Mundo Underground #64

Salve Headbangers! Quem conhece nosso site sabe que o amor e a dedicação ao metal  em todas as suas vertentes está acima de tudo e por isso mesmo, sempre estamos pesquisando novos lançamentos a nível mundial para mostrar para nossos leitores, então com essa proposta em mente, segue a mais nova edição do "Mundo Underground".
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1) "Los Blackbirds Project" (2023) - Los Blackbirds Project (México) 
Na nossa parceria com a Groover, a primeira banda que conhecemos foi a Los BlackBirds Project que tem um som que consegue pegar uns elementos mais radiofônicos do metal, por isso que os toques que remetem ao pop podem afastar ouvintes mais extremos, mas tirando isso, o riff inicial é muito bom, o vocalista tem um timbre agradável que remete à escola do Rock cantando em espanhol, se o Mana fosse uma boa banda, ele soaria assim! Vale a pena conhecer o trabalho de estreia que tem ótimas surpresas e como é bom ver o metal/rock voltando a ganhar atenção do mainstream!
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2) "Of Ritual Necrophagia and Mysterious Ghoul Cults" (2021) - Caedes Cruenta (Grécia)
O fato de ser uma banda de Black Metal da Grécia já eleva o hype e o Caedes Cruenta vem em uma  crescente muito boa com cada trabalho, fazendo eles ganharem mais e mais  destaque. Esse registro foi lançado em 2021 e até o momento é um dos meus favoritos!
Na sua formação temos um dos grandes bateristas do metal grego, Maelstrom, e um diferencial é o uso de teclados e solos de guitarras que fazem, por incrível que pareça, uma ponte com o death metal da cena de Gotemburgo. Confira, por exemplo, The Wizard of Yaddith e Recitation of Abyssic Necropsalms, as faixas são também bem longas, o que pode cansar um pouco ouvintes acostumados com sons mais diretos, se esse não for seu caso, estará de frente a um registro que fatalmente irá se tornar um dos seus favoritos, foi assim comigo!
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3) "The Catechism of Death" (2021) - Actus Septem (Grécia)
E continuamos na Grécia, dessa vez trazendo o primeiro full desse trio de irmãos que consegue unir death e doom metal no seu discurso anti religioso. Acho muito bom quando bandas conseguem fazer uma simbiose de estilos, ou seja, as transições entre os sons está muito bem feita, vale conferir, ainda mais se tratando de um trabalho de estreia.
A abertura narrada com a cozinha moendo de fundo logo da espaço para Descending que já me deixou preparado para o que estava por vir, como Before the Devil que tem um solo de guitarra Black metal com os vocais lhe jogando uma maldição a cada palavra. Assert in Death volta com os elementos do doom e a melodia tem nome com Departed Days e Cursedness, resumindo, cena grega nunca decepciona!
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4) "The Sorrow Keeper" (2023) - Follow The Hollow (Estônia)
Eis que temos aqui a nova empreitada do guitarrista Kirill Senik, conhecido por ser músico do Ceremonial Perfection e aqui, com todo respeito à sua banda anterior, ele supera em muito a sonoridade apresentada, pois as doses de peso estão mais evidentes nesse EP de estreia, ao mesmo tempo que ele incorpora suas influências que vêm de nomes seminais como In Flames, e logicamente o Soilwork de onde ele tirou o nome para inspirar o projeto.
"The Sorrow Keeper" conta com quatro faixas, meu destaque vai para a faixa título e Void que faz a alegria de fãs de In Flames atual. Os vocais fogem das armadilhas do estilo que são cair para o vocal limpo de maneira muito genérica, e vai cada vez mais para a direção do death metal melódico, notei até influências do Katatonia, o que já nos deixa inspirado para o que está por vir.
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5) "Radio Null" (2023) - Against Robots (Polônia)
Tudo em volta desse trabalho é diferente, sei que é uma one man band da Polônia a qual me chegou por indicação da Groover, e que projeto incrível encabeçado por um homem só que não faço ideia de quem seja, mas o que chama atenção aqui, sem dúvida é o bom gosto e refinamento das músicas! Tudo foi pensado para unir elementos do mais alto primor dentro da música instrumental, o jazz, o metal e o dark ambient.
Geralmente não é o tipo de música que me chamaria a atenção, mas logo nos primeiros acordes do "Radio Null" algo me cativou, tem alguns elementos de Polyphia, mas não tão alto indulgente, é perceptível que temos um músico que toca pela música não para o seu ego, o que é sensacional! Trabalho muito mais que recomendado, ouça e saia da sua zona de conforto e depois pode voltar para as podreiras, eu fiz isso e foi gratificante!