Entrevista: Hellio Costa HC Na veia

As fronteiras entre o Hardcore e o Metal nunca forammuito bem definidas e isso não é uma critica pelo contrario, dessas fusões de estilos e públicos fomos presenteados com bandas seminais, como o  próprio Motorhead e DRI. Então nada mais natural que o Underground Extremo venha abrir um espaço para grandes bandas desse cenário, e para começar temos o prazer de entrevistar a horda Hellio Costa, na figura do guitarrista Renato ficamos sabendo um pouco mais sobre a banda, sua formação e de quebra, aindativemos noticias de outras bandas da cena regional, Com vocês Hellio Costa:

1)      Primeiramente obrigado pela entrevista Renato, acompanho seu trabalho a muito tempo então estamos  muito honrados em entrevista-lo Para começar gostaria que se apresentasse para nossos leitores, apontando um pouco do seus projetos, e quais banda começaram a te influenciar a ouvir musica mais extrema?

Primeiramente muito obrigado Harley pelo convite da entrevista ao Underground Extremo. Meu nome é Renato Lopes, 37 anos...metal desde os 10, e desde os 14 anos tenho me envolvido com bandas e projetos do estilo. Necrofilia, Necroticism, Underflame...foram minhas primeiras empreitadas, todas essas mais voltadas ao Black Metal. Mais pra frente tem a Alkila, banda que ficou bem conhecida na região por praticar umThrash/Death  Metal, lembrada por muita gente até hoje. Vindo mais pra atualidade, Abeastnence, Anarchaos,Alkanza....já galgando num metal mais moderno tem a Diemordinate como baixista, atualmente com um novo projeto tributo ao Sepultura que está saindo do forno chamado Chaos in Roots e claro a minha banda principal, Hellio Costa. Com relação as bandas que me iniciaram n musica extrema, Tudo começou em 1989 quando o amigo do meu irmão veio a nossa casa com os discos de vinil: Metallica (Kill, Ride e Master), Ozzy (Tribute to Randy Rhoads) e Sepultura (Bestial, Morbid e Schizophrenia).Pirei com todos...mas Sepultura foi amora primeira vista! Por causa disso descambei pra música extrema, passando grande parte da minha adolescência ouvindo Cannibal Corpse, Deicide, Morbid Angel, Obituary, e por aí vai.

2)      Focando na Helio Costa, poderá nos contar como foram os primórdios da banda, qual sua formação atual e a opção pelo Hardcore já que a maioria dos músicos do grupo vem do metal?

Vamos lá: a Hellio Costa surgiu com o Feto, Zoioca, Renan e Elisson. O intuito era fazer um som a lá Hatebreed...antes do primeiro ensaio... após algumas trocas de idéias, eu já estava na banda. A ideia do nome veio do Elisson, primeiro vocalista da banda. Após a saída do mesmo...fizemos alguns testes com novos vocalistas, porém acabei por ficar nos vocais uns meses, até me apresentando ao vivo como tal. Tivemos a sorte de encontrar o Frank, parceiro de longa data da cena, com passagens por importantes bandas....que aceitou assumir os vocais da banda. A formação atual está fantástica, brodagem total entre os integrantes. A algum tempo estamos com Frank (vocal), Renato (guitarra), Feto (baixo) e Fabricio "Zoioca"(bateria).
A opção pelo Hard core pra mim, particularmente, além de ser um estilo que sempre curti desde que conheci o Biohazard, tem a ver com o Sepultura e a evolução da banda, que a um bom tempo carrega o Hardcore como influência.




3)      O nome Hélio Costa chama atenção além da abreviatura HC, também pelo fato de ser uma homenagem ao repórter, que em seu programa só falta derrubar sangue pela tela, baseado nisso conte nos de onde vem as inspirações para as letras como Sangue Na marreta?

É o nome Hellio Costa é uma homenagem ao apresentador do programa. Consultei o Helio que aprovou o nome sem problemas.As letras realmente saem, em sua maioria, de temas abordado sem programas policiais, como a que você citou, Sangue na Marreta.Estamos sempre ligados em temas polêmicos indigestos, que resultam por exemplo, na música que lançamos agora, Pr. Valdemiro.

4)      Recentemente nas redes sociais foi postada uma foto dizendo que a HC estava em processo de gravações, então poderia nos adiantar quais são os próximos passos da banda, teremos uma demo em breve ou outras musicas liberadas para audição?

Isso mesmo. Estamos gravando sim. Iremos lançar um cd com várias faixas...mas esse será o desfecho do processo. A medida que formos gravando as músicas, iremos liberaras faixas pra galera nas redes sociais. O disco, arte, etc... será a última etapa. Antes até deve rolar um EP.
5)      Na parte da composição como nasce uma musica da HC, ela parte de uma ideia individual ou em um processo coletivo entre a banda ?

