Resenha #437: "Leprosy" (1988) - Death

Salve Headbangers! Rememorando o legado do eterno Chuck Schuldiner, temos o Left to Die em turnê pelo Brasil e revisitando os dois primeiros álbuns do Death, ao saber o "Scream Bloody Gore" e o "Leprosy", se o primeiro é uma referência dentro do death metal, o segundo mostra uma evolução gritante e consolidou o Death como referência e atemporal.
O Death é uma banda que nunca fez um álbum igual ao outro, Chuck sempre se posicionou contra rótulos, assim como ele dizia (temos na sua biografia "Death by Metal") "Metal é metal não precisa se classificado", dito isso, eu defendo que todos os álbuns são obras primas e em "Leprosy" um grande passo foi dado.
Se o debut se encerra com a faixa título, "Leprosy" abre com sua homônima o grito furioso de Chuck já mostra uma evolução, tanto na produção como na técnica apresentada e um dado pessoal, Leprosy foi a primeira música que eu ouvi do Death e a partir dali, eles se tornaram uma das minhas bandas favoritas quiçá a favorita!
Mais uma vez quero destacar o time que Chuck tem ao seu lado, por mais que temos Terry Butler indicado como baixista no trabalho, vale destacar que mais uma vez o baixo foi gravado pelo vocalista/guitarrista e falando de guitarras, temos nesse álbum também Rick Rozz selvagem e técnico fazendo ótimos duelos e trazendo novas influências como as linhas inconfundíveis de Pull the Plug, e na bateria, um outro monstro, Bill Andrews que entrega aquela ferocidade do álbum, Born Dead prova isso, sendo uma das mais rápidas do registro.
Olha essa tríade de sons que são hinos absolutos do metal morte, Forgotten Past, Left to Die (que vocal maligno e maldito de Chuck) e Pull the Plug que abre mão da velocidade no começo para te entregar umas das passagens mais brutas e copiadas até hoje dentro do estilo .
Open Casket e Primitive Ways são a ponte perfeita entre a primeira das transições do Death, as letras gore deram espaço para campos mais filosóficos, algo que chegaria no seu ápice em obras como "Symbolic", e o trabalho fecha com Choke on It onde somos guiados para um ethos do que é o death metal.
Sinceramente, afirmo aqui que os sete álbuns do Death são perfeitos, irretocáveis e sim, se não existisse o Death não existiria hoje esse portal. Obrigado Chuck por sua obra e obrigado ao Left to Die por nos permitir honrar ao vivo essas grandes masterpieces. Não percam as oportunidades de prestigiar a turnê!
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TRACKLIST:
1) Leprosy
2) Born Dead
3) Forgotten Past
4) Left to Die
5) Pull the Plug
6) Open Casket
7) Primitive Ways
8) Choke on It
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FORMAÇÃO:
Chuck Schuldiner – vocais, guitarra;
Rick Rozz – guitarra;
Bill Andrews – bateria;
Terry Butler – baixo.