Cobertura Maniacs Metal Meeting - Parte 01

       

Um dos maiores festivais de Metal do Brasil, se alguém tem duvida é por que nunca se deslocou para a Fazenda do Evaristo que se localiza na pacata cidade de Rio Negrinho no norte do Estado de Santa Catarina, pacata até o dia do festival, onde a cidade torna-se uma “Meca” do metal pesado.

Depois de mais ou menos cinco horas de viagem, chegamos ao evento e esse ano com uma novidade, toda a assessoria de imprensa foi coordenada por Clinger Carlos Teixeira do “Heavy Metal online” e quem conhece seu trabalho, sabe da eficiência do mesmo e ao longo do festival ele foi super solicito com todos.

Esse foi mais um acerto da produção, que mais uma vez não deixou a desejar, seja na escolha das bandas, seja na infra estrutura e em todas as dificuldades que acarretam um evento dessa magnitude.

Quem teve a honra de abrir o evento foi a Tressultor e abriram muito bem, com seu thrash metal extremamente agressivo e cantado em português, o público foi se aproximando enquanto a banda catarinense executou sons como: “O Ateu”, “Missão cumprida” e“Epidemia”, a banda lançou recentemente o EP Cartel de Juarez, segue o link (vale muito a audição): https://www.youtube.com/watch?v=n6gqB5XHKQ4

A Segunda banda Tandra, vem para o palco trazendo o seu folk metal, a banda vem fazendo uma transição de sons de covers para um trabalho autoral e tal medida não pode ser mais acertada, o set foi meio curto, mas deu para mostrar a qualidade da banda, destaque par a música que tornou se um hino do festival “Open the bar”: https://www.youtube.com/watch?v=nor0-HdvVrM

A Válvera, veio de São Paulo e com sangue nos olhos mostraram porque são uns dos nomes mais recorrentes do efervescente cenário paulista, recentemente eles lançaram o trabalho “Back to Hell” e nele se concentrou maior parte do set, com destaque para a porrada “Demon of War”, https://www.youtube.com/watch?v=kkTqJvjvWAQ . Há tempo de dizer, que a banda voltara para SC, no tradicional Otacílio Metal Fest.

A Genocídio é uma verdadeira lenda do Underground e ver a banda ao vivo é no mínimo impressionante, devido a qualidade técnica dos músicos, as variações vocais de Murilo impressionam e o set passeou por várias fases da banda, como “Under Heaven None”, “Cloister”, “The Clan” e “Kill Brazil”, claro que faltou sons, mas como disse, ver a banda ao vivo é incrível e ainda um cover de Sarcofágo com “Black Vomit”, pode-se considerar um dos melhores shows do festival.

Luxúria de Lilith é uma horda a qual eu tenho profunda admiração, então assistir a apresentação do trio é sempre gratificante, e no MMM a banda mostrou o porque atingiu ótimos resultados na sua ultima turnê européia, o set foi um Best of onde não ficou de fora, “Testemunha do Mal” , “Sarau dos vampiros” e “Luxúria de Lilith”, entre outras . É impressionante o fato de como Drakkar consegue cantar, tocar bateria e se comunicar com o público, a banda voltará para SC em maio e com certeza estaremos lá.

Os mortos nos atacam, é assim que a Zoombie Cockbook se apresenta, com seu literalmente metal da morte, ainda não entendi como essa banda não é ainda mais conhecida, porque o show deles é igual suas músicas, impactante e impiedoso, infelizmente no festival tiveram um set menor, mas não poderiam voltar para seus túmulos sem tocar “Motel Hell”: https://www.youtube.com/watch?v=x3USGf4vvrU.

Madrugada adentro, hora da violência, sem piedade a Jailor invade o palco, os paranaenses vem divulgando o seu mais recente trabalho “Stats of Tragedy”, então tome Thrash metal da velha escola, com riffs diretos e belos solos, uma apresentação que passou rápida tamanha a energia que a banda emana e vale dizer a banda também estará presente no próximo Otacílio 2018.

A Cassandra foi para mim uma das surpresas do festival, o duo é dono de uma sonoridade que nos remete para o doom/ stoner, mas na verdade é algo difícil de descrever sendo que só assistindo para entender a atmosfera e massa sonora construída por meio das previsões, como Previsão 1 – “Sermão da montanha”.

Para fechar o primeiro dia do festival, Ruínas de Sade. O cansaço da viagem somado a maratona de shows que ainda teríamos pela frente, fez com que não assistíssemos toda a apresentação, mas valeu a pena conhecer o som dos catarinenses, que executam um stoner com letras em português e uma influência bem sadia de Black Sabbath. Destaque para a hipnótica “Funeral do sol”: https://www.youtube.com/watch?v=7UHOiJPgTa4

Assim se encerra o primeiro dia do festival, em breve as fotos serão postadas no blog, no sábado tivemos quatorze bandas e nossa cobertura continuará ...



Texto escrito por Luiz Harley Caires e revisado por Carina Camila Langa.

←  Anterior Proxima  → Página inicial

Total de visualizações

Baphomet

Baphomet

As mais lidas