Resenha #479: "DoomSword" (1999) - DoomSword

Salve, headbangers! Ao falarmos de doom metal em sua vertente mais épica, não faltam nomes que podem ser ditos como responsáveis por criar verdadeiras obras-primas do estilo — desde os pais fundadores do Black Sabbath, passando por Candlemass, Pentagram e Witchfinder General. Mas acredito que estaríamos cometendo um erro crasso em desconsiderar o DoomSword e esse seu excelente debut homônimo, lançado em 1999.
Formada no ano de 1997, não era surpresa para ninguém as suas influências, que vinham do heavy tradicional. Mas, pelo menos nesse primeiro registro, eles fundem letras que deixariam o Manowar orgulhoso ao lado de passagens mais densas e arrastadas, fazendo desse uma bela estreia para os italianos.
A introdução narrada logo de início já nos coloca no tom da banda: Sacred Metal. Notem como ela vai se guiando para uma passagem gloriosa, dando a noção de início e ápice de batalha. Curiosamente, nesse primeiro álbum não temos os vocais do líder da banda, Deathmaster — essa função foi majestrosamente assumida por Nightcomer. Ele não atinge notas super agudas, e esse é o seu diferencial, pois canta narrando a história, e isso soa muito mais atrativo.
Seja o riff discreto que gradualmente cresce para algo grandioso e cinematográfico em Helm's Deep, ou o riff rápido e preciso como uma espada que sustenta o refrão de One Eyed God, há uma abundância de riffs memoráveis neste disco. Isso ocorre em faixas como Warbringers, onde a influência de Manilla Road é notória.
Helm's Deep é um arrasa quarteirão e, confesso, em uma música de início tão avassalador, eu não esperava um solo de teclado — e ele está lá, e faz total sentido com a narrativa musical. E usei o termo “narrativa” de propósito, porque ela tem uma parte narrada que é bem... digamos, chata.
Compensando isso, temos One Eyed God, algo folk e épico — não sei como o Blind Guardian não fez ainda um cover dessa música. Aproveitando, Nadsokor dá uma sobrevida sendo um ótimo tributo ao Cirith Ungol, fazendo jus à versão original.
E não posso fechar essa resenha sem citar esse que é um dos grandes clássicos da banda, que os acompanha até hoje: Swords of Doom. E ela não tem esse nome de clássico à toa: uma síntese de tudo que eles mostraram no álbum — momentos épicos, outros de puro aço. Um álbum clássico que merece ser reverenciado como tal.
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TRACKLIST:
1) Sacred Metal
2) Warbringers
3) Helms Deep
4) One Eyed God
5) Return to Imrryr
6) Nadsokor (Cirith Ungol cover)
7) Swords of Doom
8) On the March
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FORMAÇÃO:
Nightcomer – vocais;
Deathmaster – guitarras e vocais;
Dark Omen – baixo;
Guardian Angel – bateria e guitarras.