Cobertura de Evento: Armageddon Metal Fest


-Estrutura de Festival Europeu
- Poucas vezes vimos um festival desse porte no Brasil
Essas falas que iniciam essa cobertura e muitas outras foram coletadas , em bate papo com bandas, músicos e parceiros de mídias e como é bom saber que tais sentenças além de muito verdadeiras expressam exatamente o que presenciamos no dia 1° de junho no Armageddon Metal Fest que ocorreu na cidade de Joinville- SC



Essa segunda edição do festival mostra o que pode ser feito com profissionalismo, dedicação e muito amor pelo metal, a logística do festival é monstruosa, desde os dois palcos, ao cast de bandas escolhidas o preço das bebidas e alimentação, além de todo o conforto que o local do evento ( Um galpão da Expoville) ofereceu, era nítido na cara do publico o deslumbramento e a felicidade de estar vivendo esse momento marcante para a cena catarinense

Chegamos na cidade próximo das 13:00 (Você poderá conferir nossa cobertura em vídeo no canal em breve) e depois da pausa para o almoço, fomos para o local do evento, onde logo encontramos Clinger Carlos Teixeira  do Heavy Metal On Line, o que é sempre um grande aprendizado ver a forma como ele trabalha, e o fato dele estar prestigiando o evento comprova o prestigio do nome Armageddon Metal Fest.



Sem atrasos as 14:00 abre o Evento no palco Armageddon Violent Curse a banda catarinense apresenta um Thrash Metal com elementos do Black , Death ou seja metal extremo, seu mais recente trabalho é o EP Total Extermínio  e dele tivemos sons blasfemos e impiedosos como orgias bestiais, total extermínio. entrevistamos a banda e sabemos que eles estão preparando material inédito , anote o nome dessa banda pois logo ouviremos falar muito dela.

O Semblant é uma banda que queria muito assistir ao vivo, e muitos fãs com a camisa da banda estavam presentes na frente do palco e a espera valeu a pena a banda curitibana mostrou um set curto mas muito pesado, e o melhor a qualidade do que ouvíamos no palco era muito próximo ao CD, como:  Incinerate, Dark of the Day


Na correria do festival estávamos fazendo a entrevista com a Violent Curse por isso não assisti o show completo da Huey mas ao chegar mais perto do palco, foi bem engraçado ver o local do vocalista com um bonequinho enforcado , para quem não sacou a banda é instrumental , e ao vivo eles mostraram que são músicos  acima da média difícil definir a sonoridade que ia de Nevermore, para  Periphery


Por alguns momentos o Armageddon foi levado para as terras de Tir Nan Og, o Tuatha de Danann iniciou com a sintomática We're Back, sim eles voltaram e que coisa boa é assistir um show do Tuatha, meu fiho de nove meses estava na plateia e ficou encantado com a sonoridade que vinha do palco como em: Believe It's True e Tan Pinga Ra Tan



Indo na direção oposta e pregando a guerra conta o falso moralismo a BlackMass, provou porque é um dos nomes mais fortes do Black Metal Nacional, com musicas que estarão presentes no seu próximo trabalho (que teve a capa revelado no fundo do palco por intermédio de um telão ), e com respeito as outras formações mas essa é a melhor formação da Blackmass ao vivo eles estão imbatíveis como a execução do Hino Nemesis comprovou.



Finalizando esse ato profano nos deslocamos para um show de tripas e muita putrefação pois os mestres do splatter, Flesh Grinder inciaram sua apresentação, para eles tem um gosto a mais estar no palco do Armageddon afinal a banda é da cidade de Joinville, e para nos do publico uma grande satisfação estar assistindo esse massacre perpetuado em sons como: Putrelagem , S.P.L.A.T.T.E.R. e Boneyard cover do Impetigo


Nas entrevistas que estava realizando com o Flesh Grinder e o BlackMass não consegui acompanhar todo o show dos catarinenses do Symmetrya, mas o set list foi parecido com o que eles apresentaram no Maniacs Metal Meeting de 2018, aproveitando para lançar o excelente Beyond the Darkness a banda não fez feio em musicas como: Dying Hard e no cover de Heaven in Hell.



Confesso que não conhecia o Secret Society, isso provavelmente pela proposta da banda que vai no caminho do metal , grunge, gothic rock entre outras influências, a banda ao vivo me cativou bastante não sei dizer se o trabalho de estúdio me soaria tão atrativo mas acredito que é ao vivo que uma banda se prova e nesse quesito o Secret Society me surpreendeu positivamente, destaque para sons como: Beyond The gate e , Rites of Fire.



