Divulgação de Eventos: "Metal Massacre" - (17/01/2026 - Casa do Bob Rock - Dona Emma/SC)

Salve, Headbangers! Santa Catarina é conhecida no cenário underground pela excelência de seus festivais open air, uma tradição que passa por nomes como "Otacílio Rock Festival", "Agosto Negro", o saudoso e até então extinto "River Rock" e também pelos eventos organizados por "Bob Rock Produções", que no dia 17 de janeiro vai trazer um verdadeiro massacre de metal nacional para a pacata cidade de Dona Emma. E para já deixar nossos leitores preparados, vamos apresentar um pouco das bandas do cast e, de quebra, apontar aquele som que não pode ficar de fora do set das bandas.
Cülpado: O ano era 2021 e o projeto criado no ano anterior por Jeff Verdani (Axecuter, Jailor, Sad Theory, Murdeath) lançava aquele que foi um dos nossos destaques do ano: "Romper da Realidade", que você encontra resenhado aqui no site. Agora, seis anos depois, o Cülpado, com sua formação estabilizada e com o nome já conhecido pelos fãs de death e thrash com aquela atmosfera de metal feito nos anos 80 (convenhamos, um período mágico), traz, cantadas em português, canções que narram o verdadeiro terror que é o romper da realidade, onde os verdadeiros psicopatas atuam e matam por prazer.
Som que não pode ficar de fora: Canibais de Garanhuns
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Rise Behavior: Dá gosto de ver uma banda dando passos cada vez mais assertivos para se tornar gigantesca, e isso pode ser dito, sem sombra de dúvida, acerca do Rise Behavior. Acredito que uma das explicações para isso se deve à bagagem que seus músicos apresentam e à junção de técnica e talento. E eles demonstram isso com o seu debut "A Path To Obliteration", que eu estou devendo resenha aqui e devo pagar em breve.
Som que não pode ficar de fora: Raging Seas
Orthostat: Ah, meus amigos, como é bom estar certo! Desde que me deparei com "Monolith of Time", que recebi dos amigos da Sangue Frio (assessoria) para resenhar, eu pensei comigo: "Eu vejo essa banda sendo um nome forte no nosso necro underground". Pois desde aquele trabalho eles fundiam death metal com doom e muita, mas muita técnica. E impressiona sempre quando eu assisto uma apresentação deles; uma aura de miasma invade o lugar e eles nos entregam uma massa sonora cósmica e irrefutável. O segundo álbum, "The Heat Death", veio em 2023 e foi eleito por nossa equipe como um dos grandes lançamentos daquele ano. E mostrando que ninguém pode crescer sozinho, em 2025 eles lançaram "Alchemical Veritas", um split com o Precipício. E há tempo de dizer que esses três trabalhos têm resenhas aqui no site.
Som que não pode ficar de fora: Radioactivity
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Ethel Hunter: Pesadíssimo, insano, doentio. Não faltam adjetivos para nomear a sonoridade que a Ethel Hunter apresenta. Formada em 2012, eu venho acompanhando a carreira do EH desde o início e poderia dizer que 2025 foi um dos melhores anos para a banda. Com uma formação consolidada, eles lançaram um esporro chamado "Absence of Light". Esse trabalho se garante não apenas como o melhor da sua discografia, como também pelas influências do death metal americano misturadas com o ódio que é característico do nosso metal morte. Ainda não conferi as músicas desse trabalho ao vivo, mas tenho total certeza de que elas escorrem sangue.
Som que não pode ficar de fora: Feel the Dirt Under Your Skin
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Cemitério: Eu não conheço nenhum fã de metal extremo que não seja fã do Cemitério, e não tem exagero nenhum nisso. Isso aqui é aquela máxima: metal feito por headbangers para headbangers. O que originalmente era um projeto de Hugo Golon encontrou Guilherme Fructuoso na bateria e Douglas Gatuso no baixo, e aí a festa está completa. Por festa, entenda um verdadeiro ode ao universo do terror, seja no debut auto intitulado ou como no EP "Oãxiac Odèz". E já está na hora de trabalho novo, que, como conversei com Golon em um festival, não vai ter nada de novo e metal extremo e tripas? Queremos algo mais, sinceramente, não.
Som que não pode ficar de fora: Massacre do Texas
 
Cruciate: A cena sempre efervescente da capital catarinense sempre se renovou no quesito de bandas de metal nas suas mais variadas vertentes. O Cruciate é um nome que faz parte dessa nova leva. Após algumas trocas de formação (processo normal dentro da caminhada de uma banda em busca da sua sonoridade), o quarteto se fixou com Lakshmi Bittencourt (voz), Rubia Domeciano (baixo), Renan Uller (bateria) e Rodrigo Furstenau (guitarra). E para quem quer conhecer mais da banda, vale a pena conferir seu registro "Cruciate Ligament of Atlas", onde eles entregam um death metal bem fiel à velha escola. Notei que a banda vem migrando para uma direção mais próxima do slam death metal, algo que acho bem assertivo.
Som que não pode faltar no set: Name The Shame 
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Serviço:
17/01/2026
Local: Casa do Bob Rock - Dona Emma - SC
Nova área de shows
Serviço de bar e alimentação
Área para camping (liberado até as 14h de domingo)
Estacionamento
Ingressos antecipados: Meia entrada/Solidário no valor de R$ 75,00 até a data de 12.01.2026 + 1 kg de alimento não perecível no dia do evento!
Chave PIX: bobkuter1977@gmail.com
Abertura dos portões: 16 horas
Proibida entrada com bebidas 🚫