Resenha Clássica: Sepultura Arise - I see the world, dead

Um fato é que se a atual fase do Sepultura não agrada a todos o mesmo não pode ser dito desse trabalho aniversariante, Arise completa os seus 28 anos hoje (25/03) desde o seu lançamento e visto por muitos(me incluo nesse grupo) como um dos melhores trabalhos não só dos mineiros como da cena nacional, existiu um tempo que os Jungle Boys rivalizavam com o Slayer no topo do Thrash Metal e Arise foi um pilar forte para esse sucesso. 


A missão era muto difícil pois o próximo trabalho tinha que superar Beneath the Remains” e antes do lançamento do mesmo o Sepultura fez uma edição as pressas já que a banda estava confirmada no rock in Rio II ali começava uma história de amor que dura até hoje, com festival e o que faz esse álbum se tão especial? como fã posso garantir que poucas vezes vimos um Sepultura tão pesado, perceba não é os velhos tempos do Death Black Metal mas sim uma banda indo de acordo com suas influencias do Thrash, e agora Hardcore e pasmem sintetizadores. gravados por Henrique Portugal, da banda também mineira de Pop Rock Skank.

O trabalho abre com a faixa titulo que é sem duvida um arrasa quarteirão na época o clipe gerou polemica devido os atores crucificados, a bateria de Igor Cavalera leva a velocidade a níveis expendidos e o que dizer dessa letra totalmente pessimista frente a nossa realidade. 



Na sequencia temos Dead Embryonic Cells música que em alguns set foi cortada pela metade o que é um erro, afinal estamos diante de solo inspiradíssimo e até mesmo mais cadenciado mas não menso agressivo. Desesperate cry prova a evolução que tanto citamos o arranjo inicial dessa musica é lindo e quando é tocada nos shows e sempre ovacionada, Murder e “Subtraction mantem a vertente Thrash Metal da banda com velocidade e agressividade, difícil ouvir  essas musica sem  associar ao vocal de Max que deu a elas um ar especial principalmente me Murder

“Altered State” faz jus ao seu nome começando mesmo meio alterada mas depois Igor prova porque foi (ainda é) uma influencia para muitos bateristas ao redor do mundo “Under Siege (Regnum Irae)” apresenta os sintetizadores é uma faixa que tive que ouvir muitas vezes para gostar da mesma, mas ela da um respiro por trabalho , Meaningless Movements pode ser considerada um lado b mas sinceramente a qualidade dela é melhor que cds inteiros lançados pro ai

O trabalho fecha como começou com uma pancada violenta, Infected Voice” além de algumas versões trouxeram o famoso cover de Orgasmatron”, do Motörhead, diz a lenda que Lemmy odiou essa versão mas cai entre nós ela faz jus a versão original se tornando quase uma música dos brasileiros , some a isso uma das capas mais bonitas do Metal nacional, cortesia de Michael Whelan,e temos em mãos uma preciosidade 



Não tem muito a ser dito apenas que Arise deve estar na coleção de todo Headbanger, que se preze e nos encher de orgulho saber que temos um álbum de tal magnitude produzido aqui

Formação:
Max Cavalera (vocal e guitarra);
Andreas Kisser (guitarra);
Igor Cavalera (bateria);
Paulo Jr. (baixo).

Faixas:
01 – Arise
02 – Dead Embryonic Cells
03 – Desperate Cry
04 – Murder
05 – Subtraction
06 – Altered State
07 – Under Siege (Regnum Irae)
08 – Meaningless Movements
09 – Infected Voice
10 – Orgasmatron (Motörhead cover)

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