Dissecação Coletiva #01: "Senjutsu" (2021) - Iron Maiden

Salve Bangers! Ano novo merece uma coluna nova, sendo assim, reunimos alguns membros da nossa equipe para ouvir e trocar ideia acerca de algum trabalho marcante, e claro que, para a estreia, trouxemos para a nossa mesa de autopsia a maior banda de todos os tempos! Confira nossas opiniões sobre o "Senjutsu" e fique de olho nas nossas redes sociais para saber qual vai ser a próxima 'vítima' da Dissecação Coletiva

O que falar do Maiden que já não foi dito? A maior banda de heavy metal de todos os tempos tem em seu currículo uma sequência de álbuns que muitas bandas nunca atingiram nem a superfície, seja pelos critérios técnicos ou financeiros, enfim a porra toda, Iron é foda!

Mas então chegamos em "Senjutsu" e na primeira audição me veio aquela ideia - "Ah mano... esse Iron pós 2000 não me desce!", mas depois me despindo de todos os pré-conceitos e deixando de lado o fato de que meu álbum favorito do Maiden é o "Killers" (1981), o que sem dúvida nem preciso dizer que ali é outra banda, enfim "Senjutsu" vem ganhando prêmios, e com certeza essas músicas ao vivo devem ser ainda mais envolventes. Então por isso fui me dedicar a ouvir o trabalho com minha atenção total focada nele (uma experiência gratificante que vem se perdendo com a correria do nosso dia a dia) e o resultado disso você lê nas próximas linhas:

1- Senjutsu: A faixa título abre o álbum, um trabalho percussivo na bateria me fez pensar, será que eles estão ouvindo Tool? É um som diferente, vem crescendo aos poucos, as linhas de guitarras são bem destacadas e o que o Bruce tá fazendo nesse álbum é absurdo.

2- Stratego: Iron pós 2000 clássico. Quer o baixo como se fosse um galope está aqui! Quer aquelas linhas de guitarra para cantar ooohhhh, aqui também! E sim, uma faixa mais curtinha, eles ainda sabem fazer. Minha favorita do álbum.

3- The Writing On The Wall: que trinca confusa kkkkk, mas ta aí, não podemos acusar eles de se repetirem! Esse som quando saiu o clipe eu simplesmente desdenhei, achei uma bela porcaria só que ouvindo novamente, depois de algumas vezes, não dá para não cantar o refrão e sim, quero muito ver essa desgraça ao vivo e cantar ooohhhhhh! E vale dizer que a versão ao vivo provavelmente ser mais dinâmica e rápida.

4- Lost In A Lost World: as composições do Harris vêm ficando cada vez mais épicas e essa é uma delas. Esse é aquele som que faz a gente meio que torcer o nariz, pois parece alguma sobra de "The X Factor" (1995), mas a gente sabe que em algum momento o mestre Dickinson virá berrando para quebrar a monotonia.

5- Days Of Future Past: tenho uma teoria que o Dickinson é o cara mais metal, por assim dizer, que temos na banda hoje. Vale conferir o que ele faz na sua carreira solo e ao ouvir um som como esse aqui, tu já imagina que tem a assinatura dele. E repare nas notas lá em cima, dignas de um dos melhores vocalistas do mundo, não apenas no metal que fique claro!

6- The Time Machine: opa "Final Frontier Fellings" (2010)... Como gosto bastante desse álbum, natural que eu goste também dessa música! Ela tem aquela estrutura de arco de ascensão e tem uns backing vocals no meio da faixa que provavelmente foram feitos pra gente cantar junto.

7- Darkest Hour: queria ter gostado mais dessa faixa, mas creio que ela vai precisar de mais umas audições, mas inegável é que aqui temos uma baita balada que bota a discografia inteira de bandas radiofônicas farofentas no bolso.

8- Death Of The Celts: corre aqui The Classman, você tem uma irmãzinha mais nova, kkkkk. Ouvir esse som me deu a vontade imediata de pegar um violão e sair tocando sua parte inicial. O mais legal que ela faz referência à uma música da era Blaze, irônico não? Aqui entendi um pouco da neura dos fãs afinal uma banda como o Iron precisa olhar tanto para trás?

9- The Parchment: aquela pegada "The Book of Souls" (2015) e me perdoem os fãs mais fanáticos da donzela, mas esse book eu particularmente não gosto, por isso que esse som que tem uma atmosfera desse trabalho não me agrada muito. O uso dos sintetizadores é meio enjoativo, deveria ser uma faixa mais cru, mais na cara!

10- Hell On Earth: fechando a trilogia dos épicos quase acústicos do Harris. E essa aqui foi a que mais me cativou. Puta faixa gostosa de ouvir! Não se engane que nem eu que já ia pular devido o começo meio insonso, essa faixa fecha o álbum de maneira bem poderosa, e olha, de álbum sem sal no começo eu agora já o coloco entre o top dez da donzela.

Por Harley Caires
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No começo odiei bastante. Já estava elencando o álbum, como um dos três ou cinco piores do Maiden de todos os tempos, mas quanto mais fui ouvindo, mais fui gostando e hoje destaco o "Senjutsu", como um vinho raro do Iron Maiden. Como sempre, o que não é novidade, muitos membros do Maiden nem sequer participaram da fase de composição, isso talvez deu uma macetada na orelha na hora de ouvir, pois está um pouco diferente do habitual. Com o "Senjutsu" e as críticas, muitas delas por tesão em criticar e dizer "eu sou o fodão, saudade do Maiden Raiz e blábláblá" também não é novidade, esse é um dos pesos de carregar a coroa mais pesada da história do Heavy Metal, você tem a carga de criar discos fenomenais a todo momento.

