Resenha #446: "The One Reborn" (2024) - Underdog

Salve headbangers! Nesse ano novo eu prometi para mim mesmo trazer mais stoner para nossos leitores e aqui já entrego um dos meus trabalhos favoritos do estilo, o primeiro full do Underdog. Os cariocas conseguem fazer algo que me impressionou desde o primeiro single que lançaram, a faixa Singelo Algoz, pois tem elementos de doom moderno e umas linhas de guitarra que são daquelas que quando toca, você para o que está fazendo para ouvir.
Responsáveis por essa sonoridade monstruosa temos Juliano Mattos nos vocais, Gabriel Almeida nas guitarras, Sávio Campos na bateria e Francisco Figueiredo no baixo, e antes de mais nada, que arte gráfica linda, também outro destaque nesse trabalho de respeito.
A faixa que batiza o álbum tem seis minutos, mas que passam muito rápido e isso só ocorre quando a música é boa de verdade! Na sequência Reverse apresenta vocais guturais em algumas passagens e aí já ganharam minha atenção ainda mais! 
Quiet Delusions e The Wolf and the Bird possuem algo de rock clássico para temperar ainda mais a fórmula da banda até aqui e falando em ingredientes para a fórmula aqui apresentada, temos Singelo Algoz como já citei, o primeiro single da banda e ao lado de Serpentes Perfeitas eles mostram que o idioma não é barreira para a qualidade de uma composição.
Morituri Te Salutant reintroduz aquele peso sabbathico ao álbum a medida que as guitarras mostram sua faceta mais psicodélica em Deep Breath to Vertigo e, sintetizando tudo que disse até agora, o Underdog entrega um álbum cheio de personalidade, desenvoltura e garra e pasmem, esse é o só o primeiro full dos caras!
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TRACKLIST:
1) Vargtimmen
2) The One Reborn
3) Reverse
4) Quiet Delusions
5) Singelo Algoz
6) The Wolf and the Bird
7) Morituri te Salutant
8) Deep Breath to Vertigo
9) Serpentes Perfeitas
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FORMAÇÃO:
Francisco Figueiredo - baixo;
Sávio Campos - bateria;
Gabriel Almeida - guitarras;
Juliano Mattos - vocais.