Resenha #296: "Entranhas do Subsolo" (2023) - Aphorism

    Aphorism é uma dessas bandas que não conseguimos definir o estilo, mas que consegue misturar várias influências de som extremo e de anti música. Assim é esse quinteto composto por Rafael no baixo, Filipe na bateria, Felipe e Marcelo nas guitarras e Paulo nos urros, objeto dessa resenha.


    Seu terceiro trabalho, "Entranhas do Subsolo" lançado em  24 de fevereiro de 2023, foi gravado por Dill no estúdio Ruído Rosa, mixado e materializado por Will Killingsworth no estúdio Dead Air, as ilustrações ficaram a cargo de Pedro Moriende e o projeto gráfico com Alexandre Kool.
    São 8 músicas tocadas em quase 16 minutos de puro caos. A primeira faixa, Tormenta, já chega chutando nossos ouvidos com blast beats, riffs rápidos e profundos guturais, ditando o ritmo desse álbum. Um riff arrastado seguido por graves acordes de baixo são o que iniciam a segunda hecatombe que é Onde Circundam os Sádicos.


    Na faixa Peste somos apresentados a um riff mais rápido seguindo por um blast beat e no meio da música somos embalados por uma cadenciada para no final, sermos bombardeados pelos mesmos riffs do começo.
    Obscuridades nos é apresentada como um interlúdio que vomita urros de mais profundo desespero. Na faixa que leva o nome do álbum, Entranhas do Subsolo, somos apresentados a um conjunto de riffs feitos para nos causar um extremo desconforto.
    Carcaça vem como mais uma brutalidade antes da cadenciada Vórtice. Por fim, esse trabalho se fecha com Infecto, que começa com um d-beat feito para nos levar a um mosh, seguindo por um cadenciado riff, perfeito para os batedores de cabeça, que se arrasta junto com uma melancólica melodia até o fim da música.

TRACKLIST:
1) Tormenta
2) Onde circundam os sádicos
3) Peste
4) Obscuridades
5) Entranhas do subsolo
6) Carcaça
7) Vórtice
8) Infecto

FORMAÇÃO:
Rafael Inah - baixo; 
Filipe Pereira - bateria;
Felipe Mendes - guitarra;
Marcelo Adam - guitarra;
Paulo Meirelles - vocais.