Resenha# 494 - A Path to Obliteration (2024) - Rise Behavior


Salve, headbangers. A cena catarinense sem dúvida é um destaque forte em várias vertentes, do splatter ao Death Metal, do Black ao Power. E, claro, um dos estilos mais fortes dentro do cenário underground, o Death Metal melódico, também tem seus adeptos. E sem sombra de dúvida o maior deles é o Rise Behavior, banda formada por Ranieri Bertoldi nos vocais, Alessandro Kotlinsky na guitarra, Juliano Scharf no teclado, Eduardo Alves no baixo e Robson Pontes na bateria. A banda conta com membros da antiga banda Before Eden, o que é um ótimo cartão de visitas, mas aqui eles foram para um caminho mais pesado, que eu tenho a tendência de curtir ainda mais.

The End Has Begun abre o trabalho. Lembro que a primeira vez que ouvi achei que a voz estava muito ao fundo, mas isso é uma dinâmica do álbum que a gente vai entendendo à medida que a audição segue. E as linhas de teclado são muito boas. Eu não sou um profundo defensor do instrumento, pois acredito que muitas bandas que não conseguem utilizá-lo acabam, de antemão, tirando o peso do som. Mas, por sorte, isso não ocorre aqui. Fazendo um contraponto interessante, Ruins of the Soul é mais densa e apresenta um trabalho de bateria bem complexo, e os vocais chegam mais perto de uma linha dos suecos do Amon Amarth, com uma densidade de Dark Tranquillity. Ótimas influências.

Machinery of Chaos é minha favorita do álbum. Ela apresenta uma linha de vocais ainda mais agressivos, e a bateria vem com blast beat, e o trabalho de guitarra não nega as influências que vieram diretamente do Heavy Prog.

The Collapse é uma passagem para Prince of Mankind. Esse som tem algo mais épico na sua composição. Acho que, por isso, o nome Symphony X me veio à mente. E ao vivo ela responde muito bem. Se fosse escolher uma música para te indicar do álbum, seria essa. Quero destacar também as passagens vocais de Ranieri Bertoldi, mostrando várias facetas e técnicas vocais dentro da mesma música.

Momentos mais cadenciados aparecem nas faixas Eternal Sleep e The Extinction, esta com direito a vocais limpos que, para minha surpresa, casam bem na música, mesmo eu não sendo um fã desta mistura.

Para finalizar, me levo a refletir que, em tempos de música de IA, é importante dedicar um tempo e ouvir sons feitos com qualidade ímpar e talento inegável. Uma combinação que só não é rompida devido à existência de bandas como o Rise Behavior.


TRACKLIST:

The End Has Begun

Raging Seas

Ruins of the Soul

Machinery of Chaos

The Collapse

Prince of Mankind

Eternal Sleep

Before the Storm

The Extinction

FORMAÇÃO:

Ranieri Bertoldi – vocais

Alessandro Kotlinsky – guitarra

Juliano Scharf – teclado

Eduardo Alves – baixo

Robson Pontes – bateria