novo som, a banda apresenta uma influência na escola do Lamb of God, interessante proposta.


8) Alírio Netto - Back to the light: Ser vocalista do Shaman, e não digo substituir, mas sim, honrar a obra de Andre Matos é um desafio! E não vejo nome melhor que o de Alírio. Nessa música, ele mostra que pode cantar tanto no 'Prog', quanto no 'Power' mas, principalmente também no 'Hard Rock'. Não é um estilo que eu ouça, então para estar elogiando esse fato é porque está acima da média.


9) Brado - Gimme A Reason: 'Heavy' Metal com altas doses de agressividade e um vocalista que sabe explorar toda a potencialidade da sua voz, some a isso uma produção acima da média, estamos diante de um nome para se acompanhar de perto, essa música me deixou ótimas impressões!


10) Dancing flames - Dark Winter Days: Na boa, o Brasil é o país do 'Hard Rock'. É impressionante como temos bandas desse estilo, e como elas são boas! Como afirmei anteriormente, não é meu estilo favorito, mas olha esse vocal e essas guitarras. No estilo que se propõem a fazer, Dancing Flames é um dos melhores grupos do Brasil.


11) Sensory Side – Sands of Time: Fãs de 'Prog' Metal, essa banda vai conquistar seus corações! Impossível não lembrar da escola americana do estilo. Outra banda que vim a conhecer pela Coletânea. Já vi muitas bandas de 'Prog' serem destruídas por um vocal ruim, o que felizmente não ocorre aqui.


12) Sun Diamond - Go to the Yard: E tome 'Hard Rock'! Só que aqui, o instrumental vai para uma pegada, digamos, mais suja. Me lembrou a pegada do 'Hard Rock' sueco, (posso estar enganando, não entendo muito do estilo). O vocal é bem afinado, alguns momentos mais agudo, mas é a questão da proposta da banda. Em breve terão seu trabalho resenhado no aqui no site.


13) Máquina CanibalMáquina Canibal: Bem difícil definir esse som, mas a mistura com 'Rap' e metal parece que vem ganhando força no Brasil. Além da mistura entre os dois estilos citados, com passagens pelo 'New' Metal, essa banda me lembrou o trabalho da Khoriun. Então, se você curte essa proposta, vai fundo!


14) Dagor SorhdeamSur La Terre: 'Power' metal que te remete para um clima de guerra, aquele épico que realmente empolga. O trabalho do baterista é algo digno de nota. Outra banda que a Coletânea acabou me apresentando.

15) XAKOL - Runaway: Saulo Castilho hoje está na Noturnall, mas foi com o Xakol que ele mostrou seu talento, como sendo um excepcional músico. Runaway tem uma sonoridade mais moderna, flertando com o 'Prog' metal em muitos momentos, e com um refrão marcante.


16) Violet (25) - Never Never: Fechando a Coletânea a Violet (25) me cativou, com uma sonoridade que me remeteu aos melhores momentos do Angra, e isso não é pouca coisa, mostrando que a nova geração brasileira do Metal tem muitos talentos, e cabe a nós apoiar!

Considerações finais:
Essa Coletânea possui mais um trabalho grandioso de Marcel Vasco. Se fosse fazer uma crítica, seria apenas o fato de trazer poucas bandas mais extremas, como de 'Death', 'Grind' e 'Black', mas quem sabe, não seja essa, a proposta para um Volume 2? No aguardo!

Revisado por Carina Langa.

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