Entrevista-Malkuth


O Black Metal nacional, é feito por guerreiros, por mais que seja complicada a trilha de uma banda no Brasil, eleve a milésima potência quando se trata de Metal Negro. Por sorte essa dificuldade natural faz com que só os fortes se mantenham vivos, e nesse seleto e hermético grupo destaca-se a Malkulth:

1) Hail, Malkulth! É uma honra para o nosso site Underground Extremo entrevistar uma horda a qual somos muito fãs! Gostaria de antes de mais nada parabenizar pelo Voodoo, o mais recente trabalho, ele é muito fudido. Com mais de vinte anos de carreira, nosso primeiro questionamento é nessa grande batalha pelo Underground, quais foram os pontos mais fortes na carreira da horda?

R: Sir Ashtaroth: Saudações necromânticas! Gratos pelo vosso comentário a respeito do nosso mais recente opus Voodoo. Diria que os pontos mais marcantes para a nossa carreira são a nossa discografia e shows realizados pelos diversos pontos do nosso Brasil, pois foram resultados de muita perseverança, paciência e dificuldades financeiras dentro do nosso cenário underground. Mas, seguimos sempre avante!

2)Mesmo com mudanças de formação e todas as dificuldades de ser uma banda extrema, o Malkulth se mantem firme e forte. O que é mais complexo nessa jornada e o que mantem a horda firme aos preceitos do Metal Negro?

R: Sir Ashtaroth: Certamente as mudanças de formação ao longo dos anos atrasaram bastante a realização de alguns lançamentos, é notório o hiato de anos entre os lançamentos de um álbum e outro. Porém, como único membro fundador remanescente e mentor da banda tenho como princípio básico de ser o que sou em nossas músicas e lirismo, fazer o que gosto e almejo junto aos meus músicos aliados que vibram espiritualmente na minha mesma frequência ideológica. Hail, Metal Negro forever! Jamais deixaremos a nossa bandeira negra cair! Sempre em combate contra a carcaça cri$tã.


3) A cena de Pernambuco é muito extrema só para citar algumas bandas da região como Hate Embrace, Infested Blood, Inner Demons Rise, entre tantas outras. Gostaria que comentasse como vocês analisam a cena extrema do estado em termos de união entre as bandas e espaços para shows. A propósito o que ocorre no Nordeste para ser um celeiro tão maldito de bandas extremas?

R: Sir Ashtaroth: As bandas extremas do Metal nordestino agradecem pelas suas palavras! A nossa cena é forte, não diria que tão unida, infelizmente, mas há uma variedade de bandas muito boas e profissionais em suas sonoridades e atitudes diante do público underground. Temos um “feeling” e uma pegada nordestina própria dentro do nosso estilo no Metal Extremo.

4) Sendo uma banda que resiste a mais de duas décadas, como vocês avaliam a transição do Black Metal de uma sonoridade hermética para um estilo que atualmente é infestado por bandas que abusam das melodias e não apresentam nenhum peso e nenhuma ideologia em suas músicas?

R: Sir Ashtaroth: Quando me deparo com bandas com estas características que citastes, excluo-as totalmente de meu círculo. As repudio simplesmente as ignorando, não indo aos seus shows nem adquirindo seus materiais. Certamente, tais bandas inexpressivas caem no esquecimento com o tempo. A própria cena as cuspirá ao ostracismo!

5)Conheci o Malkuth com o trabalho Destroying the Symbols of Lies, entretanto Voodoo me impressionou por apresentar uma gravação melhor e uma evolução técnica gritante. Comente um pouco desse processo de gravação e como as mudanças de formação na horda atrapalharam esse processo?

R: Sir Ashtaroth: Gratos mais uma vez pelo seu comentário em relação ao nosso álbum Voodoo. O processo de gravação se deu durante alguns meses do segundo semestre de 2017 num estúdio local: gravamos na ordem bateria e baixo, guitarras, trechos de teclados, percussões, vozes e, finalmente, mixamos e remasterizamos o material final. Como citei na resposta a questão 2, as mudanças de formação ao longo dos anos atrasaram bastante alguns lançamentos, por que tínhamos de reestruturar as músicas adequando-as aos novos músicos recrutados e assim por diante.

6) A religião cristã e responsável por um conjunto de genocídios na história mundial, o Brasil é um exemplo clássico disto. Em Voodoo, o discurso contra o cristianismo está mais forte, porém como é fazer Black Metal em um país dominado por um moralismo hipócrita?

R: Sir Ashtaroth: Sim, o cristianismo porco destruiu o nosso legado ancestral pagão durante muito tempo e chegou a nossa hora de revidar! E revidamos com o opus Voodoo através da nossa música e ideologia. Me sinto lisonjeado ao saber que incomodamos e perturbamos as almas cri$tãs hipócritas (risos). Que morram e apodreçam com as religiões alienadoras de merda deles.



7) Extreme Bizarre Seduction foi relançado, como surgiu a ideia de reverenciar opus antigos, e teremos trabalhos mais fora de catálogos relançados como o raríssimo Noite de Necromancia?

R: Sir Ashtaroth: Se houver boas propostas de selos, inclusive do exterior, a ideia de relançar opus antigos nossos será muito bem-vinda! Que brindemos ao obscuro e ao nosso público fiel underground!

8)Na discografia da horda sempre tivemos músicas em português, mas confesso que foi em Anticristum Bellicus na minha opinião o melhor resultado. Existem planos de algum lançamento todo em português?

R: Sir Ashtaroth: Obrigado pela observação sobre a nossa música “Anticristum Bellicus”. Realmente, ainda não pensamos em um possível lançamento íntegro com letras em português. Mas é uma ótima ideia e quem sabe adotaremos no próximo? Deixemos fluir e amadurecer...



9) A horda participou de alguns tributos a nomes profanos do Metal como Moonspell, Sepultura, Rotting Christ. Como foi a escolha para as músicas presentes nestes tributos?

R: Sir Ashtaroth: Foram músicas com as quais nos identificamos em suas fases iniciais de carreira, mais obscuras e com mais peso!

10)Obrigado pela entrevista, espero ver a horda nos palcos aqui do sul. Gostariam de deixar algum recado para os leitores do site Underground Extremo?

R: Sir Ashtaroth: Nós é quem agradecemos pelo espaço cedido à nossa palavra! Mantenham sempre a chama negra acesa contra as religiões e políticas opressoras do Espírito do Homem e da Natureza!





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