Resenha #439: "Corpus Hermeticum" (2024) - Inception

Salve Headbangers! Eis que o grande Inception lançou o seu terceiro trabalho e aqui eu posso dizer que temos a consolidação deles como um dos maiores (se não o maior!) nomes do technical death metal brasileiro. Eu tenho um grande receio com bandas desse estilo, pois acredito que muitas vezes eles vão para o lado técnico muito a frente do que o death metal, mas aí em contraponto é que temos bandas como o Inception para calar minha boca!
Um adendo antes de mais nada é que eles mudaram para melhor a logo e a arte da capa é algo que é lindo demais, não sei se saiu em uma camisa, mas se isso aconteceu eu já quero uma! Ah e falando do trabalho em si, minha crítica é sobre a duração, pow menos de vinte minutos é EP, e que desgraça é os caras deixarem a gente com vontade de quero mais!
Memento Mori podemos dizer que é o único momento calmo do trabalho, iria falar o único momento bonito, mas na verdade, se você for um fã de death metal achará aqui tudo bonito de verdade! The Last Promethean abre espaço com vocais que remetem ao Origin e essa referência seria muito óbvia, mas eles se afastam da mera cópia, por acrescentarem passagens técnicas e virtuosas, mas autênticas, você não vai ter aquela sensação de saber para onde a música vai ou muito menos como ela acaba.
Transmuted Into Gold e Sisyphus Betrayal têm um groove especial, isso se deve ao trabalho de bateria muito bem executado e note o solo de guitarras, que melodia que vem de algo de Dissection. Albus é uma intro meio narrada que desagua na impiedosa World Eater, essa seria minha favorita do álbum, porém temos The Veil, uma demonstração de peso, muito peso e acima de tudo, comprova o ótimo momento que a cena underground apresenta a níveis de profissionalismo das bandas brasileiras que não de agora, são de exportação!
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TRACKLIST:
1) Memento Mori
2) The Last Promethean
3) Transmuted Into Gold
4) Sisyphus Betrayal
5) Albus
6) World Eater
7) La Tormenta de Tohil
8) The Veil
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FORMAÇÃO:
Rômulo Pacheco - baixo;
Ryan Gouvea - bateria;
João Pedro Feu - guitarras;
Rafael Pacheco - guitarras;
Victor Bonno - vocais.