Resenha #204: "Last Days" (2020) - Necrohunter

Salve Headbangers!

O nordeste é um celeiro metálico, que sempre nos brinda com ótimas bandas, nas mais diversas vertentes do metal, e lá das terras paraibanas, o Necrohunter, depois de quase 5 anos do primeiro full “Hunter’s Curse” (2014) a banda nos presenteou com o “Last Days” (2020) é um disco que tem tudo para ser considerado uma obra prima para os fãs do Death Metal, com aquela pegada Thrash Metal, que trás ao álbum uma característica ímpar que a  banda tem em mesclar os dois estilos deixando evidente a qualidade dos músicos.


Para quem não conhece a banda, vos digo que os caras estão aí na estrada há quase 20 anos, tem ali suas influências entre o death metal americano e sueco, fazem um som para qualquer banger moshar do inicio ao fim do show, e estão finalizando o processo de gravação da terceira bolachinha, que vem recheada com muita obscuridade, porém será assunto para uma próxima resenha quando for lançada, agora  vamos degustar o “Last Days”.

A faixa inicial é a  Burial, é uma bela introdução, com um instrumental com aquele ar ambiente fúnebre, que remete bem ao clima ao se ouvir qualquer álbum do King Diamond e que deixa o ouvinte na expectativa do que virá a seguir.

Logo a seguir faixa título do álbum, Last Days apresenta uma introdução veloz, vocal agressivo e rápido, um belo trabalho na bateria que encaixa perfeitamente na harmonia instrumental, mostrando a fúria que a banda impõe em seus sons.

Prelude to Havoc, trás as características de velocidade do Thrash metal, deixando aqui um pouco mais evidente a influência que o estilo também tem para a banda, com uma base muito boa na guitarra e baixo, e uma bateria veloz, harmonizando com um vocal bruto e agressivo. Ao meu gosto aqui é o ápice do álbum.

Sex Perversion apresenta uma introdução brutal o destaque do instrumental não passa em branco aqui também, porém aqui o que fica mais claro ao se ouvir é algo mais death metal old school, com ótimos trabalhos de vocal.
 

Já em Retaliatory A banda mescla bem os dois estilos pelos quais passeia: Death/Thrash Metal, é rápida e com muito peso, o vocal mais uma vez muito agressivo, e vale ressaltar o belo trabalho de guitarras, base e solos excelentes.

Evil Path é uma faixa para se observar a qualidade da banda, aqui você tem a velocidade e rapidez do Death/Thrash Metal, com uma cadência harmônica e alternâncias do ritmo da música bem elaboradas. Perverse Abyss, essa é uma faixa expressiva pela velocidade imposta, o som marcante, pesado e rápido faz dela um petardo para os thrashers.

In A Hopeless Place apresenta uma introdução harmônica e veloz, antecipa um vocal direto da fonte death metal, com ótimas bases no baixo que deixa a música mais densa, em conjunto com um trabalho bem elaborado nas guitarras e uma bateria avassaladora. Pelo conjunto da obra desde a primeira vez que ouvi, essa me ganhou logo.

Infernal Demise vem com um ótimo instrumental, mesclando o clássico com um ar sombrio e denso. Na sequência temos Damned X, essa faixa trás um metal mais moderno, porém sem deixar de lado as características da banda, sendo assim veloz e agressiva, com ótimos trabalhos nas guitarras.

Confinement fecha o álbum assim como ele abriu-se, uma instrumental sombria com aspecto fúnebre. É como se fosse o último dia, o fechamento do caixão!

Algumas das faixas ganharam videoclipes que podem ser assistidos pelo Youtube da banda, então vá lá e confira esse excelente trabalho. E vai um spoiler, o Necrohunter já está em processo de produção do seu novo disco, inclusive já fez algumas divulgações de nome, "Litanies Of The Black Occult" e a single Silent Enigma já está sendo divulgada como a primeira música que vai sair. E em breve teremos mais uma obra-prima dessa grande banda nordestina.

 

TRACKLIST:
1) Burial
2) Last Days
3) Prelude to Havoc
4) Sex Perversion
5) Retaliatory
6) Evil Path
7) Perverse Abyss
8) In a Hopeless Place
9) Infernal Demise
10) Damned X
11) Confinement


FORMAÇÃO (estúdio):
Mauro Necrohunter - guitarra, vocal e baixo;
Carnage - guitarra;
Vobiscum - bateria.

Participações Especiais:
Diego Dourden - teclados;
Alexis Salazar - teclados.