Cobertura de eventos #57: Krisiun, Crypta, Kuazar, Pentagram, InElement, Tellus Terror e Atheros - Jaraguá do Sul/SC (23/11/24)

Salve Headbangers! O Armageddon em parceria com a Xaninho conseguiu unir dois dos maiores nomes do nosso Underground, além de bandas do Paraguai, Chile e Argentina comprovando que a América do Sul é um terreno fértil para o metal extremo em qualquer vertente.
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O local para o evento podemos dizer que é novidade para a cena extrema regional, o Pirata Rock Club em Jaraguá do Sul, norte de Santa Catarina é uma casa já conhecida por suas noites de happy hours regadas a cerveja e jogatina (sinuca) geralmente com música (rock) ao vivo. Nos últimos anos, veio investindo em shows de bandas de pop rock e agora chegou a nossa vez! O lugar é amplo e bem localizado podendo ser uma boa opção para outros festivais como esse acontecerem!
Começando no seu horário preciso, algo que a organização do evento é sempre muito organizada, cabe destacar que por mais que alguma montagem ou desmontagem do palco fosse mais demorada, o tempo de cada banda era seguido a risca. Representando o nosso estado e a cidade onde o evento aconteceu, a Atheros fez uma apresentação que foi curta e direta e quem estava presente percebeu que temos aqui uma banda que por mais que tenha menos tempo de estrada, eles conseguem entregar um som muito autoral e com doses cavalares de peso, daqueles que você olha e duvida se são apenas um trio no palco no caso, Marco (voz, guitarra), Erik (bateria) e Kristian (baixo). Destaque para os sons Inocentes, A Fera e As Verdadeiras Faces
Eu tinha uma curiosidade para ver como a In Element soava ao vivo, eu conhecia a banda argentina por ser um grande entusiasta da cena da América Latina e sempre achei a fórmula que eles unem o death metal melódico ao metalcore e a outras vertentes uma forma muito única.
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E, ao vivo, eles conseguiram mostrar que essa fórmula se prova muito bem, fazendo sons que podem remeter ao Soilwork ao mesmo tempo que, quando a banda partia para o lado mais extremo, se saía muito bem! Usando um visual mais moderno, não por completo como já vi em alguns vídeos, mas mesmo assim, eles se mostram muito a vontade em tocar aqui, conversando com o público e intercalando sons de seus álbuns como "I Am The Universe" (2024) e "Victory or Defeat" (2022), meus destaques vão para Traitor's Slayer, Dark Haze e Until Our Last Breath.
Um dos maiores motivos para minha alegria quando foi divulgado o cast desse evento, foi a presença do Kuazar, sendo essa a terceira vez que asssisto a banda paraguaia, e dessa vez, tivemos sons do seu mais recente trabalho "Hybrid Power" além daquele que é um dos meus favoritos do underground "Wrath of God", até comentei com meu mano de impressa Sidney do O Subsolo que essa era uma das melhores bandas da cena do paraguaia e o que José Gonzalez (voz e guitarra), Marcelo Saracho (baixo) e Eduardo “Raty” Gonzalez (bateria) apresentaram não fez pagar minha boca, pelo contrário, tenho certeza que o número de fãs da banda aumentou muito e aqui pudemos ver as duas fases da banda muito visíveis, se atualmente o seu som remete a algo próximo do Machine Head, aquele thrash progressivo e técnico, vide a faixa título do segundo álbum, enquanto a sua fase primeira se concentra em um thrash metal extremamente agressivo e fez o público abrir as primeiras grandes rodas do festival, com destaque para aquela que encerrou a apresentação, Kuriju.
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Old School Thrash/Death metal, só as junções dessas palavras fazem o banger querer já querer abrir uma cerveja e um circle pit na mesma velocidade e ao mesmo tempo, dito isso, apresento o Pentagram que é uma lenda do metal sul americano o qual eu coloco ao lado da velha guarda como o nosso Vulcano.
Formada no ano de 1985, é até assustador perceber que a banda demorou quarenta anos para tocar aqui, quantos nomes vindos da Europa já não passaram por aqui nesse período? Então não se trata de distância e sim, do público conhecer mais a cena do nosso continente.
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Então se fez necessário compensar a demora com sangue nos olhos e metal morte! El Imbunche, faixa do álbum "Eternal Life of Madness", que em breve terá resenha aqui, fez a abertura, e apresentação feita, para quem não os conhecia, chega a hora das velharias e eu, como um fã da velha guarda, gritei, pedi e fui atendido com Demented e Temple of Perdition, e claro, aquela que não pode ficar de fora de um show do Pentagram, Evil Incarnate. Estreia perfeita de uma banda que mostra que por mais que o metal tenha sim espaço para modernidade é na desgraça e velharia que a nossa essência se encontra.
O Krisiun está aqui! Eu acredito que já tenha ouvido essa frase ao menos uma dezena de vezes e isso indica que o comprometimento do Krisiun com a cena Underground brasileira não é apenas no discurso, verdade seja dita aqui, Alex Camargo (voz e baixo), Max Kolesne (bateria) e Moyses Kolesne (guitarra) levaram adiante o legado deixado pelo Sepultura e hoje são, indiscutivelmente, o maior nome da música extrema nacional! Dito isso, o que eu espero de uma apresentação deles é ódio, violência e death metal feito de maneira impressionantemente técnico, porém nunca chato ou previsível, provas disso são que todos os álbuns de sua carreira têm aqueles sons que são marcantes e note, estamos falando de death metal, mas não encontro adjetivos melhores para King of Killings, Serpent Messiah, e Blood of Lions, por exemplo. Um momento que está se tornando uma tradição nos shows deles, é um cover para alguma lenda que nos deixou, nos últimos tivemos Ace of Space do lendário Mötörhead, e agora, tivemos uma versão cavernosa e poderosa de Wrathchild em honra a Paul Diano (e aqui falo sem medo de hate, o melhor vocalista do Iron Maiden), e o último ataque vem com aquele que abriu as portas do mundo para os irmãos gaúchos, Black Force Domain.
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Como calar os críticos (na verdade invejosos)? Com trabalho duro e brutal! Acredito que esse é o mantra que faz a Crypta, a cada dia, alcançar status de força no underground mundial e isso com dois álbuns apenas. Claro que não podemos descartar o fato do talento das musicistas, todas reconhecidas como referências e isso, ao lado do carisma que emana do quinteto, tendo em Fernanda Lira sua frontwoman. 
Eu ainda não tinha conseguido acompanhar a turnê do "Shades of Sorrow" ao vivo, por isso ele tinha um 9.8 na minha média, não superando o debut, porém, depois de ver o peso das faixas no show, com destaque para... Bem, todas! Mas Dark Clouds, Poisonous Apathy, Lord Of Ruins e a minha favorita Trail Of Traitors ao vivo não são como no álbum e sim, mais velozes e mais ríspidas, fazendo assim a Crypta encerrar o evento deixando todos nós orgulhosos por poder assistir a sua supremacia e ascensão.
 
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Por motivo de saúde a Tellus Terror não se apresentou no evento, fica para uma próxima oportunidade conseguir assistir esse proeminente nome do black death carioca.
A parceria entre a Armageddon com a Xaninho mais uma vez entrega tudo que promete com seriedade e compromisso e acima de tudo, respeito, em um ano que fomos atingidos na nossa cena por mais um rip off, tratante e golpista (Necrovoid... Nunca vai ser esquecida), ter trabalhos que honram e respeitam o público é algo que nos motiva a viver e apoiar a música extrema underground.