A parte que digo que considero "Senjutsu" como um vinho raro, é no sentido de que quanto mais você degusta, mais você vai ficando atraído por aquilo e não achei expressão melhor para definir como foi a cada audição, indo tomando gosto pelo trabalho e chegando a amar literalmente cada acorde, groove, harmonia e melodia.

Será que não é hora de deixarmos de lado aquele velha mania de tr00lizar tudo? Música é música, é feita para não se rotular e ficar de frescura. Iron Maiden nem precisava estar gravando novos discos, poderia viver muitíssimo bem de tudo o que lançou, mas por carinho a nós fãs e ao seu legado insistem em lançar coisas novas e a chuvarada de críticas, sem o menor cabimento acompanha cada registro. Esse disco é um prato cheio para quem verdadeiramente ama o Heavy Metal, mas como a maioria prefere seguir a onda dos haters, boa sorte, eu prefiro ir pelas minhas próprias convicções." 

Por Maykon Kjellin
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Salve, Salve Homo Metalis.
Hoje nossa missão é falar de ninguém mais, ninguém menos do que os mestres do Heavy Metal, o Iron Maiden, é isso aí meus amigos... hoje é dia de falar da Donzela de Ferro, e do seu último lançamento o tão falado "Senjutsu" – (Literalmente traduzindo - Táticas e Estratégia). 

Como tudo que é lançado pelo Maiden gera um alvoroço no mundo do metal, com o 17º disco de estúdio não seria diferente, e imagina só! Já no seu anúncio temos um nome em japonês, um Eddie samurai em pleno o ato da guerra, de espada em punho e ensanguentado. A maioria dos Iron Fãs logo pensaram: vem um álbum de peso, ala os clássicos: "Killers" (1981) e "The Number of the Beast" (2001), mas aí que Steve Harris surpreende a todos com um disco bem elaborado em uma base tradicional sem fugir da essência do Iron Maiden, mas com músicas mais cadenciadas e reflexivas, que ao meu ver, são perfeitamente favoráveis às apresentações ao vivo da banda, pois como sabemos, o Iron não é mais uma banda de garotos, os quais fariam aí um show de 2 a 3  horass com músicas com ritmos enérgicos do início ao fim. Com isso vejo que o nome do disco é perfeitamente o que eles fizeram, usando de táticas e estratégias para poder elaborar algo que fosse colocado em prática com a qualidade do espetáculo que é um show ao vivo da Donzela de Ferro.

Devemos reconhecer que o Maiden não leva acunha de melhor banda de heavy metal do mundo sem o mérito para tal, pois a perfeição em que a banda ainda faz seu som após décadas é algo a encher de entusiasmos até mesmo aqueles que não são Iron Maníacos (assim como eu. Detalhe, tenho muito respeito e à agradecer a banda pelo trabalho em prol do metal, do heavy metal, e até curto alguns álbuns, mas não sou tão fissurado na banda).

Vejo que a proposta de Dickinson e companhia é perdurar por um bom tempo ainda no posto ao qual chegaram, pois o "Senjutsu" vem para ser aquele álbum que diz assim, -"Estamos aqui, para fazer isso, e é isso que sabemos fazer: Metal, Metal Tradicional..." Esse álbum é feito para aqueles saudosistas que realmente são fãs, que a primeiro momento vão sim resmungar, e até dizer -"ahhh não gostei, esperava mais", só que aos poucos  vão pegar a essência do álbum e o colocar na estante da coleção aí colado com os grandes clássicos. Já para a nova geração de fãs esse álbum vem para mostrar que o Iron Maiden, com seus 46 anos de estrada, sabe ser contemporâneo e em pleno o século XXI faz com que o metal tradicional seja algo tão atual e bom de se ouvir.

Quero lembrar a todos que aqui deixo minha singela experiência ao ouvir o álbum, não quer dizer que tenha que ser uma verdade a ser aceita, sim apenas a minha opinião, que mesmo sem ser um Iron Maníaco, reconheço a grandeza da banda e a importância de cada álbum lançado pelos caras, e finalizando digo que o "Senjutsu" tem tudo para ser um dos álbuns preferidos dos fãs e até dos não tão fãs do Iron Maiden.

Por André Barros
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Que o Iron é um dos nomes mais citados e reverenciados quando o quesito é metal isso não há dúvidas. Com o seu lançamento mais recente, o álbum "Senjutsu", a banda trouxe discussões intensas sobre os sons apresentados, há os fãs de longa data que sempre irão considerar tudo produzido pelo Maiden perfeito e indispensável e há quem criticou, e muito, as viajadas que geraram o álbum.

Confesso que demorei para ouvir o álbum na íntegra, devido a fatores que fogem da análise da qualidade do trabalho. Enfim, o que considero fundamental expressar é o fato de alguns sons como Lost In a Lost World, Death of the Celts e The Parchment serem arrastadas e longas demais, assim ficam repetitivas o que me fez perder um pouco a atenção durante a audição.

Os destaques positivos são Stratego, Writing On The Wall (do clipe) e a que finaliza o álbum Hell on Earth, esses sons me remeteram aos elementos raiz do Iron e por isso acredito que simpatizei mais com eles. São intensos, ora mais calmos ora mais agressivos e eu gostaria de vê-los ao vivo e sentir as emoções disseminadas durante o show.

"Senjutsu" é um álbum bom, condiz com outros trabalhos já apresentados pela banda, atingiu as expectativas dos fãs, fez os críticos se puxarem para analisá-lo com veracidade e coerência e com ele é possível admirar ainda mais o Iron Maiden.

Por Carina Langa.