Resenha #483: "Dawn of the Iron Shadow" (2025) - One of Nine

Quando o mundo de Tolkien e o black metal se cruzam, você tem um celeiro para ótimas passagens musicais que desafiam o ouvinte a sair da sua realidade e mergulhar em um mundo sombrio, tomado pelas forças obscuras e pela magia antiga. É claro que nomes não faltam nessa lista, sendo o mais forte o One of Nine (Achou que eu ia falar Burzum, né? Se fude!?).
Neste segundo álbum, eles elevam ainda mais a sonoridade de sintetizadores e black metal melódico. Parley at the Gates já deixa claro isso de imediato: uma narração inicial dá logo passagem para a tempestade de Age of Chains. O começo dessa faixa faz o contraponto com o seu final, que é algo muito bonito, com o teclado tomando a frente.
Se você quer uma faixa para te fazer ouvir esse trabalho sem dúvida alguma, é Dreadful Leap. Esse som é daquele que vale o álbum. E, curiosamente, essa pegada se mantém em Of Desperate Valor até a metade dessa faixa, que depois se torna um black'n'roll. Achei curioso e curti essa inovação.
O uso de sintetizadores pode cair no caricato, mas quando uma banda sabe fazer isso, como em Behold the Shadow of my Thoughts e Quest of the Silmaril, fica algo surpreendente e quando achava que nada pode me impressionar mais, eis que a banda vem com Death Wing Black Flame e o uso de harpas e vocais mais limpos são uma comemoração e uma vitória ao mesmo tempo, um chamado para uma jornada da qual Tolkien ficaria orgulhoso do trabalho que sua obra inspirou.
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TRACKLIST:
1) Parley at the Gates
2) Age of Chains 
3) Dreadful Leap
4) Of Desperate Valor
5) Behold the Shadow of My Thoughts
6) Bauglir
7) Quest of the Silmaril 
8) Death Wing Black Flame 
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FORMAÇÃO:
Urmaiar the Rope - baixo;
Pharazon the Golden - bateria;
Gurthang the Black Sword - guitarra;
Fellrider of Northern Unlight - guitarra e vocais.