Resenha #432: "Battle Hymns" (1982) - Manowar

Hail Hail And Kill...
Eu sou suspeito para falar de Manowar essa que é, na minha opinião, ao lado do Judas Priest a banda que melhor simboliza o que é viver o Heavy Metal, um estilo que transcende música e sim chega a ser um estilo de vida, estou exagerando?! Bem, é porque talvez você não conhece Manowar!!!... Nas vésperas de chegar ao Brasil (confira locais, datas e ingressos neste link), decidi ouvir os álbuns clássicos mais uma vez, algo que faço com uma certa frequência e porque não começar com os hinos de batalha de "Battle Hymns" de 1982?
A formação nessa época é uma daquelas mais cultuada pelos fãs, Joey De Maio no baixo, Ross The Boss nas guitarras, a voz onipresente Eric Adams e na bateria Donnie Hamzik, que deixou a banda um pouco antes do segundo trabalho, até por isso ele é o menos lembrado nessa formação. Sempre tenho receio de falar de álbuns que acho clássicos, na minha visão fico pensando o que tenho a mais para falar deles? Então essa resenha é mais uma forma de apresentar esse trabalho para quem ainda não conhece esse guia prático de como se fazer o verdadeiro metal!
Death Tone é o primeiro contato com o trabalho e que tal começar com o ronco de uma Harley? Hoje esse som soa algo mais próximo do hard rock, mas logicamente estamos falando do debut da banda que logo depois já emenda em um dos seus inúmeros clássicos, Metal Daze, esse som dispensa apresentações e nunca deve ser deixado de lado em um set list.
Se precisávamos de provas do poder de Eric Adams, então sejamos confrontados por Fast Taker, aqui temos uma das passagens mais rápidas do álbum e os vocais indo de algo mais agudo como Halford e agressivo como Dickinson.
Shell Shock está entre dois clássicos, até por isso não é muito lembrada, mas temos aqui outro esforço hard heavy, na verdade, eu diria que esse é um dos momentos que seriam mapeados como o nascimento do epic/power metal, dito isso, temos outro hino a frente, a música que viria a batizar uma das maiores bandas de metal de todos os tempos, nada menos que Manowar.
Muito se fala em resenhas que o lado A são passagens rápidas e o B desse disco seria dedicado aos momentos épicos e eu me vejo obrigado a concordar muito com essa citação, pois temos aqui Dark Avenger, uma passagem quase doom com o baixo ocupando o seu lugar de destaque, méritos do mestre De Maio depois de uma parte narrada com Adams temos uma narração do lendário ator Orson Welles e note a extensão vocal que vem depois de: - "The pounding of his hooves, did clap, like thunder" e a partir daí temos um verdadeiro som de true metal.
Como baixista, você nunca vai me ver falar mau de William's Tale, eu entendo quem quer pular essa faixa, mas ela é virtuose e em estado puro e depois a gente veio descobrir que isso é uma marca dos trabalhos vindouros e aí temos o encerramento com Battle Hymn, sou bem propenso a dizer que é a melhor música do Manowar e uma das melhores do gênero e ela acima de tudo é profética, pois o que esse álbum representa para o Manowar é apenas uma coisa... Vitória, vitória!
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TRACKLIST:
1) Death Tone
2) Metal Daze
3) Fast Taker
4) Shell Shock
5) Manowar
6) Dark Avenger 
7) William's Tale (Gioachino Rossini cover)
8) Battle Hymn
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FORMAÇÃO:
 Joey De Maio - baixo;
Ross The Boss - guitarras;
Eric Adams - vocais;
Donnie Hamzik - bateria.