Década do Metal #05: In Rock (1970) - Deep Purple

Salve Headbangers, estamos começando mais uma etapa da nossa coluna Décadas do Metal e dessa vez vamos falar do chamado marco zero (1969/1970) aquele que para muitos, são os anos em que foram construídos os primeiros pilares que dariam origem ao arquétipo do Heavy Metal feito pela trindade de Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin.

O rock estava muito bem servido nesse período o The Who tinha lançado o conceitual "Tommy", já os garotos de Liverpool estavam com "Abbey Road", um dos últimos registros do quarteto, o clima de paz e amor estava minado, Woodstock foi a tampa do caixão.

Criando o alicerce do que depois iríamos chamar de Heavy Metal, a única santíssima trindade possível, lançou verdadeiros clássicos, o Sabbath já teve seu 'debut' apresentado aqui e de quebra falamos também no nosso canal, caso não tenha assistido cola lá então. Vamos focar agora no grande Purple
 

 
Antes de ser uma das bandas mais conhecidas da história do Rock o Deep Purple  teve um início, digamos, até mesmo tímido! Formado no ano de 1966 e contando na formação com Ian Paice na bateria, Jon Lord nos teclados, Ritchie Blackmore nas guitarras, Rod Evans nos vocais e Nick Simper no baixo, provável que esses últimos  nomes passem um pouquinho desconhecidos, mas foi no fabuloso ano de 1969 que entram para o grupo Ian Gillan e o baixista Roger Glover e aí meus amigos, a coisa sobe de nível! A banda deixou um pouco do acústico de lado e começou a focar em um som mais pegado, e para ir para estúdio chamaram um produtor novo com grande potencial, um cara chamado Martin Birch.

Jonh Lord sempre será um dos meus músicos favoritos e nesse registro ele começa a soltar a besta que era o seu Hammond que era ligado em um amplificador Marshall, some a isso os agudos de Gillan e a classe da cozinha de Glover e Paice, já que Blackmore dispensam comentários, com um sintomático título de "In Rock", uma obra!

Só pelo 'set list' dá para perceber que a frase acima é mais que válida, pois temos a abertura com Speed King, um som que abriu as portas para o que seria no futuro o 'Power' Metal. O começo barulhento da espaço para uma linha de teclado marcante e os vocais com aquelas notas super inalcançáveis. Bloodsucker tem um 'groove' genial e na sequência temos a épica Child In Time uma das melhores músicas de toda sua carreira.

Desafio qualquer fã 'die hard' não se empolgar com a levada simples e empolgante de Flight Of The Rat, assim como com a quase Sabbath, Into the Fire (tire o vocal do Gilan e coloque o do Ozzy para perceber como poderia ser uma faixa do "Vol. 4") e também com Hard Lovin’ Man que era uma demonstração pulsante de peso naquela época, ah, e para finalizar, um som meio desconhecido aí, chamado Black Night que curiosamente não está no vinil por questão de espaço e foi lançada como 'single'.
 

Assim como a capa mostra a banda esculpida em rocha, esse trabalho está esculpido nos maiores pilares do que vinha a ser o rock metal, pois como um bom clássico, ele é atemporal!