Resenha #423: "Digital Apocalypse" (2024) - A Night in Texas

Salve headbangers! Um gênero que fatalmente nunca me chamou muito a atenção foi o deathcore, isso porque sempre me pareceu que se você ouviu uma banda, ouviu todas, porém querendo descobrir se isso era um preconceito meu, comecei a pesquisar mais bandas do estilo e me deparei com um nome forte da cena australiana o A Night in Texas, uma banda que está na estrada já desde 2009 e na sua discografia tem ímpetos como lançar dois álbuns conceituais "The Divine Dichotomy - Chapter I" e " The Divine Dichotomy - Chapter II" no mesmo ano (2021), e 'só' por isso, já me parece que eles têm algo a dizer e bem... Têm sim, muita coisa!
Primeiro destaque é que eles trocaram de vocalista, com a saída do competente Ethan Lucas a banda teve uma difícil missão de achar um substituto a altura e eles conseguiram na figura de Sam Cameron que preenche os pré requisitos básicos do estilo, ir de um gutural cavernoso a um scream e pig squeals as vezes até na mesma música.
Feito isso, a formação se estabiliza com o já citado Sam Cameron nos vocais, Anthony Barone na bateria, Cory Judd e Angus Gasson nas guitarras e Luke Adkins no baixo, e novos ares e novos formas de encarar o seu deathcore, assim como também a técnica se mostram presentes, como na abertura com Programmed To Suffer. O uso de sintetizadores faz muito bem a esse som, o mesmo posso dizer da sintomática The Destruction Of Everything que utiliza de vocais e passagens sinfônicas, algo que vem sendo comum no estilo, mas eles usam de forma muito mais competente.
Se até aqui não te convenci, então toma Welcome to the Gulag, aqui a banda une elementos do deathcore com djent e também algo do thrash e isso é muito bom para mostrar uma banda que está disposta a inovar, mas sem perder mão daquilo que os fãs esperam, então se quer um breakdown na sua cara, tome Mechanized Genocide.
Os vocais femininos que apontaram na segunda faixa retornam em mais alguns momentos do álbum como em Engraved in Time que tem um toque como se fosse um lamento pelo fim da humanidade que ficou muito legal na proposta, fórmula essa usada também em The Chamber. Fazendo um contra ponto com isso temos Death Protocol e Apex of Agony, faixas escolhidas por serem assim, mais fieis ao estilo, e um ar hardcore em Cybernetic Conquest faz esse álbum ser um oásis de originalidade dentro de um estilo limitado, virei fã!
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TRACKLIST:
1) Programmed to Suffer
2) The Destruction of Everything
3) Welcome to the Gulag
4) Mechanized Genocide
5) The Chamber
6) Engraved in Time
7) Death Protocol
8) Apex of Agony
9) Neural Malignancy
10) Cybernetic Conquest
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FORMAÇÃO:
Cory Judd - guitarras;
Zak Borg - bateria;
David Finlay - baixo;
Tommy Williams - guitarras;
Sam Cameron - vocais.