Inferno Metal Fest: Noite de virtuose e celebrações ao metal em SC

Inicialmente o Underground Extremo quer deixar aqui os seus sinceros agradecimentos a organização do Inferno Metal Fest que, de maneira competente, soube levar ao público um festival organizado e muito bem estruturado. O local do show foi o União Mineira, tradicional já, por abrigar algumas edições do mesmo evento, que já trouxe para Criciúma (200 km de Florianópolis, capital catarinense), bandas como: Nervosa, Symphonys Draconis e Krisiun só para citar algumas. 

Ch4rriot se apresentando
Queria falar que o público lotou a casa e fez jus a importância das bandas que ali estavam, porém como infelizmente está se tornando comum, a casa estava longe de uma lotação considerada aceitável, contudo não foi só lamento, pois quem não foi perdeu mais um grande evento. 

Abrindo a noite tivemos a Ch4rriot, banda composta só por garotas que entregou um punk rock, cheio de energia e personalidade, o que mais chamou a atenção foram as músicas autorais como Natasha e Fugitiva, destaque também para os covers bem legais de Raimundos (Eu Quero Ver o Oco) e os eternos Garotos Podres, com Papai Noel a tempo de dizer que o grupo é composto por Aline Iladi (guitarrista também da horda Silent Empire), Beatriz Buogo (bateria), Cissa Manenti (baixo) e Tamires Esteves (vocal).

Logo depois adentra os palcos Explicita Revolta, de Araranguá (cidade vizinha à Criciúma), com seu Hardcore com influências de Metalcore e Deathcore com vocais que transitam do mais limpo ao mais rappeado ate mesmo com Pig Squeal bem encaixados o que me cativou de imediato. Por ignorância minha não conhecia a banda mas deixo aqui a indicação para ser conhecidos sons autorais como “Matando um leão por dia”, “Evoluir” e “Não vou me entregar”, atualmente a ExR é composta por: Leonardo Lima (Guitarra), Alex Magnus(Guitarra), Rafael Rabello(Baixo), Alexandre Carvalho (Bateria) e Bruno Parrot (Vocal).

A noite cai, o ar vai ficando mais frio, está na hora de ser contagiados pelo mais brutal e frio Black Metal, vindo das serras gaúchas o Pátria se encarrega de trazer a essência do metal negro para Criciúma, por alguns momentos essa cidade do sul catarinense foi transportada para os confins da Noruega, onde o sangue negro corre nas veias dos guerreiros.

Tudo o que se espera do VERDADEIRO METAL NEGRO foi apresentado pela horda que sem dúvida é uma das mais impiedosas do nosso cenário. T.Sword (Vocals) Mantus (Guitar) Igniis Inferniis (Guitar) Vulkan (Bass) Abyssius (Drums), deram uma aula em hinos como: “Blood Strom Prophecy” , “Old Bllod Legacy”(Matadora) “Outrage “e para finalizar “Culto das sombras” ovacionada por todos ali presentes.

Pense em técnica ligada a brutalidade provinda do sul do Brasil, nomes não faltam não é mesmo: Krisiun Reabelliun The Ordher entre tantas outras mas, agora trate de anexar outro nome a lista: Dying Breed, claro que formação aqui parece um all star do metal gaúcho e o resultado não poderia ser inferior apresentando se com Ariel Boesing (Guitarra, ex-Unmaker), Daniel Vilanova (bateria, ex-Mental Horror e ex-South Legion), Fabricio Bertolozi (baixo, ex-Horror Chamber e ex-Hammerfest), Felipe Nienow (guitarra, membro da Bloodwork e ex-Empire of Darkness) Leonardo Schneider (vocal, membro da Hateworks, ex-Decimator e ex-Hammerfest). A banda não deixou pedra sobre pedra tocando musicas do seu álbum de estreia Worship no One (resenha aqui em breve) então tome verdadeiros solavancos sonoros com “Kill the Betrayer” e “Unburied”, a baladinha como eles mesmo apresentam. “Corporal Rites”, “Agent of chaos” , “Cast in stone”, “Battalion of Hell”, além de uma versão matadora para “Mass Hypnosis” do Sepultura, que ganhou uma roupagem mais Death, a que deixou ainda mais brutal e perfeita. Tudo isso em tempo de dizer o que Daniel Vilanova, faz no seu kit é algo não humano.

Confesso que achei ousada a escalação, não por duvidar da banda pelo contrário, pois já conhecia o trabalho dos caras e sabia da qualidade acima da média de todos os músicos, mas enfim, por ser um festival mais extremo poderia dar algo errado, e que bom dizer que não deu, na verdade deu tudo certo,  melhor do que isso o que a DaydreamXI fez: apresentar uma musicalidade que provou que eles estão longe de cair no erro de muitos grupos progressivos que seria largar mão do peso e acabar tornando se uma apresentação chata. É formada por: Tiago Masseti (vocal e guitarra), Marcelo Pereira (guitarra), Tomás Gonzaga (Baixo) e Bruno Giordano (Bateria), todos  músicos virtuosos e canções cativantes, impossível não se impressionar com: “Wings of destruction” (quase um power metal),  “A cup of Agony” (faixa esta que estará no novo álbum da banda The Circus of the Tattered and Torn) “Beyond the veil” e “Keeping the Dream Alive”, se você estava carente de um representante prog metal no Brasil, encontrou a sua banda. Estamos ansiosos para esse novo trabalho que vai fazer a banda, sem dúvida, alcançar voos maiores e eles merecem.

Passava já das duas e meia da manhã os banger já estavam tomados pelo cansaço ou mais provavelmente pelo álcool, mas todos que estavam ali sabiam o que é pior que Febre...

Então a nova formação do Claustrofobia vinha invadir os palcos de Criciúma pela primeira vez e logo de cara já mandaram “Generalized world Infection“ que música, que pegada, do álbum que ainda esta por vim tivemos “paulada“ e "Download Hatred" (faixa que dará nome ao cd ) e "Falling Apart",  o que só aumentou nossas expectativas e a certeza de que teremos um petardo de respeito afinal de contas a horda nunca decepciona.

Peste foi um marco na discografia desses paulistas então nada mais justo do que rolar faixas como "Vida de Mentira" , "Caosfera", "pinu da granada metal maloka"  e "bastardos do Brasil". Das mais antigas tivemos thrasher “War stomp” (ISee Red), paga pau um set bem variado e sempre agressivo, aqui quero destacar duas coisas, quando a guitarra do Marcus falhou eles pararam de tocar e pediram para que os técnicos resolvessem e depois de uns cinco minutos tudo voltou ao normal.Até ai nada de mais só que depois do show ele veio conversar com os fãs e pediu desculpas pela falha, ou seja não vimos ataque de estrelismos, se já era fã dos caras atitudes como essa só fortalecem a admiração. E também casa aqui uma ressalva como Douglas Prado caiu bem na banda, o cara tem uma pegada muito agressiva e no final ele literalmente caiu nos braços da galera. Uma grande estreia dos thrashers por aqui que venham mais vezes.

Final do evento saldo extremamente positivo, grandes bandas, um grande evento, agora é pegar mais 100 km para voltar para casa mas com aquela pergunta no ar: quando voltaremos para o inferno? Hail Inferno Metal Fest.

AS FOTOGRAFIAS SÃO DE AUTORIA DE LUIZ HARLEY CAIRES

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