Playlist de Uma Semana Extrema

    Salve Headbangers! Chegou o momento de falar um pouco de trabalhos que foram ouvidos recentemente. Aquele nosso papo de headbanger para headbanger, então confere esses trabalhos aí com a gente e vamos debater se concordamos sobre as opiniões abaixo:


1) "Dark Passion Play" (2007) - Nightwish

    Confesso que sempre achei o Nightwish uma banda muito boa dentro do estilo que se propõem, mas nem de longe essa é uma banda que tenho entre minhas favoritas, sempre considerei uma banda de playlist e minha atenção ficava mais concentrada nos primeiros álbuns, digo isso porque a saída de Tarja Turunem não me afetou muito até por ter esse distanciamento da obra.
    Digo isso porque não esperava nada demais de "Dark Passion Play" o primeiro trabalho gravado pela vocalista Sueca Anette Olzon. Fato é que o acento pop da voz desagradou os fãs principalmente ao vivo, aquela história meio Blaze Bayle se repetiu aqui, mas ouvindo hoje o "Dark Passion Play" de 2007 digo que ele é um excelente álbum, tendo uma pegada sombria para os padrões do estilo, encaixando alguns hits como Bye Bye Beautiful, música de recalque total por parte do Tuomas. Abrir o trabalho com uma peça de 14 minutos é uma ideia audaciosa, The Poet and the Pendulum não se torna cansativa como imaginei que seria e para ser honesto se tem dois sons que me ganharam aqui foi Master Passion Greed e 7 Days to the Wolves.

2) "Medusa" (2017) - Paradise Lost

    Um quimera com várias faces, é assim que podemos nos referir ao Paradise Lost, death metal, doom, gótico e até música eletrônica, não existem rótulos para falar de tudo que eles já nos apresentaram e é tudo bom? Bem... não! Mas quando eles acertam, aí sim meus amigos, acertam bonito e "Medusa" é um trabalho desses, a abertura Fearless Sky mostra as marcas registradas de Gregor Mackintosh e Nick Holmes urrando como no passado graças a Satanás.         Claro que poucas bandas como o Paradise sabem olhar para o passado, então se temos umas faixas mais 'animadas' como Blood and Chaos e Closer Until the Grave que poderiam estar no clássico "Draconian Times" (1995). Ainda não supera meu adorado "Faith Divides Us – Death Unites Us" (2009), mas o Paradise Lost voltou a não errar!

3) "Scary Creatures" (2016) - Brainstorm

    Sempre considerei o Brainstorm uma grande banda e injustiçada ao mesmo tempo, pois eles vêm lançando trabalhos bem significativos, mas não atingem o grande público, para provar esse meu argumento, apresento o sensacional "Scary Creatures" lançado em 2016, esse registro tem tudo que o fã de power metal europeu espera, aquela agressividade que se tornou inerente ao estilo, como também aquela velha influência do NWOBHM o mais puro metal americano que vem da escola Savatage.
    Então, é sem erros aqui, como por exemplo nos backing vocals que são gritos de guerra em Take Me To The Never e em How Much Can You Take. The World We See abre o trabalho e ganhou um clipe bem legal e claro, não podemos deixar de lado as raízes power da porra toda, então tome Where Angels Dream. Sou grande fã dessa banda, então qualquer álbum deles é uma boa porta de entrada para os que ainda não são adeptos da tempestade metálica do Brainstrorm.

4) "7 Days" (2015) - Ivanhoe

    O Ivanhoe está na ativa desde 1986,  tão grande como sua discografia é a sua troca de integrantes e aqui eu quero falar daquele que parei para ouvir mais recentemente, o sétimo de sua discografia que foi previamente batizado como"  7 days".
    Fazendo parte daquele time de bandas de prog metal que mereciam ter muito mais destaque que tem, esse trabalho tem seus 57 minutos espalhados em 12 faixas despertando meu ódio. A intro Alert, para não ser injusto, essa até que é legal, mais pesada e não um barulhinho de vento e sino de igrejas, mas ainda não suporto intros e ela passa logo para vir Light Up In The Darkness que é um ótimo cartão de visitas da proposta da banda, de unir o peso e as passagens progressivas.
    Momentos mais calmos e com direito a muita virtuosidade estão presentes em No Sorrow e na belíssima Innocent. A faixa título é prog metal puro colocando o vocal para segundo plano já que os primeiros minutos do som é só instrumental e você pergunta isso é ruim? Se você é fã de prog de maneira nenhuma, agora se quer conhecer a banda, esse não é o melhor trabalho para começar a seguir o Ivanhoe.

5) "Visions of Light" (2008) - Iron Thrones
  
  E lá vamos nós despertar o ódio da galera totalmente true, mas desde que eu conheci essa banda fiquei de cara com o que eles são capazes de apresentar e sim, antes que o nosso leitor pergunte, essa é uma banda de metalcore só que nem de longe temos aquele metalcore adolescente cheio de espinha e vocalistas ruins, pelo contrário, aqui temos trabalhos de guitarras muito bem feitos,  um vocalista que urra com vontade com aquela influência de hardcore. Curte Cult of Luna? É por aí... Pode parecer uma heresia o que eu vou falar aqui, mas imagine um Opeth com pegada moderna,  é nessa vibe, então não deixe de conferir!