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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Cobertura #01: Inferno Metal Fest - Noite de virtuose e celebrações ao metal em SC

Inicialmente, o Underground Extremo quer deixar aqui os seus sinceros agradecimentos a organização do Inferno Metal Fest que de maneira competente, soube levar ao público um festival organizado e muito bem estruturado. O local do 'show' foi o União Mineira, tradicionalmente conhecido já por abrigar algumas edições do mesmo evento, que já trouxe para Criciúma/SC (200 km de Florianópolis, capital catarinense), bandas como Nervosa, Symphonys Draconis e Krisiun, só para citar algumas. 

Queria falar que o público lotou a casa e fez jus a importância das bandas que ali estavam porém, como infelizmente está se tornando comum, a casa estava longe de uma lotação considerada aceitável, contudo não foi só lamento, pois quem não foi, perdeu mais um grande evento. 

Abrindo a noite tivemos a Ch4rriot, banda composta só por garotas e que entregou um 'punk rock' cheio de energia e personalidade. O que mais chamou a atenção, foram as músicas autorais como Natasha e Fugitiva. Destaque também para os 'covers' bem legais de Raimundos, com Eu Quero Ver o Oco e dos eternos Garotos Podres, com Papai Noel. Há tempo de dizer que o grupo é composto por Aline Iladi, guitarrista também da horda Silent Empire, Beatriz Buogo na bateria, Cissa Manenti no baixo e Tamires Esteves no vocal.


Logo depois adentrou os palcos a Explícita Revolta, banda de Araranguá/SC, cidade vizinha à Criciúma, com seu 'Hardcore' com influências de 'Metalcore' e 'Deathcore'. Os vocais que transitam do mais limpo ao mais 'rappeado' até mesmo com 'Pig Squeal' bem encaixados, foi o que me cativou de imediato. Por ignorância minha, não conhecia a banda, mas deixo aqui a indicação para ser procurados os sons autorais, como Matando Um Leão Por Dia, Evoluir e Não vou me entregar. Atualmente a ExR é composta por Leonardo Lima na guitarra, Alex Magnus também na guitarra, Rafael Rabello no baixo, Alexandre Carvalho na bateria e Bruno Parrot no vocal.


A noite cai, o ar vai ficando mais frio, está na hora de ser contagiado pelo mais brutal e frio 'Black' Metal. Vindo das serras gaúchas, o Pátria se encarregou de trazer a essência do metal negro para Criciúma. Por alguns momentos essa cidade do sul catarinense foi transportada para os confins da Noruega, onde o sangue negro corre nas veias dos guerreiros.


Tudo o que se espera do verdadeiro metal negro foi apresentado pela horda, que sem dúvida é uma das mais impiedosas do nosso cenário. T.Sword nos vocais, Mantus e Igniis Inferniis nas guitarras, Vulkan no baixo e Abyssius na bateria, deram uma aula, em hinos como Blood Strom Prophecy, Old Bllod Legacy, música matadora, e Outrage. Para finalizar apresentaram Culto das Sombras que foi ovacionada por todos ali presentes. 


Pense em técnica ligada a brutalidade provinda do sul do Brasil, nomes não faltam não é mesmo? Citando por cima temos Krisiun, Reabelliun, The Ordher, entre tantas outras. Mas agora, trate de anexar outro nome a lista, a Dying Breed. Claro que a formação aqui parece um All Star do metal gaúcho e o resultado não poderia ser inferior. Apresentando-se com Ariel Boesing na guitarra, ex-Unmaker, Daniel Vilanova na bateria, ex-Mental Horror e ex-South Legion, Fabricio Bertolozi no baixo, ex-Horror Chamber e ex-Hammerfest, Felipe Nienow na guitarra, membro da Bloodwork e ex-Empire of Darkness, e Leonardo Schneider no vocal, membro da Hateworks, ex-Decimator e ex-Hammerfest, a banda não deixou pedra sobre pedra, tocando músicas do seu álbum de estreia o "Worship no One", resenha aqui em breve. Tomamos verdadeiros solavancos sonoros com Kill the Betrayer e Unburied, a 'baladinha', como eles mesmo apresentam. Corporal Rites, Agent of Chaos, Cast in Stone,  e Battalion of Hell, fizeram parte do show, assim como uma versão matadora para Mass Hypnosis do Sepultura, que ganhou uma roupagem mais 'Death', que a deixou ainda mais brutal e perfeita. Além de tudo isso, está em tempo de dizer que o que Daniel Vilanova faz no seu kit é algo não humano!


