Resenha #441: "Ayahuasca Ataraxia" (2024) - Aeri Satur

Salve headbangers! Quero apresentar hoje para nossos leitores um trabalho daqueles que nos tira da zona de conforto e responde a pergunta sobre se é possível inovar dentro de um estilo que tem tantas características já consolidadas, no caso o Black Metal.
O Aeri Satur é uma one man band que não escolheu o nome desse trabalho a toa porque a psicodelia é o carro chefe, psicodelia essa intensificada pelo famoso chá dos povos indígenas e eu acredito que esse trabalho é a trilha sonora para essa viagens.
Uma resenha desse trabalho, na verdade é difícil, eu ouvi o álbum algumas vezes como um monolito, sendo a divisão de faixas uma mera formalidade, os vocais são sussurros, muitas vezes encobertos por camadas de sintetizadores o que da um ar intimista para obra, como ocorre em Mente Axial Iara-Urânica e Iluminação Éos-Hespérides, com uma introdução muito bonita que vai te arrastando para algo mais sombrio.
Por isso que disse acima que cada faixa é dona de uma personalidade abstrata, seja Liquens ou Mycelium que poderia ser chamada de, até mesmo, blues ou algo da escola do ambient black metal da década passada. Árvores Etéreas é um mergulho na obscura floresta e não, não estamos falando da Noruega e suas florestas de taigas e sim, o verdadeiro inferno verde amazônico.
Um trabalho difícil, daqueles que a gente chama de 'ama ou odeia', agora indiferente à ele você não fica!
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TRACKLIST:
1) A Queda do Céu PXY
2) Mente Axial Iara-Urânica
3) Iluminação Éos-Hespérides
4) Nareias do Tempo, Iroko Saturnália
5) Liquens
6) Mycelium
7) Árvores Etéreas
8) Iluminação Éos-Hespérides II
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FORMAÇÃO:
Sagarana - todos instrumentos.