Muitos amigos meus estavam presentes no festival para ver o The Mist, e os veteranos não decepcionaram pelo contrario, com um show energético esse retorno da banda veio mostrar para a gurizada nova como se faz metal da velha escola Wladimir Korg é um monstro pulando berrando, interpretando, o cara não para e do seu lado estava nada mais nada menos que Jairo Guedz o guitarrista original do Sepultura, esse time entrosado provou porque Phantasmagoria, A Step into Dark , Scarecrown, são hinos do Metal e aos gritos de Krog de o que move o mundo ??? temos Hate a audiência do show abrindo mosh constantes foi uma volta para os tempos áureos do Metal.


Se o The Mist levou o publico ao delírio o Gangrena Gasosa decidiu fazer jus ao nome do festival, Hardcore, Thrash, tudo ta presente na macumba hardcore dessa banda carioca, sabe aquela expressão entrar com jogo ganho ? então foi assim ... Se deus é 10, Satanas é 666, já abre o despacho, e ai vem quem gosta de iron maiden também gosta de KLB, Eu não entendi Matrix, Carnossauro diet, O saci , Gente ruim só manda lembrança pra quem não presta, Centro do pica pau amarelo, e a tradicional chuva de pipoca, arrissco a dizer que o Gangrena executa atualmente um dos melhores shows do Brasil e quem discordar bem vai no despacho e tire suas conclusões.


Então é melhor tomar cuidado senão Amazonas nunca mais, sim meus amigos estão diante do Ratos de Porão tocando na integra Brasil , e quem esperava que João Gordo fizesse seus discursos políticos contra atual governo e seus fieis seguidores...bem acertou Gordo estava afiadíssimo quando chamou vida animal de melo do bolsominion, ou falsa nacionalista e Traidor e para fechar um show do ratos , tome sofrer , beber até morrer e crucificado pelo sistema, você pode discordar do que gordo e sua trupe prega isso é um direito seu mas negar que eles fazem um verdadeiro show de punk é inegável.



Essa cobertura estava pronta e ia ao ar uma semana apos o festival mas ai tivemos o fatídico dia 8 de junho de 2019 e a partida prematura de Andre Matos, e me vi obrigado a rescrever essa parte, pois estávamos presentes na penúltima apresentação do Shaman com a formação original e a ultima em SC, não é exagero dizer que muitos estavam presentes para ver essa apresentação, e foi realmente um show a parte, forma quase duas horas de apresentação sendo que tivemos vídeo mostrando momentos da banda em estúdio e depoimentos do Andre, me doí muito o coração lembrar desse vídeo com um tom de epitáfio, mas o artista descansa e sua obra é eterna.


Reason na integra provou que esse álbum foi muito injustiçado na época, pois ele é muito bom pesado um tipico disco de Heavy Metal dos anos 80 só que com uma produção moderna, depois do intervalo veio Ritual, foi possível ver  fãs chorando na execução de hinos como For Tomorrow, Fairy Tale, e o final power de Pride, alguns headbangers reclamaram da demora do show, mas eu não consigo separar o emocional do racional nesse momento e ver Andre pela ultima vez sempre estará na minha memoria, e fica aqui meus agradecimentos ao Armageddon por ter permitido isso acontecer.


Hora do deuses do Black Metal grego, ao lado do Varatrhon o Rotting Christ, são os principais representantes dessa cena, e ao vivo eles provam porque, que fase boa os gregos estão passando, um álbum novo perfeito e um show impecável a abertura meio climática com Halloweed by the name, deu o clima de missa negra do álbum novo Fire, god e Fear é totalmente metal negro dos anos noventa, o cover de Societas satanas , levou a galera ao mosh, e impossível controlar a empolgação de fã vendo hinos como: King of a Stella War e Non Serviam, se existe ainda o pessoal que defendo que black metal tem que ser mal tocado, apresento o Rotting Christ espalhado o apodrecimento do fraco nazareno para o mundo todo.



O que fazer quando se toca depois de uma lenda, o Motorocker tem a resposta: Toque com sangue nos olhos e rock na veia , e foi assim a abertura, Aleluia, igreja universal do reino do rock , Acelera e freia a banda teve um set reduzido devido o horário mas como valente que são não abaixaram a cabeça e botaram pra moer quem foi embora perdeu um verdadeiro show de rock.


O Total Death tinha a missão de fechar o evento, a banda tem potencial enorme e mostra a riqueza da cena da america latina ( eles são do Equador) mesmo com um publico minimo eles mostram sua mensagem divulgando o trabalho "Inmerso en la Sangre" alguns momentos a sonoridade flerta com o Doom metal bem interessante, vai aparecer na nossa coluna Mundo Underground em breve.

É indescritível nossa sensação de ter feito parte desse evento , quem foi ira guardar na memoria grandes apresentações, e a estrutura e organização impecável. Obrigado por tudo que nos proporcionou Armageddon Metal Fest , e que o próximo fim do mundo se aproxime.


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