Resenha #412: "Vol II" (2023) - Aske

Salve Headbangers! Desde que eu conheci o trabalho do Aske com o seu debut "Once..." (2015) e o excelente EP "Broken Vow" (2017) eu sempre fiquei impressionado com uma das suas principais habilidades que é fazer um black metal que consegue ao mesmo tempo unir passagens que são diferenciadas dentro do estilo sem se afastar do próprio estilo.
Méritos para isso vem da parceria mais que consolidada de Felipe Salvini (baixo e vocal) e Lucas Duarte (guitarra) e mesmo não os conhecendo, consigo observar quais são as influências que eles beberam para atingir a sonoridade do Aske.
Sem firulas, sem intro, o chamado aos caídos começa com Sinner. Algo meio Rotting Christ com passagens até do blackned death metal, que escolha assertiva, pois ao ouvir esse som você já pensa no que está por vir porque, sem querer criar nenhuma hipérbole, essa faixa é maravilhosa!
No Soul to Seel me enganou, pois eu pensava em uma música de atmosfera totalmente épica, mas logo ela vem em uma crescente e logo estamos diante de um grande afronte aos nossos pescoços. A faixa flerta com passagens mais rápidas, trazendo nuances do Thrash Metal, com elementos mais épicos.
Music Knows No Allegiance, ao lado de The Woodcutter são os momentos mais black metal ortodoxo, por assim dizer, do álbum e até nesses pontos, o Aske consegue se destacar da maioria, porque seria fácil eles caírem nos clichês do estilo, mas o que eles fazem aqui é uma amálgama de metal negro moderno com traços mais rústicos.
Represente Satanás é aquele momento para você largar tudo o que está fazendo e bater cabeça como um condenado! Eu sou um grande admirador do metal em português e sons como esse, mostram que é possível sim, em qualquer gênero do metal, fazer algo coerente com a proposta sonora da banda.
Antes de encerrar esta resenha, eu preciso destacar mais dois pontos de total destaque, The Orgin of Satan é uma ponte entre o trabalho "Once" com agora "Vol II" na forma como o som vem em uma crescente, no meu caso que já conhecia a banda há tempos, me fez fazer essa ligação e quanto me deparei com a Bruxa e o Cardeal e uma narrativa tão forte e provocativa que como o nome diz, faz o choque do profano e do sagrado, me fez refletir quem são os verdadeiros algozes.
Encerro essa resenha com aquela satisfação de ver uma banda que a gente admira lançando mais um trabalho que se posta não só como um destaque na sua discografia, mas como uma referência para nomes futuros e ao mesmo tempo entrando naquele seleto time de destaques que apontamos ao término do ano.
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TRACKLIST:
1) Sinner
2) No Soul to Sell 
 3) Music Knows No Allegience
4) Represente Satanas
5) The Origins of Satan
6) Royalist
7) A Bruxa e o Cardeal
 8) Eva (Tears from Sodom)
9) The Woodcutter
10) Pazuzu (Lost into a Valley of Rot)
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FORMAÇÃO:
Felipe Salvini - baixo e vocal;
Lucas Duarte - guitarra.