Resenha #295: “Years Of Aggression" (2019) - Suicidal Angels

    Salve Headbangers! Desde que surgiu na cena, o Suicidal Angels veio arrancando elogios de músicos famosos como Mile Pretozza do Kreator e todo esse hype é totalmente justificado quando escutamos qualquer trabalho dos atenienses, e não atoa, eles lançaram um dos seus melhores trabalhos, onde eles olham para o thrash metal e mostram uma evolução para o estilo, estou me referindo a "Years of Aggression".


   De maneira geral, aqui a violência de "Dead Again" (2010) encontra a técnica e as quebras de andamentos de "Divide And Conquer" (2014) mostrando assim um trabalho que fatalmente será um divisor de águas em sua discografia.
    Quer saber o peso desse trabalho, então vou te dizer uma música e você verá como a afirmação acima faz sentido... Born of Hate, som esse que é um hino do thrash metal feito nesse século, sem mais! Mas, antes dela, temos uma abertura muito bem trabalhada Endless War, com suas mudanças de andamento e formas o que acho perfeito, a já citada Born of Hate que eu confesso que quando ouvi ao vivo no "Setembro Negro 2022" não sabia se cantava ou se ia para o mosh e no fim, fiz tudo isso junto.


    Fechando a trinca, hora de pisar no freio, claro, para os padrões do Suicidal Angels então a faixa título apresenta várias camadas e vai do cadenciado para o mais acelerado o que já uma característica bem vívida da banda.
    A linha inicial de Bloody Ground é daquela que faz o fã da banda se arrepiar e é presença obrigatória no set list. Sabe a fase atual do Kreator? Então, eu tenho meus dois pés atrás com ela por achar que a banda perdeu agressividade, assim, um som como esse mostra os discípulos superando o mestre.
    Uhhhh D.I.V.A. e The Roof Of Rats trazem o thrash metal mais raiz para a fórmula, enquanto Order Of Death tem um riff inspirado no Slayer, o que é sempre uma ótima fonte. The Sacred Dance With Chaos é a faixa que prova o amadurecimento que citei no início dessa resenha, pois você encontra aqui dedilhados, atmosfera mais sombria e arrastada que desagua em um thrash heavy formidável, some tudo isso em uma capa assinada pelo mestre Ed Repka e o que temos, um clássico moderno, sem mais.

TRACKLIST:
1) Endless War
2) Born of Hate
3) Years of Aggression
4) Bloody Ground
5) D.I.V.A
6) From All the One
7) Order of Death
8) Τhe Roof of Rats 
9) The Sacred Dance with Chaos

FORMAÇÃO:
Gus - guitarras;
Angel - baixo;
Orfeas - bateria;
Nick - vocais e guitarras.