Resenha #189: "Pobre Povo" (2015) - Oitão

Salve Headbangers!
Em uma live que eu fiz pelo canal do O Subsolo com Henrique Fogaça, questionei sobre se o incomoda o fato de boa parte do público conhecer  muito mais seu trabalho na TV do que com o seu envolvimento no 'hardcore', e a fala dele foi bem legal (confere a live completa no canal), porém o público do nosso site conhece a banda do Chef Fogaça. O Oitão apresenta um Hardcore/Thrash que remete a época do "Cada Vez Mais Sujo e Agressivo" do Ratos de Porão.
 

É possível perceber uma certa evolução comparado com "4° Mundo", o primeiro trabalho, isso deve-se claro a experiência de palco somada ao time que gravou esse trabalho Henrique Fogaça no vocal, Ed Chavez no baixo, Marcelo BA na bateria e Tadeu Dias nas guitarras.

Uma intro que intercala com discurso dos caras engravatados, é bem aquele clima de começo de show, e os gritos do povo, vítima maior desse sistema, logo abrem a faixa título. Um trabalho de bateria brutal e uma levada que remete aos primeiro trabalhos do Biohazard, com os vocais  urrados .

Tormento e Podridão Engravatada rompem as barreiras do que seria Hardcore e Thrash, sendo que me remeteu aos trabalhos do Claustrofobia. Nessa pegada Brasil vem jogando na nossa cara o mar de lama que estamos vivendo e não deixa de ser angustiante o fato que tais situações hoje só pioraram!



A mensagem de superação e força é uma constante na cena do Hardcore, por isso mesmo que sons como Não Me Entrego Não e Na Luta da Vida passam esse ideal. E encerrando o trabalho temos aquela que é uma das músicas mais conhecidas da banda, Imagem da Besta que é uma singela homenagem a uma emissora aí...

Trabalho importante para quem quer conhecer um dos representares do Hardcore brasileiro, ouça no talo e despeje sua raiva!


TRACKLIST:
1) Intro
2) Pobre Povo
3) Tormento
4) Podridão Engravatada
5) Brasil
6) Doença
7) Hipócrita
8) Não Me Entrego Não
9) Na Luta da Vida
10) Onde é Que Está Deus
11) Imagem da Besta
 
 
FORMAÇÃO:
Henrique Fogaça - vocal;
 Ed Chavez - baixo;
 Marcelo BA - bateria;
Tadeu Dias - guitarras.