Resenha #334: "Self-titled 1782" (2019) - 1782

Salve headbangers! Em um clima de doom e bruxaria, venho falar sobre a banda 1782. Formada na Itália em 2018, toda essa bruxaria em forma de stoner e doom metal, é formada por Gabriele Francellu na bateria e baking vocal, Franscesco Pintore no vocal e baixo, e Marco Nieddu no vocal e guitarra.
Contando com 3 álbuns e um split, vou comentar sobre o álbum de estreia, o "Self-titled 1782". Para colocar o ouvinte na atmosfera de bruxaria medieval do projeto, a intro To The Church não é nada mais do que 48 segundos de um sino de igreja tocando e lenha pegando fogo.
Night of Draculia inicia com um bom tempo de apenas instrumentais, demonstrando o nível do que vem por aí. O vocal é colocado de forma desesperada por toda a faixa, e perto do final da música o ritmo é acelerado por um momento, senti a essência do antigo Black Sabbath.
The Spell - Maleficium Vitae segue a mesma linha da música que o antecede, um bom instrumental antes do vocal, que dessa vez além de agoniado, está distorcido. A faixa mantém a exata mesma qualidade da anterior, descrevendo um ritual para Lúcifer a luz da lua. Ao final, a música evoca mais uma vez a sequência de instrumental, com uma espécie de coral ao fundo.
She as a Witch é a música mais popular da banda até o momento, sendo seu primeiro single, que também foi incluído no álbum. Com os instrumentais do início sendo bem mais estendidos, os vocais além de um tom desesperado, estão em um tom de raiva, desejando o sofrimento e a morte da suposta bruxa.
Black Sunday segue a mesma fórmula das anteriores, porém se destacando por ter a letra mais elaborada até essa faixa, descrevendo uma espécie de arrebatamento em um domingo negro, onde a marcha da morte assola todo o vilarejo, deixando um rastro de medo e destruição por onde passa. Oh Mary também tem uma escrita que chama a atenção e leva à curiosidade, falando sobre uma criança crescendo dentro de Mary, que aparentemente é um segredo, talvez fruto de um adultério, ou um filho bastardo.
1782, do álbum "1782" da banda 1782, mais uma referência clássica ao Black Sabbath de Ozzy. Mesmo com esse início de instrumentais, senti tudo um pouco mais grave, distorcido e pesado. Sendo toda a faixa apenas um instrumental, é um prelúdio do fim, cujo nos últimos minutos de faixa, mais instrumentos compõem a melodia. Celestial Voices decreta o fim de toda essa bruxaria, aderindo a uma pegada mais clássica por toda a faixa, somente ao final aderindo um vocal, também mais puxado ao tradicional.
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TRACKLIST:
1) Intro (...to the Church)
2) Night of Draculia
3) The Spell (Maleficium Vitae)
4) She Was a Witch
5) Black Sunday
6) Oh Mary
7) 1782
8) Celestial Voices (Pink Floyd cover)
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FORMAÇÃO:
Gabriele Fancellu - bateria e vocais (backing);
Francesco Pintore - vocais e baixo;
Marco Nieddu - vocais, guitarras e baixo.
Texto escrito por Gustavo.