Confesso que achei ousada a escalação, não por duvidar da banda, pelo contrário, pois já conhecia o trabalho dos caras e sabia da qualidade acima da média de todos os músicos, mas enfim, por ser um festival mais extremo poderia dar algo errado, e que bom dizer que não deu, na verdade deu tudo certo, melhor do que isso o que a DaydreamXI fez. Apresentaram uma musicalidade que provou que eles estão longe de cair no erro de muitos grupos progressivos, que seria largar mão do peso e acabar tornando-se uma apresentação chata. Esta banda é formada por Tiago Masseti no vocal e guitarra, Marcelo Pereira na outra guitarra, Tomás Gonzaga no baixo e Bruno Giordano na bateria, todos músicos virtuosos e que tocam canções cativantes. Foi impossível não se impressionar com Wings of Destruction, quase um 'power' metal, A Cup of Agony, faixa esta que estará no novo álbum da banda o "The Circus of the Tattered and Torn", Beyond the Veil e Keeping the Dream Alive. Se você estava carente de um representante de 'prog' metal no Brasil, encontrou a sua banda. Estamos ansiosos por esse novo trabalho que vai fazer a banda, sem dúvida, alcançar voos maiores e eles merecem.


Passava já das duas e meia da manhã, os 'bangers' já estavam tomados pelo cansaço ou mais provavelmente pelo álcool, mas todos que estavam ali sabiam o que é pior que febre...


Então a nova formação do Claustrofobia vinha invadir os palcos de Criciúma pela primeira vez e logo de cara já mandaram Generalized World Infection, que música, que pegada! Do álbum que ainda está por vim, tivemos Paulada e Download Hatred, faixa que dará nome ao CD e Falling Apart, o que só aumentou nossas expectativas e a certeza de que teremos um petardo de respeito, afinal de contas, a horda nunca decepciona.


"Peste" foi um marco na discografia desses paulistas, então nada mais justo do que rolar faixas como Vida de Mentira, Caosfera, Pino da GranadaMetal Maloka e Bastardos do Brasil. Das mais antigas tivemos a 'thrasher' War Stomp (ISee Red) e Paga Pau, um set bem variado e sempre agressivo. Aqui quero destacar duas coisas, quando a guitarra do Marcus falhou, eles pararam de tocar e pediram para que os técnicos resolvessem e depois de uns cinco minutos tudo voltou ao normal. Até aí nada de mais, só que depois do 'show' ele veio conversar com os fãs e pediu desculpas pela falha, ou seja, não vimos ataque de estrelismos, se eu já era fã dos caras, atitudes como essa só fortalecem a minha admiração! E também casa aqui uma outra ressalva, como Douglas Prado caiu bem na banda, o cara tem uma pegada muito agressiva e no final ele literalmente caiu nos braços da galera, uma grande estreia dos 'thrashers' por aqui, que venham mais vezes!

Final do evento com saldo extremamente positivo, foram grandes bandas em um grande evento. Agora é pegar mais 100 km para voltar para casa, mas com aquela pergunta no ar: quando voltaremos para o inferno?
Hail Inferno Metal Fest.

*AS FOTOGRAFIAS SÃO DE AUTORIA DE LUIZ HARLEY CAIRES.

Revisado por Carina Langa.

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