Mundo Underground #63

Salve Headbangers! A coluna Mundo Underground vem trazendo grandes trabalhos do Metal espalhados pelo mundo só para provar que nosso Underground é forte e se renova a cada ano de maneira mais extrema!
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1) "Őszelő" (2021) - Dalriada (Hungria)
Com uma discografia que já ultrapassa doze álbuns podemos dizer que os húngaros do Dalriada são bastante ativos e não apenas isso, eles também carregam a chama de ser o maior nome do folk metal em seu país. Se você não ligou bem o nome a pessoa essa é a banda responsável por Hajdutanc, um som clássico do estilo.
O fato de cantarem em língua nativa pode criar uma barreira, mas logo esta é destruída na primeira faixa Ezer Csillag, a variação entre os vocais masculinos e femininos foi muito bem feita! O lado mais festivo vem com Rákóczi Zászlaja e Öszi Enek, enquanto a faixa título vem com uma pegada com uma dose de melancolia muito bem empostada e fãs de Arkona vão se identificar muito bem com Öszi Enek, com mais de 15 anos de experiência temos aqui a coroação dessa ótima fase! Me resta apenas dizer: "Gyere Brazíliába, és igyunk!"
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2) "Fatal Solution" (2021) - Damage (Estados Unidos)
O Thrash metal americano tem uma história de respeito, não só por ter bandas pioneiras como também por ter gerado um estilo que se tornou reconhecido e principalmente emulado ao redor do Mundo, então conscientes que não precisam inventar nada e sim honrar o que já foi feito, o Damage debutou com esse trabalho e a cada faixa você pode perceber ares de Metallica antigo, Slayer nas partes tanto mais agressivas como nas mais aceleradas e também Death Angel e Testament!
A intro Awakening da um ar de Season of Abyss até que Soldier of Peace emula um Tom Araya mais novo e com muito sangue nos olhos, as guitarras que fritam o tempo todo, mas mostram um senso de melodia que faz ela se afastar do simples cover sem alma, se precisa de um som para te convencer a apoiar o Damage vamos de Pleasure to Kill. Lembra quando as pioneiras do thrash tocavam com raiva e vontade? Então, você encontra isso aqui!
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3)  "A Breath of Flesh Air" (2021) - Callus (Reino Unido)
Sim amigos, não julguem um CD pela capa! Eu esperava algo bem stoner chapado vendo essa arte e minha surpresa a observar que sim tem stoner no som, mas numa potencia muito maior, com levadas thrashs e vocais intercalando momentos bem guturais, uma mistura tão bem feita que já entra na minha lista de destaques disparado!
Se tratando do segundo álbum da banda do Reino Unido, é possível notar uma evolução muito forte. Perceba como a bateria de Sam Kelly vai do mais grosseiro para o mais calmo em questão de minutos. A abertura com Molar Crown já nos confirma que o vocalista Louis Clarke tem personalidade.
Ka-Tet foi feita para quem sente saudade do Mastodon da era "The Hunter", e o trablaho ainda nos separa surpresas como Cinderstella, o ar arrastado de Sorrow Banes e a veia metal oitentista muito bem vinda em Toadfish e o épico com mais de dez minutos Fatberg. Um apanhado da abrangência musical do Callus, resumidamente para quem acredita que stoner é tudo igual, procure essa obra!
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4) "D.Ö.D" (2021) - Camera Obscura Two (Itália)
Se você, assim como eu, curte bastante essa fase que o Napalm Death está seguindo, vem conferir também esses italianos! O som é aquele amalgama de influências, sendo difícil de rotular, claro tem death/grind, mas tem muito mais coisa que só após algumas audições você conseguirá absorver tudo, por isso não me assombra quando descobri que o nome por trás do projeto é de Alberto Penzin que fez parte do grande Schizo, aqui ele consegue fazer passagens que vão do mais groove, como em The Bitterest Drop e em Need for Limited Loss que quando perceber já alterou-se em uma verdadeira ofensa sonora.
Outros destaques para Swamp Angel e Stalking by the Eye of No God que mostram um grindcore, porém indo muito para outras vertentes, quebrando a cara de quem gosta de falar que e só barulho, é sim barulho e muito, ainda bem!
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5) "From an Ancient Epoch" (2021) - Camponero (Itália)
Ahhhh, black metal totalmente tradicional, um chamado para a guerra, eu particularmente curto essa proposta de som, mas repito que não é para todo mundo, mas se você, assim como eu, acha que os anos 90 foram um dos grandes alicerces do metal negro, irá curtir a proposta do Camponero e o melhor é que as letras fogem dos clichês imbecis, sorte nossa que Matteo Maria Camponero consegue passear por passagens do Darkthrone, ao mesmo tempo que faz um ode a segunda onda do black metal com ares medievais com uma proposta tosca primitiva e destrutiva como em At the Gates of the Middle Ages e The Castle of the Wood Fairy Tale.