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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Cobertura #05: "Metal Punk or Die"

O espírito do Underground corre em nossa veias

Metal Punk or Die veio contribuir de forma muito honesta com mais uma página na história do metal catarinense. É claro que cada evento tem o seu destaque, mas não podemos deixar sempre de reverenciar os esforços de quem batalha pela cena, abrindo espaços, trazendo bandas, enfim, fazendo acontecer, assim como o agradecimento tem que ser direcionado ao público, que há tempos está aquém do esperado ('Headbangers' de sofá é uma praga que se alastra), porém os verdadeiros, aqueles que estavam no evento,  puderam acompanhar grandes apresentações e ter a certeza de que é o metal que nos une. Abaixo você encontra um pequeno panorama do que foi esse evento.

Encarregada de abrir o fest tivemos os lagunenses da AlkanzA e o que assistimos não foi uma simples abertura e sim um dos 'shows' mais intensos que já acompanhei por esses tempos. A qualidade musical do quarteto não é novidade, porém a a cada apresentação é possível ver que eles tocam simplesmente com sangue nos olhos, parecendo que as suas vidas dependem disso. Se você tem dúvidas em relação a isso, assista um 'show' da AlkanzA e você vivenciará que é impossível ficar indiferente.


Aproveitando a ocasião, a banda divulgou seu segundo trabalho que está para ser lançado, "O céu da Boca do Inferno" então executaram Em Coma, Paciência VTNC, É só Se Comove Mas Não Se Move sons esses aliados à faixas já conhecidas dos apreciadores da banda, como Desordem, Residente do Caos e Foda-se o Sistema. E nem a falta temporária de luz parou a banda, sendo que, ao retornar, eles voltaram a executar a música de onde tinham parado, uma sintonia de dar inveja! Simplesmente AlkanzA trás o inferno quando toca.


A segunda banda, foi a conterrânea Threzor que é composta por Lucas Souza (vocal/guitarra), Gabriel Theofelo (guitarra), Matt Prusse (baixo) e John Kuntze(bateria) e que nos apresentou um 'Thrash' Metal com uma pegada melódica, mas ao mesmo tempo extremamente técnico lembrando os melhores momentos do 'thrash' metal americano. Executaram as músicas com uma perfeição e velocidade absurda e o fato que me deixou abismado, foi quando informaram que essa era sua primeira apresentação ao vivo, impossível não 'bangear' com pérolas do calibre de Self Enemy, Silent Execution e Enslaved. O 'cover' de Battery (você sabe de quem) só comprovou de que fonte a banda bebe, mas não se engane, o que essa horda entrega é um som acima da média, então guarde esse nome, porque é uma banda que está em iminente crescimento. A propósito, eles estão em estúdio, então no segundo semestre teremos uma porrada da boa vindo aí.




Hellio Costa vem representando o HC sendo essa a proposta do festival, em intercalar bandas do meio mais 'hardcore' com metal, na verdade todos esses estilos são unidos pela violência sonora e indignação com o mundo em que vivemos, e isso meus amigos a Hellio Costa faz muito bem. Falar da competência dos músicos é chover no molhado, pois quem vive a cena regional conhece as bandas e por onde eles passaram, então o que temos é um 'dream team', só que isso não bastaria, se as músicas fossem ruins e por sorte isso não acontece, sons como L19, Eu Não Atravesso na Faixa de Pedestres (um clássico), Infanto Atirador e Sangue na Marreta só nos deixam ansiosos para o primeiro trabalho oficial dos caras, e toma 'circle pit' comendo solto destaque para a cara de maníaco do vocalista Frank, orgulhoso da destruição que estavam causando.



A Deadpan é sem duvida uma das minhas bandas de 'Death' Metal favoritas, pois desde o lançamento de ''In Aliens We Trust" venho assistindo a todas as apresentações, que eu posso, do trio formado por Gustavo Novloski (vocal/guitarra), Anderson Biko (baixo) e Igor Thiesen (bateria). Entre um dos fatores para isso é o fato de que  o que é apresentado no CD é executado nos 'shows', então a complexidade de canções como Mature Song, In Aliens We Trust, Life Olympic Games e Two Faces chegam a assustar. Com o perdão do trocadilho, o que eles vem tocando não é desse mundo!



Hora da 'headline'. No seu segundo 'show' no Brasil, após voltarem da turnê européia, a JackDevil mostrou mais uma vez, (eles tinham tocado em Floripa a dois anos atrás) que no quesito 'Thrash' Metal o país é uma das cenas mais fortes a nível mundial. Isso se deve a uma junção de talento e de garra de quem trilha a longa estrada do nosso 'underground'.


E foda-se a imparcialidade, sou muito fã da banda, então perdi a voz em músicas como Under The Metal Command, Age of Antichrist, Evil Strikes Again, Bastard In Guilhotine, Faster Than Evil e Thrashs Demon Attack que são, para mim, hinos do 'Speed Thrash' brasileiro. Vale destacar a humildade e respeito da banda com os fãs, sem nenhum ataque de estrelismos ou qualquer coisa parecida, isso só faz sua legião de seguidores aumentar e ao final da apresentação estamos todos sobre o comando de Satã!


Pós essa apresentação o cansaço era enorme, porém, não deu para ficar parado aos primeiros acordes propiciados pela Marreta e poucas vezes um nome fez tão jus a uma banda. Que porrada na orelha que veio trazendo mais doses do verdadeiro HC e moendo o resto dos nossos ossos, demonstrando porque a banda se classifica como brutal 'stylle'. Tendo engajamento político e violência sonora, para uma geração leite com pêra, bandas assim são um pesadelo, ainda bem!

Outras bandas iriam participar do evento, mas por 'n' motivos, não se apresentaram, mas tudo bem, pois quem estava presente saiu com alma lavada e com a certeza de que, mesmo com tantos desafios, o 'underground' vive!

Revisado por Carina Langa.

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