Cobertura de eventos #56: "CRAS + Mayara Puertas | Goaten | Dark New Farm | Tetric Tone" – Florianópolis/SC (22/11)

Salve headbangers! Nós aqui do Underground Extremo temos um grande orgulho de chamar a mídia O Subsolo de irmã e ver o crescimento da mesma no cenário, não só nacional como mundial, isso é visto por nós não só como uma vitória deles, mas sim um impulso para todas as mídias que seguem o caminho do underground.
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Dito isso, nos encaminhamos para a capital catarinense para a primeira edição d’O Subsolo Metal Fest na grande Florianópolis, que prova o esforço da mídia em sempre levar para o público as mais variadas manifestações da arte underground. O cast contando com CRAS, com participação da vocalista Mayara Puertas do Torture Squad, além das bandas Goaten, Dark New Farm e Tetric Tone, a qual vamos discorrer sobre sua apresentação agora:
Tetric Tone é formada por verdadeiras lendas da cena do metal de Floripa, nos mostrou um set que foi um misto entre alguns covers que me pegaram de surpresa como do The Tempter, do Trouble,  do Candlemass além de sons autorais que se destacaram pela qualidade do que está por vir no seu trabalho debut.
Foto de celular por Carina Langa
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Na sequência, Dark New Farm que já é banda da casa, pois dois de seus membros também são partes fundamentais do O Subsolo, sendo eles Maykon Kjellin (bateria) e Harley Caires (vocalista), se juntam em grupo Sol Portela e Wagner nas guitarras e Ewerton no baixo. Com essa formação consolidada estamos na fase de adeus do seu EP de estreia "Farm News" (2019) e chegada de novos sons como Petrichor e Carcere que ao vivo já mostraram toda sua potência e carisma, deixando o público animado e envolvido. Das já conhecidas destaco a faixa Madre que mais uma vez trouxe a versatilidade dos vocais de Harley e Sol e o peso de sua lírica.
Foto de celular por Carina Langa
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É muito inspirador ver a Goaten tocar ao vivo, isso porque eles foram uma das bandas atingidas pelas chuvas do Rio Grande do Sul, o que os levou a terem que se reerguer e assim eles fizeram, por isso poder ver novamente o power trio foi emocionante, e quem esteve no Haôma deve ter ficado preocupado se a casa iria aguentar as pancadas de Rafha, o baterista, que esmurrava seu kit de sem dó ao lado do sempre carismático e de talento ímpar Francis no baixo e vocal e de Daniel Lima nas guitarras que estavam comemorando o aniversário de um ano do lançamento do seu primeiro full "Midnight Conjuring" e por isso tivemos sons desse álbum como: Metal Blade, Pride or Dust, Bells e Witches’ Serenade, além de sons que vêm dos seus primeiros EP's como The Following, que mostra que a Goaten é uma banda que merece cada vez estar alcançando voos mais altos, pois eles são mais que merecedores.
Foto de celular por Carina Langa
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Outra apresentação que foi bem marcante para nós, público, e acredito que também para a banda, CRAS, pois tiveram uma frontwoman especial, Mayara Puertas do Torture Squad. A vocalista original da banda, Marili, não pôde fazer essas datas no sul e por isso que essa apresentação trouxe esse reforço de peso e quem conhece os vocais de Mayara sabe que ela é uma das vocalistas mais versáteis que temos aqui na cena, mas além de falar de sua performance irretocável, preciso dizer também o quanto a CRAS ao vivo consegue ser ainda mais extrema, Lucas consegue ter vocais que impressionam ao mesmo tempo que ele se demonstra muito virtuoso na guitarra e o mesmo pode ser dito do baixista Hércules e do batera Cris que conseguem ir do sludge para o death metal com uma desenvoltura assustadora. O set começou com Valleys of Concrete, depois tivemos May adentrando ao palco com Marks e a porrada que atende pelo nome de Overloaded.
Foto de celular por Carina Langa
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O set ainda contou com uma das minhas favoritas, Silhuetas e por fim, a música que temos muito orgulho de ter apresentado no nosso fest online, Beta, que não só abriu muitas portas para o CRAS como consolidou a banda como um dos nomes mais fortes do estilo no Brasil, e para nós, ficou aquela sensação de ter assistido algo único, por isso estendemos nossos agradecimentos a Bruxa Verde Produções, ao Haôma, as bandas e claro, a mídia O Subsolo que mantém a chama do underground ativa.