Resenha: 496- "Letters to the Dead" - A Billion Limbs (2025)

O A Billion Limbs começou como um trabalho solo do guitarrista Gary Sackman (ex-Dark Matter Transfer), que lançava sons e álbuns como o Catalyst — bons, mas autoindulgentes, cheios de técnica, com bateria eletrônica e parecendo a sequência de uma mesma música.

Foi em 2025 que veio Letters to the Dead e a surpresa: a entrada do vocalista Chris Bone, da banda Solstice Rider, fez muito bem para o projeto. Ainda tem uma bateria que me irrita, mas não dá para não deixar de anotar acertos grandiosos nas faixas como Cut the Wires, com vocais com influência de Amon Amarth, mas uma sonoridade técnica mais agradável, assim como Where Once Was Stability, que tem uma atmosfera de Sepultura moderno na fase Derrick Green, e Carnivore e Lost to This World, algo muito ligado ao Hypocrisy.

O álbum é conceitual e conta a história de um homem que perdeu a família e vai em busca de respostas, acabando corroído por esse mal. Achei uma narrativa interessante e que poderia estar em um filme da Blumhouse.

Algumas faixas fazem um aceno ao Metalcore ou metal mais moderno, como a faixa-título, que tem vocais limpos femininos muito bonitos, mas particularmente achei um pouco fora da proposta do álbum.

Até aqui é um cenário de evolução e de aceno para o futuro, que vem com All Flesh to the Ground, pesada com groove na medida certa.

Eu só não avalio melhor esse álbum porque acho impossível a região de Essex, na Inglaterra, não ter um baterista bom para substituir essa bateria eletrônica. Arrumando isso, acredito que o futuro do A Billion Limbs é promissor.


TRACKLIST:

01) Cut the Wires

02) Where Once Was Stability

03) Carnivore

04) More Scab than Fur

05) Lost to This World

06) Letters to the Dead

07) Weight

08) Welcome the Old Withered Morning

09) All Flesh to the Ground