Agora vou puxar a sardinha pro meu lado...hehehehe.... Praticamente o processo é esse: componho as linhas de guitarra, da música toda, passo pro restante da banda. Nós ensaios eu e o zoioca definimos as linhas de bateria que se encaixam na ideia inicial. O Feto faz a linhas de baixo e eu e o Frank viemos com um tema e montamos a letra. Hoje em dia estou deixando esse lance de letra mais pro Frank, ele é fera nisso.

6)      Sendo um musico que já teve passagem por bandas de metal e agora Hardcore , você consegue apontar diferenças entre os públicos, ou essa divisão já é algo ultrapassado?

Acredito que isso seja coisa do passado. Se a musica é boa, e principalmente verdadeira, feita com dedicação, as pessoas acabam curtindo também. Eu por exemplo posso ser visto no show do Cannibal Corpse num dia, e no outro no show do Helloween. Sou eclético, gosto de muita coisa dentro do Rock e Metal. Acredito que a grande maioria tenha a mesma apreciação pelo gigantesco leque que é o gênero.

7)      Aproveitando a oportunidade, para quem não sabe você foi um membro fundador da Alkilla uma das grandes hordas reveladas no sul catarinense, recentemente tinha sido anunciado um retorno aos palcos em um festival que acabou sendo cancelado, então existe ainda essa possibilidade de vemos a Alkilla em palcos?

Alkila realmente é algo que marcou minha vida na música. Eram tempos mais difíceis, sem toda essa evolução tecnológica atual que torna a divulgação, contatos, etc....muito mais fáceis. Era tudo muito na raça, o que certamente ajudou na conquista de todo  esse respeito e reconhecimento que recebemos.Iríamos fazer uma reunião no ano passado, para o festival Laguna Metal Fest do brother Daniel Bala, porém o festival acabou não acontecendo. Se vai rolar uma reunião, ou retorno, só o tempo dirá. Nunca diga nunca!

8)      Você também é baixista Diemordinate, que é muito diferente das suas banda anteriores, como é feito para consolidar a agenda das bandas para que não ocorra atritos entre compromissos?

A Diemordinate realmente é algo um pouco diferente. Foi um desafio pra mim tocar com uma rapaziada afiada no que faz. Quem conhece a banda sabe do que falo. São músicos influenciados por música progressiva além do metal. Isso deixa tudo mais trabalhado e intrincado. Tenho certeza que logo logo a Diemordinate vai estourar e daí ninguém mais vai segurar. Está muito perto de isso acontecer. Tocar em mais de uma banda,projetos, sempre fez parte da minha vida. Raramente eu sossego. Então já tiro isso de letra, além claro, do meu principal compromisso com minha família.

9)      Como um musico ativo da cena , como você avalia o momento do metal nacional, estamos em evoluções ou retrocessos e quais atitudes podem fortalecer ainda mais nossa cena?

Não vejo retrocesso no metal em si. No Brasil temos incontáveis bandas fodas. Coisa de primeira mesmo sabe. Aqui em SC,  tem uma galera muito foda fazendo um som de responsa. Infelizmente disputamos espaço nos meios de comunicação com esses lixos sonoros criados por um bando de acéfalos que se dizem músicos fazendo música. Uma coisa é certa... eles vem e vão...vangloriados por um bando de gente de gosto musical tosco, que muda de acordo com a modinha. E nós estamos sempre aqui... fiéis e verdadeiros ao rock e metal. Pra nós o tempo não acaba com as músicas, não as deixam insuportáveis....se foi bom nos anos 70 por exemplo, é bom até hoje e pronto! Acredito muito em festivais locais. São o ponta pé para muitas bandas. Assim como os bares e pubs que ainda dão oportunidade ao estilo. É uma mini realidade do que vemos lá fora aptada a nossa realidade, mas que no final das contas...faz tudo valer a pena.



10)   Obrigado Renato pela entrevista nos vemos nos mosh pits da Hellio Costa, gostaria de deixar algum recado para os leitores do Underground Extremo

Mais uma vez obrigado pela oportunidade. Com certeza nos encontraremos em muitos mosh pits, não só da HC. Agradeço também a todos os amigos, as pessoas que tem nos acompanhado e que fazem tudo valer suor derramado. Continuem acompanhando os canais do Underground Extremo, pois são os responsáveis pela divulgação, apresentação, e toda a informação que, como o próprio nome diz, serve de alicerce para nossa tão duradoura cena Underground!
Forte abraço e muito Hardcore na veia!!!


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