Resenha #430: "Vault of Horrors" (2024) - Aborted

Salve headbangers! O Aborted é uma banda que vem em uma oscilação que faz com que nós, fãs, nunca saber o que esperar deles, pois se nos primeiros trabalhos eles mostravam um grind death asqueroso e por isso maravilhoso, depois eles experimentaram algo que pode ser chamado até de death metal melódico e deathcore, então esse novo trabalho promete uma volta às origens e será que fomos atendidos? Vamos descobrir!
O primeiro ponto que me fez olhar para esse trabalho e ficar bem faceiro é que ele buscou inspiração em clássicos filmes de terror, uma ideia que não é inovadora, mas sempre é muito bom reverenciar os clássicos, e para lembrar, o Jackdevil já fez algo parecido no álbum "Unholy Sacrifice".
O clima de festa daqueles filmes do estilo facada (da franquia "Pânico") impera aqui, porque o vocal Sven de Caluwé teve a manha de chamar vários vocalistas para participar das faixas, fazendo um trabalho muito, mas muito bruto!
Vou desafiar meu conhecimento de terror e interpretativo para tentar acertar quais são os dez filmes citados no álbum e fica como sugestão o leitor fazer o mesmo. Dread Bringer tem a participação do vocalista Ben Duerr do Shadow of Intent e esse som está mais para uma música nova do SOI do que do Aborted em si, e o filme dessa é fácil, pois estamos falando de "O Enigma de Outro Mundo", um dos melhores filmes de terror de todos os tempos!
Na sequência a minha favorita, impiedosa e desgraçada Condemned to Rot, tão boa quanto o filme que a inspira, "O Retorno Dos Mortos Vivos", aqui temos o Aborted raiz e os vocais de Francesco Paoli ficaram incríveis, um lado que ele não utiliza muito no Fleshgod Apocalypse.
Brotherhood of Sleep eu achei meio pula pula, algo que eu não esperava facear do Aborted, mas acontece e o destaque aqui é Johnny Ciardullo que traz um vocal meio deathcore, acho que por isso não gostei do som, vamos para a próxima. Para retomar minhas esperanças, eis que Death Cult aparece com participação de Alex Erian do Despised Icon, aqui a desgraça tomou conta, não à toa essa é a mais extrema do álbum e minha favorita, sabe aquela música que vale o álbum? Então essa aqui entra nessa categoria e mais, me fez crer que o Aborted ainda sabe o que os fãs querem e ela ganhou um ótimo clipe que faz referência ao filme "Texas Chainsaw Massacre".
E tudo que falei agora se aplica também em Hellbound, aqui o filme homenageado é aquele que nos apresentam os cenobits "Hellraiser" e temos nos vocais Matt McGachy que dispensa apresentações, mas caso você não saiba, ele é do excelente Cryptosy.
Eu queria violência e o Aborted me deu com Insect Politics (fala do fantástico filme "A Mosca") e com menos de dois minutos, mais reta e direta possível e vamos combinar que Jason Evans do Ingested poderia muito bem ficar para sempre no Aborted. The Golgothon não é tão impactante na minha opinião e ela ficou entre duas pancadas, então acaba sendo ofuscada, pois The Shape of Hate faz jus a um dos pais do slasher, a máquina de matar, o mau encarnado, Michael Myers!
O trabalho vai chegando ao final e nos apresenta dois grandes acertos nessa reta final: Naturom Demento que pega do "Necronomicon" sua inspiração e realmente algum demônio fez esse trabalho de bateria! E fechando o álbum, Malevolent Haze que conta com a participação de Ricky Hoover do Ov Sulfur e nos apresenta um final tão porrada como o filme que o inspira, no caso, "O Nevoeiro".
A volta as raízes vêm acontecendo, agora quero ver um trabalho totalmente focado no Aborted, mas esse já é um destaque na sua discografia.
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TRACKLIST:
1) Dreadbringer (Ft. Ben Duerr)
2) Condemned to Rot (Ft. Francesco Paoli)
3) Brotherhood of Sleep (Ft. Johnny Ciardullo‎)
4) Death Cult (Ft. Alex Erian)
5) Hellbound (Ft. Matt McGachy)
6) Insect Politics (Ft. Jason Evans)
7) The Golgothan (Ft. Hal Microutsicos)
8) The Shape of Hate (Ft. Oliver Rae Aleron)
9) Naturom Demonto (Ft. David Simonich)
10) Malevolent Haze (Ft. Ricky Hoover)
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FORMAÇÃO:
Sven de Caluwé - vocais;
Ken Bedene - bateria;
Ian Jekelis - guitarras;
Daníel Máni Konráðsson - guitarras;
Stefano Franceschini - baixo.