Resenha #314: "Following The Path Of Death" (2023) - Deadnation

    Salve Headbangers! Para um fã de metal extremo, a simples menção do nome Boss HM-2 Heavy Metal já causa uma certa euforia e um dos grandes responsáveis por isso foi o Entombed com o glorioso "Left Hand Path" e claro, o ótimo uso do mesmo despertou o interesse de bandas como o Dismember, Carnage e Grotesque, o resto é história do death metal sueco que é, na verdade, uma das maiores referências musicais para o estilo que tanto idolatramos, prova disso vem com o primeiro full da banda catarinense Deadnation.
    Formada no ano de 2016, eu vim acompanhando as primeiras apresentações da banda e já estava no hype para o que seria seu debut, ainda mais quando lançaram o seu primeiro single Redrum, uma baita referência à obra prima do terror "O Iluminado", e o fato deles irem buscar referências no terror, deixou tudo ainda mais atrativo!
    Na sequência novos singles, Braindead e Blood Spill, além de mais apresentações ao vivo que mostravam que a banda estava pronta para debutar com o seu full porém, veio a pandemia e quase o fim da banda o que culminou no atraso e em uma mudança de formação, mas todas as adversidades foram vencidas para finalmente temos o contato com "Following The Path of Death" e até aqui no título, temos um aceno ao death metal sueco e acerca dessas influências e sobre o trabalho em si, que vamos tratar agora.
    Oito faixas com pouco mais de 30 minutos, essa fórmula de um trabalho direto já ganha pontos comigo direto. A formação que gravou esse trabalho foi Gustavo Oliveira na bateria, Rafael Spilere e Jefferson Pereira nas guitarras, Jadson Falchetti no baixo e Fabricio Wronski nos vocais e eles sabem o que estamos esperando quando vamos ouvir uma banda que se propõe a fazer um death metal da velha escola, a linha de guitarra já mostra as influências aqui citadas e logo os vocais de Fabricio se apresentam em um urrado, mas que é possível entender tudo o que está sendo cantando, característica essa que se mantém ao longo do trabalho.
    A abertura ficou com as conhecidas Braindead e Blood Spill, duas ótimas escolhas que mostram o que te espera ao longo da audição, enquanto a primeira tem uma levada bem típica de um Dismember, a segunda coloca mais o pé no acelerador, o que é sempre, na minha opinião, bem assertivo!
    Killing for Kill é uma massa sonora vindo na sua direção sem pedir licença e não espere encontrar eufemismos nessa expressão, o começo dela é realmente sufocante e a levada que a música apresenta é perfeita para abrir circle pits insanos. Pierced by Nails vem na sequência com um trabalho de bateria arrebatador, note como a música não te da tempo para respirar, as linhas de guitarras irão fazer a alegria de quem sente falta do At The Gates antigo.
    Returning from Hell tem aquele começo arrastado que desagua em uma levada que se você não bater cabeça, sem dúvida, death metal não é um estilo para você! O trabalho ainda nos apresenta a velha conhecida dos fãs Redrum: Jack's Insanity com uma versão repaginada que ficou ainda mais pútrida e para encerrar o trabalho, um dos riffs mais fodidos e grudentos do álbum Sick and Sordid Mind que, fatalmente já se tornou minha favorita.
    Um mix entre a homenagem, mas sem perder a essência, e mostrando personalidade e um estilo próprio, a Deadnation mostrou que a espera valeu a pena e temos aqui um trabalho que só enaltece a escola catarinense de metal morte.

TRACKLIST:
1) Braindead
2) Blood Spill
3) Killing for Kill
4) Pierced by Nails
5) Returning from Hell
6) Redrum: Jack's Insanity
7) Sade's Eyes
8) Sick and Sordid Mind

FORMAÇÃO:
Gustavo Oliveira - bateria;
Rafael Spilere - guitarras;
Jefferson Pereira - guitarras;
Fabricio Wronski - vocais;
Jadson Falchetti - baixo.