Resenha #284: "Køvä" (2022) - Køvä

    Formado em 2020 em meio a pandemia e em meio ao pior governo da história do Brasil, o Køvä com Martins na bateria, Lídia Campos no baixo e no vocal e Marcelo Domingues na guitarra e no vocal em 21 de julho de 2022 lançou seu primeiro álbum, são oito músicas tocadas em quase vinte minutos de pura revolta.


  Assim, temos excelentes músicas com marcantes riffs de metal/punk e de crust, acompanhados de d-beats contagiantes e enérgicos. O álbum começa com Violência Obstétrica falando sobre violência estética e gritando contra os padrões de beleza, na sequência temos Cistema Machista que além de denunciar a misoginia também abarca que não se encaixa na norma cisgênero.
    Política da Morte expõe as tenebrosas medidas do ex-governo em meio a pandemia e ainda aponta - 'milícia e igreja na expansão do capital'. Nossas Vidas vem como mais um grito contra o sistema que vivemos e propõe a autogestão como um caminho. Cova é outra música que denuncia as brutalidades e o descaso do ex-governador.


    Na sequência, temos a minha favorita do álbum, Farça do Eco-capitalismo (que inclusive tem clip lá no canal do Motim Undergroud), como o próprio nome da música já nos diz, ela nos dará febre pelo colapso ambiental causado pelo próprio capitalismo e que este não pode resolver esse problema.
    Por fim, nós temos Partidarismo, um belo hino anarquista e Brotheragem que, assim como a segunda faixa, expõe as contradições da heteronorma.

TRACKLIST:
1) Violência obstétrica
2) Cistema machista
3) Política da morte
4) Nossas vidas
5) Cova
6) Farsa do eco-capitalismo
7) Partidarismo
8) Brotheragem

FORMAÇÃO:
Matins - bateria;
Lídia - baixo e vocal;
Marcelo - guitarra e vocal;