Mundo Underground #66

Salve Headbangers! Quem conhece nosso site sabe que o amor e a dedicação ao metal em todas as suas vertentes está acima de tudo e por isso mesmo, sempre estamos pesquisando novos lançamentos a nível mundial para mostrar para nossos leitores, então com essa proposta em mente, segue a mais nova edição do "Mundo Underground".
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1) "Intergalactic Demon King" (2022) - Zeke Sky (Estados Unidos)
Para quem acompanha a cena do metal mais de perto, sem dúvida deve conhecer o multi instrumentista Zeke Sky, na verdade multi instrumentista é algo muito genérico para um verdadeiro guitar hero. Em 2018 tivemos o álbum "Animals Of God & War" e em 2022 lançou esse que é, para mim, um dos grandes destaques de 2022 "Intergalactic Demon King", onde se reúne elementos de fantasia com um heavy vigoroso e ao mesmo tempo que tem passagens virtuosas, mas não é auto indulgente, pelo contrário, sendo um músico completo, ele sabe como a música deve soar de forma geral, logo menos esse trabalho terá resenha aqui no site!
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2) Cloudmaker (2023) - Bury The Liar (Alemanha)
Eu particularmente não sou o maior fã de metalcore, mas não da para negar que vem surgindo bandas que conseguem fazer esse gênero dar uma respirada, se lá nos seus primórdios as bases foram dadas, cabe agora as novas bandas saberem fugir do clone e mostrar um som original, até agora o que eu ouvi do Bury The Liar me agradou bastante, sendo uma banda independente da cena da Alemanha que sempre nos revela grandes nomes, o maior destaque na minha opinião é que além de ter um vocalista que sabe cantar, coisa rara no estilo (Caliban que o diga), eles usam passagens mais modernas, mas sem esquecer o metal que faz parte do nome do estilo, só por isso já ganharam muitos pontos!
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3) "Sunrise in Hell" (2023) - Cactek (Brasil)
Sabe aquela banda que nasce pronta? Então, é essa a sensação que tive ao ouvir o trabalho do Cactek, essa banda idealizada pelo guitarrista Pedro de La Rocque consegue fundir os ótimos elementos do Carcass na fase "Heatworks", ou seja, aquela sonoridade que depois iria dar as raízes para o death metal melódico, só que aqui temos uma técnica de guitarra acima da média aliada a isso também vocais muito bem feitos. O material foi masterizado pela lenda Dan Swanö e o lyric vídeo que você encontra abaixo foi feito por João Antunes Jr. Como afirmei, todo esse time de nomes super especializados se uniu por méritos de um trabalho de qualidade acima do normal que em breve terá resenha aqui no site.
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4) End of MeTakers (EUA)
Quando fundei o site, há nove anos atrás, minha ideia sempre foi em apoiar bandas que estavam começando sua carreira e agora tenho a chance de fazer isso com vários nomes do nosso underground, é baseado nisso que quero falar do Takers.
Essa é uma banda nova do cenário dos Estados Unidos e eles podem muito bem ocupar o vácuo deixado por nomes que conseguiram romper a barreira do underground e chegar no maisntream, sua sonoridade carece um pouco mais de agressividade, mas ao mesmo tempo que dentro do estilo que eles se propõem a fazer, apresentam um diferencial que é o vocalista ser muito bom nas passagens limpas e ainda melhor nas passagens agressivas, os toques eletrônicos também criam uma diversidade para o som, eu diria que para quem, assim como eu, ouve metal há mais de 30 anos, talvez não seja sua banda favorita, mas experimente mostrar isso para aquele seu sobrinho ou irmão mais novo, pois poderá estar iniciando ele no metal.
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5) Made of Stone (2023) - F4NIA (Canada)
Uma one man band para você acompanhar, pois temos aqui um projeto liderado por Stephane Fania que assume todas as funções de produtor, cantor, compositor e instrumentista e ele consegue executar muito bem todas elas que se propõem a fazer. Chamar esse som de heavy metal é apenas uma forma reducionista de dizer o que podemos encontrar nesse single, bases eletrônicas se fundem a um vocal com ares de gothic metal e uma atmosfera que vem em uma crescente, deixando as expectativas do que está por vir nos próximos sons.
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6) Svit Neonu (2023) - Mrakomor  (República Tcheca)
Tirando o elefante da sala, o black metal tem na sua essência nomes que são infames e devem ser sempre degradados e jogados ao ostracismo, agora pensando no lado musical, não podemos dizer que o Burzum tem trabalhos significativos e que inspiram nomes até hoje, como é o caso da one man band Mrakomor.
Formado no ano de 2006, esse projeto ficou ativo até 2009, levando a uma hibernação que é rompida agora em 2023 onde temos o primeiro EP "Dekádách Dekadence", em breve deve ter resenha aqui, o que na minha opinião, o fato do black metal beber de fontes melancólicas, faz uma ótima aproximação com o DSBM que é um dos meus gêneros favoritos.