Resenha #418: "Love | Hate | Hope | Despair" (2023) - Fenrir's Scar

Salve headbangers! Eu tive a chance de falar para a banda Fenrir’s Scar, quando eles participaram do nosso festival online, que eles foram responsáveis por fazer com que eu voltasse a ouvir um estilo musical que eu não revisitava a muito tempo, no caso, o gothic metal e o sinfônico (aqui eu não vou opinar sobre a questão de muitos fãs defenderem que esse rótulo gothic metal não existe) e por isso que o segundo álbum deles "Love | Hate | Hope | Despair" foi bastante aguardado por mim e que ótimo ver que a espera foi recompensada com um trabalho muito bom e que consolida duas coisas que precisam ser destacadas.
Primeiro, esse trabalho consolida a banda como uma referência do estilo e segundo, é que não podemos aceitar trabalhos de qualidade inferior que se dizem underground, pois olha como Fenrir's Scar consegue mostrar tanta qualidade em tantos pontos.
Fugindo totalmente da fórmula "a bela e a fera" (daqueles mares de clones de Tristania), o Fenrir's Scar explora novas sonoridades que até já faziam parte do seu DNA, mas agora estão mais aparentes e claro, logicamente Desireé Rezende e André Baida possuem uma química musical muito forte e seus vocais se completam de forma muito orgânica e preciso dizer aqui também o quanto versátil é o trabalho de guitarra do Baida, que contam com o apoio do produtor Fabiano Negri, que contribuiu com teclados, piano e solos de guitarra.
Antes de falar da sonoridade do trabalho, tenho que dizer, que capa belíssima! Ainda não adquiri meu CD físico, mas só pela capa, já imagino o esmero que esse álbum possui e, para abrir os trabalhos, Ruins of My Sanity tem um toque de metal moderno e a voz de Baida a frente, ele tem um timbre bem reconhecível, algo da última fase do Sentenced, exemplo para deixar nosso leitor que ainda não fez o favor de conhecer a banda mais situado, e quando Desireé começa a cantar, ela traz um momento mais bombástico para o som, fazendo uma ponte para o refrão.
Age Of Arrogance tem um destaque especial para sua letra que condiz muito com o período em que vivemos, e aqui a voz de Desireé a frente e os vocais de Baida um pouco mais agudos e outrora mais graves, ótima faixa e notei elementos eletrônicos que, por sinal, vão ser bem decorrentes aqui. Blinded já era uma conhecida antes do lançamento do álbum e ela tem uma das guitarras mais pesadas do trabalho e um clipe muito bonito.
All You Tears e The Harvest possuem a estrutura de uma balada, por assim dizer, na verdade, é um som que abdica do peso (não totalmente) para entregar uma faixa bem emotiva. Final Requiem tem uma ligação com o power metal, até pelas suas linhas de guitarras que fazem o som se aproximar muito do estilo e aqui eu lembrei da banda austríaca Edenbridge, mas a surpresa é a entrada de elementos eletrônicos que, para quebrar minha cara, não ficaram ruins, esses mesmos recursos vêm em The Enemy Inside, é assim que se usam eles, está bem Theater of Tragedy!
Eu estaria cometendo uma injustiça muito grande se não citasse as belíssimas The Queen of the Seas e um dos hits da Fenrir's Scar, Break the Wheel, que consegue unir o peso do som com uma mensagem ainda mais pensada e de postura forte.
Sendo um fã de metal extremo, muitas vezes você ouve um trabalho que não é tão agressivo, mas que consegue ter em comum um amor pela música e isso sempre terá espaço aqui no Underground Extremo.
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TRACKLIST:
1) Ruins of My Sanity
2) Age of Arrogance
3) Blinded
4) All Your Tears
5) Final Requiem
6) The Harvest
7) The Queen of the Seas
8) Break the Wheel
9) Reason to Believe
10) The Enemy Inside
11) Curse of Mankind
12) Heal You
13) The Queen of the Sea
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FORMAÇÃO:
Desireé Rezende - vocais;
André Baida - vocais, baixo e guitarras.