Resenha #438: "The Wolf and The King" (2024) - 1349

Salve Headbangers! Atualmente dentro do black metal eu percebo um movimento de ruptura, enquanto algumas bandas procuram se fundir com experimentalismos gerando sub estilos como o shoegaze, outras não arredam o pé do tradicionalismo e se mantém fiel a sua obra e isso nem de longe é ruim, pois acredito que é importante se renovar sem perder suas características.
No segundo e seleto grupo, venho destacar o 1349 que lançou em 2024 o "The Wolf and the King" ou se quiser, pode chamar de mais um ataque do típico black metal norueguês e graças a Satã que eles continuem assim! Eu vejo o trabalho como uma continuação direta de "The Infernal Pathway" de 2019 (e escrevendo isso eu noto a distância de um álbum para o outro). Os vocais de Ravn mais uma vez são destaque, indo de algo quase teatral como no Mayhen para o mais puro ódio, ouça por exemplo, Fatalist e Ash of Ages, essa minha favorita a propósito.
A narrativa do álbum mergulha na alquimia para relatar que o lobo devora o rei, então o lobo é devorado pelas chamas e disso um novo rei irá surgir, uma metáfora à renascimentos e fortalecimentos, um ciclo sem fim, e nesse ritual temos faixas como Inner Portal e eu, como baixista, não posso deixar de destacar a excelente linha de contra baixo, dando tônica para o álbum.
Shadow Point e a abertura com The God Devourer vão mostrar o compromisso da banda em não negar sua história por mais que eu teria invertido as faixas e colocado a já citada Ash of Ages como abertura.
Em uma discografia sem quedas, o 1349 é a oposição ao falso black metal, algo que eles sempre tiveram dentro de si, então ouça sabendo que não é um álbum para todos apreciarem, mas quem assim o fizer, não irá se arrepender.
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TRACKLIST:
1) The God Devourer
2) Ash of Ages
3) Shadow Point
4) Inferior Pathways
5) Inner Portal
6) The Vessel and the Storm
7) Obscura
8) Fatalist
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FORMAÇÃO:
Seidemann - baixo;
Ravn - vocais;
Archaon - guitarras;
Frost - bateria.