Resenha #286: "A Call To Arms" (2022) - Jungle Rot

    Salve Headbangers! O Death metal é um estilo que sempre se renova e ao mesmo tempo tem pilares que formam o estilo e o impulsionam para a frente. Qualquer fã ardoroso do gênero tem as suas preferências e sabe que também tem bandas que mereciam um destaque muito maior, nesse leque quero citar o Jungle Rot, de Wisconsin e que tem já seus trinta anos de carreira e chega agora no seu décimo primeiro álbum fiel às suas origens (o que é sempre muito importante) e ao mesmo tempo, constrói mais um pilar na forte cena do death metal americano.


    Sendo bem justo com nossos leitores, os últimos trabalhos do Jungle Rot mostravam uma banda meio no piloto automático, o death metal estava lá com todas suas características, mas ainda faltava algo, pois bem, acredito que esse trabalho pode ser uma retomada, provavelmente não será um destaque na sua discografia, mas nem de longe é algo fraco ou passável.
    A formação atual conta com os urros sempre inconfundíveis de Dave Matrise que é também um dos guitarristas ao lado de Geoff Bub, James Genenz está no baixo e Spenser Syphers na bateria e ele que abre o trabalho com a faixa título, uma estrutura bem simples e marcante. A sequência vem com Beyond The Grave com um refrão forte, aquela parte como se fosse um grito de guerra feita para ser cantado nos shows mundo afora.


    As coisas começam a ficar ainda melhor com Genocidal Imperium, essa aqui é para moer, a melhor do álbum! Não atoa, ganhou um vídeo e justifica a estética do metal troglodita do Jungle Rot. Asymmetric Warfare tem uma levada quase hardcore e os vocais de Dave Matrise se saem muito bem nesse estilo, assim como em Vengeance And Bloodlust que tem uma linha de guitarras que veio direto do thrash, se não fossem os vocais mais rosnados, poderia muito bem estar em um trabalho do Exodus, por exemplo, e isso é ótimo, pois mostra que o Jungle Rot não se limita.
    O Death metal clássico volta em Maggot InfestedHaunting Future e em Beyond The Grave que tem uma textura mais complexa, lembrando o grande Cannibal Corpse. O trabalho se encerra com a Population Suicide, a quebra de andamento dela é perfeita para fraturar o pescoço da forma que o death metal sempre pede e os homens da caverna do death metal atacam novamente, esteja pronto!

TRACKLIST:
1) A Call to Arms
2) Beyond the Grave
3) Genocidal Imperium
4) Asymmetric Warfare
5) Vengeance and Bloodlust
6) Maggot Infested
7) Deathsquad
8) Haunting Future
9) Total Extinction
10) Population Suicide

FORMAÇÃO:
Dave Matrise - vocais e guitarras;
James Genenz - guitarras e baixo;
Geoff Bub - guitarras;
Spenser Syphers - bateria.