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domingo, 14 de janeiro de 2018

Cobertura #07: "Maniacs Metal Meeting 2017" (Parte 01)

Um dos maiores festivais de Metal do Brasil, se alguém tem dúvida é por que nunca se deslocou para a Fazenda Evaristo, que se localiza na pacata cidade de Rio Negrinho no norte do Estado de Santa Catarina, pacata, até o dia do festival, momento em que a cidade torna-se uma 'Meca' do metal pesado.

Depois de mais ou menos cinco horas de viagem, chegamos ao evento e que nesse ano com teve uma novidade, toda a assessoria de imprensa foi coordenada por Clinger Carlos Teixeira do Heavy Metal Online e quem conhece seu trabalho, sabe da eficiência do mesmo e ao longo do festival ele foi super solícito com todos. 

Esse foi mais um acerto da produção, que mais uma vez não deixou a desejar, seja na escolha das bandas, seja na infra estrutura e em todas as saídas para resolver as dificuldades que acarretam um evento dessa magnitude. 

Quem teve a honra de abrir o evento foi a Tressultor e atuaram muito bem! Com seu 'thrash' metal extremamente agressivo e cantado em português, o público foi se aproximando enquanto a banda catarinense executou sons como O Ateu, Missão cumprida e Epidemia. A banda lançou recentemente o EP "Cartel de Juarez", segue o link para você conferir (vale muito a audição):



A segunda banda a tocar foi a Tandra, que veio para o palco trazendo o seu 'Folk' Metal. A banda vem fazendo uma transição de sons de 'cover's' para um trabalho autoral e tal medida não pode ser mais acertada. O 'set' foi meio curto, mas deu para mostrar a qualidade da banda, destaque para música que tornou-se um hino do festival, Open The Bar.



A Válvera veio de São Paulo e com sangue nos olhos mostraram porque são uns dos nomes mais recorrentes do efervescente cenário paulista. Recentemente eles lançaram o trabalho “Back to Hell” e nele se concentrou maior parte do 'set'. Com destaque para a porrada Demon of War. Há tempo de dizer que a banda voltará para SC, no tradicional Otacílio Metal Fest.



A Genocídio é uma verdadeira lenda do 'Underground' e ver a banda ao vivo é, no mínimo, impressionante, devido a qualidade técnica dos músicos e as variações vocais de Murilo. O 'set' passeou por várias fases da banda trazendo os sons Under Heaven None, Cloister, The Clan e Kill Brazil, claro que faltou muitos outros, mas, como disse anteriormente, ver a banda ao vivo é incrível e, ainda para completar, fizeram um 'cover' de Sarcófago com Black Vomit. Pode-se considerar esse, um dos melhores 'show's' do festival.



Luxúria de Lillith é uma horda à qual eu tenho profunda admiração, então assistir a apresentação do trio é sempre gratificante e no MMM, a banda mostrou o porque atingiu ótimos resultados na sua última turnê européia. O 'set' foi um 'Best of' onde não ficaram de fora as faixas Testemunha do Mal , Sarau dos VampirosLuxúria de Lillith, entre outras. É impressionante o fato de como Drakkar consegue cantar, tocar bateria e se comunicar com o público com tamanha desenvoltura. A banda voltará para SC em maio e com certeza estaremos lá!


Os mortos nos atacam! É assim que a Zoombie Cockbook se apresenta com seu, literalmente, metal da morte. Ainda não entendi como essa banda não é ainda mais conhecida, porque o 'show' deles é igual suas músicas, impactante e impiedoso. Infelizmente no festival tiveram um 'set' menor, mas não poderiam voltar para seus túmulos sem tocar Motel Hell, confira o clipe super produzido.



Madrugada adentro, hora da violência! Sem piedade, a Jailor invade o palco. Os paranaenses vem divulgando o seu mais recente trabalho “Stats of Tragedy”, então tome 'Thrash' metal da velha escola com 'riff's' diretos e belos solos, essa foi uma apresentação que passou rápido, tamanha a energia que a banda emana e vale dizer, a banda também estará presente no próximo Otacílio 2018.



A Cassandra foi para mim uma das surpresas do festival. O duo é dono de uma sonoridade que nos remete para o 'doom'/'stoner', mas, na verdade, é algo difícil de descrever, sendo assim, só assistindo para entender a atmosfera e a massa sonora construída por meio das previsões, como em Previsão 1 – Sermão da montanha.



Para fechar o primeiro dia do festival tivemos Ruínas de Sade. O cansaço da viagem somado a maratona de 'show's' que ainda teríamos pela frente, fez com que não assistíssemos toda a apresentação, mas valeu a pena conhecer o som dos catarinenses, que executam um 'stoner' com letras em português e uma influência bem sadia de Black Sabbath. Destaque para a hipnótica Funeral do Sol.



Assim se encerra o primeiro dia do festival que, neste dia teve quatorze bandas e nossa cobertura continua na parte 02 do domingo do 'fest'...

Revisado e editado por Carina Langa.

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