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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Resenha #20: "Transiet" - Lachrimatory

Obscuridade, melodias tétricas e a criação de uma aura maquiavélica no ar, esses são pré-requisitos cruciais para um trabalho de 'Doom' Metal que se preze.

Como em todas as vertentes do metal, nosso país é muito prolífico. Temos grandes bandas como o Pentacrostic e A Sorrewful Dreams, entretanto, essa resenha vem tratar do segundo lançamento do grupo paranaense Lachrimatory, o "Transient",  que posso afirmar sem sombra de dúvidas, que é um dos melhores trabalhos do estilo feito no Brasil, pois conseguiu ser fiel ao estilo e isso acrescentando alguns elementos distintos do gênero, que definem a sonoridade da banda como algo único e sim, muito sombrio!

Formados no ano de 1999, em Curitiba/PR, a banda é composta por Ávila Shultz (vocais e teclados), Tiago Alvarez (guitarra e backing vocal), Alexandre Antunes (guitarra e backing vocal), Paulo Kolb (bateria) e Wagner Muller (baixo), estes músicos que gravaram o CD abordado aqui.

Quem está mais ligado ao 'underground', sabe que o Lachrimatory já tinha debutado com "Anamnesic Voices Phenomena", um trabalho primordial que mostrava já na estreia o potencial dos paranaenses no metal obscuro.


"Transient" mostra em si uma banda madura e com um grau de inspiração que deixará o ouvinte impressionado, e porque não dizer mentalmente abalado? Isso pode soar como exagero, mas é só soar os primeiros acordes de Seclusion que toda a energia do ambiente se transforma e você acaba sendo levado para um abismo de sensações movidas pelas melancólicas melodias do 'cello' (cortesia de Maiko Thomé), aliadas aos teclados e voz de Ávila Schultz.

Mostrando um verdadeiro conhecimento de causa eles incorporam elementos, como na faixa homônima e seus onze minutos de pura essência sorumbática. Evidente essa característica também em Void que apresenta 'backing vocals' bem executados por Tiago Alvarez e Alexandre Antunes.

Twilight tem seu início mais acelerado e depois cai para um clima atmosférico, lembrando muito a maestria dos mestres ingleses do My Dying Bride, já Clarity poderia muito bem fazer parte do álbum "Forever Scarlet Passion", o trabalho de estréia do Celestial Season, e para quem gosta de 'Doom', sabe o quanto isso é um baita elogio! Um trabalho que prima pelo bom gosto e pela melancolia, um refúgio para almas feridas pela felicidade.


TRACKLIST: 
1) Seclusion
2) Lachrimatory
3) Twilight
4) Clarity
5) Deluge
6) Void

FORMAÇÃO:
Ávila Shultz - vocais e teclados;
Tiago Alvarez - guitarra e backing vocal;
Alexandre Antunes - guitarra e backing vocal;
Paulo Kolb - bateria;
Wagner Muller - baixo;
Miako Thomé - cello.


Revisado por Carina Langa.

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